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terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Israel testa com sucesso versão naval do sistema de defesa antimísseis Iron Dome (FOTO, VÍDEO)

 


O sistema C-Dome, projetado para interceptar ameaças avançadas, foi desenvolvido pelo Exército em conjunto com o Ministério da Defesa de Israel e uma empresa de defesa israelense chamada Rafael.


As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta segunda-feira (21) ter testado com sucesso a configuração naval do sistema de defesa antimísseis Iron Dome.
Israel completou com sucesso a primeira série de testes de fogo real do C-Dome, uma configuração naval avançada do Sistema de Defesa Aérea Iron Dome, a bordo do navio da Marinha israelense Sa'ar 6 'Magen' Class Corvette.

Os testes incluíram disparos de foguetes, ataques de mísseis de cruzeiro e veículos aéreos não tripulados. O C-Dome será integrado ao sistema de defesa aérea israelense.
"Este teste de tiro ao vivo é um marco importante e demonstra a capacidade operacional da Marinha de Israel para defender os ativos estratégicos e os interesses vitais do Estado de Israel contra ameaças atuais e em evolução", escrevem as FDI.
Israel obteve quatro navios de guerra Sa'ar 6, considerados pilares vitais na proteção marítima do país de suas águas e recursos de gás no mar, da Alemanha, onde os navios foram construídos, nos últimos anos.
Navio Saar 4.5 da Marinha de Israel durante treinamento no mar Mediterrâneo, 4 de abril de 2017 (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 21.02.2022
Navio Saar 4.5 da Marinha de Israel durante treinamento no mar Mediterrâneo, 4 de abril de 2017 (imagem de arquivo). Foto de arquivo


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Pela 1ª vez, Israel participa de grande exercício naval ao lado de Arábia Saudita e Omã

 


Estado judeu participa de robusto treinamento naval no Oriente Médio com mais 59 países, entretanto, é a primeira vez que Tel Aviv se junta à Arábia Saudita e Omã publicamente em uma iniciativa militar.

Israel está participando do Exercício Marítimo Internacional 2022 (IMX 22), um grande treinamento naval liderado pelos Estados Unidos. Ao participar, Tel Aviv se junta publicamente, pela primeira vez, à Arábia Saudita e Omã, países com os quais não têm relações diplomáticas.
O exercício conta com a participação de 60 países e acontece em meio ao aumento das tensões no golfo Pérsico após ataques de mísseis aos Emirados Árabes Unidos (EAU) pelos houthis, incluindo um ataque frustrado direcionado a uma base que hospeda forças dos EUA, relata a Reuters.
Israel inclusive ofereceu apoio aos Emirados Árabes após os ataques, conforme noticiado.
Pilotos dos EUA no navio de desembarque RFA Cardigan Bay do Reino Unido se preparam para embarcar em um helicóptero para um voo de reconhecimento nas águas do Golfo durante a edição de 2019 do Exercício Marítimo Internacional (IMX) - Sputnik Brasil, 1920, 02.02.2022
Pilotos dos EUA no navio de desembarque RFA Cardigan Bay do Reino Unido se preparam para embarcar em um helicóptero para um voo de reconhecimento nas águas do Golfo durante a edição de 2019 do Exercício Marítimo Internacional (IMX)
Um porta-voz da Marinha norte-americana citado pela mídia disse que os planejadores dos exercícios estão cientes do contexto geopolítico dos países participantes, mas que a cooperação foi alta.

"Aqui na região só tivemos resultados positivos em termos de planejamento", afirmou.

Israel normalizou as relações com os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein em 2020. As nações se reuniram por preocupações compartilhadas sobre o Irã.

O treinamento começou no dia 31 de janeiro e é liderado pela 5ª Frota dos EUA no Bahreinsegundo o site da Marinha dos EUA. Em sua sétima edição, o exercício terá duração de 18 dias e terá 9.000 funcionários e cerca de 50 navios envolvidos.
A iniciativa militar acontecerá nas águas do golfo Pérsico, mar Arábico, golfo de Omã, mar Vermelho e oceano Índico, informa a Marinha estadunidense.
Provável ganhador das eleições norte-americanas, Joe Biden, durante reunião em seu gabinete de transição, em Wilmington, Delaware, EUA, 1º de dezembro de 2020  - Sputnik Brasil, 1920, 25.12.2020
Desafios dos Acordos de Abraão: qual seria a estratégia de Biden para Oriente Médio?

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Contrapeso à China: Índia estaria secretamente construindo base naval nas Ilhas Maurício, diz mídia

 


Marinha indiana está construindo uma nova base naval com uma pista de pouso e decolagem de 3 km na ilha de Agaléga, localizada cerca de 1.100 quilômetros a norte da ilha principal de Maurício, segundo uma investigação conduzida pela Al Jazeera.

O preço estimado do projeto completo é de aproximadamente US$ 250 milhões (R$ 1,29 bilhão).

A mídia alega que, como parte de um acordo entre a Índia e Maurício, o governo de Nova Deli concordou em desenvolver a infraestrutura para os 300 habitantes da ilha em troca do direito de implantar instalações militares.

O governo de Maurício, liderado pelo primeiro-ministro Pravind Jugnauth, negou alegações relativamente à construção de uma base militar indiana na ilha de Agaléga, afirma a mídia.

Em 2015, a Índia e Maurício assinaram um acordo que especificava a renovação da infraestrutura para melhorar a conectividade marítima e aérea da ilha.

"Ajudará muito na melhoria das condições dos habitantes desta ilha remota. Essas instalações reforçarão as capacidades das Forças de Defesa de Maurício na salvaguarda dos seus interesses na ilha Exterior" aponta o documento sobre o acordo.

​Cerca de 300 pessoas vivem na ilha mauriciana de Agaléga. A construção de uma nova pista de pouso está provocando temores de que estejam em curso planos de [construir] uma base militar [...] Eventos semelhantes que ocorreram em Diego Garcia na década de 1960 ainda permanecem vivos na memória.

Ex-oficial da Marinha indiana e antigo comandante regional da Guarda Costeira do país, Seshadri Vasan, disse à Sputnik que a base de Agaléga "está em construção" já há algum tempo.

O especialista, que é atualmente diretor do Centro de Estudos Chineses de Chennai, considera que tal base, quando estiver totalmente operacional, aumentaria a prontidão marítima da Marinha indiana na região do oceano Índico.

"Também serviria como um potencial contrapeso à China, que já tem uma base militar em Djibuti", opina o militar.

O ex-oficial acredita também que uma tal forte presença nas Ilhas Maurício garantiria que a pequena nação "não cairá na órbita de influência da China", depois de Pequim e Port Louis terem assinado um Acordo de Livre Comércio em dezembro do ano passado.

A Índia expressa preocupação de que a crescente influência do Exército de Libertação Popular da China representaria um desafio ao domínio da Marinha indiana em torno das Ilhas Maurício.


quarta-feira, 21 de abril de 2021

China expande sua base naval na África para abrigar porta-aviões, diz comandante dos EUA

 


Nesta terça-feira (20), Stephen Townsend, chefe do Comando dos EUA para a África (AFRICOM, na sigla em inglês), disse a políticos norte-americanos que o cais recém-construído na base naval chinesa em Djibuti é suficientemente grande para fornecer apoio a um porta-aviões.

Referindo-se à base naval chinesa que se localiza perto da entrada para o mar Vermelho, o chefe do AFRICOM informou à Comissão das Forças Armadas da Câmara dos Representantes dos EUA que o Exército de Libertação Popular (ELP) estava expandindo suas instalações navais existentes adjacentes para um porto comercial de águas profundas, também de propriedade chinesa, aponta USNI News.

Além disso, segundo o comandante, Pequim está buscando outras opções para construção de bases militares em outros lugares na África.

"Sua primeira base militar no exterior, sua única, está na África, e eles [a China] acabaram de expandi-la adicionando um cais significante, que pode até mesmo no futuro fornecer apoio para seus porta-aviões. Eles estão procurando em todo o continente outras oportunidades [para construção] de bases", declarou Townsend.
Helicóptero sobrevoa o porto de Djibouti, Djibuti (foto de arquivo)
© AP PHOTO / SAYYID AZIM
Helicóptero sobrevoa o porto de Djibouti, Djibuti (foto de arquivo)

A base chinesa foi formalmente inaugurada em 2017, cujo objetivo é apoiar a missão antipirataria de Pequim no largo da costa da Somália no golfo de Áden.

Porém, de acordo com analistas, o país tem expandido as instalações para incluir capacidades que sirvam como um centro de reabastecimento logístico para as embarcações de águas profundas da Marinha da China, tais como o seu novo navio de assalto anfíbio Type 075 ou o segundo porta-aviões totalmente produzido pelo país Type 002.

O pequeno país africano possui bases militares dos EUA, Japão e França, mas nenhuma das bases desses países se compara à base chinesa em tamanho e modernidade. Djibuti, que se situa no extremo leste da África, ocupa uma importante localização estratégica por oferecer acesso fácil à península Arábica, ao golfo Pérsico e ao oceano Índico.

Assim como nos países vizinhos, Djibuti realiza muitos projetos de infraestrutura liderados pela China, e no total existe mais de um milhão de trabalhadores chineses espalhados em todo o continente africano.

domingo, 28 de junho de 2020

Japão poderá autorizar proteção naval armada de navios mercantes no golfo de Omã, diz jornal



Tóquio está disposta a autorizar as Forças de Autodefesa do Japão que patrulham águas no Oriente Médio a usar armas para proteger navios mercantes japoneses, disse o jornal Yomiuri Shimbun.

Caso uma embarcação mercante seja atacada por terceiros, o uso de armas por um navio-patrulha das Forças de Autodefesa japonesas que estiver nas proximidades não violará o chamado Art. 9º da Constituição, apelidado de "pacífico", que proíbe o uso de armas para resolver conflitos internacionais, informou a mídia neste domingo (28).
Em junho, um navio-tanque de uma subsidiária japonesa foi atacado nas águas do Oriente Médio, o que levou Tóquio a considerar enviar navios de escolta.
Os navios de guerra japoneses ainda são proibidos de usar a força para proteger embarcações estrangeiras sob quaisquer circunstâncias ou para proteger navios comerciais próprios se as embarcações estiverem distantes.

© SPUTNIK / VITALY ANKOV
Militares russos durante as manobras conjuntas russo-japonesas SAREX 2019, realizadas com participação da Frota do Pacífico e Força Marítima de Autodefesa do Japão
Durante janeiro e fevereiro, o Japão enviou um destróier e um avião de vigilância Lockheed P-3 Orion para patrulhar uma área que integra o golfo de Omã, a parte norte do mar Arábico e o golfo de Áden.