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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Pandemia do coronavírus vai durar 7 anos, diz Bloomberg

 


O desaparecimento total da pandemia exige a vacinação de 75% de toda a população de nosso planeta, o que vai demorar sete anos, levando em consideração o ritmo atual da vacinação, segundo cálculos da Bloomberg.

De acordo com dados da agência, cada dia no mundo são realizadas mais de 4,5 milhões de inoculações de vacinas contra o coronavírus.

Visto que cada pessoa necessita se inocular por duas vezes, serão precisos aproximadamente sete anos para vacinar a maioria da população do mundo.

Nos Estados Unidos este processo vai durar 11 meses, tendo em conta que diariamente se faz 1,3 milhão de inoculações. Israel está lidando com a tarefa melhor do que outros países (53 doses por cada 100 pessoas), sendo que 21% da população já foi vacinada totalmente, e os Emirados Árabes Unidos estão em segundo lugar, com 35,8 doses por 100 pessoas.

Desde o início da vacinação, muitos países enfrentaram um acesso desigual às vacinas contra a COVID-19. Em alguns países, nem uma única dose foi injetada, tendo apenas um terço de todos os países iniciado campanhas de vacinação.


© REUTERS / PILAR OLIVARES
Agente da Saúde mostra cartão de vacinação, após receber dose do imunizante contra a COVID-19, Rio de Janeiro, 27 de janeiro de 2021

O processo de distribuição da vacina contra o coronavírus representa a mais complexa tarefa logística que a já humanidade enfrentou, segundo a mídia.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Delírios! 'COVID-19 tá mais lá embaixo': Bolsonaro diz que isolamento matou mais que coronavírus

 


O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (15) que o isolamento social, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater o coronavírus, matou mais brasileiros do que a COVID-19.

Em entrevista para o programa Pingo nos Is, da rádio Jovem Pan, o presidente afirmou ainda que "não ter por que ter esse trauma todo apenas preocupado com a COVID-19". 

"Esse lockdown, esse isolamento causa muito mais morte, por depressão, por suicídio, por falta de emprego lá na frente do que a própria pandemia em si. Eu não tenho aqui os dados, o número de mortes por tipo de doença. A COVID-19 tá mais lá embaixo. Então não tem por que ter esse trauma todo apenas preocupado com a COVID-19, disse Bolsonaro.

O chefe de Estado também afirmou que cirurgias estão sendo adiadas por conta da pandemia e questionou o número de pessoas que morrem de câncer. 

"Os mais variados possíveis, porque não vão para o tratamento", disse. 

Além disso, Bolsonaro defendeu o retorno das aulas presenciais, argumentando que as crianças e jovens são mais resistentes ao coronavírus. 

'Temperatura subiu'

Sobre a situação de Manaus, onde o sistema de saúde entrou em colapso nos últimos dias, com pacientes de COVID-19 morrendo por falta de oxigênio, Bolsonaro disse que os "problemas começaram a aparecer" na semana passada, quando a "temperatura subiu" na cidade. 

O presidente afirmou ainda que enviou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para Manaus, que o governo está "fazendo o possível", mas que foi surpreendido ao encontrar o sistema de saúde em uma "situação bastante complicada". 

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra 208.246 mortes e 8.393.492 casos da COVID-19. O governo espera iniciar a vacinação da população na semana que vem. A expectativa é de que a Anvisa libere o uso emergencial das vacinas de Oxford e CoronaVac neste domingo (17). 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Descoberta planta medicinal que interfere na replicação do coronavírus

 


Cientistas norte-americanos provaram que extrato de Artemisia annua impede replicação do coronavírus SARS-CoV-2 em condições laboratoriais.

Pesquisadores da Universidade Columbia de Nova York, da Universidade de Washington e do Instituto Politécnico de Worcester, EUA, provaram que extrato fluido quente das folhas de Artemisia annua tem atividade antiviral contra o SARS-CoV-2, de acordo com o estudo publicado no banco de dados bioRxiv.

Os pesquisadores estudaram a atividade de extratos de sete espécies de Artemisia annua de quatro continentes contra o vírus SARS-CoV-2, reproduzido em cultura de células Vero E6.

Todos os extratos demostraram sua atividade contra o SARS-CoV-2, embora uma das amostras estivesse guardada desde 2008. Isso significa que a substância ativa está em todas as espécies de Artemisia annua e este componente é preservado durante duradouro e seco armazenamento à temperatura ambiente.

Os pesquisadores avaliaram a correlação da eficácia do extrato fluido quente da Artemisia com folhas que possuem artemisinina e outros flavonoides. A atividade antiviral do extrato não depende de artemisinina e outros flavonoides, mas está ligada à amodiaquina, a substância usada para tratamento da malária que Artemisia annua também contém.

"Os resultados mostram que o componente ativo em extrato não é, provavelmente, artemisinina, mas qualquer outro ou é uma combinação de componentes que atuam sinergicamente para bloquear a infecção viral depois de invasão", segundo diretora do estudo do Departamento de Biologia e Biotecnologia do Instituto Politécnico de Worcester, Pamela Weathers.

As substâncias da Artemisia suprimem a replicação do vírus SARS-CoV-2 depois de sua invasão na célula, dado que os experimentos mostraram que extratos da Artemisia possuem atividade antiviral mínima contra pseudovírus laboratoriais que contêm proteínas S do SARS-CoV-2, usadas pelo vírus para se ligar e invadir as células, conforme estudo.

"É o primeiro relatório sobre eficácia de extratos fluidos quentes da Artemisia contra o SARS-CoV-2. As pesquisas seguintes determinarão a eficácia in vivo para entender se é possível criar na base de Artemisia annua um medicamento para tratamento da COVID-19", informou Weathers.

Os pesquisadores esperam que, se os testes clínicos seguintes tiverem sucesso, pó em cápsulas de folhas secas da Artemisia seria um medicamento barato e seguro contra o novo coronavírus e poderia ser usado em lugares onde é difícil organizar vacinação.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Geneticista fala sobre estudo que identificou nova variante do coronavírus no estado do RJ



Pesquisadores identificaram uma nova linhagem do vírus SARS-Cov-2 circulando no estado do Rio de Janeiro. Segundo as análises, as mutações foram identificadas em 38 dos 180 genomas sequenciados no estudo.

O Laboratório de Bioinformática (Labinfo), do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações) identificou cinco mutações no vírus SARS-CoV-2 somente no estado, caracterizando uma possível nova linhagem originária da B.1.1.28 do novo coronavírus.

​A coordenadora da pesquisa é a geneticista, bioinformata com doutorado em Genética pela UFRJ e pesquisadora do LNCC, Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos, que explicou à Sputnik Brasil a importância da identificação dessa linhagem do vírus e que repercussão pode ter no atual momento da pandemia no país.

"Como ele é um vírus que está entrando no hospedeiro recentemente, é muito importante acompanharmos essas taxas de modificações e ver em quais regiões de quais proteínas essas mutações estão acontecendo. O que o SARS-Cov-2 está mostrando com essas mutações é que ainda estamos na fase aguda da pandemia, estamos com uma circulação do vírus muito grande no Brasil, e temos que monitorar e acompanhar pra ver como ele está mudando", disse Ana Tereza.

De acordo com a pesquisadora, o monitoramento vai continuar acontecendo no estado do Rio e vários outros grupos de pesquisadores estão realizando o mesmo trabalho em outras regiões do país.

"Estamos trabalhando em rede, há várias integradas. A nossa, por exemplo, do Ministério da Ciência e Tecnologia junto com as das instituições aqui do Rio de Janeiro. Precisamos ter um panorama, uma fotografia de como esse vírus está se dispersando pelo Brasil, e quais são as mutações que estão acontecendo", declarou a cientista.

Tecnicamente falando, segundo Ana Tereza, a linhagem B.1.1.28 já circulava no Brasil no início do ano. As mutações são cinco, além de uma específica no domínio de ligação ao receptor da proteína da espícula (spike) — a E484K, anteriormente associada ao escape de anticorpos neutralizantes contra SARS-CoV-2, amplamente espalhada nos genomas dessa linhagem.

A especialista esclareceu que alguns estudos publicados por cientistas internacionais relataram, em experimentos laboratoriais, que os vírus que possuem a mutação E484K podem escapar dos anticorpos produzidos pelo sistema imune em alguns pacientes. Há indícios de que os anticorpos que são produzidos por algumas pessoas infectadas têm dificuldade de agir sobre vírus com essa mutação.

"A mutação se encontra justamente na spike, responsável por se ligar às células humanas e introduzir o material genético do vírus no hospedeiro. Apesar dos estudos laboratoriais, não temos evidências do comportamento dos vírus com esta mutação do ponto de vista populacional. Muitos testes ainda têm que ser realizados para validar esse experimento" explicou a geneticista.

Ana Tereza disse que, de acordo com as análises filogenéticas, o surgimento desta nova linhagem ocorreu em julho de 2020 e foi identificada, principalmente, na cidade do Rio de Janeiro. Além da capital, também surgiu em amostras vindas de Niterói (Região Metropolitana), Cabo Frio (Região dos Lagos) e Duque de Caxias (Baixada Fluminense).

Segundo a cientista não existe indicação de que essa linhagem seja mais transmissível ou que possa interferir na efetividade das vacinas que estão sendo desenvolvidas.

"As mutações não estão em regiões importantes do vírus que prejudiquem a pesquisa das vacinas. Quando estiver disponível, temos que tomar a vacina porque, com isso, esse vírus vai diminuir e quem sabe chegar a zero algum dia", finalizou.


© AP PHOTO / INSTITUTO NACIONAL DE ALERGIAS E DOENÇAS INFECCIOSAS DOS EUA, LABORATÓRIOS ROCKY MOUNTAIN
Vista microscópica do SARS-CoV-2

O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), tem sua sede em Petrópolis, na Região Serrana do estado. A análise foi conduzida em colaboração com o Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as Secretarias de Saúde de Maricá e do Rio de Janeiro, e o Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels.

A pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik 


segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Reino Unido identifica nova cepa do coronavírus que se multiplica mais rapidamente

 


Ministro da Saúde afirma que OMS já foi notificada e relaciona surto de casos à nova variante do Sars-CoV-2. País é o mais atingido pela COVID-19 na Europa ocidental.

O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, anunciou nesta segunda-feira (14) ao Parlamento britânico que uma nova cepa do novo coronavírus foi identificada no país, informou o jornal O Globo.

A descoberta ocorre em meio à vacinação contra a COVID-19, iniciada na semana passada. Segundo Hancock, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já foi notificada.

A variante do Sars-CoV-2 poderia estar relacionada à alta de casos no sudeste da Inglaterra e se multiplicaria mais rapidamente do que as demais cepas do patógeno.

Ainda segundo o ministro britânico, mais de mil casos já foram registrados no Reino Unido em mais de 60 localidades. Os números, descreveu Hancock, estão "crescendo rapidamente".

Ele ponderou que ainda não há elementos que indiquem que a nova cepa tem maior probabilidade de agravar o quadro da COVID-19 do que as demais.

"Nós identificamos uma nova variante do coronavírus que pode estar associada à disseminação acelerada [da COVID-19] no sudeste da Inglaterra", disse Hancock em uma reunião com parlamentares.

Análises iniciais sugerem que essa variante está se multiplicando mais rapidamente do que as já existentes. 

O ministro afirmou ainda que o laboratório de Porton Down, vinculado ao Ministério da Defesa britânico, fará testes para avaliar se a nova cepa é resistente a vacinas. Hancock ponderou, no entanto, que assessores médicos da pasta acreditam que essa possibilidade é "altamente improvável".

Restrições mais rígidas

Na mesma ocasião, Hancock confirmou que o governo britânico colocará a capital, Londres, sob nível mais rígido de restrições por conta da alta de casos de COVID-19. Outras cidades no entorno também entrarão em regime de confinamento.

De acordo com os procedimentos previstos pelo governo, restaurantes, cafés e bares serão fechados e empresas deverão adotar o trabalho remoto para todos os serviços não essenciais.

"Não sabemos até que ponto isso se deve à nova variante, mas, independentemente da causa, precisamos tomar ações decisivas e rápidas que, infelizmente, são absolutamente essenciais para controlar essa doença mortal enquanto executamos a vacinação", disse o ministro se referindo à alta de casos em regiões da Inglaterra.

O Reino Unido é o país mais afetado pela COVID-19 na Europa Ocidental na frente da Itália e já soma mais de 1,8 milhão de casos da doença. Mais de 64 mil pessoas morreram por conta do novo coronavírus em solo britânico.

O Reino Unido se tornou no último dia 8 o primeiro país ocidental a iniciar a vacinação contra a COVID-19 dentro dos procedimentos científicos.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Virologista de Wuhan diz que morcegos têm outros coronavírus que podem infectar humanos

 


Shi Zhengli, uma importante virologista do Wuhan Institute of Virology, disse que morcegos nas regiões fronteiriças do Sul e Sudoeste da China abrigam outros coronavírus que podem infectar humanos.

O recado foi feito em um seminário virtual, com presenças de autoridades de diversos países e da OMS (Organização Mundial da Saúde).

"Não devemos procurá-los apenas na China, mas também em países do sul da Ásia", afirmou Shi.

A cientista é apelidada de "mulher morcego" porque seu grupo de pesquisa estuda coronavírus nesses animais. A informação foi publicada nesta sexta-feira (4) pelo jornal inglês The Guardian.

A virologista disse que esses vírus, incluindo parentes próximos do SARS-CoV-2, o causador da COVID-19, provavelmente estão circulando na natureza fora da China.



© AP PHOTO / NG HAN GUAN
Mulher vende máscaras na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China, em 3 de abril de 2020

Duas equipes internacionais, uma coordenada pela Organização Mundial de Saúde e outra criada pela revista médica Lancet, estão atualmente investigando as origens da pandemia.

Os responsáveis pelas investigações tentam esclarecer o caminho exato que o vírus tomou para a transmissão aos humanos.

Acredita-se que o reservatório natural do SARS-CoV-2 sejam os morcegos. Shi, no entanto, afirma que provavelmente o vírus passou para outro animal, ainda desconhecido, antes de chegar aos humanos.

O virologista Edward Holmes, da Universidade de Sydney, também afirmou que o vírus pode ter se alojado em um hospedeiro intermediário.

"É perfeitamente possível que o evento inicial de transmissão cruzada de espécies não tenha acontecido dentro ou ao redor de Wuhan", disse.

Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, a COVID-19 já infectou 65.760.928 e causou 1.515.990 de mortes ao redor do mundo.

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