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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

China insta EUA para cancelarem 'imediata e completamente' sanções e bloqueio de Cuba

 


A chancelaria da China afirmou que o bloqueio norte-americano dificulta as tentativas de Cuba para melhorar sua economia e o nível de vida do povo cubano, apelando para que cancelem as sanções "imediata e completamente".

Na quarta-feira (4), a China expressou sua oposição firme a qualquer tentativa dos EUA de impor sanções unilaterais de modo arbitrário e interferir nos assuntos internos de outros países com o pretexto de uma alegada defesa da "liberdade", "direitos humanos" e "democracia".

"Instamos os Estados Unidos para prestarem atenção ao apelo universal da comunidade internacional e cancelarem imediata e completamente as sanções e embargo contra Cuba", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.

Pequim considera que as recentes sanções contra instituições e funcionários cubanos "violam severamente as normas básicas que regem as relações internacionais" e deixam evidente "o estilo norte-americano típico de duplo padrão e assédio".

A chancelaria chinesa afirmou que o bloqueio dos EUA dificulta as tentativas cubanas para melhorar sua economia e o nível de vida do povo de Cuba. O ministério destacou que a forma correta de agir é oferecer apoio.

Nesse sentido, o ministério deu um exemplo de como a China e "muitos países amigos" forneceram ajuda para combater a pandemia da COVID-19, promover o desenvolvimento econômico na ilha e manter a estabilidade social.

Sanções contra Cuba

Em 30 de julho, os Estados Unidos impuseram novas sanções a Cuba, sendo os principais alvos a Polícia Nacional Revolucionária e dois de seus líderes, em resposta às ações do governo de Havana sobre os manifestantes.

Em resposta a esta decisão, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, indicou que "essas medidas arbitrárias se juntam à desinformação e agressão para justificar o bloqueio desumano contra Cuba".

Os protestos ocorridos em 11 de julho representam a maior manifestação contra o governo de Havana em décadas. Até o momento, ainda não está claro quantas pessoas foram detidas.

sábado, 27 de junho de 2020

Merkel insta Europa a se preparar para mundo sem liderança dos EUA



A chanceler alemã, Angela Merkel, apelou a uma profunda reflexão sobre uma nova realidade em que os EUA possam não almejar serem os líderes do mundo.

"Crescemos com um certo entendimento de que os EUA queriam ser uma potência mundial. Se os Estados Unidos desejam se retirar deste papel por sua própria vontade, teremos que refletir sobre isso seriamente", disse Merkel.
Em uma nova entrevista para seis jornais europeus, incluindo The Guardian, a chanceler alemã também esclareceu que as tropas norte-americanas não somente ajudam a proteger os países europeus que são membros da OTAN, mas também os interesses de Washington. Contudo, prometeu continuar com o desenvolvimento das capacidades militares alemãs.
Além do mais, a chanceler acrescentou que existem "boas razões" para manter o compromisso com a OTAN e o "escudo protetor nuclear comum [europeu], mas, claramente, a Europa deve contribuir mais que durante a Guerra Fria".
Depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que reduzirá o número de tropas porque "a Alemanha é devedora em seus pagamentos à OTAN", a embaixadora alemã nos EUA, Emily Haber, respondeu que as tropas norte-americanas se encontram na Alemanha não para a proteção do país, mas para manter a segurança transatlântica.

© AP PHOTO / INGO WAGNER
Tropas norte-americanas passam através Alemanha para Leste Europeu
Em setembro de 2019, Merkel afirmou que a Europa deve pensar em sua própria segurança, porque os EUA não a protegeriam "automaticamente" como fizeram durante a Guerra Fria.