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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Exército brasileiro planeja investir R$ 1 bilhão em escola de sargentos

 


A escola será construída na região metropolitana do Recife, onde se localiza o Centro de Instrução Marechal Newton Cavalcanti (CIMNC).

O Exército pretende investir até R$ 1 bilhão na construção da futura Escola de Formação e Graduação de Sargentos, em Recife, em uma estrutura que deverá abrigar pelo menos 4 mil pessoas.
O general André Luiz Novaes Miranda, citado em reportagem do Valor Econômico, ressalvou que o valor estimado em R$ 1 bilhão será aplicado ao longo de uma década, período que compreende a execução da obra.

"Vamos construir uma pequena cidade de 5 mil habitantes", disse Novaes.

O objetivo da mudança é concentrar em uma sede única as diversas unidades da instrução militar, atualmente distribuídas por vários estados.
O processo de licitação será aberto nos próximos meses e deverá prever contrapartidas ambientais para solucionar os impasses em torno do projeto, localizado em uma área de preservação, onde já está instalado um campo de treinamento militar.

Pelo cronograma, os próximos quatro anos serão dedicados à elaboração do projetos básico e executivo da futura escola. Os recursos sairão da dotação orçamentária do Exército e de emendas parlamentares.
Depois de pronta, a expectativa é que o novo prédio abrigue a escola de sargentos por ao menos 100 anos. A inspiração é a sede da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), que funciona em Resende há 77anos.

Com uma estação de água própria e planejada para ser movida por energia solar, as instalações da nova escola de sargentos contemplam um alojamento para 2 mil alunos.
Atualmente, o curso de dois anos tem duas etapas. O básico compreende ao período escolar, distribuído em 13 unidades escolares.
O segundo corresponde ao período de qualificação, que acontece em três municípios: a Escola de Sargentos das Armas (ESA), em Três Corações (MG); a Escola de Sargentos de Logística (EsSlog), no Rio de Janeiro; e o Curso de Formação de Sargentos no Centro de Instrução de Aviação do Exército (CFS/CIAvEx), em Taubaté (SP).
demanda pelo curso cresce sem parar nos últimos anos. Em 2021, foram 126 mil candidatos inscritos para concorrer a 1.100 vagas, um recorde.
A alta procura tem uma explicação: o aluno recebe um auxílio de R$ 1,2 mil, além de alimentação, alojamento, uniforme e assistência médica.
Da esquerda para direita o almirante Almir Garnier, o ministro da Defesa Braga Netto, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e o brigadeiro Almeida Baptista Jr.  durante apresentação os novos comandantes das Forças Armadas, no Ministério da Defesa, em Brasília (DF), 3 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 23.12.2021
Notícias do Brasil
Ministério da Defesa tem prioridade no Orçamento de 2022 e recebe mais de R$ 8 bi para investimentos


A escolha do local, no CIMNC, tem uma motivação histórica: o prédio funcionou como centro de treinamento para soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB), enviados para lutar na Segunda Guerra Mundial.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Dunas de 1 bilhão de anos são encontradas em Marte (FOTO)

 


A descoberta de dunas marcianas amplamente preservadas de até um bilhão de anos oferece novas informações sobre as condições climáticas e geológicas do Planeta Vermelho.

Cientistas anunciaram a descoberta de um grupo de dunas de areia marcianas de um bilhão de anos na região marciana dos Valles Marineris. A rara descoberta levou a equipe a outro achado: o clima, a pressão atmosférica e a evolução da paisagem em Marte permaneceram relativamente consistentes nos últimos bilhões de anos. O estudo foi publicado na revista científica Journal of Geophysical Research Planets.

A observação das dunas foi realizada após o mapeamento de extensos depósitos de rochas sedimentares, que mostraram evidências claras de litificação preservada e soterramento de campos de dunas.



Campo litificado de dunas de areia em Valles Marineris, Marte
"Este nível de preservação é raro para dunas de areia terrestres devido a contínua erosão e [atividade] tectônica", afirma em comunicado Matthew Chojnacki, autor principal do estudo.

"Com base nas relações do depósito de dunas com outras unidades geológicas e taxas de erosão modernas, estimamos que [as dunas] tenham cerca de um bilhão de anos. Devido ao tamanho das dunas e arranjos espaciais, que não são muito diferentes dos equivalentes modernos, sugerimos que o clima e a pressão atmosférica devem ter sido semelhantes aos de Marte atualmente", acrescenta o cientista.

"Esses resultados nos informam que o transporte de areia, a deposição e a litificação causados pelo vento ocorreram na maior parte da história recente de Marte. Eles também ilustram como a evolução da paisagem lá difere muito em comparação com a da Terra", comenta Chojnacki.

O estudo utilizou dados coletados por instrumentos do Orbitador de Reconhecimento de Marte e da Mars Odyssey, missões supervisionadas pelo Laboratório de Propulsão a Jato, da agência espacial norte-americana NASA.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Empresas do esquema de Crivella teriam recebido quase R$ 1 bilhão, segundo MP



Apesar de alegar crise financeira, a prefeitura do Rio de Janeiro pagou pelo menos R$ 976,4 milhões entre 2017 e 2020 em contratos com seis empresas suspeitas de terem pagamentos liberados em troca de propinas pedidas pelo empresário Rafael Alves

O número está no relatório do Ministério Público Estadual do Rio (MPRJ) que embasou a operação contra o prefeito Marcelo Crivella e outros 22 alvos na última quinta-feira.
Segundo os promotores, foi o próprio Crivella que autorizou o pagamento de parte das faturas, em caráter de exceção, contrariando regras da própria administração municipal para a quitação de dívidas com fornecedores e prestadores de serviços.

sábado, 11 de julho de 2020

'Muralha' de 1,4 bilhão de anos-luz de diâmetro é descoberta atrás da Via Láctea (FOTO, VÍDEO)



O modelo 3D do Universo apresentado ao público há um ano foi submetido a uma importante atualização, em que os astrônomos descobriram uma das maiores superestruturas espaciais já detectadas.

A chamada Parede do Polo Sul passou despercebida durante décadas, embora abranja milhares de galáxias e se estenda por 1,4 bilhão de anos-luz.
No entanto, as reconstruções da área correspondente no mapa celestial a partir da velocidade e da densidade dos objetos visíveis permitiram ao cosmógrafo francês Daniel Pomarède e seus colegas revelar sua presença, segundo The Astrophysical Journal.
A superestrutura está localizada sobre o Polo Sul da Terra. No entanto, não é tão fácil de observá-la como outros filamentos de matéria em meio às lacunas mapeadas anteriormente, devido a sua posição de aproximadamente 500 milhões de anos-luz atrás das brilhantes regiões centrais de nossa galáxia.
​Os cosmógrafos descobriram a Parede do Polo Sul, um filamento gigante de 1,4 bilhão de anos-luz de diâmetro. Localizada na direção do Polo Sul celestial, é comparável à Grande Muralha Sloan, a metade da distância.
O conjunto de galáxias e aglomerados de galáxias recentemente descoberto compete em tamanho com a Grande Muralha Sloan, considerada entre os anos 2005 e 2013 como a maior estrutura celeste, porém, atualmente ocupa a sexta posição entre estas superestruturas, explica o portal LiveScience.
Os astrônomos estão mapeando a "teia cósmica" composta de filamentos de gás hidrogênio, onde as galáxias abundantes em elementos mais pesados formam uma corrente e se dobram rodeando grandes regiões do espaço.
Os especialistas identificaram a configuração de diversas estruturas maiores que os aglomerados galácticos e, entre elas, o recorde pertence à estrutura da Grande Muralha Hércules-Corona Borealis, que se estende por dez bilhões de anos-luz e engloba mais de um décimo do Universo visível.
A descoberta ocorreu graças à utilização das medições do desvio para o vermelho, das estimativas do movimento de uma galáxia em relação a outra e das interações gravitacionais entre elas.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Quarentena imposta a 1,4 bilhão de pessoas está dando certo, diz premiê da Índia



A quarentena na Índia contra a pandemia da COVID-19, considerada a maior do mundo, tem produzido resultados positivos, segundo o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Apesar dos bons resultados das restrições impostas a cerca de 1,4 bilhão de pessoas na Índia, Modi ressaltou em comunicado à imprensa nesta segunda-feira (27) que o vírus ainda é perigoso. A declaração do premiê veio logo após uma videoconferência com os chefes de governo dos estados e territórios indianos.
"O primeiro-ministro sublinhou que o bloqueio teve resultados positivos, pois o país conseguiu salvar milhares de vidas no último mês e meio. Ele acrescentou que a população da Índia é comparável à população somada de vários países. A situação em muitos países, incluindo a Índia, era quase similar no início de março, mas devido às medidas oportunas, a Índia conseguiu proteger muitas pessoas, mas advertiu que o perigo do vírus está longe de terminar e que a vigilância constante é de suma importância", apontou o comunicado à imprensa.
A quarentena na Índia foi imposta em 25 de março em todo o país. Na semana passada a medida foi estendida até o dia 3 de maio.

© AFP 2020 / NOAH SEELAM
Policiais indianos estão perto de um veículo em forma de coronavírus na cidade de Haiderabade na Índia
O primeiro-ministro acrescentou que os esforços das autoridades regionais agora devem se concentrar na conversão das "zonas vermelhas" do país, que têm mais casos da doença causada pelo novo coronavírus, em "zonas cor de laranja" e, posteriormente, em "zonas verdes". Até agora, existem 170 zonas vermelhas e 207 zonas cor de laranja em toda a Índia.
Nesta segunda-feira, as autoridades de saúde notificaram 1.396 novos casos de COVID-19 e 48 novas mortes, marcando uma queda em relação aos 1.990 novos casos registrados no domingo (26). Desde o início do surto da doença no país, um total de 27.892 casos de COVID-19 foram relatados, resultando na morte de 872 pessoas.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Trump vai pedir US$ 1 bilhão ao Congresso dos EUA para tratar do coronavírus, diz jornal



A Casa Branca está se preparando para pedir ao Congresso que aprove um pacote de gastos emergenciais para ajudar a lidar com a nova crise de coronavírus, informou o jornal The Washington Post nesta segunda-feira.

A administração do presidente Donald Trump pode pedir ao Congresso, ainda nesta semana, que aprova cerca de US$ 1 bilhão em fundos para enfrentar a nova crise de coronavírus, segundo a reportagem citando pessoas familiarizadas com o assunto.
O número de infecções continuou aumentando neste fim de semana, com 409 novos casos relatados e 150 mortes confirmadas em todo o mundo, segundo a mídia.
O Afeganistão relatou seu primeiro caso do novo coronavírus, enquanto novos casos também foram relatados no Kuwait, Iraque e Bahrein, acrescentou a mesma reportagem.
O novo coronavírus foi detectado pela primeira vez na China no final de dezembro e, desde então, se espalhou para mais de 25 países, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma emergência de saúde global.
O surto resultou em mais de 77.000 pessoas infectadas em todo o mundo e mais de 2.600 mortes na China continental.