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domingo, 27 de junho de 2021

Vírus perigoso descoberto pela 1ª vez em morcegos em caverna na Índia

 


Cientistas do Instituto Nacional de Virologia da Índia descobriram pela primeira vez o vírus Nipah em morcegos do estado de Maharashtra.

Os pesquisadores revelaram que desde março de 2020 estudaram amostras de 80 morcegos das espécies Rousettus leschenaultii e Pipistrellus Pipistrellus, que vivem na caverna de Mahabaleshwar, e encontraram RNA e anticorpos contra o vírus Nipah, segundo um estudo publicado na Indian Journal of Public Health Research & Development.

"Os surtos recorrentes, o alto nível de mortalidade, a transmissão de humano para humano e a ausência de vacinas ou medicamentos antivirais eficazes geram uma séria preocupação na Índia, dado que os lugares de acumulação de morcegos são muito comuns em regiões onde moram muitas pessoas", referem os cientistas.

Os pesquisadores afirmam que esta descoberta requer mais estudos, porque não é possível tirar quaisquer conclusões da pesquisa atual, considerando o pequeno número de morcegos analisados.

Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o vírus Nipah, que habitualmente é detectado em raposas-voadoras e ratos, um dos mais perigosos no mundo. Ele se transmite aos humanos quando estes comem frutos que tenham saliva de animais infetados. Atualmente não há nem medicamentos, nem vacinas contra esse vírus, cujo nível de letalidade é de 40 a 75%.

Anteriormente, na Índia foram descobertos quatro surtos deste vírus. Pela primeira vez o Nipah foi registrado no estado de Bengala Ocidental em 2001 e 2007. Por outras duas vezes ele foi encontrado no estado de Kerala, em 2018 e 2019.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Virologista de Wuhan diz que morcegos têm outros coronavírus que podem infectar humanos

 


Shi Zhengli, uma importante virologista do Wuhan Institute of Virology, disse que morcegos nas regiões fronteiriças do Sul e Sudoeste da China abrigam outros coronavírus que podem infectar humanos.

O recado foi feito em um seminário virtual, com presenças de autoridades de diversos países e da OMS (Organização Mundial da Saúde).

"Não devemos procurá-los apenas na China, mas também em países do sul da Ásia", afirmou Shi.

A cientista é apelidada de "mulher morcego" porque seu grupo de pesquisa estuda coronavírus nesses animais. A informação foi publicada nesta sexta-feira (4) pelo jornal inglês The Guardian.

A virologista disse que esses vírus, incluindo parentes próximos do SARS-CoV-2, o causador da COVID-19, provavelmente estão circulando na natureza fora da China.



© AP PHOTO / NG HAN GUAN
Mulher vende máscaras na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China, em 3 de abril de 2020

Duas equipes internacionais, uma coordenada pela Organização Mundial de Saúde e outra criada pela revista médica Lancet, estão atualmente investigando as origens da pandemia.

Os responsáveis pelas investigações tentam esclarecer o caminho exato que o vírus tomou para a transmissão aos humanos.

Acredita-se que o reservatório natural do SARS-CoV-2 sejam os morcegos. Shi, no entanto, afirma que provavelmente o vírus passou para outro animal, ainda desconhecido, antes de chegar aos humanos.

O virologista Edward Holmes, da Universidade de Sydney, também afirmou que o vírus pode ter se alojado em um hospedeiro intermediário.

"É perfeitamente possível que o evento inicial de transmissão cruzada de espécies não tenha acontecido dentro ou ao redor de Wuhan", disse.

Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, a COVID-19 já infectou 65.760.928 e causou 1.515.990 de mortes ao redor do mundo.

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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Cientistas descobrem em Mianmar 6 novas estirpes de coronavírus em morcegos



Cientistas descobriram seis novas estirpes de coronavírus em morcegos em Mianmar, como parte do esforço para identificar novas periculosidades enquanto a pandemia do novo coronavírus assola o planeta.

Os novos tipos de coronavírus foram encontrados em três espécies de morcegos. Acredita-se que não tenham ligações estreitas com estirpes que causam doenças letais como SARS, MERS ou COVID-19, e ainda não está claro se podem propagar-se a outras espécies, incluindo humanos.
Pesquisadores do Programa de Saúde Global do Instituto Smithsoniano identificaram os vírus através de uma cuidadosa coleta de amostras em 11 espécies de morcegos em Mianmar, de acordo com o artigo publicado na revista PLOS ONE nesta quinta-feira (9).
Pesquisadores coletaram mais de 750 amostras de saliva e fezes entre 2016 e agosto de 2018 em locais onde os seres humanos são mais propensos a entrar em contato com morcegos através da colheita de fezes, práticas religiosas e ecoturismo.
Verificou-se que três espécies de morcegos têm três alfacoronavírus anteriormente desconhecidos e três novos betacoronavírus.
As estirpes recém-descobertas pertencem à família de coronavírus, mas não estão sendo consideradas que possam estar estreitamente relacionadas com os vírus que causam Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) ou COVID-19. Também não está esclarecido se podem infectar seres humanos e quão perigosos são para a saúde humana.
"Muitos coronavírus podem não representar risco para as pessoas, mas, quando identificados, essas doenças precocemente nos animais, temos uma oportunidade valiosa para estudar a potencial ameaça", firmou em comunicado Suzan Murray coautora do estudo diretora do Programa de Saúde Global do Instituto Smithsoniano.