A União Federal foi condenada a pagar uma indenização de R$ 50 mil em virtude de uma fala do ex-ministro Abraham Weintraub. Ele afirmou que as faculdades públicas brasileiras têm "extensivas plantações de maconha" e que fabricam drogas sintéticas
Uma fala do ex-ministro Abraham Weintraub gerou um prejuízo de R$ 50 mil para a União. Ele havia dito que as faculdades públicas brasileiras têm "extensivas plantações de maconha" e que fabricam drogas sintéticas. "A vítima foi a coletividade dos estudantes", afirmou juíza.
A reportagem do portal Uol destaca que “a ação coletiva foi movida pela UNE (União Nacional dos Estudantes). A juíza Silvia Figueiredo Marques ressaltou o "viés ideológico do ex-ministro" e afirmou que Weintraub não apresentou provas de suas acusações: "A vítima foi a coletividade dos estudantes".
A magistrada ainda escreveu: “o Ministro não expressou simplesmente preocupação com o consumo e tráfico de drogas nas universidades, ele foi além e atingiu indiscriminadamente a dignidade e ética de toda a comunidade docente e discente das instituições.”
Auto Posto Confiança em Nova Iguaçu. Foto: Reprodução/Google Maps
Ele pertence a Alessandro Calazans, ex-prefeito de Nilópolis e ex-deputado estadual, que foi amigo de Flávio Bolsonaro na Alerj por cerca de uma década.
Esta quantidade de combustível permitiria que o presidente rodasse por cerca de 96 mil quilômetros, ou seja, cerca 80 viagens de carro do Rio de Janeiro para Brasília.
O DCM procurou a SECOM e pediu um esclarecimento acerca da veracidade da nota via Lei de Acesso à Informação (LAI).
A secretaria afirmou que a lei não abrange “assuntos relativos à vida pessoal de agentes públicos”.
Na mesma resposta, a SECOM ainda alegou que se trata de uma “suposição”:
“O objetivo da Lei de Acesso à Informação não é estabelecer que a Administração emita juízo de valor sobre fatos, tampouco suposições, publicadas em canais não oficiais do Poder Executivo Federal”.
Resposta obtida pelo DCM
De fato, a vida privada de agentes públicos não é coberta pela LAI, no entanto, este tipo de gasto vindo do presidente não seria novidade.