O sistema C-Dome, projetado para interceptar ameaças avançadas, foi desenvolvido pelo Exército em conjunto com o Ministério da Defesa de Israel e uma empresa de defesa israelense chamada Rafael.




O preço estimado do projeto completo é de aproximadamente US$ 250 milhões (R$ 1,29 bilhão).
A mídia alega que, como parte de um acordo entre a Índia e Maurício, o governo de Nova Deli concordou em desenvolver a infraestrutura para os 300 habitantes da ilha em troca do direito de implantar instalações militares.
O governo de Maurício, liderado pelo primeiro-ministro Pravind Jugnauth, negou alegações relativamente à construção de uma base militar indiana na ilha de Agaléga, afirma a mídia.
Em 2015, a Índia e Maurício assinaram um acordo que especificava a renovação da infraestrutura para melhorar a conectividade marítima e aérea da ilha.
"Ajudará muito na melhoria das condições dos habitantes desta ilha remota. Essas instalações reforçarão as capacidades das Forças de Defesa de Maurício na salvaguarda dos seus interesses na ilha Exterior" aponta o documento sobre o acordo.
Cerca de 300 pessoas vivem na ilha mauriciana de Agaléga. A construção de uma nova pista de pouso está provocando temores de que estejam em curso planos de [construir] uma base militar [...] Eventos semelhantes que ocorreram em Diego Garcia na década de 1960 ainda permanecem vivos na memória.
Ex-oficial da Marinha indiana e antigo comandante regional da Guarda Costeira do país, Seshadri Vasan, disse à Sputnik que a base de Agaléga "está em construção" já há algum tempo.
O especialista, que é atualmente diretor do Centro de Estudos Chineses de Chennai, considera que tal base, quando estiver totalmente operacional, aumentaria a prontidão marítima da Marinha indiana na região do oceano Índico.
"Também serviria como um potencial contrapeso à China, que já tem uma base militar em Djibuti", opina o militar.
O ex-oficial acredita também que uma tal forte presença nas Ilhas Maurício garantiria que a pequena nação "não cairá na órbita de influência da China", depois de Pequim e Port Louis terem assinado um Acordo de Livre Comércio em dezembro do ano passado.
A Índia expressa preocupação de que a crescente influência do Exército de Libertação Popular da China representaria um desafio ao domínio da Marinha indiana em torno das Ilhas Maurício.
Referindo-se à base naval chinesa que se localiza perto da entrada para o mar Vermelho, o chefe do AFRICOM informou à Comissão das Forças Armadas da Câmara dos Representantes dos EUA que o Exército de Libertação Popular (ELP) estava expandindo suas instalações navais existentes adjacentes para um porto comercial de águas profundas, também de propriedade chinesa, aponta USNI News.
Além disso, segundo o comandante, Pequim está buscando outras opções para construção de bases militares em outros lugares na África.
"Sua primeira base militar no exterior, sua única, está na África, e eles [a China] acabaram de expandi-la adicionando um cais significante, que pode até mesmo no futuro fornecer apoio para seus porta-aviões. Eles estão procurando em todo o continente outras oportunidades [para construção] de bases", declarou Townsend.

A base chinesa foi formalmente inaugurada em 2017, cujo objetivo é apoiar a missão antipirataria de Pequim no largo da costa da Somália no golfo de Áden.
Porém, de acordo com analistas, o país tem expandido as instalações para incluir capacidades que sirvam como um centro de reabastecimento logístico para as embarcações de águas profundas da Marinha da China, tais como o seu novo navio de assalto anfíbio Type 075 ou o segundo porta-aviões totalmente produzido pelo país Type 002.
O pequeno país africano possui bases militares dos EUA, Japão e França, mas nenhuma das bases desses países se compara à base chinesa em tamanho e modernidade. Djibuti, que se situa no extremo leste da África, ocupa uma importante localização estratégica por oferecer acesso fácil à península Arábica, ao golfo Pérsico e ao oceano Índico.
Assim como nos países vizinhos, Djibuti realiza muitos projetos de infraestrutura liderados pela China, e no total existe mais de um milhão de trabalhadores chineses espalhados em todo o continente africano.
Em junho, um navio-tanque de uma subsidiária japonesa foi atacado nas águas do Oriente Médio, o que levou Tóquio a considerar enviar navios de escolta.