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quarta-feira, 28 de julho de 2021

Tanto Austrália quanto EUA teriam poucas chances em guerra contra China, diz ex-general australiano

 


Segundo ele as forças militares da Austrália durariam "apenas alguns dias" em uma guerra cada vez mais provável contra a China e que o Exército dos EUA não seria tão poderoso quanto parece.

O ex-general do Exército australiano e atual senador liberal, Jim Molan, alertou sobre a verdadeira ameaça que a China representa para a Austrália a um canal de TV do país na terça-feira (27). Segundo Molan, os australianos precisam começar a aceitar e se preparar para uma guerra com o "vizinho cada vez mais agressivo".

O senador acredita que "a guerra é mais provável do que a maioria das pessoas está disposta a admitir", advertiu.

"China e segurança nacional são a questão mais perigosa para nós", afirmou o senador Molan, descartando a suposição de que os EUA protegeriam a Austrália da China, já que segundo ele o Exército norte-americano é mais fraco do que a maioria das pessoas imagina.

O ex-general contou ainda que exercícios secretos de guerra vazaram para o público, mostrando que o Exército dos EUA provavelmente seria derrotado se um conflito com a China ocorresse. 

Paraquedistas da 173ª Brigada Aérea do Exército dos EUA se preparam para embarcar em aeronave em Papa, Hungria, 11 de maio de 2021
© AP PHOTO / LASZLO BALOGH
Paraquedistas da 173ª Brigada Aérea do Exército dos EUA se preparam para embarcar em aeronave em Papa, Hungria, 11 de maio de 2021

No caso de um confronto sobre Taiwan, o senador Molan apostou que os EUA também provavelmente perderiam, deixando a Austrália sozinha: "Se os americanos entrarem e tentarem atacar Taiwan e perderem - e há uma boa probabilidade de que o façam - então nós [Austrália] estaremos por conta própria", disse.

O senador Molan elogiou a "brilhante" e "inteligente" Força de Defesa Australiana (ADF, na sigla em inglês), mas enfatizou que ela simplesmente não era páreo para a China, que possui o maior exército do mundo.

"[A ADF] Não pode lutar com força suficiente. Não é grande o suficiente, não tem massa para defender este país […] Mesmo em 10 anos, teremos um exército que ainda não é letal o suficiente", adiantou.

Por fim, o senador Molan disse que nem tudo era desgraça e tristeza para a Austrália, destacando que o principal conflito global era entre a China e os EUA e não entre a China e a Austrália.

Embora o ex-general acredite que a guerra seja "provável", ele não acha que seja inevitável. Por enquanto, o senador Molan diz que os militares australianos devem voltar à prancheta, permanecer prudentes quanto ao potencial de guerra e se concentrar na segurança estratégica interna.

Porto de Darwin

Um dos primeiros passos, segundo o senador Molan, é retomar o porto de Darwin, por ser uma base crítica de projeção de defesa.

"Retirar Darwin seria uma indicação de autoconfiança, preocupação, determinação e resolução. É por isso que acredito que devemos fazer isso", indicou.

Darwin sempre foi de importância estratégica para a Austrália, devido à sua proximidade com a região Ásia-Pacífico. No entanto, nos últimos anos, essa importância cresceu exponencialmente, à medida que o poderio econômico e militar da China aumentou significativamente.

O porto de Darwin pertenceu à estatal chinesa Landbridge desde 2015, depois que o Partido Liberal do país do governo do Território do Norte concedeu à corporação um arrendamento do porto por 99 anos.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Sem chances para EUA: NI aponta torpedo russo imbatível há décadas

 


O Shkval, torpedo de propulsão a jato que consegue atingir na água velocidades superiores a 300 km/h, foi desenvolvido por construtores soviéticos ainda na década de 1960, mas até hoje é insuperável.

Segundo escreve a revista The National Interest, o VA-111 Shkval foi desenvolvido como uma contramedida aos submarinos nucleares dos EUA que poderiam ameaçar a integridade da dissuasão nuclear marítima da União Soviética.

O torpedo de supercavitação entrou em serviço em 1977 e permaneceu escondido do conhecimento público até o colapso da URSS.

Torpedos habitualmente são construídos com hélices ou com um motor hidrojato, que são dois meios convencionais de propulsão em que raramente as velocidades são superiores a 60 nós, ou seja, a 111 km/h.

Por sua vez, o Shkval é construído com um motor de foguete de combustível sólido, o que lhe permite atingir velocidades superiores a 200 nós, ou seja, a 370 km/h, o tornando um torpedo de supercavitação – quando o gás ejetado do nariz do torpedo cria bolhas de gás finas que minimizam o contato com a água e geralmente evitam o desgaste devido ao atrito com a água.

 



© SPUTNIK / VASILY BATANOV
Submarino russo Rostov-na-Donu durante evento militar (imagem referencial)

À medida que o torpedo se move em direção ao alvo, as bolhas de gás continuam evaporando a água ao redor.

Uma vez disparado de um tubo de torpedos padrão de 533 milímetros, o Shkval atinge uma velocidade de 50 nós (92,6 km/h) e continua acelerando até atingir velocidade de supercavitação.

Uma das desvantagens de torpedos de supercavitação é que o processo de propulsão cria imenso ruído, facilitando, assim, detecção dos submarinos portadores. No entanto, esse detalhe pode ser contrabalanceado pela velocidade do torpedo, que dá pouquíssimas chances de um inimigo conseguir reagir a tempo.

Recentemente, veio à tona que a Rússia está trabalhando no novo torpedo Khishnik para substituir o Shkval.