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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Quanto tempo coronavírus permanece no corpo de infectados?



Especialistas advertem que dados sobre a persistência viral do coronavírus podem variar em diferentes grupos.

Em meio à luta global contra a pandemia, especialistas de todo o mundo tratam de obter mais informações sobre o vírus, como seu tempo de permanência em uma pessoa infectada.
Os dados poderiam ajudar a determinar os prazos em que os pacientes devem se isolar, assim como se uma imunidade é desenvolvida a longo prazo.

O que é a persistência viral?

O termo crucial neste aspecto é a persistência viral, ou o tempo em que as partículas do vírus permanecem vivas dentro de um organismo. Na quarta-feira (3), a National Geographic revelou que a ciência moderna divide a persistência viral em três categorias.
No primeiro grupo se encontram as infecções agudas, que rapidamente provocam sintomas, mas o paciente contagiado se recupera em poucos dias. Os vírus do segundo grupo causam, inicialmente, a aparição de alguns sintomas, porém, não tardam a se tornarem latentes e permanecem no organismo para sempre.
Por último, as infecções do terceiro grupo geram sintomas agudos em algumas pessoas, enquanto organismos de outras pessoas demonstram uma maior resistência.
Em se tratando do novo coronavírus, um dos problemas para determinar sua persistência viral consiste na necessidade de realização de vários testes para definir se o vírus está no organismo baseando-se no método de reação da polimerização em cadeia, que busca fragmentos do vírus no corpo.

Imagem de microscópio eletrônico de transmissão mostra SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19
Porém, este método é incapaz de determinar se o vírus está vivo ou se são rastros desativados, detalhou a National Geographic. "Mesmo quando o vírus já não é contagioso, há um período quando seu RNA ainda pode ser detectado", esclareceu Andrew Karaba, especialista em doenças infecciosas da Universidade Johns Hopkins.
Por este motivo, para detectar a duração da atividade do coronavírus, especialistas cultivam o vírus em laboratórios.

Quanto tempo segue vivo no organismo?

Um estudo, cujos resultados foram publicados em 28 de maio no New England Journal of Medicine, mostra que as pessoas infectadas podem propagar as partículas do vírus ativo durante um período de até nove dias.
Outra pesquisa mais recente foi realizada na Alemanha, proporcionando semelhantes resultados. Pesquisados participantes do estudo, divulgado em abril pela revista Nature, salientaram que já não conseguiam cultivar um vírus de amostras tomadas oito dias depois da aparição dos sintomas.
Ainda assim, determinaram que um paciente emite a maior quantidade de partículas virais durante os primeiros dias após a infecção.
Por sua vez, Diane Griffin, virologista da Escola da Saúde Pública Bloomberg de John Hopkins, afirmou que "quando as pessoas se recuperam de infecções agudas virais, suas respostas imunes matam as células afetadas para eliminar o vírus".
No entanto, o organismo não pode fazer o mesmo quando algum vírus infecta as células de longa duração, como os neurônios. Griffin indicou que desta forma, o corpo "na verdade, não se desfaz de todo o genoma do vírus" e este pode ficar no organismo durante um longo período.
Ainda assim, especialistas afirmam que persistência viral pode variar entre diferentes pessoas. "A mesma partícula viral não terá o mesmo efeito em cada pessoa", reiterou o oncologista Santosh Vardhana, do Centro para o Tratamento e Pesquisa do Câncer Memorial Sloan Kettering (EUA).

quinta-feira, 16 de abril de 2020

UM POLICIAL MILITAR MORRE COM CORONAVÍRUS E OUTROS SEIS SÃO INFECTADOS



Seis policiais militares da Bahia foram diagnosticados com coronavírus, segundo informações divulgadas na manhã desta quinta-feira (16), pela assessoria de comunicação da Polícia Militar (PM-BA). Um dos policiais morreu na noite da última terça-feira (14), no Hospital Santa Isabel. Ele foi a 27ª morte no estado.

De acordo com a PM-BA, o sargento da reserva Carlos Alberto Nascimento Macedo tinha 52 anos e sofreu complicações em função da doença. Ele deixou esposa e uma filha de 17 anos. As duas estão em quarentena por suspeita do coronavírus.

Um dos policiais contaminados está internado em um hospital do estado, que não foi divulgado. Outros dois estão em casa e os últimos dois estão curados. Foram registrados 299 casos suspeitos, sendo que 203 policiais já retornaram às atividades e 96 estão afastados até a divulgação do resultado dos exames.

Por causa da pandemia, os policiais da Bahia foram orientados a se proteger com máscaras e adotar cuidados com a higiene pessoal para evitar a contaminação. Mais de 60 mil máscaras foram distribuídas entre os 30 mil policias militares do estado.

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a Bahia registra 884 casos confirmados de coronavírus, com 28 mortes. Em Salvador,  foram 519 pessoas contaminadas com a doença, com 15 mortes. (G1/Ba)

terça-feira, 14 de abril de 2020

Bahia tem maioria dos infectados da Covid-19 entre 30 e 39 anos; mulheres são mais afetadas



As pessoas entre 30 e 39 anos são as mais infectadas pela Covid-19 no estado da Bahia. Os dados da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) revelados nessa segunda-feira (13), apontam 207 casos nessa faixa etária. A média de idade do infectado é de 42 anos vida. A quantidade de casos entre essa idade corresponde a 28,63% dos casos totais do estado. Já as pessoas entre 40 e 49 anos correspondem a 17,7% do total de casos na Bahia, com 128 registros de infectados. Outra faixa etária com dados significativos é a de 50 a 59 anos, com 116 casos no estado, e correspondem a 16,04% dos casos totais. As pessoas entre 20 e 29 anos são a quarta faixa etária mais afetada com 108 casos, correspondendo a 14,94% dos casos totais. Entre os sexos, as mulheres são as mais infectadas. Os casos entre elas correspondem a 55,32% dos casos, no total de 400 infectadas. Os homens correspondem a 44,68%.