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terça-feira, 28 de abril de 2020

Humilhação: empresários obrigam trabalhadores a se ajoelhar em protesto contra quarentena na Paraíba


Após o ato vexatório, vários comerciários denunciaram anonimamente ao Sindicato dos Comerciários de Campina Grande os constrangimentos a que foram submetidos para que a atividade fosse realizada


Brasil de Fato | João Pessoa (PB) - A população da Paraíba foi surpreendida por uma cena chocante na segunda-feira (27). Trabalhadoras e trabalhadores do comércio de Campina Grande ajoelhados, fazendo louvores e orações pedindo a reabertura do setor.
Por trás da ação, um protesto organizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande ao Tribunal de Justiça da Paraíba que buscava a reabertura do comércio local. A entidade alega que a suspensão das atividades comerciais, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, acarretará a falência de diversos comerciantes na cidade de Campina Grande.
Após o ato vexatório, vários comerciários denunciaram anonimamente ao sindicato os constrangimentos a que foram submetidos para que a atividade fosse realizada. Em nota, o Sindicato dos Comerciários de Campina Grande se posicionou dizendo que "é falsa a informação que este movimento foi organizado e realizado em comum acordo entre as partes".
Ainda de acordo com a entidade, trabalhadores "foram coagidos a participar do movimento por parte de alguns empresários chefes de algumas empresas, com a ameaça da possibilidade de afastamento dos seus postos de trabalho".
O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou ao Brasil de Fato que não recebeu denúncia formal sobre o fato. "Mas, diante das notícias veiculadas na imprensa local, já foi instaurado procedimento investigatório (notícia de fato) para apurar os fatos", declarou Andressa Lucena, procuradora do MPT em Campina Grande.
Nas redes sociais, houve protestos contra a atitude dos empresários e denúncias de violação dos direitos trabalhistas e humanos.
Covid-19 na PB
De acordo com o secretário da Saúde estadual, Geraldo Medeiros, estudos indicam que a Paraíba está atravessando o pico dos casos de doença e que os números elevados de casos devem continuar até o final do mês de maio. Na última semana, a ocupação dos leitos em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) saltou de 16% para 58%. O secretário não descarta um colapso no sistema de saúde.
Há 633 casos confirmados da covid-19 e 53 mortes no estado, segundo dados desta terça-feira (28). Há uma semana, em 20 de abril, eram 263 casos. Campina Grande possui 42 casos confirmados.Trabalhadores do comércio ajoelhados em Campina Grande nesta segunda (27) / Reprodução
Veja a nota do Sindicato dos Comerciários:
O Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região, vem a público informar, que diferentemente do que foi divulgado pelos empresários organizadores do ato que pediu a reabertura do comércio ocorrida na manhã desta segunda-feira (27), e reproduzido por alguns veículos de comunicação da cidade, a categoria não comunga com o pedido de retorno das atividades nesse momento, assim como o Sindicato, entidade oficial representativa da categoria, que em nenhum momento foi consultado pelos organizadores da atividade, sendo assim, é falsa a informação que este movimento foi organizado e realizado em comum acordo entre as partes.
Além disso, vem a público denunciar, que muitos funcionários participantes do referido ato, através de denúncias anônimas, foram coagidos a participar do movimento por parte de alguns empresários chefes de algumas empresas, com a ameaça da possibilidade de afastamento dos seus postos de trabalho. Como também denuncia a postura de alguns empresários, que dada à presença dos representantes da categoria, de maneira agressiva tentaram inviabilizar a fiscalização e o trabalho destes.
Sendo assim, repudiamos veementemente qualquer tentativa de coação aos trabalhadores e trabalhadoras, assim como qualquer pedido de retorno às atividades que desrespeitam as orientações dos organismos de Saúde e as medidas de prevenção e segurança no combate ao Covid-19 e que ponham em risco a saúde dos comerciários e de toda população campinense.
O Sindicato reitera a defesa do posicionamento que vem sendo tomado, desde o início dessa crise, de diálogo e respeito às orientações dos órgãos de saúde competentes, sejam eles internacionais, nacionais, estaduais e municipais, as recomendações do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho, como também o respeito da suspensão das atividades realizadas via Decreto Estadual e acatado pela Gestão Municipal e o retorno gradual das atividades em momento oportuno de resolução dessa crise. O Sindicato ainda defende a manutenção dos postos de trabalho, a garantia de todos os direitos, a defesa da saúde e da vida dos trabalhadores (as) e seus familiares.

terça-feira, 31 de março de 2020

Estudiosos derrubam o mito do milagre econômico da ditadura: estagnação ou recessão para 70% dos trabalhadores


Segundo estudo dos economistas Marcelo Medeiros, professor da Princeton University, e Rogério Barbosa, pós-doutorando da USP, houve “recessão” para pelo menos um terço dos trabalhadores e estagnação para outros 40%. Enquanto isso, para o ministro Fernando Azevedo e Silva (Defesa), o golpe de 64 foi um "marco" para a democracia brasileira


Dois grandes estudiosos mostram que 82% do crescimento da renda dos salários na época da Ditadura Militar (1964-1985) foi apropriado pelos 10% mais ricos. A constatação é dos economistas Marcelo Medeiros, professor visitante da Princeton University, e Rogério Barbosa, pós-doutorando da Universidade de São Paulo. 

 “Nossa principal conclusão até o momento é de que o crescimento de 1960 a 1970 foi altamente pró-ricos, com grandes parcelas da população tendo perdas ou permanecendo praticamente estagnadas”, dizem eles, em nota, conforme publicado na coluna de Miriam Leitão
Já o Ministério da Defesa divulgou um documento em que homenageia o Golpe Militar de 1964 e diz que "o movimento é um marco para a democracia brasileira".
Segundo os pesquisadores, “o crescimento foi altamente concentrado. Cerca de 82% de todo o crescimento foi apropriado por apenas 10% dos trabalhadores. O crescimento econômico entre 1960 e 1970 foi pró-ricos. A economia os favoreceu desproporcionalmente e deixou os pobres para trás. Houve grande aumento da desigualdade de renda”.
De acordo com o estudo, houve “recessão” para pelo menos um terço dos trabalhadores e estagnação para outros 40%. “Somados, 70% dos trabalhadores não tiveram qualquer ganho.”
“Não é correto chamar o período de ‘fase do milagre econômico da ditadura’. Uma expressão que descreva melhor o período seria ‘fase do crescimento pró-ricos da ditadura”.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Queimadas Bahia: quem luta por seus direitos e contra abusos dos poderosos?



Ser cidadão é não se calar, lutar pelos direitos e pela democracia


Estamos vendo em Queimadas, uma luta de servidores contra as humilhações e prejuízos causados pela gestão petista na cidade e uma inércia total da câmara de vereadores. E além da falta de atuação de vereadores em Queimadas, vemos também o silêncio de outras entidades, como por exemplo, igrejas que sempre fizeram política (quando lhe convém) e outras representações religiosas do município, também parecem não ter voz. Não se deram conta que o dever social tem muito haver com a busca da espiritualidade. Lembrem-se do que diz a palavra de Deus no Apocalipse "os covardes não entrarão no Reino do Céu...".





As pessoas precisam lutar mais pelos seus direitos e não apenas ficarem resmungando em off ou disfarçadamente em redes sociais. Quando Israel está falando na rádio por exemplo, quantos professores entram para demonstrar apoio e pronunciar suas próprias conclusões? Está fechado como categoria para defender apenas o que lhe interessa e esperar seu representante agir é uma coisa, queremos ver agir também como cidadão, lutando contra o que estiver errado no município! Quando Eduardo Santana está falando na rádio, quantos servidores entram para apoiar e falar suas posições? Quando os professores estão lutando pela valorização dos profissionais e pela educação, quantos alunos demonstram apoio? Aliás, porque os alunos em Queimadas não são organizados? Não tem grêmio estudantil, União Estudantil e nem cobrança por direitos dos alunos? A partir dos 16 alunos já votam! Quantos vão a câmara cobrar os vereadores que votaram? Quantos alunos ao invés de ficar postando no Instagram fazem um texto ou movimento de protesto em favor de seus professores? Se aluno pode votar, porque não podem cobrar seus direitos? O problema de Queimadas é que cada cidadão só defende algo quando aperta o seu calo. Vemos por exemplo, todo ano, formandos correndo atrás de politico para pedir patrocínio para formatura e festas, mas, não existem outras coisas importantes no município para cobrar os políticos? Alunos por exemplo, não andam no transporte escolar e não querem saber quanto foi gasto em gasolina, enquanto os pais tem que comprar a farda? Se a gestão pode gastar um absurdo em combustível, não poderia dar o fardamento escolar aos alunos? Os alunos não podem cobrar estradas melhores e melhor manutenção das escolas? Deixem de silenciar, cobrem seus direitos também! Organizem grêmios estudantis, façam associações de alunos, ativem sua voz!



Onde está por exemplo, a Associação de Pais e Mestres? Onde estão os colegiados que foram eleitos para defender a educação em Queimadas? Onde está os representantes dos pais e alunos? JÁ NÃO TEMOS APOIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, JUDICIÁRIO E LEGISLATIVO NO MUNICÍPIO, PORTANTO, SE NÃO LUTARMOS PELOS NOSSOS DIREITOS, OS PODEROSOS CONTINUARÃO RINDO!

DA REDAÇÃO DO C7 POLÍTICA



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