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terça-feira, 23 de novembro de 2021

Shoigu: 10 bombardeiros estratégicos dos EUA ensaiaram ataque com armas nucleares contra Rússia

 


De acordo com ministro da Defesa russo, só no último mês de outubro, mais de 30 voos deste tipo foram registrados. Para Shoigu, a execução da atividade norte-americana não é só um perigo para Rússia, mas para China da mesma forma

Nesta terça-feira (23), o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, afirmou que dez bombardeiros estratégicos dos EUA ensaiaram um ataque com armas nucleares à Rússia em novembro deste ano, "praticamente ao mesmo tempo do oeste ao leste", durante os exercícios militares do Global Thunder dos EUA.
Só no último mês de outubro, foram registrados cerca de 30 desses voos, de acordo com Shoigu que relatou a informação após se reunir com seu homólogo chinês Wei Fenghe.

"Em todos os casos, nossos sistemas de defesa antiaérea detectaram dentro do tempo certo os bombardeiros estratégicos dos EUA, estabeleceram controle contínuo e executaram medidas de prevenção de incidentes", disse Shoigu.

O chefe da Defesa russa também pontuou que manobras de aviação dos EUA perto das fronteiras orientais da Rússia "criam uma ameaça não apenas para Rússia, mas também para a China".

Ainda segundo Shoigu, em 2020, a Força Aérea dos Estados Unidos realizou 22 voos sobre o mar de Okhotsk, o que representa um aumento considerável desde 2019, quando eram apenas três. Durante os voos, o ministro relata que os bombardeiros norte-americanos ensaiaram possíveis ataques com mísseis de cruzeiro.
Navios da OTAN no mar Negro - Sputnik Brasil, 1920, 21.11.2021
Panorama internacional
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Na semana passada, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que a OTAN utiliza a sua aviação estratégica com armas de combate em exercícios não programados no mar Negro, o que constitui um sério desafio para a Rússia, conforme noticiado.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Trump afirma ter construído sistema de armas nucleares 'que ninguém jamais teve'



O presidente norte-americano afirmou em entrevista ao jornalista Bob Woodward que os Estados Unidos supostamente têm uma arma nuclear secreta desconhecida até agora.

O jornal The Washington Post revelou na quarta-feira (9) o que diz serem partes de 18 entrevistas realizadas entre dezembro de 2019 e julho de 2020 para o livro "Rage" (Raiva) por publicar, incluindo a suposta existência de uma arma "incrível".
"Eu construí um sistema de armas nucleares que ninguém jamais teve neste país. Temos coisas de que você ainda nem ouviu falar ou viu. Temos coisas de que [Vladimir] Putin e Xi [Jinping] nunca ouviram falar antes. Não há ninguém, o que nós temos é incrível", disse Trump ao jornalista Bob Woodward.
As fontes anônimas de Woodward referiram que Trump estava falando de um sistema real, e ficaram surpresos por ele ter revelado. As fontes se recusaram a oferecer informação específica sobre o assunto.

Trump e novas armas militares

O presidente dos Estados Unidos tem uma reputação de discutir questões sensíveis abertamente.
Sabe-se também que Trump nem sempre parece ter um entendimento firme das questões que discute, levando-o a fazer declarações falsas sobre sistemas de armas e suas capacidades, observa na quarta-feira (9) o portal militar The Drive.
Como exemplo, refere o caso do "supermíssil", que ele mencionou falando com repórteres durante um evento na Casa Branca em maio de 2020, dizendo que seria "17 vezes mais rápido" que os mísseis mais modernos, em referência a semelhantes armas em desenvolvimento na Rússia e China.
No final, acabou sendo um veículo hipersônico dono de uma velocidade máxima de Mach 17 desenvolvido pelo Exército dos EUA, que foi previamente anunciado publicamente pelo Pentágono.
No que diz respeito às armas nucleares e a muitos de seus sistemas de transporte, correspondem aos sistemas mais secretos do arsenal militar dos EUA, mesmo que sua existência seja conhecida publicamente, destaca The Drive. Suas capacidades exatas geralmente não são reveladas para impedir que os oponentes desenvolvam contramedidas que possam limitar a utilidade da dissuasão nuclear dos Estados Unidos.
Trump pode ter falado de armas que são conhecidas, mas cujas capacidades são mantidas em segredo, tais como as ogivas nucleares W93, bombardeiros B-21 Raider que poderiam operar armas nucleares, ou o novo míssil balístico intercontinental estratégico de dissuasão terrestre (GBSD, na sigla em inglês).
O presidente norte-americano também poderia estar se referindo a algo mais exótico, que não existe atualmente no domínio público de nenhuma forma concreta.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Noruega reforça porto militar no norte do país para acolher submarinos nucleares dos EUA




Novas instalações no estratégico porto ártico de Tromso permitirão que submarinos dos EUA e da OTAN se reabasteçam de suprimentos durante as escalas no porto.

O porto ártico de Tromso, no norte da Noruega, foi ampliado e renovado para aumentar as visitas de submarinos nucleares norte-americanos, segundo o portal militar Breaking Defenses.
As novas instalações permitirão que os submarinos dos EUA e da OTAN se reabasteçam de suprimentos, o que lhes permitirá efetuar missões mais longas nesta região-chave.
De acordo com a porta-voz militar norueguesa, Marita Isaksen Wangberg, foi concluída a renovação física de Tromso, as autoridades locais estão agora finalizando os "ajustes e mudanças necessárias" em vários regulamentos locais. Wangberg enfatizou que este é o último passo antes que os submarinos nucleares possam visitar o porto.
Um alto funcionário de Defesa dos EUA chamou a relação EUA-Noruega de "grande", descrevendo Tromso, uma das maiores áreas urbanas ao norte do Círculo Polar da Noruega e do mundo, ficando atrás em tamanho apenas das regiões árticas da Rússia de Murmansk e Norilsk, como "localização estratégica" para as visitas dos EUA. Segundo disse, as futuras visitas ocorreriam "cerca de quatro vezes por ano" e dariam mais flexibilidade na área não apenas aos EUA, mas também a seus aliados.

Papel recente do porto

Tromso se tornou ultimamente um ponto focal da atividade militar dos EUA, provocando o descontentamento tanto dos políticos da oposição local quanto dos residentes, que afirmam que a Noruega está sendo forçada a aceitar submarinos nucleares contra sua vontade. Tromso foi um dos municípios que queria que a Noruega assinasse a proibição nuclear da ONU, recusando tanto os navios movidos a energia nuclear como as armas nucleares a bordo.
Em geral, o número de navios movidos a energia nuclear ao longo da costa do norte da Noruega aumentou, informou anteriormente com preocupação a Autoridade Norueguesa de Proteção contra Radiação.
A Noruega está impulsionando sua cooperação militar com os EUA em meio à elevação das tensões no Ártico. Nem Oslo nem Washington escondem que as exibições públicas de submarinos nucleares atracando na Noruega ou outras atividades militares visam enviar um sinal à Rússia.
Nos últimos anos, as relações bilaterais russo-norueguesas, tradicionalmente boas, têm sido prejudicadas por acusações mútuas de espionagem, desconfiança e rearmamento militar.
Enquanto Oslo está cada vez mais preocupada com os reforços militares russos no norte e especialmente da Frota do Norte baseada na península de Kola, Moscou está alarmada com a expansão da cooperação da Noruega com os EUA, que inclui um destacamento rotativo de fuzileiros navais norte-americanos, o aumento no número de exercícios militares e colaboração técnica.