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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Depois de cortar no salário mínimo, na Saúde e Educação, Bolsonaro quer triplicar verba de publicidade


Recurso será controlado por Fábio Faria, genro de Sílvio Santos, colocado no cargo para agradar o centrão


Revista Fórum - Após propor cortes no salário mínimo, Saúde, Educação e Segurança Pública, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) quer reservar R$ 495,5 milhões no Orçamento do próximo ano para comunicação institucional. O valor é praticamente a soma do que foi gasto nesta área do Orçamento em 2018 e 2019 e uma forte expansão frente às despesas previstas inicialmente para 2020, que foram de R$ 124,5 milhões.
A verba de publicidade do governo passou para as mãos do atual ministro das Comunicações, Fábio Faria, genro de Sílvio Santos, dono do SBT, e deputado do PSD, indicado ao cargo em junho para agradar o centrão, no Congresso.
O TCU (Tribunal de Contas da União) concluiu, em agosto, através de auditoria, que faltam critérios técnicos para a distribuição de verbas publicitárias a TVs abertas.
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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Guedes quer acabar com salário mensal: trabalho será pago por hora e precarização será a regra


Equipe econômica prepara-se para implementar projeto que, na prática, acaba com o salário mensal e estabelece a precarização como regra: a remuneração passará a ser por hora. Guedes pretende acabar com as férias remuneradas, 13º salário e FGTS no novo regime de trabalho


O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer liquidar de vez com o regime de trabalho vigente no país e inaugurar o tempo do regime de contratação por hora trabalhada, acabando com o salário mensal. Se o projeto for realizado, todos os trabalhadores do país serão precarizados, como os entregadores dos aplicativos.

Segundo o jornalista Antonio Temóteo, do UOL, o governo deve enviar ao Congresso Nacional uma proposta para criar o regime de contratação por hora trabalhada. Seria definido um valor mínimo por hora trabalhada, com base no salário mínimo, mas pode haver uma regulação “selvagem”, sem qualquer garantia para os trabalhadores.. Hoje já existe o trabalho intermitente, pago por hora, resultante da reforma nas relações de trabalho inaugura no governo Temer, depois do golpe contra Dilma Rousseff. 
A ideia de Guedes é que o regime de hora trabalhada acabe com direitos como férias remuneradas, 13º salário e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Entretanto, técnicos da equipe econômica têm alertado que esses benefícios são constitucionais, e a proposta dificilmente será aprovada no Congresso. Para os técnicos, os valores de férias, 13º e FGTS devem ser calculados proporcionalmente, com base nas horas trabalhadas.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Bahia: Prefeito de Simões Filho reduz o próprio salário em 25% e de secretários




O prefeito de Simões Filho, Dinha Tolentino (MDB), assinou na tarde de ontem um decreto reduzindo o próprio salário em 25% e em 10% o do Vice-Prefeito, além de ocupantes dos cargos de Secretário Municipal e Superintendente. Também devem ser suspensas todas as concessões de gratificações por Condições Especiais de Trabalho (CET), com exceção de profissionais que estejam trabalhando diretamente no combate ao Covid-19. O objetivo é direcionar mais recursos para medidas de combate ao novo coronavírus. O poder público de Simões Filho segue investindo no trabalho de combate ao Coronavírus e adotou novas medidas administrativas, através do decreto Nº 250/2020, para auxiliar no enfrentamento da doença. Ainda ficou determinado que a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) promova a renegociação dos contratos em que a Administração Pública Municipal figure como locatária de bens imóveis, até o limite de 20% dos valores celebrados. As decisões foram tomadas pela gestão municipal com o objetivo de seguir priorizando as vidas simõesfilhenses e desenvolvendo ações que possibilitem a superação das dificuldades geradas pela pandemia. Entre as iniciativas em desenvolvimento pelo bem estar dos munícipes está a montagem de uma Unidade Especializada de Atendimento para Coronavírus, no Cia 1, que já se encontra em estado avançado.


Prefeito Dinha reduz salário para viabilizar projeto em favor de Feirantes e Mototaxistas


O prefeito de Simões Filho, Dinha Tolentino (MDB), assinou na tarde deste sábado (11), um decreto reduzindo o próprio salário em 25% , o salário do vice-prefeito e Secretários em 10%. O objetivo é direcionar os recursos para projetos que beneficiam feirantes e mototaxistas da cidade, como medidas de combate e enfrentamento ao novo Coronavírus. “É momento de realizarmos abdicações pelo bem dos nossos semelhantes. Com dedicação e responsabilidade social, vamos usar esses recursos para assegurar que os mais carentes da nossa terra possam superar este momento de dificuldade que estamos vivendo, em virtude do Covid-19”, disse o Prefeito. Os recursos vão ser utilizados para a compra de gás e cestas básicas, que serão destinados aos feirantes e mototaxistas que estão impossibilitados de trabalhar devido a pandemia do Coronavírus .

Fonte: Informe Baiano

segunda-feira, 23 de março de 2020

Governo trará nova MP para autorizar corte de 50% em salário e jornada de trabalho


Texto deve ser apresentado nos próximos dias, com entrada imediata em vigor


O governo federal deverá emitir uma nova Medida Provisória para viabilizar a MP 927, que permite a redução de salários de trabalhadores e jornadas de trabalho em até 50% por até quatro meses, em meio à pandemia do novo coronavírus. 
Segundo a Folha de S. Paulo, o texto deve ser apresentado nos próximos dias, com entrada imediata em vigor. Pela MP publicada, o governo ainda daria uma compensação de salário para parte dos trabalhadores que tivessem salários cortados durante o período de crise. Esse auxílio, destinado a quem recebe até dois salários mínimos, seria uma antecipação de 25% do valor que essas pessoas que teriam direito mensalmente se perdessem o emprego e solicitassem o seguro-desemprego.
Nesta segunda-feira, 23, horas após a publicação da MP 927 e após intensa repercussão negativa da medida, que desampara o trabalhador em meio à pandemia, Jair Bolsonaro recuou. 
Leia reportagem da agência reuters sobre o assunto:
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou no Twitter que determinou a revogação do artigo que permitia a suspensão do contrato de trabalho por até 4 meses, sem pagamento de salário, de uma medida provisória publicada pelo governo em razão da pandemia de coronavírus.
“Determinei a revogação do art.18 da MP 927 que permitia a suspensão do contrato de trabalho por até 4 meses sem salário”, disse o presidente nesta segunda-feira.
A MP que tratava da suspensão do contrato de trabalho por quatro meses, durante a epidemia de coronavírus, foi publicada depois das 23h do domingo, em uma edição extra do Diário Oficial, sem anúncio pelo governo.
O texto beneficiaria as empresas, mas deixaria os trabalhadores ainda mais vulneráveis em um momento crítico da economia do país. Bombardeado por críticas, mesmo de apoiadores do governo, o presidente decidiu voltar atrás.
Mais cedo, ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro havia defendido a MP, que disse flexibilizar ainda mais a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), visando a manutenção dos empregos.
“É uma maneira de preservar empregos, diminuir o tempo do aviso prévio, permite que se entre em férias agora”, afirmou.
O presidente também havia falado em uma “ajuda” do governo durante os quatro meses de suspensão do contrato de trabalho, mas sem deixar claro de que forma esse benefício seria concedido.
De acordo com o texto da medida, os contratos de trabalho poderiam ser suspensos por até quatro meses por causa da pandemia do novo coronavírus e, se quiser, o empregador poderá negociar individualmente uma “ajuda compensatória mensal, sem natureza salarial”.
Depois de autorizar a suspensão de contratos de trabalho por até quatro meses, o governo vai editar uma nova MP (Medida Provisória) 
De acordo com o Ministério da Economia,  Depois, caberá ao Congresso validar a medida em até 120 dias.
Na noite de domingo (23), o presidente Jair Bolsonaro publicou uma MP que autoriza suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses. No período, o empregado deixa de trabalhar e não recebe salário. A empresa é obrigada a oferecer curso de qualificação online e a manter benefícios, como plano de saúde. O empregador poderá optar por pagar uma ajuda compensatória, sem valor definido pelo governo.
Em entrevista concedida última semana, técnicos da pasta não informaram que seria autorizada a suspensão de contratos.
Foi anunciada, entretanto, outra ação que acabou não oficializada na MP deste domingo. Pela medida, haverá uma permissão de que o empregador, em acordo com o trabalhador, promova um corte de até 50% de salário e jornada.
O governo ainda daria uma compensação de salário para parte dos trabalhadores que tivessem salários cortados durante o período de crise. Esse auxílio, destinado a quem recebe até dois salários mínimos, seria uma antecipação de 25% do valor que essas pessoas que teriam direito mensalmente se perdessem o emprego e solicitassem o seguro-desemprego.
O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, disse que, ainda nesta semana, será publicada a outra MP que permite essa redução de jornada e salário do trabalhador. Como, nesse modelo, o governo pretende antecipar parte do seguro-desemprego ao funcionário da empresa que optar pela redução das horas contratuais, essa medida tem impacto nas contas públicas e, por isso, será publicada posteriormente.

Bolsonaro revoga artigo da MP que deixa trabalhador sem salário por quatro meses


Por meio do Twitter, Jair Bolsonaro comunicou a revogação do artigo 18 da MP 927, que dizia que "durante o estado de calamidade pública, o contrato de trabalho poderá ser suspenso, pelo prazo de até quatro meses"


Jair Bolsonaro determinou a revogação do artigo 18 da MP 927, que permite que empresário pague qualquer valor ao empregado durante quatro meses em meio à crise do coronavírus.
"Durante o estado de calamidade pública, o contrato de trabalho poderá ser suspenso, pelo prazo de até quatro meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional não presencial oferecido pelo empregador, diretamente ou por meio de entidades responsáveis pela qualificação, com duração equivalente à suspensão contratual", determina o artigo 18 da MP 927.
O artigo ainda diz que a suspensão do contrato "não dependerá de acordo ou convenção coletiva; poderá ser acordada individualmente com o empregado ou o grupo de empregados; será registrada em carteira de trabalho física ou eletrônica".
Enquanto o governo Bolsonaro cogita permitir a suspensão do contrato de trabalho entre empregadores e empregados durante a crise do coronavírus, a Inglaterra pretende pagar 80% dos salários dos trabalhadores que ficarão em casa e os Estados Unidos discutem uma renda mínima de US$ 1 mil para cada cidadão.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já tinha manifestado opinião contrária à medida provisória de Jair Bolsonaro: "medida provisória capenga". O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) havia dito que iria ao STF contra a MP de Bolsonaro.

Ciro Gomes diz que irá ao STF contra MP de Bolsonaro que deixa trabalhador sem salário por quatro meses


Maldades contra o trabalhador para proteger os ricos


O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) afirmou que entrará com uma ação no Supremo Tribunal Federal contra a Medida Provisória de Jair Bolsonaro autorizando empresas a suspender o contrato de trabalho com funcionários por até quatro meses por causa dos casos de coronavírus no Brasil. "Uma das coisas mais aberrantes, selvagens, estúpidas sob o ponto de vista técnico, econômico e, mais do que tudo, social. É ilegal, confronta a Constituição Federal", afirmou o ex-presidenciável em vídeo publicado no Twitter. 


Segundo o ex-governador do Ceará, o governo Bolsonaro "está criando um barril de pólvora". "O povo que precisa ficar em casa tem de ser apoiado economicamente porque as pessoas têm contas para pagar, têm que comer, têm que comprar remédios, têm que comprar álcool, máscaras, e isso só pode ser feito se o governo criar um programa de renda mínima de cidadania", complementou.

O ex-ministro disse que "vamos ter na iminência desta crise sanitária uma explosão social provocada pela fome, pela miséria em massa, porque é muito irresponsável o que o governo está fazendo". "Vamos imediatamente entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal, para impedir que esta loucura técnica seja consumada em nosso País", continuou.

De acordo com Ciro, a crise do coronavírus "atingirá violentamente os padrões sanitários". "O Brasil não tem sequer equipamentos necessários de proteção dos profissionais de saúde", disse.

PARA SOCORRER EMPRESÁRIOS, BOLSONARO EDITA MP QUE PERMITE SUSPENSÃO DE QUATRO MESES DE SALÁRIO



No Morning Call desta segunda-feira (23), Gabriela Lisbôa conversa com a economista Juliana Inhasz, coordenadora da graduação em Economia do Insper, sobre a Medida Provisória publicada em edição extra do diário Oficial no domingo à noite e assinada pelo presidente Jair Bolsonaro. O texto permite que o empresário deixe de pagar até quatro meses de salário para os funcionários. Como fica o trabalhador? Nos Estados Unidos, governo avança com pacote de incentivos à economia. Às portas da recessão, bolsas despencam no mundo todo. Este deve ser mais um dia difícil para o mercado brasileiro.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Bolsonaro diz que reforma administrativa, que prevê fim da estabilidade e salário menor para servidor, está pronta

Ele também reforçou a intenção de privatizar os Correios. "A ideia nossa é privatizar os Correios. Nós queremos é desinchar o Estado"

Ele também reforçou a intenção de privatizar os Correios. "A ideia nossa é privatizar os Correios. Nós queremos é desinchar o Estado"

Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro andou pela região da Praia das Astúrias, no Guarujá (SP), na manhã deste sábado (22). Ele estava acompanhado do deputado federal Hélio Lopes (RJ) e por seguranças. O passeio foi transmitido na página de Facebook do presidente, que publicou três vídeos do percurso, em que ele parou em pelo menos quatro estabelecimentos comerciais. Bolsonaro cumprimentou e tirou fotos com dezenas de apoiadores e também tomou café em uma padaria.
Em uma rápida entrevista com uma equipe de televisão, o presidente confirmou que o texto da reforma administrativa está fechado e será entregue ao Congresso Nacional após o carnaval.
"A reforma administrativa agora está pronta, depois do carnaval a gente apresenta", afirmou. O texto deve propor o fim da estabilidade automática para futuros servidores públicos. A ideia seria definir um tempo para atingir a estabilidade, de acordo com cada carreira e com uma avaliação de desempenho.
Outro objetivo da medida, segundo o governo, seria reduzir o número de carreiras, atualmente em torno de 300, e que os salários para quem entrar na carreira pública passem a ser menores. Todas as mudanças, se forem aprovadas, só serão válidas para os futuros servidores públicos, e não para os atuais.

Privatizações

O presidente voltou a defender o programa de privatizações e citou os Correios, como exemplo de empresa pública que o governo pretende desestatizar.
"A ideia nossa é privatizar os Correios, a gente sabe que não é fácil fazer as privatizações, muitas passam pelo Parlamento, [com] a nova decisão do Supremo Tribunal Federal. Nós queremos é desinchar o Estado. Eu quero deixar o meu governo no futuro com o Estado mais leve", disse.
Sobre a reforma tributária, Bolsonaro disse que o governo deve apresentar uma proposta contemplando mudanças nas regras apenas dos impostos federais.
"Tenho falado para o Paulo Guedes se preocupar com os impostos federais, se botar estados e municípios, vai acontecer o que eu vi ao longo de 28 anos dentro da Câmara, não se resolve", disse.