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terça-feira, 23 de novembro de 2021

China acusa EUA de 'brincarem com fogo' após passagem de navio de guerra pelo estreito de Taiwan

 


Pequim condenou a ação da Marinha dos EUA, afirmando que tal ação não faz mais que "interromper e minar a paz regional e estabilidade"

Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, reagiu em briefing diário à passagem de um navio de guerra dos EUA pelo estreito de Taiwan, sublinhando não ser a primeira vez que a Marinha dos EUA mostra seu poder na área alegando "liberdade de navegação" para justificar "provocações".

"Os EUA devem corrigir seus erros imediatamente, deixar de realizar provocações e brincar com fogo, [...] devem desempenhar um papel construtivo para garantir a paz na região e sua estabilidade", disse o diplomata.

Em vez de defender "um Indo-Pacífico livre e aberto", como indicou o comunicado oficial da 7ª Frota das Forças Armadas dos EUA sobre o evento, Washington realizou "uma tentativa deliberada de perturbar e minar a paz regional e estabilidade", acrescentou Zhao.

O USS Milius, um navio de guerra norte-americano, atravessou na terça-feira (23) o estreito de Taiwan, passagem descrita como "rotineira" e "de acordo com a lei internacional" pela Marinha dos EUA.
Navio de guerra USS Milius (DDG69) (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 23.11.2021
Navio de guerra USS Milius (DDG69) (imagem de arquivo)
A área costeira da China e o mar do Sul da China têm sido territórios de periódicas tensões entre Pequim e Washington, com frequentes passagens de navios e exercícios navais conduzidos pelos EUA e seus aliados na região.
A China, por sua vez, tem respondido com seus próprios exercícios militares, incluindo com a Rússia, e feito incursões na zona de identificação de defesa aérea de Taiwan, não reconhecida por Pequim. Pequim também não reconhece Taiwan como país desde a formação da República Popular da China, em 1949, e pretende um dia realizar a reunificação com o território.

domingo, 29 de agosto de 2021

Mídia: tropas da China em alerta máximo durante passagem de navios dos EUA pelo estreito de Taiwan

 


Militares da China mantiveram sob observação o trânsito de navios de guerra norte-americanos pelo estreito de Taiwan e também conduziram exercícios militares no mar da China Oriental, informa o jornal Global Times.

O Exército de Libertação Popular (ELP) da China esteve em alerta máximo e "monitorou de perto" dois navios de guerra dos EUA que navegaram pelo estreito de Taiwan na sexta-feira (27), tendo realizado múltiplos exercícios militares em ambos os lados do estreito no mesmo dia, informou no sábado (28) o jornal Global Times.

O coronel Tan Kefei, porta-voz do Ministério da Defesa da China, indicou que o Comando do Teatro Oriental do ELP, responsável por várias províncias ao longo da costa oriental da China, rastreou e monitorou o destróier de mísseis guiados USS Kidd, bem como o navio USCGC Munro, durante seu trânsito pelo estreito.

O oficial salientou que o ELP estava "em alerta máximo o tempo todo" para "salvaguardar resolutamente a segurança nacional e integridade territorial".

No mesmo dia, o coronel Shi Yi, porta-voz do Comando do Teatro Oriental, relatou que o comando enviou na sexta-feira (27) navios de guerra, caças e bombardeiros para exercícios no mar da China Oriental durante o trânsito dos navios norte-americanos. Os exercícios chineses teriam tido o objetivo de melhorar as "capacidades de combate conjunto integrado" das tropas e manobras semelhantes serão realizadas novamente no futuro, apontou.

Além disso, as forças de defesa antiaérea de Taiwan relataram na sexta-feira (27) que aeronaves do ELP entraram na autoproclamada Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ, na sigla em inglês) da ilha (não reconhecida por Pequim) e voaram até o ponto médio do estreito de Taiwan, antes de darem a volta em direção à China continental.

3 aeronaves do ELP (Y-8 antissubmarino e Z-8 x 2) entraram na ADIZ no sudoeste de Taiwan durante a manhã de 27 de agosto de 2021. Para mais informações, consulte nosso site oficial.

O Global Times sugeriu que as atividades do ELP foram uma demonstração de que Pequim tem "controle total da situação na região", e que as "atividades militares provocativas de Washington não podem mudar esta" situação.

Atividades dos EUA na região

O Ministério da Defesa da China emitiu um protesto formal sobre a passagem dos navios norte-americanos no sábado (28), denunciando a ação como provocadora e expressando "firme oposição e forte condenação" contra ela.

A Sétima Frota da Marinha dos EUA sublinhou que o trânsito dos navios era "legal" e que serviu como uma demonstração do "compromisso dos EUA com um Indo-Pacífico livre e aberto".

Apesar de reconhecer oficialmente a República Popular da China e a política de Uma Só China, em detrimento de Taiwan, Washington mantém relações com o território em uma abordagem conhecida como ambiguidade estratégica, realizando frequentes passagens navais pelo Indo-Pacífico, inclusive no estreito de Taiwan, que chama de "missões de liberdade de navegação".

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Risco de conflito no estreito de Taiwan nunca foi tão alto, diz think tank apoiado por Pequim

 


Tensões em torno do estreito de Taiwan se intensificaram ao ponto de risco de conflito armado ser o "mais alto de todos os tempos", de acordo com think tank apoiado por Pequim.

O think tank com sede em Hong Kong divulgou nesta quarta-feira (19) um relatório sobre as relações no estreito que separa a China da ilha de Taiwan. De acordo com o documento, reporta South China Morning Post, os analistas levaram em consideração vários fatores, incluindo a força militar de ambos os lados, relações comerciais, opinião pública, eventos políticos e apoio de aliados.

Os especialistas concluíram que os países estão "à beira de uma guerra".

A conclusão dos analistas é baseada no índice do nível de risco de conflito armado calculado para o estreito, tendo o nível sido avaliado em 7,21 para o ano de 2021, em uma escala de menos dez a dez.

Conforme o relato, o índice só vem crescendo desde 2000, quando o Partido Democrático Progressista, em busca de independência, tomou o poder em Taiwan.

Em 2018, o índice já correspondia a seis, diante do apoio de Donald Trump, então presidente dos EUA, a uma abordagem antagonista à China e da busca trumpista por relações mais próximas com Taiwan.

Embora os Estados Unidos, como a maioria das nações, não tenham laços diplomáticos formais com a ilha, Washington é importante aliado internacional e vendedor de armas a Taiwan.

USS John S. McCain, destróier de mísseis guiados, em operações marítimas no estreito de Taiwan, 30 de dezembro de 2020
USS John S. McCain, destróier de mísseis guiados, em operações marítimas no estreito de Taiwan, 30 de dezembro de 2020

Neste mês, o jornal The Economist, por sua vez, rotulou o estreito de Taiwan como "o lugar mais perigoso da Terra", já que este é o assunto territorial mais sensível para Pequim e o ponto de tensão mais aguda entre a China e os Estados Unidos.

Pequim classifica a ilha autogovernada Taiwan como seu território e não exclui o uso de força para impor controle chinês, se irritando, de acordo com o veículo de imprensa, com o aquecimento dos laços entre Washington e Taipé.

Para o diretor do think tank Lei Xiying, a mudança na dinâmica política na região e as relações mais próximas entre os EUA e Taiwan correspondem aos dois "fatores destrutivos" que fomentaram o risco de conflito.

"Se a tendência atual continuar, a unificação de Taiwan pela força será apenas uma questão do tempo", afirmou.

O pesquisador aposentado da organização taiwanesa Academia Sinica, Lim John Chuan-tiong, concorda com Xiying.

"Mas, considerando agora situação explosiva, enormes incertezas e riscos envolvidos se alguém fizer um julgamento errado ou um movimento errado, não é errado afirmar que o risco em todo o estreito de Taiwan atingiu um nível sem precedentes", ressaltou o especialista.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

China lança seu maior navio de patrulha marítima no estreito de Taiwan (FOTO)

 


A embarcação se tornará o maior navio de resgate de patrulha marítima da China nas águas do estreito após ser comissionado, segundo mídia.

Lançado em cerimônia oficial nessa segunda-feira (8), o navio de nome Haixun 06, é um gigante navio de patrulha de resgate de cinco mil toneladas desenvolvido pela Corporação da Indústria de Produção de Navios da China (CSIC, na sigla em inglês) na província de Fujian, no leste da China, segundo o portal The Global Times.

Com comprimento total de 128,6 metros, 16 metros de largura e 7,9 metros de profundidade, a embarcação tem um deslocamento projetado de 5.560 toneladas e uma velocidade de 37 quilômetros por hora, com uma capacidade de navegação ilimitada, podendo navegar cerca de 18,52 quilômetros.



Novo navio de patrulha chinês Haixun 06

Outra característica importante é que o navio pode patrulhar no mar por 60 dias sem suprimentos.

O estreito de Taiwan é uma área marítima importante identificada pelo Ministério dos Transportes da China. A presença do navio tem como intuito assegurar a soberania marítima territorial chinesa e os direitos e interesses marítimos. Assim como lidar com incidentes e prevenir a poluição, segundo a mídia.

As águas do estreito vêm sendo bastante disputadas por diferentes países e a China progressivamente defende sua posição de domínio através de declarações do governo ou de ações públicas de patrulhamento.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

'Dominar' o estreito de Ormuz contra entradas dos EUA: Irã inaugura base naval



O local tem sido um ponto de acesso fundamental dos EUA ao golfo Pérsico, por onde passa a maior parte do petróleo mundial, e onde também têm ocorrido frequentes conflitos entre Teerã e Washington.

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) revelou uma nova base naval, chamada Base Martir Seyed Majid Rahbar, para "dominar" o estratégico estreito de Ormuz, informou o canal France 24, citando mídia estatal iraniana.
"Esta localização é um dos pontos defensivos mais estratégicos do país", disse o comandante do IRGC e general Hossein Salami.
A base se encontra na província meridional do país, Hormozgan, e a construção durou seis anos. A entrada para o estreito compreende a passagem de um quinto de todo o petróleo mundial.
Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã abre nova base naval no estreito de Ormuz
"Esta base foi construída com o propósito de dominar totalmente a entrada e saída de aeronaves extraterritoriais e embarcações navais" no golfo, disse na quarta-feira (23) o comandante do IRGC e general Hossein Salami.
Alguns dias antes, o porta-aviões norte-americano USS Nimitz entrou no golfo Pérsico em meio a ameaças de Washington de impor sanções da ONU ao Irã, uma ação que outras potências mundiais descartaram como juridicamente nula.
As tensões entre os EUA e o Irã estão acesas há mais de um ano no estreito de Ormuz, com ataques a navios e drones, e capturas de petroleiros.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Destróier dos EUA atravessa estreito de Taiwan rumo ao mar do Sul da China




Um destróier da Marinha norte-americana atravessou nesta segunda-feira (31) o estreito de Taiwan, entre a costa da China continental e a ilha de Taiwan.

De acordo com a agência de notícias Central News Agency, esta é a nona passagem de navios de guerra norte-americanos através do estreito neste ano. A embarcação navega de norte para sul.
Há menos de duas semanas, outro destróier, o USS Mustin, percorreu a mesma rota e, no dia 27 de agosto, a Marinha dos EUA reportou estar realizando uma "operação de liberdade de navegação no mar do Sul da China".
Por sua vez, a página da 7ª Frota dos EUA no Facebook mostra diversas imagens recentes do destróier USS Benfordy e do navio de carga USS Alan Shepard, que se encontram na região em uma missão de reabastecimento.
As autoridades de Taiwan reportaram o emprego de suas capacidades de inteligência, vigilância e reconhecimento para atuar em conjunto com os norte-americanos, enquanto Pequim até o momento não respondeu à ação dos EUA.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Irã lança mísseis em 'porta-aviões' dos EUA durante jogos de guerra no estreito de Ormuz (VÍDEO)



Em meio às tensões entre Irã e EUA, as tropas iranianas dispararam contra a maquete de um porta-aviões americano durante exercício de guerra no estreito de Ormuz.

Um dos pontos altos do exercício foi o ataque a uma maquete de porta-aviões, feita para se assemelhar aos navios da classe Nimitz da Marinha dos EUA e complementado com modelos de aviões de guerra estacionados no seu convés. As forças paramilitares iranianas dispararam um míssil de um helicóptero na direção do navio, enquanto lanchas rápidas circulavam à sua volta.
A Marinha dos EUA criticou os exercícios militares do Irã que estão ocorrendo ao longo das hidrovias no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, acrescentando que está monitorando-os de perto.
"Estamos cientes do exercício iraniano que inclui atacar a maquete de uma embarcação semelhante a um porta-aviões imóvel [...] Estamos sempre atentos a esse tipo de comportamento irresponsável e imprudente do Irã nas proximidades de movimentadas vias navegáveis internacionais", disse à AFP a porta-voz da Quinta Frota dos EUA, Rebecca Rebarich.
A funcionária da Quinta Frota dos EUA também observou que, apesar dos jogos de guerra serem realizados perto das principais hidrovias regionais, incluindo o estreito de Ormuz, responsável por grande parte dos transportes globais de petróleo, as operações dos navios comerciais não foram interrompidas, acrescentando que as operações da coalizão marítima internacional também não foram afetadas.

© REUTERS / MARINHA DOS EUA / CHRISTOPHER BOSCH / HANDOUT
Porta-aviões da Marinha dos EUA USS Nimitz recebe em andamento combustível
A animosidade entre o Irã e os EUA segue alta, enquanto o governo Trump continua a perseguir sua campanha de "pressão máxima" contra Teerã. O governo iraniano diz que os danos econômicos sofridos não minaram sua determinação de prejudicar Washington, inclusive por meios militares.
O estreito de Ormuz, onde o exercício foi realizado, é uma via crucial para o comércio global de petróleo que o Irã ameaçou bloquear se os EUA lançassem um ataque militar.