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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Moscou: evolução militar na Europa e no mundo chegou a um ponto perigoso

 


A evolução militar na Europa e no mundo chegou a um ponto perigoso, afirmou Aleksandr Grushko, vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia.

"Hoje, o processo de evolução político-militar na Europa e no mundo chegou a um ponto em que são necessários mais esforços para afastar o mundo deste ponto perigoso", afirmou.

"Nossas propostas, formuladas pelo presidente da Rússia, abrem um caminho direto e claro para avançar na direção certa, não apenas para garantir os interesses nacionais da Rússia, que é uma tarefa fundamental para nós, diplomatas, bem como para a reconstrução de uma segurança global, considerando os interesses legítimos dos outros, o que resultará em recursos para a resolução pacífica dos problemas", declarou.

Além disso, ele informou que a Rússia recebeu algumas respostas verbais sobre a suas propostas de segurança.
Membros do serviço ucraniano descarregam carregamento de ajuda militar entregue como parte da assistência de segurança dos Estados Unidos à Ucrânia, no Aeroporto Internacional de Boryspil, Kiev, 25 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 25.01.2022
Panorama internacional
EUA enviam mísseis Javelin e lançadores à Ucrânia (FOTOS)
"Já recebemos algumas respostas sobre nossas questões, por enquanto de maneira verbal. Mas, em primeiro lugar, queremos saber o motivo de nossas propostas serem inaceitáveis [...] Estudaremos atentamente e determinaremos nossos próximos passos", indicou.

sábado, 27 de novembro de 2021

EUA podem reduzir número de exercícios na Europa para evitar confrontação com Moscou, diz mídia

 


Tendo em conta a tensão na fronteira Rússia-Ucrânia, a administração do presidente Joe Biden está considerando várias opções, incluindo a possibilidade de reduzir os exercícios militares na Europa, a fim de evitar um confronto com Moscou, escreve Wall Street Journal citando autoridades norte-americanas.


De acordo com as informações do jornal, uma das opções que está sendo ponderada pela administração dos EUA é o reforço da capacidade de defesa da Ucrânia, incluindo o aumento do fornecimento de equipamentos militares, em particular sistemas antiaéreos. Esta opção implica também a introdução de sanções mais severas contra a Rússia.

Segundo avança a edição, outro possível plano de ações é "reduzir o risco de confrontação com Moscou, inclusive limitando o número de exercícios militares dos EUA na Europa".

Estes exercícios, conforme observa a mídia, continuam a provocar críticas das autoridades russas. Tal opção implica também a suspenção da ajuda militar americana a Kiev.
Mar da China Meridional (16 de setembro de 2015) - militar dos EUA observa um exercício de tiro ao vivo a bordo do destróier de mísseis guiados USS Lassen - Sputnik Brasil, 1920, 13.11.2021
Atividade militar dos EUA e da OTAN no mar Negro ameaça segurança regional, afirma Defesa russa


Recentemente, o governo britânico oficializou uma venda de material militar à Ucrânia, que Kiev poderá adquirir através de um empréstimo de 1,7 bilhão de libras esterlinas (R$ 12,78 bilhões).

Além da construção de dois navios antiminas, é planejada a produção conjunta de oito navios de guerra armados com mísseis e de uma fragata, destinados à Ucrânia. Londres também revelou que construiria uma base naval no mar de Azov e atualizaria alguns dos sistemas de armas dos navios.


domingo, 3 de outubro de 2021

EUA estão ficando para trás de Moscou no Ártico, dependendo de petróleo russo, diz especialista

 


Desde a anterior administração Trump, a Casa Branca tem perseguido o objetivo de desafiar a presença da Rússia no Ártico, tornando esta meta uma das prioridades do governo.

No entanto, enquanto Washington tem investido tempo e dinheiro para aumentar sua presença militar na região, aparentemente os EUA não conseguem acompanhar Moscou economicamente.

EUA estão ficando para trás em relação à Rússia no Ártico, o que faz com que Washington se torne dependente das vendas de petróleo de um país ao qual tem, por tantas vezes nos últimos anos, imposto sanções energéticas, afirmou Thomas Emanuel Dans, ex-comissário da independente Comissão de Pesquisa do Ártico dos EUA (USARC, na sigla em inglês), em um editorial no jornal The Hill.

Dans salientou que a Rússia se tornou o segundo maior fornecedor de petróleo bruto para os EUA, fornecendo o dobro do petróleo que os americanos extraem do Alasca – um dos estados mais ricos nesse recurso. Em apenas único mês, junho de 2021, Washington comprou 25 milhões de barris de petróleo russo, e desde que Biden assumiu o cargo as vendas mais do que dobraram.

Tanto EUA como Rússia estão presentes no Ártico, o que não se limita apenas a questões militares. Esta zona tornou-se o foco central de Washington durante a anterior administração liderada por Donald Trump. No entanto, de acordo com Dans, é Moscou que tira o máximo partido da referida região.

Ártico. Distrito Autônomo de Iamalo-Nenets, na Rússia.
© AFP 2021 / ANDREY GOLOVANOV
Ártico

O ex-comissário traça paralelos entre as atividades e políticas russas e americanas no Ártico. Tendo enfrentado sanções contra o seu setor energético que proibiam a aquisição de tecnologias estrangeiras para perfuração e extração de gás e petróleo em regiões de difícil acesso como o Ártico, a Rússia investiu na criação de suas próprias. Ao contrário dos EUA, Moscou também tem uma enorme frota de quebra-gelos, tanto convencionais como nucleares. Como resultado, a indústria energética russa no Ártico está crescendo e trará enormes lucros ao país em um futuro próximo através de vendas de gás natural liquefeito (GNL), acredita especialista.

Por outro lado, o Alasca não está prosperando, apesar das recentes descobertas de novos depósitos de recursos, incluindo petróleo e gás. Em vez disso, o estado dos EUA está enfrentando dificuldades para cobrir déficits no orçamento, preenchido na maior parte pela venda de hidrocarbonetos. O Alasca tem que gastar seus fundos de reserva para subsidiar os altos custos de vida no Ártico, ressalta Dans.

"Com a independência energética dos EUA se desvanecendo no espelho retrovisor, os legisladores políticos têm de acordar [e pensar] sobre como proteger os interesses de segurança nacional", disse Dans, referindo-se à crescente dependência do país em relação ao petróleo russo.

Anteriormente, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi anunciou que o país planeja ajudar a Rússia no desenvolvimento da Rota Marítima do Norte e na sua transformação em uma artéria comercial internacional.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


sexta-feira, 25 de junho de 2021

'Podemos bombardear': Moscou faz advertência após destróier britânico ter violado fronteira russa

 


Na quinta-feira (24), o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, alertou a todos os que provoquem situações parecidas com a do destróier britânico HMS Defender, que violou a fronteira nacional russa.

O vice-chanceler russo afirmou que Moscou está indignada com o comportamento do lado britânico. As consequências de tais ações podem ser graves.

Ryabkov disse que "se os colegas não entenderem" o que são as fronteiras da Federação da Rússia, "podemos bombardear".

"Podemos apelar ao bom senso, exigir respeito pelo direito internacional e, se isso não funcionar, podemos bombardear. Não apenas na direção do movimento do navio para evitar incidentes, mas também na direção do alvo, se os colegas não entenderem", afirmou o vice-chanceler da Rússia.

A Rússia defenderá a sua integridade territorial tanto por meios diplomáticos, como por meios militares, se for necessário, acrescentou.

"A integridade territorial da Federação da Rússia é intocável, inviolabilidade de suas fronteiras é um imperativo absoluto. Defenderemos isso tanto com meios diplomáticos e políticos, como, se for necessário, com meios militares", segundo vice-chanceler russo.

O Ministério das Relações Exteriores russo fará uma dura diligência junto ao embaixador do Reino Unido em relação à situação do destróier britânico, informou a representante oficial Maria Zakharova. Comentando a reação de Londres ao incidente, a representante chamou o comportamento britânico de "mentira descarada".

Na quarta-feira (23), o Ministério da Defesa da Rússia informou sobre a violação de sua fronteira nacional pelo destróier HMS Defender da Marinha Real do Reino Unido. O destróier britânico atravessou a fronteira russa e entrou três quilômetros em águas russas perto do cabo de Fiolent. Um navio patrulha russo disparou um tiro de advertência, enquanto uma aeronave Su-24M realizou um "bombardeio de advertência" na direção da deslocação do navio.

Por sua vez, o Ministério de Defesa do Reino Unido negou a violação da fronteira russa, afirmando que realizou uma passagem pacífica, em conformidade com a lei internacional.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Moscou considera manobras da OTAN violação do tratado sobre armas nucleares

 


Exercícios militares conjuntos dos EUA com aliados da OTAN violam o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, declarou representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

Durante exercícios conjuntos dos Estados Unidos com parceiros da Aliança Atlântica são praticados o preparo e o uso de armas nucleares por militares de países sem capacidade nuclear.

"A prática norte-americana de treinamentos, ligados às questões de preparo e uso de armas nucleares pelo pessoal de forças armadas de países que não dispõem de tais armamentos, é uma violação direita e flagrante dos Artigos 1 e 2 do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, o que enfraquece sua validade", comentou Maria Zakharova durante briefing.

Zakharova afirmou que esse problema pode ter apenas uma solução: o retorno de todas as armas nucleares dos EUA ao território norte-americano e eliminação da infraestrutura respectiva que permite garantir posicionamento rápido dessas armas nos territórios de outros países.

Também, é preciso abrir mão de treinamentos, ligados a preparo e uso de armas nucleares por militares das forças armadas de países sem capacidade nuclear, acrescentou representante oficial do MRE da Rússia.

Anteriormente, o jornal Bild escreveu que os exercícios militares Meio-dia Firme ocorreram na Base Aérea de Norvenich, na Renânia do Norte-Vestfália, com a participação da Força Aérea da Alemanha e seus aliados da OTAN. No treinamento, participaram caças-bombardeiros capazes de carregar armas nucleares em caso de guerra, de acordo com a publicação.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Exército dos EUA desenvolve canhão capaz de atingir Moscou, diz mídia (FOTOS)

 


Os Estados Unidos estão desenvolvendo uma nova arma com alcance intercontinental, capaz de atingir Moscou ou Pequim.

O Exército dos EUA está desenvolvendo um novo canhão que teria um alcance superior a 1.600 quilômetros, escreve o portal Popular Mechanics. O Canhão Estratégico de Longo Alcance (SLRC, na sigla em inglês) seria capaz de atingir alvos à distância de até 1.150 milhas (1.850 quilômetros), ou seja, disparar 50 vezes mais longe do que armas similares existentes.

Anteriormente, o portal publicou fotos vazadas do canhão, que pode representar um avanço revolucionário para a artilharia.

​O Canhão Estratégico de Longo Alcance (SLRC) do Exército dos EUA pode alcançar mil milhas ou mais

Uma comissão especial formada pelas Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina está atualmente estudando a viabilidade da tecnologia, com planos para testar um protótipo em 2023.

O SLRC está sendo projetado como uma arma rebocada por um veículo pesado. Seu grande alcance poderia ser usado para atingir inimigos contornando suas defesas marítimas e aéreas.

Contudo, sendo um sistema baseado em terra, o canhão encara limitações, uma vez que precisaria de aeródromos suficientemente próximos, um espaço aéreo seguro, e ser transportado pela Força Aérea como arma pesada.



© FOTO / NAVAL SEA SYSTEMS COMMAND
Canhão eletromagnético da Marinha dos EUA

Além disso, também demandaria a permissão de outros Estados para ser usado em seus territórios. Como uma arma baseada em um veículo, também estaria limitada a estradas pavimentadas.

Uma possível solução, conforme descreve o portal, poderia ser implantar o canhão em navios. Esta opção tornaria possível sua rápida realocação, evitando se tornar um alvo de forças inimigas.

O SLRC poderia ser instalado em novas classes de navios de guerra, permitindo a estes alcançar alvos a distâncias nunca antes vistas.

Segundo o Popular Mechanics, a partir do mar do Norte, os EUA poderiam atingir alvos na Rússia, até mesmo Moscou. No oceano Índico, um navio de guerra com essa arma poderia atingir a maior parte do Paquistão, Afeganistão, Irã, Iêmen e Somália.

Posicionados no oceano Pacífico, poderiam disparar contra regiões da Coreia do Norte e da China, como Xangai e Pequim.