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sábado, 2 de outubro de 2021

Militantes de Frente al-Nusra transportam foguetes com ogivas tóxicas para Idlib e Hama, diz mídia

 


Militantes da Frente al-Nusra (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países), supostamente acompanhados de aliados estrangeiros, foram vistos transportando foguetes com ogivas tóxicas para a linha da frente nas províncias sírias de Idlib e Hama.

De acordo com a agência de notícias estatal SANA, citando fontes em Idlib, o grupo carregou ogivas contendo cloro e gás sarin - gás altamente tóxico - com a ajuda de cidadãos franceses e belgas, e de um cidadão marroquino.

Foi informado que oito foguetes foram entregues usando duas ambulâncias em Al-Ghab, dentro da província de Hama, e na zona rural do sul de Idlib.

Conforme indica a mídia síria, seria provável que os militantes mencionados estivessem planejando ataques químicos que, mais tarde, seriam reportados como culpa das forças governamentais do país.

A guerra na Síria teve início em 2011, sendo que, até hoje, as forças sob o comando do presidente sírio Bashar al-Assad continuam lutando contra vários grupos insurgentes.

domingo, 15 de março de 2020

Patrulha russo-turca é encurtada após terroristas usarem escudo humano em Idlib



Defesa russa diz que patrulha conjunta russo-turca enfrentou provocações de terroristas na província síria de Idlib.

Em declaração, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou:
"O trajeto da patrulha conjunta foi encurtado devido a provocações planejadas por grupos extremistas não controlados pela Turquia. Os terroristas tentaram usar civis, incluindo mulheres e crianças, como escudos humanos."
Ainda de acordo com o órgão, o Centro Conjunto de Coordenação Rússia-Turquia decidiu encurtar o percurso para evitar incidentes que pudessem afetar civis sírios.
Além disso, "foi dado mais tempo ao lado turco para tomar medidas, neutralizar os grupos terroristas e garantir a segurança das missões de patrulha conjuntas na rodovia M4", segundo o ministério.

Patrulha conjunta

Neste domingo (15), forças russas e turcas iniciaram uma operação conjunta na rodovia M4, na zona desmilitarizada de Idlib.
A medida foi uma decisão do presidente russo, Vladimir Putin, e de seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan.
Os presidentes também acertaram um cessar-fogo na Síria, o que diminuiu os confrontos no país árabe.

sábado, 7 de março de 2020

Defesa turca: não há violações de cessar-fogo desde que acordo entrou em vigor em Idlib



A Turquia não registrou violações do cessar-fogo na zona de desescalada de Idlib depois de um novo acordo ter entrado em vigor, disse neste sábado (7) o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar.

"Desde que o acordo de cessar-fogo em Idlib entrou em vigor, não houve casos de violação do mesmo até agora. Estamos acompanhando de perto a situação e em caso de ataques aos nossos postos de observação responderemos imediatamente", disse Akar, citado pela agência noticiosa turca Anadolu.
O ministro turco acrescentou que a delegação russa visitará Ancara na próxima semana para discutir patrulhas conjuntas na zona de desescalada de Idlib.
"No âmbito do acordo alcançado em Moscou, começando a partir de 15 de março, vamos iniciar patrulhas conjuntas em Idlib. Começamos a discutir as condições para a criação de um corredor de segurança ao longo da rodovia M4. Para isso, a delegação russa virá a Ancara na próxima semana", comentou Akar à emissora turca NTV.

Plano de desescalada de tensões na Síria

O presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, negociaram na quinta-feira (5) um cessar-fogo na província síria de Idlib, após uma reunião de seis horas em Moscou.
As partes também concordaram em criar um corredor de segurança de seis quilômetros ao norte e ao sul da rodovia M4 na Síria, que liga as províncias de Latakia e Aleppo.
Em setembro de 2018, Putin e Erdogan realizaram conversações em Sochi dedicadas especificamente à zona de desescalada de Idlib. Eles concordaram em criar uma zona tampão desmilitarizada na província, o que significa que todo o armamento pesado operado por grupos rebeldes seria retirado e os militantes radicais deixariam a zona.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Defesa russa diz que terroristas tentaram executar ataque químico em Idlib



Grupo de 15 terroristas tentou realizar ataque com explosivos e substâncias químicas na província síria de Idlib.

Em informe, o Centro Russo de Reconciliação para a Síria, subordinado ao Ministério da Defesa da Rússia, declarou:
"Devido à falta de experiência e habilidade de manipular agentes químicos, os terroristas acabaram por abrir um recipiente [com substâncias tóxicas] provocando o vazamento de substâncias próximo de si. Como resultado, os terroristas sofreram forte intoxicação química, não tendo conseguido acionar os explosivos e realizar o ato provocativo".

Parar o Exército sírio

Ainda de acordo com o órgão, os terroristas pretendiam impedir o avanço das forças governamentais sírias na parte ocidental da cidade de Saraqeb (província de Idlib) e depois acusar o governo sírio de usar armas químicas.
Além disso, o órgão afirmou que as provas do incidente serão trazidas a público em breve.

Ataques forjados

Ainda no mês passado, o centro havia informado que mais de 10 Capacetes Brancos foram vistos em local próximo da cidade síria de Maarat al-Artik com equipamentos para simular um ataque com agentes tóxicos.
Os envolvidos estavam acompanhados por militantes do Hayat Tahrir al-Sham (HTS), grupo terrorista afiliado à Al-Qaeda e anteriormente denominado Frente al-Nusra (organizações terroristas proibidas na Rússia e em outros países).
Ações deste tipo geralmente visam denegrir a imagem tanto do governo sírio como dos militares russos no país.

Defesa russa: fortificações terroristas em Idlib 'fundiram-se' com postos de observação turcos



O porta-voz do Ministério da Defesa russo afirmou que o Ocidente ignora a entrada de tropas da Turquia na província síria de Idlib, em violação do direito internacional.

Segundo o major-general russo Igor Konashenkov, durante o período de vigência dos acordos de Sochi entre a Rússia e a Turquia sobre a zona de desescalada em Idlib, todos os alertas oficiais da Rússia à ONU e aos países ocidentais foram deixados sem resposta.
Desde o início de fevereiro, a Síria é acusada pelo Ocidente de supostos "crimes de guerra", "desastre humanitário" e "fluxos de milhões de refugiados" em Idlib, comentou Konashenkov.
"Ninguém no Ocidente repara nas ações do lado turco, que lançou um grupo de ataque para Idlib com um número de soldados equivalente a uma divisão mecanizada [vários milhares de soldados] em violação do direito internacional, para 'alcançar a qualquer custo a implementação dos acordos de Sochi'", complementou.
O major-general russo comentou que não só os países ocidentais, mas também a ONU, em 2018, saudou a assinatura dos acordos de Sochi entre a Rússia e a Turquia sobre o estabelecimento da zona de desescalada de Idlib. O general russo citou que o acordo-chave foi o compromisso de Ancara de desvincular e afastar os terroristas dos limites exteriores da zona de desescalada.
"Em vez disso, os quase 18 meses de vigência do acordo resultaram no deslocamento de todos os combatentes da ‘oposição moderada’ para norte, para perto da fronteira turca, pelos grupos terroristas, reconhecidos como tal pela ONU, Tahrir al-Sham, Partido Islâmico do Turquestão e Hurras ad-Din [organizações terroristas proibidas na Rússia e em outros países]. Ocorreu a fusão das áreas fortificadas dos terroristas com os postos de observação turcos implantados segundo o acordo", destacou Konashenkov.
De acordo com ele, os "ataques e bombardeios maciços de artilharia dos povoados civis vizinhos e da base aérea russa de Hmeymim de esporádicos tornaram-se diários".
Konashenkov observou que as ameaças públicas de destruir todas as unidades das tropas governamentais na Síria e retomar a estrada M5 sob o controle de terroristas, nos EUA e na Europa são chamadas de "direito legítimo de defesa de Ancara".
"Contra o pano de fundo do cinismo total e da falsa preocupação ocidental com a situação humanitária na zona de desescalada do Idlib, apenas o Centro Russo de Reconciliação das partes em guerra e o legítimo governo sírio prestam diariamente toda a assistência necessária às áreas libertadas", comentou o porta-voz da Defesa russa.

terça-feira, 3 de março de 2020

Guerra: Avião militar sírio é alvejado por forças turcas em Idlib



Defesa turca afirma ter abatido aeronave militar L-39 da Síria, enquanto mídia estatal síria reporta ataque.

O ataque por parte das forças militares turcas na Síria ocorreu na província de Idlib, no noroeste do país, publicou a agência síria SANA.
Durante a ação, a aeronave militar síria estava realizando uma operação contra grupos terroristas na província.
Até o momento, somente o Ministério da Defesa da Turquia disse, em sua conta no Twitter, que o ataque resultou no abate do avião.
Além disso, as forças turcas estão atuando na área para forçar o recuo das tropas do presidente sírio Bashar Assad da região, segundo o ministério turco.

Operação Escudo da Primavera

No último domingo (1°), Ancara iniciou uma nova operação militar no noroeste da Síria, intitulada Escudo da Primavera, como resposta a ataques realizados contra posições turcas na Síria, que resultaram na morte de 36 militares turcos.
Na ocasião, o Exército sírio executava ataques contra terroristas no noroeste do país.
Segundo informações do Ministério da Defesa da Rússia, os militares turcos encontravam-se na mesma área que foi alvejada pelo Exército sírio.
Ainda de acordo com o órgão russo, os soldados turcos não deveriam estar no local.
Também segundo um correspondente da Sputnik Árabe, a defesa antiaérea síria, por sua vez, abateu um objeto inimigo no céu da província de Homs.
Embora a natureza do objeto abatido pelas forças sírias não tenha sido informada, o mesmo foi classificado como uma ameaça.

segunda-feira, 2 de março de 2020

'Ancara já usou quase todos os trunfos': jornalista russo discute retrocessos turcos em Idlib



Yevgeny Poddubny, jornalista militar na Síria, relata a situação militar em Saraqeb, onde militantes do grupo terrorista Tahrir al-Sham atacaram posições sírias.

O maior número de militares turcos está atualmente na área de Saraqeb, na província síria de Idlib, disse o jornalista militar Yevgeny Poddubny.
"A situação mais difícil é na área de Saraqeb. Trata-se de um importante centro rodoviário, o cruzamento da [rodovia] M4 Latakia–Aleppo e a [rodovia] M5 Damasco–Aleppo. É aqui que são travadas as batalhas mais ferozes e onde as Forças Armadas turcas são mais ativas. Também é aqui que Ancara tem as maiores perdas", disse.
O jornalista observou que os militares turcos operavam dentro das posições de combate do grupo terrorista Tahrir al-Sham, anteriormente conhecido como Frente al-Nusra (organização proibida na Rússia e em outros países), e não informaram o Centro Russo de Reconciliação para a Síria. Foi por esta razão que os militares sírios os atacaram, esperando atingir os terroristas e não os soldados turcos.
Por outro lado, notou Poddubny, o Exército sírio "pode ainda surpreender", pois "Ancara já usou quase todos os trunfos". Ele lembrou que a Síria abateu vários drones turcos apenas nos últimos dois dias, mas os militantes têm identificado seus destroços como drones sírios.
"Mesmo o símbolo da Força Aérea da Turquia na asa não os convence [os militantes]. E isto mal começou. Se os drones começarem caindo em massa, e é mais provável que aconteça, isso irá, para não dizer pior, tirar o exército que não lutou e os terroristas da zona de conforto", concluiu o jornalista.

Operações em Idlib

A situação em Idlib foi exacerbada por o grupo terrorista Tahrir al-Sham ter lançado uma ofensiva em larga escala às posições do exército sírio na quinta-feira (27). As forças governamentais da Síria abriram fogo de resposta. Segundo o Ministério da Defesa russo, além dos militantes, também os militares turcos, que não deveriam estar lá, foram alvejados.
Como resultado do incidente, 36 soldados turcos foram mortos e mais de 30 ficaram feridos. Ao mesmo tempo, o lado russo tomou medidas para um cessar-fogo completo do lado sírio e garantiu a evacuação dos mortos e feridos para o território turco.
A defesa antiaérea síria estava anteriormente disparando contra drones perto da cidade de Hama.

domingo, 1 de março de 2020

Síria continuará operação contra jihadistas em Idlib, diz porta-voz do Kremlin



As tropas sírias continuarão a operação militar na província de Idlib, após a Turquia não conseguir conter o avanço jihadista, afirmou neste domingo (1º) o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Peskov disse ao canal de televisão Rossiya 1 que a Turquia deveria garantir a "inatividade de elementos terroristas" sob o acordo de Sochi. Em vez disso, permitiu que estes atacassem forças leais ao governo sírio.
"É por isso que, não importa o que eles digam, a luta contra esses elementos terroristas continuará", disse o porta-voz, acrescentando que isso protegeria os ativos militares russos na Síria de ataques contínuos.
O porta-voz russo acrescentou que as tropas russas são a única força estrangeira que chegou legalmente à Síria após ser convidada pelo governo sírio eleito.
"A Rússia é o único país que pode justificar legalmente manter militares na Síria após ter sido convidada pelo legítimo governo sírio. Tropas de outros países estão na Síria violando as regras internacionais", afirmou.
Os conflitos no noroeste da Síria aumentaram esta semana depois que os jihadistas atacaram posições do governo sírio. As forças sírias reagiram, matando dezenas de tropas turcas que, segundo os militares russos, não deveriam estar na área.

Guerra: Rússia diz que não pode mais garantir segurança de voos turcos sobre Idlib



O Centro Russo de Reconciliação Síria afirmou que as forças russas em operação no país não estão mais em condições de garantir a segurança dos aviões turcos em Idlib após o fechamento do espaço aéreo da região pelo governo sírio.

Mais cedo, o governo sírio anunciou que iria tratar qualquer aeronave estrangeira que sobrevoasse o noroeste do país, principalmente a região de Idlib, como um alvo hostil.
"Sob essas circunstâncias, o comando militar russo não pode garantir a segurança dos voos turcos sobre a Síria", destacou o chefe do Centro Russo de Reconciliação, Oleg Zhuravlyov, em declarações à imprensa.
DETALHES A SEGUIR

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Turquia ataca Exército sírio após a morte de 29 soldados turcos em Idlib



Turquia ataca posições da Síria após a morte de 22 soldados turcos em Idlib.

Na sexta-feira, o governador da província fronteiriça da Turquia de Hatay,Rahmi Dogan, anunciou a morte de 29 militares turcos durante um ataque aéreo sírio em Idlib.
O líder turco Recep Tayyip Erdogan convocou uma reunião de segurança na noite desta quinta-feira, na qual participaram os chefes das agências de segurança e o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu.
"Nosso exército usa aeronaves e forças terrestres para disparar contra os alvos do Exército sírio", informou o chefe do Gabinete de Comunicações da Administração Presidencial da Turquia, Fahrettin Altun, em comunicado.
Segundo ele, a resposta será "múltipla".

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Exército sírio repele ataque de militantes em Idlib (VÍDEO)



A Agência de Notícias Árabe Síria (SANA) divulgou um vídeo sobre como as forças sírias repeliram militantes perto da vila de Al-Nerab, no nordeste da província síria de Idlib.

As imagens tiradas de um drone mostram a destruição de veículos armados dos terroristas, incluindo tanques, veículos blindados de transporte e caminhonetes armadas.
No dia 20 de fevereiro, o Ministério da Defesa russo disse que militantes apoiados pela artilharia turca tinham penetrado nas posições de defesa do Exército sírio perto das povoações de Qmenas e Al-Nerab, em Idlib.
A pedido de Damasco, um jato Su-24 russo abriu fogo sobre os militantes, ajudando as tropas sírias a repelir os combatentes que avançavam.
Posteriormente, o Ministério da Defesa turco informou que dois soldados turcos tinham sido mortos e cinco feridos em um ataque aéreo em Idlib, acrescentando que mais de 50 sírios tinham sido mortos em consequência do ataque.

Negociações entre líderes russo e turco

Na sexta-feira (21), os presidentes da Rússia e da Turquia, Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan, discutiram por telefone a situação em Idlib.
Durante a conversa, o líder russo expressou séria preocupação pelas ações agressivas na região controlada por grupos extremistas.
Ambos os chefes de Estado concordaram na reativação das consultas ministeriais bilaterais sobre Idlib para diminuir a tensão, estabelecer um cessar-fogo e neutralizar a ameaça terrorista. Como foi observado pelo Kremlin, a conversa foi realizada por iniciativa do lado turco.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

VÍDEO mostra ataque de artilharia turca contra alvos sírios em Idlib



O Centro Russo de Reconciliação na Síria divulgou um vídeo mostrando diversos lança-foguetes turcos bombardeando posições do Exército sírio na província de Idlib.

Momento antes, o Exército sírio havia respondido a ataques de grupos armados ocorridos próximo de al-Nairab, no sudeste de Idlib.
O órgão assegura que grupos terroristas romperam a defesa das tropas governamentais sírias com o apoio da Turquia, que cessou seus ataques de artilharia depois que Moscou tomou conhecimento dos fatos e entrou em contato com Ancara.
This afternoon, the Turkish military launched joint artillery and ground attacks with various terrorist groups against the Syrian army in Idlib province. However, the attacks failed and two Turkish soldiers were killed.

Veja outros Tweets de Lucifuge Rofocale

​Nesta tarde, os militares turcos lançaram ataques conjuntos de artilharia e terrestres com vários grupos terroristas contra o Exército sírio na província de Idlib. Entretanto, os ataques falharam e dois soldados turcos foram mortos.
"Grupos terroristas lançaram diversos ataques massivos" contra o Exército da Síria "nos quais utilizaram um grande número de veículos blindados" e contaram com "fogo de artilharia das Forças Armadas turcas", um apoio que lhes permitiu "romper a defesa" dos militares sírios, comunicou o Centro Russo de Reconciliação na Síria.
Em resposta aos ataques dos terroristas, caças russos Su-24 destruíram um tanque, seis veículos de combate de infantaria e cinco caminhonetes utilizadas durante a ofensiva contra as forças de Bashar Assad.
O apoio russo ajudou o Exército sírio a repelir todos os ataques, porém quatro militares sírios foram feridos pela artilharia turca.
O Ministério da Defesa da Turquia informou sobre dois mortos e cinco feridos entre seu efetivo, citando dados de suas fontes na região, que indicam que o ataque causou 50 baixas entre as forças sírias, além de destruir cinco tanques e outros equipamentos bélicos.

Erdogan: o que está acontecendo em Idlib pode ser chamado de guerra



Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, considera atuais embates na província síria de Idlib como uma guerra.

Além disso, Erdogan afirmou que as tropas de seu país não se retirarão da província síria enquanto continuar a "violência" por parte de Damasco.
"De acordo com os últimos dados, até o momento foram neutralizados 150 elementos do regime [referência ao governo sírio], foram destruídos 12 tanques, 3 blindados de transporte de tropas, 14 obuseiros e 2 picapes. Não sairemos da região de Idlib enquanto o regime não parar sua agressão contra a população de Idlib. Só nesse caso será possível um cessar-fogo", afirmou Erdogan.
Os ataques turcos seriam uma resposta ao ataque aéreo sírio que tirou a vida de dois militares turcos, conforme publicou a agência Anadolu.
A autoridade turca também disse que suas futuras medidas em relação à crise em Idlib irão depender das conversações a serem realizadas hoje (21) com o presidente russo, Vladimir Putin.
Por sua vez, os líderes da França e Alemanha, Emmanuel Macron e Angela Merkel, propuseram um encontro com a presença dos mesmos e dos presidentes russo e turco no próximo dia 5 em Istambul para se chegar a um acordo de paz em Idlib.
É válido ressaltar que, anteriormente, Erdogan levantou a hipótese de a Turquia iniciar uma operação em Idlib, tendo em vista que as conversações entre os líderes para resolução da crise "não teriam tido resultado satisfatório".

Tensões na Síria

Apesar de a Turquia ter realizado uma operação militar no território sírio contra forças curdas ainda no ano passado, as relações entre o país e a Síria pioraram neste ano.
A razão disso teriam sido os embates entre o Exército sírio e os militares turcos no norte do país árabe.
Na ocasião, as forças do presidente Bashar Assad avançaram pelas províncias de Idlib e Aleppo, retomando áreas há anos fora do controle de Damasco.