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sábado, 16 de outubro de 2021

Caças F-22 e F-35 quase colidiram enquanto procuravam avião que caiu nos EUA, relata mídia

 


Em maio de 2020, uma aeronave F-22 na Flórida reportou graves falhas em voo pouco depois de decolar de uma base, levando a uma operação de busca, que também quase virou mortal.

O Air Force Times publicou na quarta-feira (13) documentos de uma investigação de segurança do acidente com um caça F-22 em 15 de maio de 2020, que foi anteriormente relatado ter caído devido a um "erro de manutenção cometido após a lavagem da aeronave", algo que "impactou as entradas de controle transmitidas para a aeronave".

Segundo os documentos, a pilotagem do caça de quinta geração desde a Base da Força Aérea de Eglin, no oeste da Flórida, EUA, tornou-se um pesadelo após a lavagem, obrigando o piloto a se ejetar, e acabando por cair no solo cerca de 20 km a nordeste da base em que estava estacionado.

Os problemas começaram imediatamente após a decolagem, com uma luz de alerta piscando na cabine de pilotagem, e o avião começando a se virar para a esquerda de forma incontrolável. O piloto voltou a acelerar os motores e endireitou a aeronave após receber uma inspeção visual de um ala.

Pouco tempo depois, uma segunda luz de advertência começou a piscar, sinalizando dados de ar degradado, fazendo o F-22 virar novamente para a esquerda e inclinado para baixo, e deixando o avião em um estado "quase invertido", de acordo com o ala.

"Eu pensei que estava fora de controle naquele momento, e estava preocupado com a possibilidade de ter que me ejetar ali mesmo", disse o piloto aos investigadores. Ele decidiu continuar, no entanto, depois de recuperar o controle. Pouco depois, uma terceira luz de aviso piscou, indicando que a aeronave corria o risco de ficar sobrecarregada pelas forças g.

Nesse momento, o piloto voltou para trás e definiu o regresso a Eglin, mas o avião perdeu a capacidade de virar à esquerda, exigiu forte pressão para manter o nível, e mostrou leituras de altitude e velocidade defeituosas.

Colisão no ar evitada por pouco

Os documentos também revelaram que uma missão da Força Aérea para encontrar o local do acidente e o próprio piloto quase acabou em desastre, depois que caças F-22 e F-35 Lightning II quase colidiram uns com os outros no ar durante a caótica operação de busca, que envolveu várias agências de controle de tráfego aéreo, relatou aos investigadores um instrutor com o 43º Esquadrão de Combate servindo como supervisor de voo.

De acordo com o relatório do acidente, os F-35 foram enviados para o local do acidente para retransmitir as coordenadas das forças de busca e salvamento, mas nenhuma foi encontrada. Um helicóptero de excursão local também tentou ajudar a encontrar o piloto, mas voltou para trás depois de informar às autoridades locais que estava bem, além de bezerros doloridos e arranhões em suas mãos.

A queda do F-22 resultou em mais de US$ 202 milhões (R$ 1,1 bilhão) em perdas, cita a mídia norte-americana.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Aviões de reconhecimento dos EUA são flagrados sobrevoando Taiwan, relata think tank chinês

 


Os EUA enviaram quatro aviões de reconhecimento e um dispositivo aéreo não tripulado para perto de Taiwan, no mar do Sul da China, nesta terça-feira (7), informou o think tank chinês Iniciativa de Sondagem da Situação Estratégica do Mar do Sul da China (SCSPI, na sigla em inglês).

Taiwan se tem comportado como território independente desde 1949, contudo, o gigante asiático vê a ilha como parte de seu território nacional, e se opõe a qualquer Estado que reconheça a suposta soberania taiwanesa.

Cerca de cinco aeronaves de reconhecimento dos EUA foram avistadas sobre o mar do Sul da China em 7 de setembro, um dia após a entrada do (porta-aviões) USS Carl Vinson na região.

Os EUA, por seu lado, não reconhecem Taiwan como nação soberana, mas mantêm relações informais com a ilha.

A política oficial de Pequim prevê uma unificação pacífica de Taiwan com a China continental, pelo que as autoridades chinesas têm participado de várias conversações com as autoridades do território autogovernado para esse fim.

No entanto, apesar de Taipé afirmar querer diálogo com Pequim, não pode aceitar a proposta de "um país, dois sistemas".

domingo, 4 de julho de 2021

EUA roubaram 45 caminhões com petróleo e trigo da Síria para o Iraque, relata agência

 


Petróleo e trigo foi transportado do norte e nordeste da Síria para o norte do Iraque por forças aliadas dos EUA, diz mídia síria. Damasco tem protestado contra o que diz ser pilhagem e roubo aberto dos recursos do país.

Militares dos EUA levaram mais de 40 caminhões e caminhões-tanque com petróleo e trigo da Síria para o Iraque, informou no domingo (4) a agência síria SANA.

Segundo fontes da agência, o comboio de 45 caminhões com trigo e petróleo deixou a província síria de Al-Hasakah em direção ao norte do Iraque através da travessia de fronteira ilegal de Al-Walid.

Além disso, de acordo com as fontes, um outro comboio com 27 veículos carregados com suprimentos e equipamentos passou pela mesma travessia e se dirigiu a Rmelan para apoiar as forças dos EUA destacadas aí.

As Forças Armadas dos EUA, em conjunto com as formações armadas árabes-curdas das Forças Democráticas da Síria (SDF, na sigla em inglês), controlam ilegalmente territórios no norte e nordeste da Síria nas províncias de Deir ez-Zor, Al-Hasakah e Raqqa, onde estão localizados os maiores campos de petróleo e gás da Síria.

No sábado (3), a SANA também disse que 37 caminhões carregados de petróleo, supostamente pertencentes às SDF, e armados com metralhadoras transportaram o hidrocarboneto ao Iraque através do ponto fronteiriço de Al-Waleed.

Damasco tem chamado repetidamente de ocupação e pirataria estatal a presença dos militares norte-americanos em seu território, apontando que seu objetivo é o roubo descarado de petróleo. Relatos de transporte de petróleo, e frequentemente de trigo, para fora do país têm sido divulgados regularmente ao longo dos anos.

Bassam Touma, ministro do Petróleo da Síria, estimou que até 90% dos recursos petrolíferos do país estão sob controle dos EUA e aliados.

terça-feira, 12 de maio de 2020

BRUNA MARQUEZINE RELATA DEPRESSÃO CAUSADA POR PRESSÃO ESTÉTICA: “SOFRIA MUITO”



Na noite desta segunda-feira (11), Bruna Marquezine fez uma live no Instagram e abriu o jogo sobre depressão. Segundo a atriz, ela passou por uma fase muito complicada pela pressão estética que sofreu e que a terapia foi a solução.

“Passei por momentos difíceis. Crescer exposta faz com que você comece a condicionar seu olhar ao olhar do outro”, começou Bruna, que está na TV desde pequena. A atriz afirmou ainda sobre igreja: “Muitas vezes eu ouvi dentro da igreja que a minha depressão ou a minha situação era falta de fé e falta de oração”.

Bruna se curou na terapia: “Acredito que Deus capacitou profissionais para que nós possamos aqui nos ajudar. A terapia me transformou. Transformou de verdade a minha vida, a minha saúde mental.”

A atriz relatou sua depressão causada por pressão estética e sofreu com distúrbio alimentar: “Além disso, tive distúrbio de imagem e distúrbio de alimentação. Toda mulher se sente pressionada pela sociedade para estar no padrão. Eu sofria muito com isso. Sempre me cobrei muito. Enfim, foi um momento difícil e muito delicado”.

Por fim, Bruna falou sobre sua vida na internet: “Tento sempre me lembrar que a internet não é vida real, like não é afeto. Follow não é amizade. Tento sempre criar um equilíbrio. Quando eu vejo que está me fazendo mal, me distanciando da minha essência, quando está me atrapalhando, eu tento recuar”.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Recuperada, jovem atriz da Globo relata momentos difíceis: ‘É horrível não conseguir respirar’



No dia 16 de março, comecei com uma tosse e uma dificuldade de puxar o ar mais fundo. Nessa época, o novo coronavírus já tinha sido classificado como uma pandemia e os casos no Brasil já começavam a aumentar. Na hora, rola aquela dúvida, parece que não é com a gente. Fiz um esforço para rememorar os passos: onde estive, com quem, o que estava fazendo… Muitas possibilidades, mas nenhuma certeza. E também não adiantava brigar com a memória. Tinha que procurar orientação médica para entender o que estava acontecendo.

O médico confirmou que eu estava com a maioria dos sintomas da doença. Tentei fazer o exame em quatro laboratórios, mas não consegui. Os testes estavam sendo feitos apenas em pacientes internados em estado grave e naqueles do grupo de risco. A primeira medida foi o isolamento social completo. Só dessa forma poderia garantir que, caso estivesse mesmo infectada, não transmitiria o vírus. A única pessoa que vi foi a minha mãe, que vinha na minha casa trazer as compras do mercado e me ajudar com algumas coisas. Claro que a gente ficava preocupada, tanto que mesmo seguindo todas as recomendações (usávamos máscara, mantínhamos distância e ela estava sempre de luva), ela depois higienizava as mãos várias vezes.

O oitavo dia foi o pior: tive uma dor de cabeça muito intensa de madrugada, não conseguia abrir o olho ou falar. Foi algo que nunca havia sentido antes. Em nenhum momento, tive medo de morrer; os sintomas, no geral, se manifestaram de maneira branda em mim. Mas fiquei ansiosa e angustiada: é horrível não conseguir respirar como estou acostumada, no automático, e me preocupava — e ainda me preocupo — por perceber que muitas pessoas não estão levando a sério a situação. Não podemos desafiar o próprio destino e o destino dos outros. Temos que cuidar das pessoas.

Estamos falando de uma pandemia mundial. Não é sobre mim, é sobre o outro. A saúde deve ser priorizada agora, mesmo que para isso tenhamos de abrir mão de algumas coisas. No momento, para quem puder, abra mão de estar na rua e fique em casa! Sou uma pessoa que adora estar com os outros, abraçando, beijando, compartilhando. Sinto muita falta disso no meu dia a dia, mas sei que por enquanto não é possível. Conversar com os amigos por chamada de vídeo ajuda bastante. Já participei até da comemoração do aniversário do (ator) João Vicente Castro assim! Estávamos longe, mas perto.

Nesse período, rezei, porque em tempos duros assim a gente tenta ficar mais perto de Deus. Arrumei a casa várias vezes, troquei coisas de lugar. Aprendi a fazer o meu prato preferido: purê de banana-da-terra! E ficou muito bom! Esse foi um grande feito porque, até então, só fazia ovo mexido, pipoca de microondas, brigadeiro, tapioca e gelo (risos). Fiz ioga, descobri músicas novas.

Vi um movimento lá fora através do Instagram da Emma Watson que ela postava uma plaquinha de #IStayHomeFor citanto os motivos e as pessoas por quem ela ficava em casa. Aqui no Brasil fizemos o #EuFicoEmCasa. Fiz pelos meus avós, pelos profissionais de saúde, pelos que não podem ficar.

Se for uma realidade possível para você, fique em casa também. Vai dar saudade de ir à cachoeira, à praia, de encontrar os amigos, de dançar aglomerado, de ter muito abraço e beijo. De dar e receber afeto pessoalmente. Quanto antes a gente se recolher, antes isso tudo vai passar. Sou otimista, acho que a gente vai vencer. Mas para isso é preciso ficar em casa. Por agora, a gente se alimenta das lembranças de tudo que amamos para continuar. De casa, pela tela, a gente se encontra, mata um pouco da saudade. E depois estaremos onde quisermos, juntos dos nossos.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Esposa de Tom Hanks relata uso de cloroquina contra coronavírus: "efeitos colaterais extremos"


Rita Wilson foi tratada com cloroquina e fez um alerta sobre os efeitos do uso do medicamento. "Senti muita náusea, tonturas e meus músculos ficaram tão fracos que eu não podia andar", afirmou



Em participação no programa This Morning, no canal CBS, a esposa do ator Tom Hanks, Rita Wilson, contou como foi seu processo de recuperação após ter sido, juntamente com seu companheiro, diagnosticada com o novo coronavírus.

“Eu me sentia muito cansada, dolorida, desconfortável, não queria que ninguém me tocasse”, relatou.

Quando a febre atingiu 39 graus, a também atriz e produtora foi tratada com cloroquina, substância que, apesar de ainda estar em fases de testes, está sendo administrada em pacientes com Covid-19 e sendo amplamente divulgada por Jair Bolsonaro e pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como remédio contra o coronavírus.


“Me deram a cloroquina para diminuir a febre, o que de fato aconteceu. Porém, o remédio causou efeitos colaterais extremos. Senti muita náusea, tonturas e meus músculos ficaram tão fracos que eu não podia andar", disse Rita Wilson.

Ela ainda fez um alerta sobre o uso do medicamento. “Precisamos ter muito cuidado com essa medicação. Ainda não temos certeza se é segura para esse tipo de tratamento".

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Marido de cabeleireira baleada em bloco de carnaval relata pânico ao ver esposa ferida: 'Muito sangue'

Danieli Vitti foi baleada no carnaval de São Paulo — Foto: Arquivo pessoal

Policial civil reagiu a tentativa de assalto no domingo, em São Paulo. Três homens e duas mulheres ficaram feridos.


Uma das vítimas baleadas durante a passagem de um bloco de carnaval na Zona Sul de São Paulo, no domingo (16), passou por uma cirurgia no fêmur nesta segunda-feira (17) e é acompanhada pelo marido. Os dois são moradores de Jundiaí (SP) e estavam em um grupo com cerca de 15 pessoas.

Cinco pessoas foram baleadas na altura do número 900 na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini por volta das 17h30. Entre os feridos estavam três foliões e dois suspeitos.

O marido da cabeleireira Danieli Vitti, Wellington Alves Romano, afirmou ao G1 que o casal se divertia no bloco quando a esposa foi ao banheiro e, em seguida, ouviu disparos.

"Estávamos na rua e de costas para a confusão. Segundos depois teve uma briga e escutei um barulho. Achei que fosse bomba. Depois vi que foi um tiro e a Dani caída, baleada e muito sangue", lembra.
Segundo Romano, a esposa, de 27 anos, foi socorrida no local da ocorrência e foi encaminhada ao hospital.

"É uma fratura no fêmur, que foi causada pelo impacto do projétil. Ele não ficou alojado porque saiu e atingiu uma outra amiga nossa, que já foi liberada. A Dani teve que tratar aqui porque no caminho para Jundiaí poderia dar problema no transporte", diz.

Os dois moram em Jundiaí, no interior de São Paulo, com os dois filhos, de 3 anos e 11 meses. A recuperação, segundo informado a Romano, será de cerca de seis meses.

"Ela está medicada, sentido os pés e sem dor. Agora vamos acompanhar a recuperação para que possa voltar a trabalhar."

Em um relato enviado ao G1 antes do procedimento no Hospital das Clínicas, Danieli contou que estava no aguardo da cirurgia e que sofreu um grande susto com a situação.

Vídeo mostra socorro às vítimas baleadas em bloco de carnaval em SP

Disparos em bloco
Anteriormente, o policial disse que estava indo encontrar um amigo, e não participando do bloco, quando sofreu uma tentativa de assalto. A afirmação foi feita em depoimento prestado aos investigadores nesta segunda-feira (17).

Ele disse ter sido cercado por seis indivíduos e agredido. Em depoimento, o policial disse ainda que, quando assaltantes tentaram roubar seus pertences, ele se identificou.

Neste momento, segundo ele, os criminosos tentaram roubar sua arma e, por isso, ele reagiu. O policial afirma que ouviu tiros, mas não soube informar de onde vieram. Os bandidos conseguiram levar uma corrente de ouro, dinheiro e o celular da vítima.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que já prendeu dois suspeitos identificados como Jonathan e Pedro Henrique. Eles foram baleados e já tiveram alta, mas continuam detidos.

Além disso, a polícia afirma ter identificado também três comparsas suspeitos de participarem do assalto. Eles foram identificados por meio das redes sociais dos dois suspeitos feridos, que foram reconhecidos pelo policial civil, e estão sendo procurados.

Cinco pessoas são baleadas em blocos de carnaval na zona sul de São Paulo

Doria defende ação
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), defendeu a ação do policial civil. No início da tarde desta segunda (17), o governador disse ele ele agiu "como deveria", mas que a corregedoria acompanha o caso.

"Um policial não é só policial quando está fardado, ele é policial por opção, por determinação e treinamento. Então ele está em ação. Quero registrar que neste fato não houve nenhuma morte, nenhum ferimento grave, e os bandidos foram presos, ou seja, o policial agiu como deveria ter agido para proteger as pessoas", disse Doria.

Ao lado do general João Camilo de Campos, que comanda a secretaria de Segurança Pública do estado, Doria disse que o caso está sendo acompanhado pela corregedoria.

"Agora está na corregedoria, evidentemente que a polícia de São Paulo tem muito zelo na análise de qualquer circunstância que envolva o uso de armamento por parte de policiais", disse Doria.

"O inquérito está em curso. A Corregedoria da Polícia Civil, que é muito boa, está acompanhando esse processo, então vamos deixar que o inquérito transcorra", completou Camilo.

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Por Carlos Dias, G1 Sorocaba e Jundiaí