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domingo, 29 de agosto de 2021

Militares dos EUA mataram civis após explosões no aeroporto de Cabul, informam testemunhas

 


Quase 100 pessoas foram confirmadas como mortas, e outras 150 consideradas feridas, após as explosões de quinta-feira (26) em Cabul, mas algumas das mortes teriam ocorrido após os ataques.

Algumas das pessoas morreram às mãos de militares dos EUA durante a confusão provocada pelas explosões em Cabul, Afeganistão, na quinta-feira (26), contaram testemunhas à emissora BBC.

Uma das vítimas foi um homem chamado Mohammed, um taxista de Londres, Reino Unido, que foi a Cabul para ajudar sua família a garantir uma passagem segura para fora do país, mas foi morto com sua esposa na explosão no exterior do Aeroporto Hamid Kharzai, enquanto dois de seus filhos continuam desaparecidos.

Segundo seu irmão e outros entrevistados, eles foram mortos por disparos vindos da direção onde os soldados americanos estavam guardando o perímetro do aeroporto.

Um afegão disse igualmente à BBC que um civil que havia trabalhado para as forças norte-americanas foi morto a tiros por militares dos EUA no rescaldo da explosão.

"O cara [tinha] servido o Exército dos EUA durante anos. E a razão pela qual ele perdeu sua vida – ele não foi morto pelo Talibã. Ele não foi morto pelo Daesh [organizações terroristas proibidas na Rússia e em vários outros países]", disse o homem, acrescentando que a vítima foi encontrada com um buraco de bala na cabeça, sem outros ferimentos.

O Pentágono não respondeu a um pedido de comentários por parte da BBC.

Os ataques junto do aeroporto de Cabul levaram a vida de pelo menos 95 pessoas, e feriram outras 150.

Washington tem sido criticado pela desorganização e lentidão da evacuação de civis do aeroporto de Cabul, depois que o Talibã tomou Cabul a 15 de agosto, muito mais rápido que o esperado pela OTAN.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Think tank aponta para número excessivo de vítimas civis durante operações dos EUA na Síria e Iraque

 


O centro analítico RAND publicou um extenso relatório sobre o papel do poder aéreo dos EUA no Oriente Médio entre 2014 e 2019 em que reconhece a questão das mortes de civis e danos colaterais.

O centro norte-americano de análise estratégica RAND é uma entidade financiada pelo governo dos EUA com o objetivo de conduzir pesquisas e análises para as Forças Armadas do país. O presente estudo analisa dados da Operação Resolução Inerente – uma campanha militar liderada pelos Estados Unidos contra o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países).

O relatório "lança luz sobre o impacto das operações […] e se o poder aéreo poderia ter sido aplicado de forma diferente para alcançar resultados mais rápidos e mais sustentáveis".

O documento recomenda "limitar as vítimas civis e danos colaterais" e pede que as forças dos EUA "utilizem munições guiadas de precisão" e determinem "como usar de forma segura munições de segunda e terceira escolha".

Em suas recomendações, o RAND aponta que "as forças conjuntas devem rever sua doutrina de seleção de alvos com base na experiência na Operação Resolução Inerente".



Membros das Forças Especiais dos EUA realizando treinamento durante operações contra grupo Daesh no sul da Síria

No relatório, o RAND refere-se aos dados apresentados pela Airwars, uma organização britânica que monitora as mortes de civis em conflitos militares.

De acordo com os dados oficiais de 2019 das forças da coalizão, desde 2014 no Iraque e na Síria foram mortos 1.319 civis em resultado de ataques aéreos realizados pelos EUA e seus aliados.

Por outro lado, segundo estimações da Airwars, o número de vítimas civis poderia ser dez vezes maior: até 13.000 pessoas.

"No Iraque, o número relatado de mortes civis atingiu o pico em março de 2017, com mais de 1.400, enquanto na Síria o número estimado de mortes chegou a 800 em junho de 2017", indica o centro RAND, citando números da Airwars, o que é mais do que o comando da coalizão indicou durante todo o período de 2014 a 2019.

sábado, 13 de junho de 2020

Boko Haram mata 20 soldados e 40 civis na Nigéria



Militantes islâmicos mataram pelo menos 20 soldados, 40 civis e feriram centenas em dois ataques no estado de Borno, no nordeste da Nigéria, neste sábado (13).

Os ataques, em Monguno e Nganzai, ocorreram apenas alguns dias depois de um outro ataque que matou pelo menos 69 pessoas na vila de Gubio, informou Reuters.
Dois funcionários de organizações humanitárias e três moradores disseram à Reuters que militantes armados com armas pesadas, incluindo lançadores de foguetes, chegaram a Monguno, um centro para organizações não-governamentais internacionais, matando pelo menos 20 soldados e permanecendo na área por três horas.
As fontes revelaram que centenas de civis ficaram feridos no fogo cruzado com as forças de segurança locais.
Os militantes também queimaram o centro humanitário das Nações Unidas na área e incendiaram a delegacia local. Os combatentes distribuíram cartas aos residentes, ameaçando aqueles que trabalham para as forças militares, bem como para o contingente internacional.
O grupo terrorista Boko Haram e suas filiais mataram milhares e forçaram o deslocamento de milhões de pessoas no nordeste da Nigéria. A organização reivindicou os dois ataques de sábado e o ataque de Gubio.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Aviões civis internacionais estão voltando a voar sobre o Irã, revela oficial iraniano



O número de companhias aéreas que voam pelo espaço aéreo iraniano está aumentando, à medida que as tensões, que aumentaram em janeiro após a morte de um general do Irã e o abate de um avião civil ucraniano em Teerã, esfriaram, informou a agência de notícias local Mehr nesta quarta-feira.

No sábado, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) flexibilizou as regras para aeronaves civis, permitindo que voassem rotas através do golfo Pérsico. A FAA afirmou que havia um risco significativamente reduzido de as Forças Armadas iranianas abaterem um avião de passageiros por engano, embora as companhias aéreas dos EUA tenham sido instadas a ter cautela ao voar perto do Irã e do Iraque.
A Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (UE) deu permissão para as transportadoras europeias usarem o espaço aéreo iraquiano e iraniano em 29 de janeiro, embora as aeronaves sejam estritamente restritas a voar em dois corredores específicos e a não descer abaixo de 25.000 pés.
O diretor-gerente da Companhia de Aeroportos do Irã, Siavash Amirmokri, afirmou à agência de notícias Mehr que as companhias aéreas internacionais estão retornando ao espaço aéreo iraniano porque a rota mais econômica entre a Europa e a Ásia exige sobrevoar o país.

© SPUTNIK / MAZYAR ASADI
Avião Boeing 737-800 cai após decolagem de Teerã, matando todas as 176 pessoas a bordo, 8 de janeiro de 2020
Em 8 de janeiro, um jato Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines caiu perto de Teerã logo após a decolagem, matando todas as 176 pessoas a bordo. O Irã admitiu que derrubou acidentalmente a aeronave, confundindo-a com um míssil de cruzeiro hostil, em meio a temores de retaliação dos EUA pelos ataques de mísseis do Irã a bases que hospedam tropas americanas no Iraque.
Nesta quarta-feira, o ministro da Defesa do Irã, Amir Hatami, foi citado pela agência de notícias iraniana Borna dizendo que a caixa preta recuperada do local do acidente do avião ucraniano estava visivelmente danificada.
Teerã lançou os ataques com mísseis depois que um ataque por drone dos EUA matou o principal general iraniano Qassem Soleimani perto do Aeroporto Internacional de Bagdá, em 3 de janeiro.