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segunda-feira, 7 de julho de 2025

ARQUEOLOGIA: QUEM CONSTRUIU AS PIRÂMIDES DO EGITO? NOVAS INSCRIÇÕES EXPLICAM ESSE MISTÉRIO

 

QUEM CONSTRUIU

Arqueólogos egípcios fizeram uma descoberta significativa dentro da Grande Pirâmide de Gizé, no Egito: novas inscrições que confirmam a identidade dos verdadeiros construtores do monumento e desmentem a antiga teoria de que a pirâmide teria sido erguida por milhares de escravos.

 

A equipe, liderada pelo renomado egiptólogo Dr. Zahi Hawass, utilizou tecnologia de imagem avançada para acessar câmaras estreitas situadas acima da chamada Câmara do Rei.

 

Nessas áreas quase inacessíveis, foram identificados grafites e marcas deixadas por trabalhadores, datados de cerca de 4.500 anos. Segundo os pesquisadores, as inscrições indicam que a construção foi realizada por equipes de trabalhadores qualificados, organizados, remunerados e bem alimentados.

 

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“Se fossem escravos, não teriam sido enterrados à sombra das pirâmides com túmulos preparados para a eternidade”, afirmou Hawass em entrevista ao podcast Limitless.

 

CIDADE PLANEJADA E TÚMULOS REFORÇAM NOVA NARRATIVA

 

As evidências apontam que esses trabalhadores viviam em uma cidade planejada ao leste da pirâmide, onde escavações revelaram estruturas como padarias, áreas de armazenamento de peixes, quartéis e restos de animais como vacas e cabras. A dieta encontrada era robusta e suficiente para alimentar até 10 mil pessoas por dia.

 

Além disso, túmulos descobertos ao sul da pirâmide, contendo ferramentas, estátuas e inscrições como “supervisor da lateral da pirâmide”, reforçam o alto status social dos operários envolvidos na obra.

 

Os pesquisadores também encontraram evidências sobre a técnica de construção da pirâmide. Fragmentos de uma rampa de entulho e lama, que ligava o monumento a uma pedreira de calcário localizada a cerca de 300 metros, foram localizados durante escavações recentes. A estrutura pode ter sido usada para transportar os blocos de pedra até o topo da pirâmide.

 

NOVA EXPEDIÇÃO VAI EXPLORAR POSSÍVEL CÂMARA OCULTA

 

Paralelamente, uma nova expedição arqueológica está sendo preparada para investigar o chamado "Grande Vazio" — uma cavidade de 30 metros de comprimento descoberta em 2017 acima da Grande Galeria. A pesquisa, também liderada por Hawass e financiada pelo podcaster Matt Beall, pretende usar um robô miniaturizado para explorar a área no início de 2026.

 


Os arqueólogos acreditam que o espaço possa esconder câmaras ainda desconhecidas — possivelmente até o túmulo perdido do faraó Quéops (ou Khufu), responsável pela construção da pirâmide, considerada uma das maiores maravilhas arquitetônicas da história da humanidade.

 

Fonte: Diário Online

sábado, 23 de abril de 2022

Inédito: NASA registra 'martemotos' mais intensos da história do Planeta Vermelho

 


Os dois últimos abalos sísmicos foram identificados pelo módulo de aterrissagem InSight da NASA.


Os dois 'martemotos' recordes registrados pelo módulo InSight aconteceram no lado mais distante do planeta, em relação ao aparelho da NASA, e são cinco vezes mais fortes do que o maior evento anteriormente registrado.
O 'martemoto' chamado S0976a era de magnitude 4.2, e o S1000a registrou abalo de nível 4.1. Os dados do estudo foram publicados na revista acadêmica The Seismic Record, nesta sexta-feira (22).

"Identificar eventos dentro do centro da zona de sombra é um verdadeiro avanço para nossa compreensão de Marte. Antes desses dois eventos, a maior parte da sismicidade estava a cerca de 40 graus de distância do InSight. Estando dentro da sombra central, a energia atravessa partes de Marte que nunca pudemos amostrar sismologicamente", explicou Savas Ceylan, um dos autores do estudo.

Os pesquisadores não conseguiram identificar com precisão a localização do S1000a, mas, assim como o S0976a, ambos se originaram no lado oposto de Marte. A energia sísmica liberada pelo S1000a é também a mais longa já registrada em Marte, com duração de 94 minutos.
Foto capturada pela sonda chinesa de Marte Tianwen-1, divulgada em 3 de março de 2021, pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês) mostra o planeta Marte - Sputnik Brasil, 1920, 04.04.2022
Sociedade e cotidiano
Cientistas acreditam ter descoberto razão de terremotos em Marte
" Esses não são apenas os eventos maiores e mais distantes por uma margem considerável, mas o S1000a tem um espectro e duração diferente de qualquer outro evento observado anteriormente. Eles são realmente fenômenos notáveis no catálogo sísmico marciano", disse Anna Horleston, uma das cientistas envolvidas no projeto.

Embora de magnitudes semelhantes, os dois 'martemotos' possuem diferenças importantes. O S0976a é caracterizado apenas por energia de baixa frequência, como muitos dos terremotos identificados até agora no planeta, enquanto S1000a tem um espectro de frequência muito amplo.

"O [S1000a] é uma clara exceção em nosso catálogo e será fundamental para nossa compreensão da sismologia marciana", disse Horleston.


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

EUA: importante rede de hospitais sofre 'um dos maiores ataques cibernéticos' da história do setor



Nesta segunda-feira (28), a base de dados da rede privada de hospitais dos Serviços Universais de Saúde (UHS, na sigla em inglês) nos Estados Unidos saiu do ar após um ataque cibernético. A UHS opera em mais de 400 unidades de saúde nos EUA e Reino Unido.

Considerada uma gigante da área da saúde nos EUA, a UHS anunciou o fato por meio de um comunicado oficial publicado nesta segunda-feira (28), apontando que foi alvo de um ataque cibernético, mas que suas operações de atendimento aos pacientes não foram afetadas.
"A rede de TI nas instalações dos Serviços Universais de Saúde (UHS) está atualmente offline, devido a um problema de segurança de TI", disse o comunicado.

© AP PHOTO / LYNNE SLADKY
Na Flórida, EUA, um trabalhador da área da saúde realiza testes de detecção da COVID-19, em 6 de julho de 2020.
A UHS explicou que está usando procedimentos de backup e métodos de documentação offline, enquanto o trabalho está em andamento para restaurar as operações. A empresa tem mais de 90 mil funcionários.
"O atendimento aos pacientes continua a ser prestado com segurança e eficácia. Nenhum dado dos pacientes ou funcionários parece ter sido acessado, copiado ou mal utilizado", acrescentou o comunicado.
Segundo publicou a emissora norte-americana NBC News, um funcionário próximo dos esforços de resposta da empresa disse que o ciberataque "parece e cheira a ransomware", um tipo de ataque cibernético que "sequestra" dados após invadir uma rede e exige recompensas para devolvê-los.
Ainda segundo a NBC News, esse foi "um dos maiores ataques cibernéticos" da história da área médica nos EUA e os hospitais da empresa tiveram que usar caneta e papel para atender os pacientes após o sistema ser retirado do ar.
O ataque vem em meio a uma das maiores crises sanitárias da história do país, sendo que os EUA atualmente são a nação mais impactada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, os EUA têm mais 7,1 milhões de casos confirmados da doença e pelo menos 205 mil mortes causadas pela COVID-19.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Único teste de canhão nuclear da história é restaurado em altíssima definição (VÍDEO)



Em 25 de maio de 1953, o canhão atômico norte-americano M65 lançou a 11 quilômetros de distância um projétil que é equivalente à bomba nuclear jogada em Hiroshima, no Japão.

Uma equipe de entusiastas restaurou o vídeo com a filmagem do teste do M65, o único canhão atômico testado até hoje, também conhecido como Annie Atômica (Atomic Annie, no original).
Com a ajuda da técnica de aprendizagem de máquinas, o filme, que até agora estava disponível apenas em qualidade média, teve os ruídos apagados e foi convertido para 4K. Os restauradores também dobraram o número de imagens por segundo, que inicialmente era de 24.
O projétil foi testado pelo Exército norte-americano em Nevada, EUA. O canhão de calibre 280 mm lançou um projétil contendo 50 quilos de urânio enriquecido a uma distância de 11 quilômetros. A potência da explosão foi de 15 quilotons (um quiloton equivale a mil toneladas de TNT).
Embora o canhão tenha sido testado várias vezes, o teste filmado mostra a única vez em que o M65 foi utilizado para disparar o projétil nuclear. Nenhum outro país realizou operações semelhantes, mas a União Soviética criou dois canhões análogos na década de 1950.
Após testes bem-sucedidos, em 1956 o M65 foi adotado pelas Forças Armadas dos EUA, mas em meados da década de 1960 foi retirado de serviço à medida que mais mísseis móveis eram desenvolvidos naquela época.
No total, foram produzidas 20 unidades do M65. Atualmente, restam apenas oito, dos quais apenas um está completo e em exibição em um museu Aberdeen Proving Ground, em Maryland, a instalação militar mais antiga dos EUA.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Primo de Mandetta: 'ser demitido deste governo é ser absolvido pela história'



"Para quem é punido por suas virtudes e não pelos defeitos, não se deixe abater com a demissão, pois ser demitido deste governo é ser absolvido pela história", escreveu o primo e deputado federal Fábio Trad (PSD-MS)


O deputado federal, Fábio Trad (PSD-MS), mandou mensagem nas redes sociais ao seu primo e ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.
"Mandetta, esta mensagem é para o primo e não para o ministro: para quem é punido por suas virtudes e não pelos defeitos, não se deixe abater com a demissão, pois ser demitido deste governo é ser absolvido pela história. Cabeça erguida, primo! Te amo!", escreveu.
Pouco antes da demissão, ele criticou os ataques das milícias virtuais contra Mandetta.
"A profusão de vídeos fakes e posts infames contra Mandetta fabricada pelo ódio hidrófobo dos robô-minions retrata a mais sórdida e torpeforma de política patrocinada pelos lacaios de Bolsonaro. O DEM, partido do Ministro, precisa mostrar o seu brio e entrar na briga. É o mínimo", afirmou.


quarta-feira, 4 de março de 2020

Bahia:: Pindobaçu 67 anos: Conheça a história do município



As terras de Pindobaçu faziam parte do município de Campo Formoso. Tendo o primeiro nome Lamarão, o povoado nasceu no local onde os tropeiros descansavam de suas viagens. 

Com a chegada da estação ferroviária, em 1914,  a denominação do povoado foi mudada para Pindobassú, depois, em 1943, sua grafia também mudou para Pindobaçu que significa em tupi-guarani, Palmeira Grande. 

Pindobaçu foi elevado a Distrito pela Lei Estadual nº 2.041 de 27/08/1927 e a Vila pelo Decreto Lei Estadual nº 10.724 de 30m de março de 1938. 

O município de Pindobaçu foi criado pela Lei Estadual nº 542 de 04 de março de 1953, desmembrado-se de Campo Formoso. 

Pindobaçu está localizado na microrregião Centro Norte Baiano e na microrregião Senhor do Bonfim. O Município possui uma área de 527,742 km² e fica a uma distância de 414 km de Salvador. Dados do IBGE/ 2010 informam que a população de Pindobaçu é de 20.119 habitantes.

A base da economia do Município é a agropecuária, a indústria e serviços além do comércio também muito importante para o Município. 

A cultura de Pindobaçu esta representada pelo artesanato mineral feito com rochas, como também pelo trabalho artesanal feito com o ouricuri e a madeiras, além da cerâmica onde são produzidas panelas, potes, entre outras peças  artesanais. 

As festas religiosas que comemoram o nascimento de Jesus, ricas em canto, dança e cores, e o São Prdro atraem muitos visitantes para a cidade de Pindobaçu .Alem das festas culturais de rua. 

A culinária é feita de deliciosos pratos típicos do Município. 
Pindobaçu possui belíssimas paisagens  e uma rica fauna e flora. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Afeganistão é o maior erro estratégico na história militar dos EUA, diz analista



Esforços de Mike Pompeo para selar acordo de paz no Afeganistão fornecem legitimidade e devolvem o poder ao grupo Talibã, com quem os EUA lutam há dezenove anos.

Nesta sexta-feira (21), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, publicou na sua conta no Twitter que os EUA "chegaram a um acordo com o Talibã para reduzir significativamente a violência no Afeganistão" e anunciou que um acordo de paz poderia estar próximo.
After decades of conflict, we have come to an understanding with the Taliban on a significant reduction in violence across . This is an important step on a long road to peace, and I call on all Afghans to seize this opportunity.

11,6 mil pessoas estão falando sobre isso

"Após décadas de conflito, nós chegamos a um acordo com o Talibã para reduzir significativamente a violência no Afeganistão. Este é um passo importante em uma longa jornada rumo à paz, e eu peço a todos os afegãos que aproveitem esta oportunidade."
O analista Michael Hirsh, da revista norte-americana Foreign Policy, lamenta que "ninguém reclamou da relegitimação do Talibã, que agora terá uma voz poderosa no comando do país". Segundo ele, o Talibã estaria inclusive em posição de "retomar o controle" do Afeganistão.
Para Hirsh, os EUA cometeram um erro estratégico grave ao invadir o Iraque enquanto os ganhos militares da operação no Afeganistão não estavam consolidados. A insurgência que se seguiu à invasão do Iraque, que teria pego a administração George W. Bush de surpresa, reduziu a capacidade dos EUA de influenciar o campo de batalha no Afeganistão.
Nesse contexto, o então secretário de Defesa de Bush, David Rumsfeld, teria "decidido manter o que ele chamou de 'pequena marca' no Afeganistão porque ele não gostava da ideia de construção nacional", que consistiria no investimento dos EUA na construção e consolidação de novas instituições no Afeganistão.
O Talibã, que teria recebido um golpe muito forte durante as primeiras operações dos EUA no Afeganistão, gradualmente se reconstruiu, a partir de bases no Paquistão, e utilizou o vácuo de poder deixado pelos EUA para retomar sua influência na política interna do país asiático.

© AP PHOTO / STEVE RUARK
Cerimônia de transporte do caixão de um militar norte-americano morto no Afeganistão, em 14 de fevereiro de 2020
Quando o retorno do Talibã já era uma realidade, a administração Obama debateu qual seria a melhor estratégia para conter o avanço do grupo, "que havia tomado a cidade de Kunduz em 2015 e voltado a representar uma ameaça a áreas urbanas e ao próprio governo de Cabul".
"A administração Bush cometeu três erros fundamentais logo no início [da guerra] no Afeganistão", disse James Dobbins, que serviu como enviado especial da administração Bush para o Afeganistão.
"O primeiro foi acreditar que um país devastado, sem exército ou polícia, poderia garantir a segurança de seu território ou da sua população sem ajuda", disse Dobbins ao analista. "O segundo foi a incapacidade de atrair os membros do Talibã que estavam preparados para entregar as armas, inclusive os de alto escalão", acrescentou.
"O terceiro foi não entender que, mesmo que o Paquistão tivesse deixado de fornecer apoio ao governo do Talibã após [os ataques terroristas de] 11 de setembro, não deixou de apoiar o movimento Talibã", explicou.
Esses erros teriam levado o Talibã a "se reagrupar, rearmar e [voltar a] operar" do território paquistanês, "projetando uma insurgência de larga escala de volta para o Afeganistão", concluiu.
Por ter compreendido que Washington deixaria um vácuo de poder no Afeganistão, o Paquistão teria retomado seu apoio ao Talibã, considerando-o como um aliado islâmico.

© AP PHOTO / MUHAMMAD SAJJAD
Crianças refugiadas afegãs no campo de Kabobayan, em Peshawar, no Paquistão, em 13 de fevereiro de 2020
Hirsh relata que o ex-embaixador do Paquistão nos EUA, Mahmud Ali Durrani, em entrevista concedida ao analista no início dos anos 2000, havia relatado que, pouco antes de Bush invadir o Iraque, "a Al-Qaeda [organização terrorista proibida na Rússia e demais países] estava praticamente destruída, no sentido operacional. Mas depois eles pegaram o vácuo deixado no Afeganistão. E encontraram a sua motivação no Iraque. A Al-Qaeda estava rejuvenescida".
O historiador militar David Kilcullen acredita que a "guerra contra o terror", iniciada por Washington após os ataques terroristas de 11 de setembro, pode ter resultado no "maior erro estratégico feito por um líder de relevância desde que Adolf Hitler decidiu [...] invadir a União Soviética".
Em contexto favorável a seu Exército na Europa, o líder nazista decidiu iniciar uma campanha militar de larga escala contra Moscou, decisão apontada por muitos historiadores como o motivo da derrota alemã na 2ª Guerra Mundial.
"Hitler achou que o Reino Unido iria cair sozinha, e que ele iniciaria uma campanha que achava que seria mamão com açúcar" contra a União Soviética, disse Kilcullen.
"Isso é literalmente o que aconteceu com o Afeganistão e o Iraque. Enquanto a batalha de Tora Bora [montanhas nas quais se dizia que bin Laden estaria escondido] ainda estava em curso, a administração Bush começou a fazer planos para [invadir] o Iraque", explicou.
Enquanto as consequências desse erro são multifacetadas, o analista lembra que, nestes dezenove anos de guerra, os grupo armados aprenderam a lutar contra os EUA, em condições de guerra assimétrica.

© AP PHOTO / MOHAMMAD YOUSAF
Fronteira entre Paquistão e Afeganistão, na cidade paquistanesa de Angore Adda
"Se na Guerra do Golfo, em 1991, mostramos a todos como não se deveria lutar conosco, na invasão do Iraque em 2003 mostramos para todos como se deve lutar conosco", concluiu Kilcullen.
Desde dezembro de 2019, o jornal norte-americano Washington Post vem publicando uma série de reportagens que demonstraram que, apesar das autoridades dos EUA estarem cientes dos erros cometidos no conflito afegão, elas continuaram a solicitar financiamento e declarar apoio à manutenção das tropas dos EUA no país asiático.