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quarta-feira, 17 de março de 2021

Charlotte Rose largou o trabalho de policial e hoje ganha R$ 1,2 milhão ao mês no OnlyFans

 


A ex-policial Charlotte Rose abandonou a carreira como adestradora de cães da corporação após um ano de trabalho para se dedicar a venda de conteúdo erótico no site adulto OnlyFans. Atualmente, ela ganha cerca de 150 mil libras (R$ 1,2 milhão) ao mês com a venda do material sensual. A mulher, de 27 anos, explicou que passou na faculdade, mas deixou a vaga de lado para tentar ser adestradora de cães na polícia. Em pouco tempo, a ela disse que notou que o trabalho não era para ela e o ambiente era "dominado por homens". "Eu sabia que poderia passar dez anos tentando entrar [em altos cargos] na unidade canina e isso nunca poderia acontecer, então parei [de trabalhar no cargo] um ano depois de fazer 20 anos", explicou a moradora do condado inglês Essex.


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OnlyFans: Ex-policial ganha R$ 1,2 milhão vendendo conteúdo sensual. Saindo da corporação, a mulher trabalhou como modelo e chegou até a posar ao lado de uma Lamborghini e outros carros luxuosos para campanhas publicitárias. Em 2016, Rose foi convidada para entrar no OnlyFans, onde começou a publicar conteúdos focados em cenários de fantasias, interagindo com os espectadores.

Dois anos depois, a ex-policial começou a se dedicar de 14 a 16 horas por dia na produção de conteúdo erótico e começou a colher os frutos do trabalho. Com o esforço e a dedicação extra ao novo trabalho, Rose deixou de ganhar 10 mil libras esterlinas (cerca de R$ 81 mil) na plataforma para obter de 115 mil (R$ 934 mil) a 150 mil libras (R$ 1,2 milhão) ao mês com a venda do conteúdo sensual. Hoje, a ex-policial está no ranking entre os 0,009% melhores criadores do OnlyFans. 

Mas você está enganado se pensa que Rose gasta todo esse dinheiro no mês. Ela investe o dinheiro boa parte do que ganha e já até montou sua própria loja de suplementos. . "Nunca se sabe quando tudo vai acabar, então estou construindo meu negócio agora para poder sentar e relaxar daqui a alguns anos. Eu invisto meu dinheiro e tempo em meus negócios e vou trabalhar no meu notebook até às três da manhã." Apesar de economizar, Rose disse que realizou o sonho de infância e comprou uma Lamborghini na cor roxa avaliada 265 mil libras (R$ 2,1 milhões).
















Fonte: UOL

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Policial do Capitólio teria se suicidado após invasão em Washington

 


O policial Howard Liebengood pode ter cometido suicídio após a invasão do Capitólio em Washington, EUA, escreve a agência AP.

No domingo (10), as autoridades norte-americanas anunciaram a morte do policial de 51 anos, Howard Liebengood, depois da invasão do Capitólio em Washington, EUA, segundo mídia, citando duas fontes familiarizadas com o assunto.

A declaração da Polícia do Capitólio não revelou a causa da morte do policial, afirmando apenas que a morte de Liebengood ocorreu "fora de serviço".

O policial se suicidou, de acordo com fontes da AP. Não está claro se sua morte está ligada à invasão do Capitólio durantes protestos dos apoiadores de Donald Trump.

As fontes não foram autorizadas a discutir o assunto publicamente e pediram anonimato.

O oficial Liebengood tinha sido designado à Divisão do Senado e esteve com o departamento desde 2005. Ele era filho de um sargento aposentado do Senado.

Em 6 de janeiro, apoiadores de Trump invadiram o Congresso dos EUA para protestar contra a certificação dos votos do Colégio Eleitoral a favor do democrata Joe Biden. Além de depredarem o Capitólio, os invasores passaram horas confrontando a polícia, ocasionando a morte de um policial e de quatro vândalos.

sábado, 15 de agosto de 2020

Policial Militar da Rocam é perseguido e assassinado a tiros por grupo de criminosos

Fabiano Marcelo trocou tiros com o grupo assassino mas acabou morto em plena avenida

Bairro de Educandos, Zona Sul de Manaus. VÍDEO MOSTRA MOMENTO DA EXECUÇÃO


O policial militar Fabiano Marcelo do Nascimento, 38, das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), foi assassinado a tiros na noite desta sexta-feira, 14, na Avenida Leopoldo Carpinteiro Péres, bairro de Educandos, Zona Sul de Manaus.

De acordo com as testemunhas eram aproximadamente 19h40 quando quatro homens dispararam os tiros contra o carro Gol, onde estava o policial militar..

A polícia já tem em seu poder um vídeo que mostra o momento exato em que os assassinos atacam o policial militar e disparam os tiros quando ele está dirigindo seu carro

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Depois de ser baleado Fábio Marcelo ainda conseguiu descer do carro e caiu agonizando com pelo menos sete tiros espalhados pelo corpo e morreu logo em seguida.

Os assassinos saíram correndo, entraram no carro Fiat Siena e fugiram em alta velocidade.


Vários tiros perfuraram o vidro da janela do carro do policial
militar que já teria saído baleado para o tiroteio com
os quatro assassinos que fugiram em seguida


O local ficou repleto de pessoas rapidamente e assim que várias guarnições da Polícia Militar começaram a chegar na Avenida Leopoldo Carpinteiro Péres, confirmaram que se tratava de um colega de farda lotado atualmente na Rocam.

Algumas pessoas deram informações sobre as características do carro usado na fuga pelos assassinos e saíram em diligências por todo o bairro, mas até às 21h não havia qualquer notícia de prisão dos participantes do crime.

O corpo do policial militar permaneceu na calçada da avenida até a chegada dos policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros e da equipe de Perícia.



Estes dois homens participaram do assassinato
do policial e aparecem no vídeo que já está com a polícia


O carro tumba do Instituto Médico Legal chegou logo em seguida à avenida onde o policial militar Fabiano Marcelo foi executado a tiros.

O vídeo que mostra o momento do assassinato do policial militar Fabiano Marcelo e outros dois vídeos em que ele já aparece morto foram entregues para os policiais da  DEHS que permaneceram em diligências no decorrer da noite.

Segundo informações o vídeo deve ajudar a identificar os homens que já estavam no local esperando o policial militar da Rocam chegar em seu carro para assassiná-lo,



Mais informações sobre o assassinato do policial militar devem ser divulgadas em alguns instantes e a Editoria de Polícia do PORTAL DO ZACARIAS está no aguardo para divulgar mais detalhes sobre este crime brutal.


domingo, 3 de maio de 2020

Em São Paulo, jornalista leva cusparada de bolsonarista, e policial se omite

Policial, que passa pano, junto da alucinada que cospe


Neste domingo (3), durante manifestações do gado hidrófobo que pediam impeachment de Doria e fim do isolamento, o jornalista Guilherme Meirelles, parado no trânsito, foi cuspido por apoiadora de Bolsonaro que esbravejava num megafone.

O jornalista enviou um relato ao DCM:

Por volta das 15 horas de hoje, eu e minha mulher precisávamos ir até a Pompeia resolver um assunto pessoal.

Como moramos na Aclimação, o caminho era a avenida Paulista. Assim que atravessamos a Brigadeiro Luis Antônio, o trânsito ficou lento e parou um pouco antes do hospital Santa Catarina.

Havia dezenas de militantes bolsonaristas circulando e carros impedindo o trânsito. Ao meu lado, no meio da avenida, uma moça loira, cerca de 1m60, veio gritando pela megafone palavras de ordem, do tipo “queremos trabalhar”, “fora Doria” e bobagens do gênero.

Ela estava acompanhada de um homem, mais ou menos 35 anos.

Eu, usando máscara, abri o vidro do carro e falei para ela que isso é um absurdo, era uma aglomeração absurda, que era irresponsável, mas não a ofendi em momento algum.

De forma acintosa, ela e o homem que a acompanhava vieram em minha direção e ela cuspiu no eu braço, que estava na janela.


Como havia duas viaturas à frente, buzineie gritei pela polícia, mas os policiais não se moveram.

Indignado, eu minha mulher saímos do carro, mostrei o meu braço com o cuspe e o policial nem alterou a expressão. Apenas perguntou se eu queria fazer o B.O. na delegacia.

Na hora, deu vontade de rir – vou deixar a prova do cuspe no braço? E se ela for assintomática?

Com aquela boa vontade, ele se dirigiu até a moça e ao seu companheiro e perguntou o que havia ocorrido. Minha mulher imediatamente passou álcool em gel no meu braço e decidimos ir embora não sem antes fotografar os envolvidos.

Para não haver o risco de sermos confrontados por mais fascistas, entramos na alameda Campinas e continuamos nosso caminho.

Namorada de policial é espancada e morta por integrantes do BDM; outras quatro jovens também foram espancadas



O crime aconteceu no bairro de Pernambués, em Salvador


Uma adolescente L. A. de L. de 16 anos foi sequestrada, espancada e morta por traficantes do BDM (Bonde do Maluco), na madrugada desta segunda-feira, 27 de abril, no bairro de Pernambués, na cidade de Salvador. A jovem chegou a dar entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro, por volta das 3 horas da madrugada, mais ela não resistiu aos ferimentos e morreu. A irmã da jovem também foi encaminhada para a UPA e está em coma. As outras três jovens foram muito espancadas também, mas foram liberadas pelos criminosos. De acordo informações, a adolescente que morreu, estaria tendo um relacionamento com um policial da Rondesp, e estaria passando informações para ele. Em um dos vários vídeos que circulam nas redes sociais mostram as vítimas sendo agredidas (e ensanguentadas) dentro de uma casa sem reboco. Em outra filmagem, um dos criminosos aparece interrogando as jovens. Conforme a conversa, a ação teria sido provocada pelo fato de uma das jovens se relacionar supostamente com um policial da Rondesp. Após xingamentos é possível ouvir um dos suspeitos afirmar: "Vou enterrar, parceiro, vou enterrar...". Ainda de acordo informações, a seis jovens estavam indo para uma festa no Pernambués, quando duas delas convenceu as outras a irem “na boca”. Ao chegarem ao local, os integrantes do BDM já estavam esperando as jovens. Uma das jovens e moradora do local, contou que ela a outra menina convenceram as outras irem ao local do crime por que foram ameaçadas pelos bandidos, para que o plano desse certo. A polícia civil investiga autoria e real motivação do crime.


sábado, 25 de abril de 2020

Moradores de favela no Jaguaré, na Zona Oeste de SP, protestam pela morte de rapaz de 23 anos após abordagem policial


Jovem de 23 anos foi visto pela última vez sendo colocado em um carro da Polícia Militar, segundo moradores da Favela do Areião, às margens da Marginal Pinheiros.


Moradores da favela do Areião, no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, protestaram na tarde deste sábado (25) pela morte de um rapaz de 23 anos. Ele foi visto pela última vez sendo colocado em um carro da Polícia Militar pouco antes das 20h da última sexta (24).

Imagens obtidas pela TV Globo mostram David Nascimento dos Santos caminhando entre os carros em uma viela. Uma viatura cinza, da Polícia Militar, para ao lado dele. David é chamado, volta e é revistado. Outro policial desembarca e David é colocado no banco de trás do carro. O veículo vai embora com a porta de trás aberta.

Horas depois, David foi encontrado baleado no Hospital Geral de Osasco. A família reconheceu o corpo do jovem pelas suas tatuagens.

Segundo a corporação, todas as circunstâncias da morte estão sendo investigadas por um inquérito da Polícia Civil e outro da própria Polícia Militar. Em nota, a PM diz ainda que a arma do autor do disparo e dos policiais envolvidos vão passar por perícia. A corregedoria da Polícia Militar acompanha o andamento das investigações.

Vídeo mostra viatura
De acordo com a família do jovem, David veio até a viela pegar um lanche que ia chegar pelo serviço de entrega. Minutos antes de ser visto entrando na viatura, o rapaz trocou mensagens com a namorada.


Ela conta que David estava com um vizinho baixando um vídeo na internet. Em um áudio, ele diz: “Já, já eu tô descendo. Já baixei alguns aqui.” Depois disso, a namorada não conseguiu mais contato com ele.

“Eu mandei a última mensagem no celular dele e ela não chegou. Então, desligaram o celular dele, porque eu tava ligando pra ele e tava dando caixa postal e não tava recebendo as mensagens”, diz a jovem.
Duas horas depois os moradores da comunidade do Areião receberam a notícia de que um rapaz havia sido baleado em uma favela vizinha, em Osasco, e levado pela polícia para o Hospital Geral de Osasco.

“A gente foi no hospital, aí demoraram pra responder pra gente, que tinha que esperar a perícia sair de lá, eles estavam falando. Aí quando a perícia saiu, demorou um tempo eles liberaram, aí a tia dele entrou lá e reconheceu o corpo dele por causa da tatuagem que ele tinha”, afirma a namorada.

Na delegacia, o caso foi registrado como roubo e morte por intervenção policial. Trata-se da classificação usada para mortes que ocorrem em operações policiais.

Ao delegado os PMs disseram que perseguiam três suspeitos de assaltas um motorista por aplicativo. Na versão dos policiais, um deles saiu do mato atirando e foi baleado. Os outros dois fugiram.

Segundo a família, David já havia sido preso por usar um celular roubado e respondia em liberdade. Ele estava desempregado e trabalhava como camelô, vendendo água e salgadinhos.

“Ele estava ganhando uma vida. Sabe, trabalhando de uma vida honesta, trabalhando num sol quente na Marginal Pinheiros, que é logo de frente”, diz uma familiar.

Na tarde de sábado, moradores da comunidade do Areião protestaram contra a morte de David. Eles atearam fogo em papéis e madeira, bloqueando a Marginal Pinheiros no sentido Interlagos. A PM acompanhou o protesto.

Por César Galvão, SP2 — São Paulo

quinta-feira, 16 de abril de 2020

UM POLICIAL MILITAR MORRE COM CORONAVÍRUS E OUTROS SEIS SÃO INFECTADOS



Seis policiais militares da Bahia foram diagnosticados com coronavírus, segundo informações divulgadas na manhã desta quinta-feira (16), pela assessoria de comunicação da Polícia Militar (PM-BA). Um dos policiais morreu na noite da última terça-feira (14), no Hospital Santa Isabel. Ele foi a 27ª morte no estado.

De acordo com a PM-BA, o sargento da reserva Carlos Alberto Nascimento Macedo tinha 52 anos e sofreu complicações em função da doença. Ele deixou esposa e uma filha de 17 anos. As duas estão em quarentena por suspeita do coronavírus.

Um dos policiais contaminados está internado em um hospital do estado, que não foi divulgado. Outros dois estão em casa e os últimos dois estão curados. Foram registrados 299 casos suspeitos, sendo que 203 policiais já retornaram às atividades e 96 estão afastados até a divulgação do resultado dos exames.

Por causa da pandemia, os policiais da Bahia foram orientados a se proteger com máscaras e adotar cuidados com a higiene pessoal para evitar a contaminação. Mais de 60 mil máscaras foram distribuídas entre os 30 mil policias militares do estado.

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a Bahia registra 884 casos confirmados de coronavírus, com 28 mortes. Em Salvador,  foram 519 pessoas contaminadas com a doença, com 15 mortes. (G1/Ba)

segunda-feira, 9 de março de 2020

Vida de mulher policial: "Já comandei cerca de 500 homens e nunca sofri preconceito explícito", afirma delegada Carmen Dolores



Ainda há profissões que são, não só consideradas masculinas, como de fato, têm homens na maioria dos cargos. Na Bahia, apenas 23,55% do efetivo da Polícia Civil (PC) é feminino, de um total de 5.685 servidores, 1.339 são mulheres, das quais 353 são delegadas, 527 são escrivães e 459 são investigadoras.

De acordo com a última pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, 60,9% dos cargos gerenciais (públicos ou privados) eram ocupados por homens enquanto que apenas 39,1% pelas mulheres, em 2016. Uma das exceções dessa estatística é a delegada especial Carmen Dolores, que atualmente atua na 14ª Delegacia de Polícia, na Barra.

Há 25 anos na carreira, a delegada contou ao Portal A TARDE um pouco da sua experiência enquanto mulher em uma profissão majoritariamente masculina. "Desde criança eu tinha um senso de justiça muito aguçado, nas minhas brincadeiras de “mocinho e bandido”, eu sempre estava do lado da polícia, sempre gostei dos brinquedos de arma do meu irmão", diz Carmen Dolores.

A longa trajetória da profissional começou com a aprovação em direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde se interessou pela área criminal. Ao fazer concurso para a polícia, foi uma das primeiras selecionadas, o que possibilitou a atuação em Salvador. Foram sete anos como delegada corregedora, seguido do cargo de diretora do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio, atuação na Defesa do Consumidor, até receber o convite para ser Delegada Titular na Barra, em 2015.

"Eu sempre pensei muito no coletivo, em agir em prol dele. A polícia é a primeira a ser procurada, então é uma maneira eficaz que eu imaginei para incidir determinados conflitos, é o primeiro passo do processo. Além disso, a área de investigação me seduz. É o que serve de lastro para que o Ministério Público ofereça a denúncia", expôs ela.

Durante a entrevista chegou na delegacia uma mulher querendo falar diretamente com a delegada, questionada se é algo comum, ela conta que a população feminina confia nela. "Têm determinadas situações que fazem com que mulheres tenham a necessidade de falar com uma mulher e, de uma maneira geral, acho que a mulheres se sentem mais confortáveis ao falar com outra mulher", revelou.

E ao trabalho de Carmen já foi reconhecido por prêmios. "Acho que são devido a forma que eu trabalho, com acolhimento as pessoas e com o espírito de servidora pública. Eu acho que eu inspiro outras mulheres e fico lisonjeada com isso, porque eu acho que a gente deve buscar ser algo que vai contribuir para os jovens que estão começando se espelharem e quererem fazer algo pelas pessoas".

Carmen também contou que diversas mulheres a procuram ou até mesmo reconhecem ela na rua e dizem que querem ser como ela, e até pedem dicas. E em meio aos homens da 14ª Delegacia, Carmen Dolores se destaca em cima de um salto alto vermelho, que combina com as unhas e a maquiagem, além do cabelo loiro sempre arrumado também. "Eu sou vaidosa, mas com a alma humilde. Pelo fato da minha profissão ser há tanto tempo vista como masculina, as pessoas esperam alguém que não seja tão feminina, mas eu sou e gosto de mim cuidar sim", enfatiza.

Segurança

Mesmo com diversos aspectos positivos já citados, não podemos deixar de falar da questão do risco que envolve a profissão de policial. A experiência na área proporciona a delegada um pouco mais de segurança nesse quesito. "Trata-se de uma profissão que oferece um certo risco, mas o fato de estar do lado de cá também possibilita dimensionar o que é risco e o que não é", conta ela.



Experiência na área garante mais segurança a Carmen | Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A Tarde
"A família generaliza, mas não é bem assim. Eu sei qual investigação pode representar risco pra mim e a que não pode. Aquelas que apresentam maiores riscos eu estabeleço uma cautela devida. Nunca tive medo", acrescentou. Além disso, Carmen também fala sobre um outro aspecto que poderia ser considerado negativo: o preconceito.

"Preconceito explícito eu nunca vivi, se existir pode ser velado, mas nada que me fizesse enfrentá-lo. Nesse 25 anos de polícia, nunca tive problemas dessa ordem. Nem da população, nem dos meus subordinados hierarquicamente. Eu já comandei cerca de 500 homens e nunca aconteceu. Acho que isso depende muito da personalidade, da seriedade que se impõe ao trabalho e nunca houve espaço, de forma explícita, velado não dá pra dimensionar", ressalta a delegada.

Dupla Jornada

Além de comandar a delegacia, Carmen também teve que gerenciar a maternidade. "Conciliar a maternidade com qualquer profissão não é algo fácil, porque a mulher tem uma jornada dupla, sabemos disso, ela tem que atender com eficiência o trabalho e os filhos, para que não terceirize a educação, porque isso pode trazer consequências severas. Eu acho que fiz bem essa conciliação e hoje os meus filhos se orgulham de mim e eu deles".



Delegada conta que se dedica a profissão até quando está de folga | Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A Tarde
A rotina da delegada é puxada e mesmo assim, ela não hesita quando é necessário correr para a delegacia até mesmo quando está de folga. "Um caso marcante foi de um adolescente que foi morto na porta de casa. Na hora que tomei conhecimento, numa sexta-feira, eu vim para a delegacia e fiquei o fim de semana todo sem ser plantão e eu decidi que só sairia de lá com o caso bastante encaminhado e elucidado. Conseguimos em 48h prender o menor envolvido e identificar o maior. Eu me sinto com o dever cumprido ao minimizar um pouco a dor da família dessas vítimas", contou.

"Policial é policial o tempo inteiro. A gente acaba absorvendo tudo e ficando sempre alerta, costumo dizer que entro nos lugares com o "giroflex" ligado. Dependendo do caso, não tem dia e não tem noite. Já houve um mandado de prisão que saiu no dia do meu aniversário e eu vim direto pra cá, 21h eu ainda estava aqui interrogando", completou ela.

Quanto ao futuro, por ter muito tempo de contribuição, ela conta que já pode pensar na aposentadoria, fato que a deixa um pouco desconfortável. "Do ponto de vista profissional, eu já cheguei no ápice, porque eu sou delegada especial e não tenho pretensões, não posso ser mais que especial, mas já posso pensar em me afastar e questiono como não fazer o que faço". Mesmo assim, Carmen também disse que há outras coisas que ela gosta, ligadas a área de comunicação e revelou que virão novidades por aí.

domingo, 1 de março de 2020

Policial fica ferido em confronto com migrantes na fronteira turco-grega



Um policial grego ficou ferido neste domingo durante confrontos com migrantes na fronteira da Grécia com a Turquia, informaram autoridades locais.

"O policial foi hospitalizado e recebeu os primeiros socorros. Ele se sente bem e pediu para retomar as suas funções, apesar dos ferimentos", afirmou um funcionário do governo grego em conversa com jornalistas.
De acordo com esse funcionário, os estrangeiros teriam atirado pedras contra os agentes instalados ao longo da fronteira, enquanto, do outro lado, forças turcas teriam disparado bombas de gás lacrimogêneo contra o território grego. 

66 pessoas estão falando sobre isso

​Turquia disparando gás lacrimogêneo contra forças de fronteira gregas.
Outras fontes afirmam que os policiais gregos é que teriam disparado bombas de gás contra a multidão. 
More than 76,000 migrants have left Turkey heading for the EU as Greek police barricade border crossings with barbed wire and launch tear gas at crowds
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Mais de 76.000 migrantes deixaram a Turquia em direção à UE, com a polícia grega barricando passagens de fronteira com arame farpado e lançando gás lacrimogêneo nas multidões​
Recentemente, o governo turco anunciou a decisão de abrir suas fronteiras, com a Grécia e a Bulgária, para a passagem de milhares de migrantes de países como Síria, Irã, Iraque e Paquistão que desejam buscar uma vida melhor na União Europeia, mas as autoridades gregas afirmaram que não deixariam nenhum estrangeiro entrar ilegalmente em seu território. 
Segundo o ministro do Interior turco, Suleyman Soylu, 76.358 migrantes já teriam atravessado as fronteiras do país com a UE após essa nova política. Autoridades da Grécia, por sua vez, afirmam que 15.500 estrangeiros tentaram entrar ilegalmente no bloco europeu desde a noite do último sábado, situação que está sendo considerada uma ameaça à segurança nacional pelo governo grego. Ao menos 143 desses imigrantes teriam sido detidos.