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sábado, 24 de julho de 2021

China se está preparando para ativar primeiro reator nuclear 'limpo' do mundo (FOTO)

 


Cientistas chineses revelaram seus planos para ativar o primeiro reator nuclear que não precisa água para resfriar.

É esperado que o protótipo do reator nuclear de sal fundido, que funciona com tório líquido em vez de urânio, seja mais seguro do que os reatores tradicionais, uma vez que o tório se resfria e se solidifica rapidamente quando exposto ao ar, o que significa que qualquer potencial vazamento significaria muito menos radiação no ambiente em comparação com os vazamentos de reatores que funcionam com urânio, explica o portal Live Science.

O protótipo do reator deverá ficar completo no próximo mês, com seus primeiros testes previstos para o início de setembro.

Este novo tipo de reator não vai precisar de água, pelo que será capaz de operar em regiões desérticas. O primeiro reator nuclear ficará localizado em Wuwei e o governo chinês tem planos de construir mais nos desertos e planícies escassamente povoados da China ocidental, bem como até 30 novos reatores em países envolvidos na iniciativa chinesa Um Cinturão, Uma Rota.

"A produção de energia nuclear já se tornou uma estratégia de Estado, e as exportações nucleares ajudarão a otimizar nosso comércio de exportação e liberar a capacidade de produção interna de alto nível", disse Wang Shoujun, membro do comitê permanente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CPPCC, na sigla em inglês) - um órgão que atua como ligação entre o governo chinês e os interesses comerciais - em um relatório no site da CCPPC, citado pela mídia.

O novo reator é parte da iniciativa do presidente chinês, Xi Jinping, de alcançar a neutralidade carbônica até 2060, de acordo com a equipe do Instituto de Física Aplicada de Xangai, responsável pelo desenvolvimento do protótipo.

Para além de não precisar de água para esfriar, novo reator nuclear chinês vai utilizar tório em vez de plutônio
Para além de não precisar de água para esfriar, novo reator nuclear chinês vai utilizar tório em vez de plutônio

O tório - um metal prateado e radioativo cujo nome tem origem no deus nórdico do trovão - é muito mais barato e mais abundante do que o urânio e, por outro lado, não pode ser usado facilmente para criar armas nucleares.

Em vez de usar barras de combustível, os reatores de sal fundido funcionam dissolvendo o tório em sal líquido fundido à base de flúor antes de enviá-lo para a câmara do reator a temperaturas acima dos 600 graus Celsius. Quando bombardeados com nêutrons de alta energia, os átomos do tório se transformam em urânio-233, um isótopo de urânio que pode então se dividir, liberando energia e ainda mais neutrões através de um processo chamado fissão nuclear. Isso inicia uma reação em cadeia, liberando calor na mistura de sal e tório, que é então enviada para uma segunda câmara onde o excesso de energia é extraído e transformado em eletricidade.

Porém, as vantagens do tório não terminam aqui. Enquanto os produtos residuais das reações nucleares do urânio-235 permanecem altamente radioativos por até 10 mil anos - incluindo o plutônio-239, o elemento-chave nas armas nucleares - os principais subprodutos de uma reação nuclear de tório são o urânio-233, que pode ser reciclado, e uma série de outros subprodutos com uma "meia-vida" de apenas 500 anos.


 

sábado, 17 de julho de 2021

Se preparando para guerra no Atlântico? 1º quartel-general da OTAN entra em operação nos EUA

 


Líderes militares da OTAN e dos EUA se reuniram nesta quinta-feira (15) no Comando da Força Conjunta de Norfolk, no estado norte-americano da Virginia, para assinalar o início das operações do primeiro quartel-general da OTAN na América do Norte.

O portal Military aponta que, se algum dia os EUA e a Rússia se enfrentarem no Atlântico, a batalha seria dirigida a partir de Norfolk.

O novo comando será responsável pelas regiões do Atlântico e do Ártico. A OTAN tem mais dois comandos da força conjunta – um em Brunssum, nos Países Baixos, e outro em Nápoles, Itália, na região do Mediterrâneo.

Durante a cerimônia, realizada a bordo do navio de assalto anfíbio USS Kearsarge, o general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, disse que o comando é necessário para evitar uma guerra sangrenta e destrutiva contra os principais adversários – ou para ganhá-la se o conflito eventualmente irromper.

"É missão deste comando combater na batalha do Atlântico em caso de conflito armado", disse Milley. "Pensem nisso. Se conhecem a história, e conhecem a Segunda Guerra Mundial, sabem como isso foi importante".

O general norte-americano disse ainda que o Atlântico seria crucial se outra guerra eclodisse na Europa.

"A sobrevivência da OTAN, o sucesso ou fracasso em combate em uma guerra futura [...] na Europa dependeria em grande parte do sucesso ou fracasso deste comando e sucesso ou fracasso da batalha do Atlântico", afirmou.

General Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA discursa durante a cerimónia que marca  a entrada em operação do Comando da Força Conjunta da OTAN a bordo do USS Kearsarge, na base naval de Norfolk, 15 de julho de2021
© AP PHOTO / STEVE HELBER
General Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA discursa durante a cerimónia que marca a entrada em operação do Comando da Força Conjunta da OTAN a bordo do USS Kearsarge, na base naval de Norfolk, 15 de julho de2021

Em suas declarações, o vice-almirante Andrew Lewis, comandante da 2ª Frota da Marinha e chefe do novo Comando da Força Conjunta alertou sobre o aumento da atividade russa e chinesa no Atlântico.

"Não podemos mais assumir que temos o controle do Atlântico, como tínhamos no final da Guerra Fria", frisou. "Estamos novamente sendo desafiados por ameaças nessas águas. Ambas [a Rússia e a China] aumentaram sua presença no Atlântico, desde o Círculo Polar Ártico ao Polo Sul", ressaltou.

A cerimônia assinalou a plena capacidade operacional do comando, o que significa que a estrutura é capaz de executar todas as missões e capacidades para que foi projetada.

sábado, 11 de abril de 2020

EUA estariam preparando fuzileiros navais para se oporem à China



O Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA está passando por uma das reformas mais radicais de sua história com o objetivo de modernizar este ramo de suas Forças Armadas para agir em locais distantes.

Os fuzileiros navais são preparados para desembarcar em território inimigo, além disso, o Corpo conta com sua própria aviação, integrada em porta-aviões da Marinha, tendo à disposição aviões do tipo STOVL, bem como uma grande quantidade de helicópteros e convertiplanos.
Em 2019, com o general David Berger assumindo o comando do Corpo de fuzileiros, as reformas se tornaram uma realidade. Berger pretende remodelar o Corpo de maneira drástica.
Porta-aviões de ponta dos EUA testa com sucesso sistemas vitais de combate
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As reformas preveem cortes nos batalhões da Polícia Militar, artilharia rebocada, unidades de construção de pontes, tanques e logística. Além disso, a aviação também sofrerá cortes, ou seja, ao invés de contar com 16 aeronaves STOVL, cada esquadrilha contará com apenas 10.
Essas reformas teriam como objetivo preparar o Corpo de Fuzileiros Navais para enfrentar a China em um local de seu interesse, o mar do Sul da China, segundo o Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, um think tank norte-americano.
Para confrontar a China, Berger propõe a utilização de unidades expedicionárias e regimentos litorâneos do Corpo de Fuzileiros Navais, com o objetivo de impedir que os marinheiros chineses operem com sucesso nas águas disputadas.
Berger poderá utilizar diversos sistemas lançadores múltiplos de mísseis HIMARS, que são capazes de realizar ataques a longas distâncias, já que possuem um alcance máximo de 300 quilômetros, além de serem precisos. Além disso, o comandante planeja utilizar drones para fornecimento de dados de reconhecimento.
Trump: EUA vão enviar navios da Marinha para perto da Venezuela em meio ao narcotráfico
© Foto: Reuters / Marinha dos EUAhttps://sptnkne.ws/BUkc 
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Apesar dos desejos de Berger, há muitas dúvidas sobre a eficácia dessas reformas, pois estão sendo preparadas para um possível confronto com a China em um local concreto, entretanto, caso surja a necessidade de enviar o Corpo de Fuzileiros para outra parte do mundo, suas forças podem não estar prontas para combate em outras condições. As reformas previstas devem ser realizadas até 2030.