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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Putin e Xi Jinping reforçam luta conjunta contra terrorismo e tráfico de drogas do Afeganistão

 


Nesta quarta-feira (25), os presidentes da Rússia e da China discutiram sobre a posição de seus países ante a situação atual do Afeganistão.

Vladimir Putin e Xi Jinping expressaram, em uma conversa telefônica, a vontade de aumentar os esforços na lutar contra a ameaça terrorista e contra o tráfico de drogas no Afeganistão.

"Se expressou a disposição de aumentar os esforços para lutar contra as ameaças relacionadas com o terrorismo e o narcotráfico provenientes do Afeganistão", comunicou o serviço de imprensa do Kremlin.

Os dois líderes sublinharam a importância de ser estabelecida a paz no país em causa, bem como prevenir que sua instabilidade se propague para as regiões vizinhas.

Membros do parlamento afegão deixam o prédio após o atentado terrorista
© AP PHOTO / DR. NAQIBULLAH FAIQ
Membros do parlamento afegão deixam o prédio após o atentado terrorista

Nesse sentido, Putin e seu homólogo chinês se comprometeram a aproveitar ao máximo o potencial da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX) - fundada em 2001, a OCX diz respeito ao desenvolvimento regional e a questões de segurança, sendo composta por oito nações: China, Índia, Cazaquistão, Quirguistão, Paquistão, Rússia, Tajiquistão e Uzbequistão.

Xi, no entanto, reiterou que a China adota uma posição de não-interferência, respeitando a independência e soberania do Afeganistão. O presidente russo mostrou estar de acordo, afirmando que está disposto a trabalhar com Pequim para "impedir forças estrangeiras de interferir e destruir o país da Ásia Central.

O presidente da China apelou a todos os partidos políticos afegãos que construam um sistema político aberto e inclusivo, e que implementem políticas estáveis e moderadas, cortando todos os laços com grupos terroristas. 

Plantação de papoulas no Afeganistão, matéria-prima utilizada na produção da heroína
RAHMAT GUL
Plantação de papoulas no Afeganistão, matéria-prima utilizada na produção da heroína

Os combatentes do Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e  em outros países) estabeleceram controle de Cabul em 15 de agosto, ao fim de uma guerra de 20 anos contra forças estrangeiras lideradas pelos EUA. 

O grupo insurgente deixou claro que deseja a "transição completa" de poder no país, tendo anunciado mais tarde sua disposição em negociar a criação de "um governo transparente, inclusivo e islâmico".


 

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Taiwan protesta ante juramento de 'reunificação' com China por Xi Jinping

 


O presidente da China, Xi Jinping, jurou na quinta-feira (1º) completar a "reunificação" com Taiwan, bem como "esmagar" qualquer tentativa de independência formal. Tal juramento, por sua vez, alimentou críticas e tensões vindas de Taipé.

É sabido que a China vê Taiwan como parte de seu território, pelo que tem feito tudo a seu alcance para assertar sua soberania sobre a ilha em questão, incluindo voos regulares com caças e bombardeiros perto do território.

"Resolver a questão de Taiwan e completar a reunificação total com a terra-mãe são tarefas históricas inabaláveis do Partido Comunista Chinês [PCC] e a aspiração comum de todo o povo chinês [...] Todos os filhos e filhas da China, incluindo compatriotas de ambos os lados do estreito de Taiwan, devem trabalhar juntos e se mover em frente em solidariedade, esmagando resolutamente qualquer conspiração para 'a independência de Taiwan'", disse Xi em seu discurso do centenário do PCC, citado pela agência Reuters.

Em resposta, o Conselho de Assuntos Continentais de Taiwan, que elabora políticas relativas à China, disse que, enquanto o PCC conseguiu atingir um "certo desenvolvimento econômico", este deveria adotar uma natureza supostamente mais democrática.

"Seus erros históricos de tomadas de decisões e suas ações prejudiciais persistentes têm causado ameaças sérias à segurança regional", acrescentou.

povo de Taiwan rejeitou a política de Uma Só China – que dita que a ilha é parte do gigante asiático – e Pequim deveria parar com sua intimidação militar e dialogar com Taipé como atores iguais, conforme o conselho.

No entanto, por agora parece que a China não vai recuar em sua política, pelo que seu líder já avisou que ninguém deveria "subestimar a forte determinação do povo chinês, [nem] sua força de vontade firme e a capacidade formidável de defender sua soberania nacional e integridade territorial", citado pela mídia.