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quarta-feira, 27 de março de 2024

OURO PARA O BEM DO BRASIL: ‘Garimpo 4.0 é a resposta do novo Brasil aos descaminhos no mercado do ouro’

 



OURO PARA O BEM DO BRASIL





                   Dirceu Frederico Sobrinho (*) 


‘Garimpo 4.0 é a resposta do novo Brasil aos descaminhos no mercado do ouro’

 

Não é de hoje que o garimpo carrega estigma negativo no Brasil, mesmo sendo fonte de riqueza, impostos e distribuição de renda nas parcelas mais modestas da sociedade.


Figuras isoladas, empresas sem procedimentos éticos e fatos de suma gravidade, levam ao setor à passivo de ilegalidades, não raro enveredando pela obscuridade. 


E tal situação não é boa para o setor e muito menos para o país.


O garimpo ilegal sempre foi um grande problema no Brasil, e estima-se que 50% do ouro garimpado entre 2015 e 2020 tenha sido extraído de forma clandestina, longe das leis de regulamentação.


Porém, felizmente, o prognóstico é de mudanças extremamente positivas para o setor. O que já vem tarde, mas ainda em tempo!


Após anos de luta e reclamos de empresários, garimpeiros e setores da sociedade, a I.N. 2.138 da Secretaria da Receita Federal determinou a obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para compra e venda de ouro em todo o nosso vasto território continental.


Faz mais de três décadas que iniciei uma luta solitária, muitas vezes incompreendida pelo próprio setor, defendendo a formalização das práticas negociais, a identificação dos vendedores, a transparência absoluta no garimpo. Não há outro caminho que não o do estrito respeito às leis modernizantes e saneadoras. É bom para o garimpo, é bom para o Brasil.


O governo federal, enfim, transformou em proposta de lei as tradicionais bandeiras que empunhei como um pregador solitário na imensidão do Brasil mineral.


Não me arrependo! A racionalidade venceu! 


A prática vem sendo adotada desde o dia três de junho passado, e após o início das transações serem autenticadas pela NF-e, o inevitável aconteceu: uma das maiores DTVM´s (Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários) do mercado brasileiro de ouro caiu na malha fina e teve bilhões em ouro e ativos apreendidos em uma operação contra o comércio ilegal daquele metal extraído na Amazônia.


Como empresário ético lamento o procedimento, como brasileiro e contribuinte, rejubilo-me pela aplicação da lei.


O garimpo ilegal é sinônimo de prejuízo financeiro, ambiental e social. A atividade garimpeira é um patrimônio do país, uma indústria poderosa, uma seara onde labutam brasileiras e brasileiros humildes e batalhadores em busca de vida melhor e de opulentar o crescimento social e econômico de nossa terra.


Acabou-se o tempo infame da fraude e do irresponsável incentivo às práticas ilegais. O garimpo do século XXI tem compromisso com as pessoas, com a sustentabilidade, tem responsabilidade social e se rege por uma legislação moderna e descomplicada. O novo garimpo não se confunde com a invasão absurda das reservas de nossos irmãos indígenas. Há que se respeitar nossos povos originários.


Aquelas idéias generosas e, então, difíceis de saírem das cartilhas que financiei do meu bolso, das centenas de palestras que proferi, de uma miríade de debates, entrevistas e reuniões das quais participei ao longo de décadas, foram transformadas em legislação pelo governo do presidente Lula. Valeu a luta!

Agora, além de maior geração de empregos e de mais incentivos ambientais, o novo cenário institucional já leva desenvolvimento e riqueza às regiões de interesse. E por fim, mas não menos importante, a legalidade garante ao garimpeiro condições de trabalho dignas e seguras. 

Posso garantir que somente a regulamentação da atividade pode contribuir para o término de qualquer prática fora da lei.

Já fui chamado de sonhador quando lancei e defendi o que chamo de “Garimpo 4.0”. Trata-se, simplesmente, da entronização de práticas éticas, modernas e dentro do império das leis. Qual o problema? Nenhum! Com uma relação transparente e realista, onde o setor aurífero e as autoridades possam conviver decentemente, sob a égide da legalidade, os garimpeiros e o Brasil ganham muito mais.

Sou apoiador entusiasta da nova legislação proposta ao Congresso Nacional, com várias iniciativas que visam assegurar a promoção da extração e comércio de ouro, de forma justa e sustentável. 

Entre os principais pontos estão:


1.      Regulação das atividades de ouro no Brasil

2.      Certificação e Rastreabilidade

3.      Penalidades mais severas

4.      Estímulo à mineração legal

5.      Proteção dos direitos dos trabalhadores garimpeiros


Ao contrário do que muitos pensam, a palavra regulação não significa acabar com o garimpo, mas sim trazer maior transparência para as operações. A rastreabilidade do ouro garantirá sua origem, desde a extração até o seu destino final.

Essa iniciativa valoriza quem trabalha na legalidade e garante punições aos infratores, como perda de licenças e até mesmo prisão.

Desenvolvi e defendo o conceito do “Garimpo 4.0” e venho me colocando fortemente contra a extração e comércio ilegais do metal. Mesmo após tentativas de criminalização e até ataques injustos de parte da mídia, tenho uma missão e não irei parar de lutar pela regulação de todo o setor no qual milito e ao qual dediquei minha vida.

Sabemos que há muitos que não querem saber de legalidade, seja por causa da burocracia para se conquistar uma concessão de lavra de mineração, ou pelos altos lucros trazidos para quem trabalha de forma ilegal. Ou, mesmo, por evidente cobiça. 

O inimigo é poderoso, mas a sociedade sempre colocou os déspotas de joelhos, e assim o faremos. 

Atuando na contramão da prática gananciosa e destruidora que normalmente associamos ao à atividade, o Garimpo 4.0 é baseado em quatro pilares educacionais: 1) aprender a conhecer; 2) aprender a fazer; 3) aprender a conviver e 4) aprender a ser. 

O novo Brasil que desponta como

Potência Ambiental, tem o dever de educar todos os seus cidadãos envolvidos na cadeia de valor do ouro como aliados ao desenvolvimento social, econômico e ambiental. 

Fui palestrante convidado em importante conferência da revista Forbes, em Funchal, na Ilha da Madeira. Discorri sobre o Brasil, uma potência mineral. Lá estavam representantes das nações lusófonas, desde empresários à ministros, de embaixadores à lideranças políticas. Surpreendi-me com o interesse que nosso país desperta, com o respeito e o carinho que recebemos de outros povos. Em viagem ao Oriente Médio e alguns países africanos, tradicionalmente importantes no setor da mineração, o cenário não foi diferente. Nosso presente é nosso futuro, as possibilidades de negócio, a viva amizade daqueles povos por nosso país, são - verdadeiramente - tocantes. 

O Garimpo 4.0 tem compromisso com a legalidade e responsabilidade ambiental e busca isso através de alianças governamentais, palestras, aulas e oficinas práticas. Apesar do interesse em contribuir com a cadeia de valor do ouro, no Brasil o empresariado ainda é mal-visto pelos olhos daqueles que apenas apontam o dedo, mas não colocam as mãos na massa. 

Há anos alguns setores midiáticos e sociais vêm tentando se aproveitar das conquistas que o Garimpo 4.0 tem tido, como a própria NF-e do Ouro, e para isso tentam descolar do empresariado que investe e gera bilhões ao país e à sociedade.

Retorno, sem cansaço e com a energia renovada após três décadas de pregação: o garimpo legal é fonte poderosa de financiamento para o Brasil economicamente rico, socialmente justo e politicamente democrático com o qual tanto sonhamos.

(*) Dirceu Frederico Sobrinho é empresário dos setores financeiro, mineral e agrícola.


terça-feira, 16 de junho de 2020

Reino Unido põe 'vidas em risco' em disputa sobre ouro venezuelano, afirma Caracas



À medida que a pandemia do coronavírus se alastra pela Venezuela, a nação sul-americana procura ter acesso às reservas de ouro detidas pelo banco central do Reino Unido.

Devido ao fato de Londres não reconhecer a legitimidade do governo da Venezuela, os representantes legais britânicos procuram justificar a reivindicação venezuelana aos ativos nacionais.
O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) foi acusado de "pôr vidas em risco" após ter negado um pedido da Venezuela para liberar mais de 800 milhões de libras esterlinas (R$ 5,2 bilhões) das reservas de ouro do país sul-americano atualmente retidas no Reino Unido.
Os representantes legais do Banco Central da Venezuela (CBV) afirmaram que o BoE está mantendo "refém" o ouro venezuelano, uma vez que enfrentam uma "emergência humanitária" devido à pandemia do coronavírus.
Os advogados do banco afirmam que a urgência da situação no país, atualmente bloqueado pelos Estados Unidos para destituição da atual administração, significa que a relutância do Banco da Inglaterra em liberar o ouro está causando danos adicionais à nação rica em petróleo.
"Esta é uma emergência humanitária. Durante este período crítico, o Banco Central da Venezuela negociou com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para garantir que todos os fundos obtidos com a venda do ouro venezuelano sejam utilizados na luta contra a COVID-19, e a intransigência contínua do Banco da Inglaterra está colocando milhares de vidas em risco", afirmou Sarosh Zaiwalla, sócio principal da sociedade de advogados Zaiwalla & Co, informou a agência Bloomberg.
O presidente do Parlamento Europeu disse que, durante uma crise internacional, a Venezuela está sendo "impedida de ter acesso" aos seus recursos.
"Com efeito, as reservas de ouro da nação no Banco da Inglaterra estão sendo reféns de fatores políticos ditados pela política externa dos Estados Unidos e de alguns dos seus aliados. Enquanto isso, há um risco muito real de que o povo da Venezuela venha a sofrer", afirmou.
As autoridades britânicas afirmam que tencionam atribuir os fundos ao PNUD a fim de adquirirem "equipamento de saúde, medicamentos e alimentos básicos" à medida que a pandemia do coronavírus se espalha pela Venezuela, com 3.062 casos confirmados e 26 mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, EUA.
O Supremo Tribunal do Reino Unido vai ouvir na próxima semana um litígio sobre se a direção do banco venezuelano nomeado pelo presidente do país, Nicolás Maduro, tem capacidade para ordenar a venda do ouro.

Uma crise política

O Banco da Inglaterra se recusa a liberar os ativos de ouro devido ao fato de Maduro não ser reconhecido como chefe de Estado oficial da Venezuela pelo Reino Unido. Em vez disso, Londres considera o autoproclamado Juan Guaidó como o "presidente interino" venezuelano.
Sob o governo Maduro, o país tem mergulhado em uma grave crise econômica. A administração vem tentando, desde 2018, recuperar 31 toneladas de ouro detidas pelo BoE.

© AP PHOTO / MATT DUNHAM
Uma das novas notas britânicas de 10 libras em frente ao Banco da Inglaterra na cidade de Londres.

O banco serve de depósito dos milhões de ouro de vários países, e detém um total de cerca de 400.000 barras de ouro venezuelano no valor de 200 bilhões de libras (R$ 1,3 trilhão), que até agora se recusam a liberar.
O Banco Central venezuelano está solicitando a liberação imediata de 930 milhões de euros (R$ 6,04 bilhões) de ouro em ordem judicial.
Como resultado da presidência contestada, o BoE alega que não pode garantir que qualquer autoridade beneficiária tenha direito aos bens venezuelanos. O autoproclamado presidente interino Guaidó foi autorizado a ocupar um cargo no processo do Supremo Tribunal e criou sua própria organização rival, alegando estar na direção.
Guaidó alegou que a situação deu efetivamente ao Supremo Tribunal a responsabilidade de decidir quem é o governo legítimo da Venezuela. O Ministério das Relações Exteriores britânico se recusou a dizer se considera Maduro ou Guaidó o presidente e, em vez disso, destacou o reconhecimento de Guaidó pelo governo de Theresa May, em fevereiro de 2019.
As autoridades venezuelanas deverão argumentar ao Supremo Tribunal que, uma vez que o Reino Unido mantém relações diplomáticas com o governo Maduro, o reconhecimento e a soberania sobre os bens de ouro devem ser decididos com base em quem tem "controle efetivo sobre o território do Estado".
Em janeiro de 2019, a Venezuela caiu em uma crise política quando o então líder da Assembleia Nacional controlada pela oposição, Juan Guaidó, se proclamou presidente interino, em uma tentativa de destituir o presidente Maduro do poder.
Estados Unidos e maioria dos países ocidentais apoiaram Guaidó e aplicaram sanções devastadoras à Venezuela. Rússia, China, Turquia e outras nações têm apoiado Maduro.

segunda-feira, 2 de março de 2020

FARRA DO DINHEIRO PÚBLICO DEPUTADO PASTOR MARCO FELICIANO USA GEL À BASE DE OURO



Marco Feliciano gastou R$ 157 mil de dinheiro público para arrumar os dentes contra bruxismo. O caso virou livro e a Câmara dos Deputados reembolsou o valor.

Além disso, o deputado fez um tratamento com base em um gel especial.

Da reportagem de Renan Antunes de Oliveira no UOL em 2014:

O pastor evangélico e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) escolheu um centro de estética para um longo tratamento de rejuvenescimento da pele do rosto, usando gel à base de ouro. A primeira sessão foi realizada na sexta (2). Feliciano, de 42 anos, se submeterá a mais três sessões, a R$ 1.450 cada uma, num período de 120 dias.

O centro de estética Linda Sempre está localizado em Balneário Camboriú (80 km de Florianópolis). A profissional que o atende é Patrícia Souto.

Ela se disse surpresa com a repercussão do tratamento que o deputado faz: “Ele é um amigo e cliente especial”, mas afirmou que “qualquer pessoa pode fazer a mesma coisa”.

Segundo Patrícia, o peeling (nome em inglês do processo de rejuvenescimento da pele) é um procedimento sugerido para quem passou dos 25 anos, “que é quando a pele do rosto começa a ficar enrugada”.

fonte Diário do Centro do Mundo

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Em 2019 Rússia vendeu ouro ao Reino Unido no valor recorde de US$ 5 bilhões, escreve mídia



A exportação de ouro na Rússia aumentou oito vezes em 2019, no total as receitas foram de US $ 5,7 bilhões (R$ 25,8 bilhões) e quase todo o volume do metal precioso foi adquirido pelo Reino Unido.

No ano passado, as exportações de ouro da Rússia para o Reino Unido tiveram um aumento recorde, crescendo mais de 12 vezes em termos de valor e atingindo US $ 5,33 bilhões (R$ 23,9 bilhões), de acordo com as informações do Serviço Aduaneiro Federal russo, informa a agência RBK.
Curiosamente esta cifra é superior a todas as vendas de ouro da Rússia aos restantes países do mundo nos últimos três anos.
Para se ter uma ideia do aumento, em 2018 o Reino Unido adquiriu ouro a Moscou no valor de US$ 433 milhões (R$ 1,942 bilhão). Baseado no padrão estabelecido por Londres (barras de ouro com cerca de 12,5 quilogramas), Rússia vendeu ao Reino Unido pelo menos 9 mil lingotes de ouro.
As vendas para Londres representam 93% do total das exportações de ouro de Moscou em 2019. Outros 12 países, incluindo a Suíça e o Cazaquistão, adquiriram metal precioso no valor de US$ 409 milhões (R$1,834 bilhão).
O ouro se tornou a mais valiosa mercadoria russa a ser exportada para o Reino Unido, superando os lucros do petróleo e produtos petrolíferos, que no total renderam cerca de US$ 3,4 bilhões (R$15,25 bilhões).
A Rússia produziu mais de 185 toneladas de ouro nos primeiros seis meses de 2019, de acordo com os novos dados publicados pelo serviço federal. Os valores representam um aumento de 17 % em comparação com o período homólogo no ano passado.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Geólogos acham mais de 3.000 toneladas de ouro na Índia, informa mídia

Geólogos acham mais de 3.000 toneladas de ouro na Índia, informa mídia


Geólogos descobriram na Índia filões de ouro que são cinco vezes maiores do que as reservas de ouro do país, relata o jornal India Times.

Foram encontrados dois filões de ouro com uma estimativa de 3,5 mil toneladas de minério de ouro no distrito de Sonbhadra, no leste do estado de Uttar Pradesh, relatou a mídia.
valor do ouro encontrado é estimado em cerca de 12 trilhões de rupias (R$ 732,7 bilhões).
De acordo com o Conselho Mundial do Ouro, as reservas de ouro da Índia são de 626 toneladas.
Se estas estimativas forem corretas, a Índia sairá em segundo lugar em volume de reservas de ouro no mundo. O primeiro lugar é ocupado pelos EUA, onde está acumulado o maior estoque de ouro – 8.133,5 toneladas. Atualmente, o segundo lugar em reservas de ouro é ocupado pela Alemanha, com 3.366 toneladas.

© AFP 2019 / PAUL J. RICHARDS
Barras de ouro
Os trabalhos para encontrar reservas de ouro em Sonbhadra foram iniciados pelo Serviço Geológico da Índia há quase duas décadas (em 1992-1993). A presença de depósitos de ouro na região foi anunciada pela primeira vez em 2005.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Ouro bate novo recorde em meio a medo do coronavírus e da política monetária dos EUA



O ouro, tal como o paládio, tem sido um dos beneficiários do surto do COVID-19 e se prevê que seu preço continue a subir. As subidas nas ações de Wall Street também têm contribuído ao fenômeno.

O preço do ouro bateu um recorde histórico nos últimos sete anos. Os receios de que o surto do coronavírus na China pudesse abrandar o crescimento econômico global foram um dos fatores que fizeram subir o preço do ouro na bolsa de valores. No entanto, não tem sido a única causa do seu crescimento.
Os rumores de que a Reserva Federal dos EUA poderia relaxar sua política monetária, baixando a taxa de juros antes do final de 2020, também desempenhou um papel importante na atual subida dos preços. Isso aconteceu apesar de a principal agência reguladora norte-americana ter indicado na ata da última reunião que poderia não alterar a taxa de juros por muitos meses.

Cristais de ouro
Como resultado, a onça de ouro atingiu cerca de US$ 1.612,98 (R$ 7.074,95) na bolsa de Xangai. Este é um nível que não é registrado desde março de 2013. Especialistas do banco suíço UBS preveem que o preço do metal precioso pode continuar a subir e exceder US$ 1.650 (R$ 7.236) nas próximas semanas.
Como muitos investidores temem que o surto de coronavírus possa retardar a produção global, o preço do ouro, considerado pelos investidores o refúgio típico para proteger seus recursos financeiros, subiu 6% neste ano. Assim, a empresa norte-americana Apple e a britânica Burberry já reconsideraram seus planos de desenvolvimento, escreve a agência Bloomberg.
"Com as valorizações dos ativos dos EUA elevadas, qualquer nova turbulência poderia levar a um novo aumento de volatilidade, uma nova subida dos títulos governamentais e um preço mais elevado do ouro", escrevem os analistas Wayne Gordon e Giovanni Staunovo em uma informação apresentada à agência.

Reflexo nos outros metais

O ouro não foi o único metal precioso a reagir desta forma ao agravamento da situação sanitária na China. O paládio aumentou de valor 0,3%, para cerca de US$ 2.725,22 (R$ 11.955,00), por onça.
O paládio, que é usado para reduzir as emissões de gases dos veículos, bateu um recorde histórico na quarta-feira (19), com cerca de US$ 2.849,61 (R$ 12.503,50) por onça. O crescimento terá ocorrido por causa da expansão do déficit global e das promessas do governo chinês de estabilizar a procura de carros no país.
O surto de coronavírus na China tem sido uma notícia menos animadora para outros metais preciosos. A prata caiu na bolsa 0,7%, enquanto que a queda da platina foi ainda maior, constituindo 1,3%.