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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Ataque aéreo saudita em depósito de armas houthi causa grande explosão em Sanaa (FOTOS, VÍDEOS)

 


Os ataques aéreos sauditas na capital do Iêmen, Sanaa, atingiram vários alvos, incluindo um depósito de munições houthi, que provocou um grande incêndio.

A Arábia Saudita havia apresentado aos houthis um ultimato de seis horas na quinta-feira (23) para retirar as armas do complexo esportivo Al Thawra, que é o território da seleção iemenita de futebol.
Com o fim do prazo, as forças sauditas voltaram a atacar Sanaa. Fotos e vídeos postados nas redes sociais capturaram uma enorme explosão causada pelos ataques, bem como várias outras explosões menores que provavelmente seriam munições armazenadas.
A Arábia Saudita deu um ultimato de 6 horas à milícia Houthis apoiada pelo Irã para remover suas armas do estádio de futebol de Sanaa ou ele será bombardeado! O ultimato acabou e os jatos sauditas o bombardearam minutos atrás! Explosões secundárias são evidências da presença de armas!

No entanto, bombas sauditas caíram em outros lugares da capital também. Um vídeo mostrou uma enorme cratera em uma rua, alegadamente causada por um ataque aéreo.
Uma filmagem feita esta noite (23) após um ataque aéreo saudita a uma área residencial no centro da capital Sanaa.
De acordo com a agência Al-Arabiya, os ataques aéreos tinham como alvo transferências de armas em andamento, e que as armas haviam sido movidas para o campo de Al Thawra pelos houthis antes do prazo saudita.
Imagens do bombardeio da Coalizão Árabe ao estádio esportivo Al Thawra, em Sanaa, no Iêmen.
A Força Aérea Real Saudita ataca a cidade de Sanaa há dias. A coalizão saudita para o Iêmen, que inclui o governo do presidente iemenita Abdrabbuh Mansour Hadi, vem perdendo poder político para os houthis.
O grupo capturou grande parte da zona rural, mas a cidade central de Ma'rib permanece apenas sob seu controle parcial. A guerra começou em março de 2015, quando a coalizão de Estados árabes muçulmanos sunitas, liderada por Riad, lançou uma campanha militar para restabelecer o poder do presidente Abdrabbuh Mansour Hadi.
O bloqueio saudita e a campanha de bombardeios criaram uma enorme crise humanitária no país, onde cerca de 377.000 pessoas morreram, a maioria delas de causas indiretas criadas por falhas de infraestrutura, fome e doenças.
Caça saudita F-15 decola da base militar aérea de Khamis Mushayt, Arábia Saudita, 2015 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 20.11.2021
Panorama internacional
Houthis afirmam ter atacado base militar e refinarias de petróleo em cidades na Arábia Saudita



domingo, 14 de novembro de 2021

Pentágono tentou ocultar ataque aéreo na Síria que matou 80 pessoas, revela NYT

 


Pela primeira vez, o Comando Central dos EUA (USCENTCOM), o comando de combate unificado que supervisionou as operações aéreas dos EUA na Síria, reconheceu oficialmente a série de ataques contra alvos perto da cidade síria de Baghuz, em 18 de março de 2019

Respondendo a uma notícia publicada no The New York Times, USCENTCOM detalhou em uma declaração no sábado (13) que as forças norte-americanas confirmaram que 16 combatentes do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países) e quatro civis estavam entre os 80 mortos.

"Abominamos a perda de vidas inocentes e tomamos todas as medidas possíveis para evitar [isso]", lê-se na declaração do comando. "Neste caso, relatamos nós mesmos e investigamos o ataque de acordo com as nossas próprias evidências e assumimos total responsabilidade pela perda não intencional de vidas".

O comando dos EUA argumentou que os ataques eram em "legítima autodefesa", e que não era claro se os outros 60 indivíduos – todos mulheres ou crianças – também eram militantes.

Citando entrevistas de pessoal dos EUA, documentos confidenciais e relatórios confidenciais, NYT detalhou que os ataques que tiraram a vida de tantas pessoas foram questionados pelo pessoal do Centro de Operações Aéreas Combinadas (CAOC, na sigla em inglês) dos EUA.

"Quem lançou aquilo?", perguntou um analista em um chat seguro. "Acabamos de lançar sobre 50 mulheres e crianças", respondeu outro analista, de acordo com duas pessoas que obtiveram o registro do chat.

Forças dos EUA lançaram uma bomba de 227 kg e uma de 907 kg na área perto da cidade de Baghuz.


Fuzileiros navais dos EUA vigiam evacuação no Aeroporto Internacional Hamid Karzai, Cabul, Afeganistão, 18 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 04.11.2021

Morte de 10 civis em operação dos EUA no Afeganistão não representa 'violação da lei', diz Pentágono
4 Novembro, 12:40
Tenente-Coronel Dean W. Korsak, um advogado da Força Aérea dos EUA que assinalou os ataques como possível crime de guerra, primeiro tentou que a liderança da Força Aérea os investigasse.
Naquela época, uma avaliação inicial após os ataques determinou que havia um pequeno número de mortos civis.
O advogado enviou um e-mail ao Comitê de Serviços Armados do Senado, informando seus membros de que uma unidade dos EUA tinha propositadamente apresentado inscrições falsificadas no registro de ataques em uma tentativa de "encobrir os incidentes" de 18 de março de 2019.
Korsak também disse que os responsáveis militares dos EUA tinham "sistemática e intencionalmente contornado o processo de ataque propositado".

Gene Tate, um especialista encarregado do caso pelo gabinete do inspetor-geral, revelou ao NYT que a liderança do Pentágono "parecia estar determinada a enterrar isto [o assunto]".

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

VÍDEO mostra caça MiG-29 do Irã abatendo alvo em combate aéreo contra F-5

 


Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra um caça MiG-29 iraniano disparando um míssil guiado por infravermelho contra um alvo próximo e a muito baixa altitude.

O vídeo, compartilhado pelo portal The Drive, não informa quando o episódio teria ocorrido, mas mostra claramente a aeronave iraniana durante um combate ar-ar de fogo real ao lado de um caça F-5 Tiger II.

As aeronaves surgem voando em formação, com o caça MiG-29 se aproximando logo atrás da asa esquerda do caça norte-americano, e ao nivelar com o F-5, a aeronave lança um alvo aéreo, que sai em disparada à frente do MiG-29. 

Neste momento, o F-5 se afasta à direita e, pouco depois, o MiG dispara um único míssil, deixando um rastro de fumaça. O míssil atinge e destrói completamente o alvo, em apenas quatro segundos.

O míssil disparado pelo MiG-29 é um R-73, um projétil ar-ar soviético amplamente utilizado no Ocidente e que está em uso desde 1984.

Este projétil possui alta capacidade de manobra e pode ser designado pela mira montada no capacete do piloto, bem como pelo radar da aeronave e sensor infravermelho.


domingo, 3 de outubro de 2021

Argélia fecha seu espaço aéreo para aviões militares da França, informa Exército francês

 


O governo argelino baniu aviões militares franceses de seu espaço aéreo, informou o Exército da França neste domingo (3) em meio a uma crise diplomática provocada por vistos e comentários críticos vindos do presidente francês, Emmanuel Macron.

Os jatos da República Francesa sobrevoam regularmente o território argelino para chegar à região de Sahel, na África Ocidental, onde as forças francesas se encontram ajudando a combater insurgentes jihadistas como parte de sua operação Barkhane.

"Nesta manhã [3] [...] soubemos que os argelinos estavam fechando seu território para aviões militares franceses", disse o coronel Pascal Ianni. Contudo, ele garantiu que, apesar de o Exército "ter de fazer alguns ajustes, a decisão da Argélia não afeta as operações francesas" conduzidas no Sahel.

As relações entre os dois países vêm piorando nos últimos tempos, sendo que na quinta-feira (30) o governo da Argélia disse ter convocado o embaixador francês na capital, Argel, após Paris ter decidido cortar no número de vistos concedidos a cidadãos da Argélia e de outros países da região do Magrebe, no norte da África, reporta Al-Jazeera.

O chanceler argelino classificou tal ação por parte de Paris como uma "decisão unilateral do governo francês", mas a França se justificou acusando os governos do Magrebe de se recusarem a acolher imigrantes ilegais que teriam saído de lá para o país europeu.

No início da semana, Macron teria prestado declarações que se revelaram ofensivas para o Estado africano. Quando reunido com jovens argelinos descendentes de participantes da Guerra da Argélia, o presidente francês teria apontado que o governo da Argélia estava "cansado" e "fraco".

No sábado (2), o embaixador argelino em Paris, Mohamed Antar-Daoud, foi chamado por Argel para consultas sobre a rejeição de tamanhas declarações. O povo argelino mostrou descontentamento com a situação e criticou Paris por "interferência em seus assuntos internos" e "comentários irresponsáveis".

sábado, 24 de julho de 2021

EUA lançam ataque aéreo contra grupo terrorista Al-Shabaab na Somália, conectado à Al-Qaeda

 


Nesta sexta-feira (23), os Estados Unidos lançaram o segundo ataque aéreo contra combatentes do grupo terrorista Al-Shabaab na Somália, informou à Sputnik a porta-voz do Departamento da Defesa dos EUA, Cindy King.

Há dois dias, a mídia The Hill informou, citando a porta-voz, que o Pentágono lançou o primeiro ataque aéreo da administração Biden contra as forças do grupo terrorista Al-Shabaab. O ataque foi coordenado com o governo da Somália. Segundo o comando norte-americano, não há vítimas civis.

"O Departamento de Defesa pode confirmar que hoje, em coordenação com o governo federal da Somália, o Comando dos Estados Unidos para a África realizou um ataque aéreo contra o Al-Shabaab na região de Galmudug, na Somália", disse King.

A porta-voz do Pentágono afirmou que as forças norte-americanas consultaram remotamente e fizeram recomendações às Forças Armadas da Somália.

O grupo terrorista Al-Shabaab (Movimento de Jovens Guerreiros, em português), é conectado à Al-Qaeda (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países). O Al-Shabaab combate contra o governo somali e impede a assistência humanitária da Organização das Nações Unidas ao país.

Aeronave militar dos EUA invadiu espaço aéreo de Caracas, afirma Ministério da Defesa venezuelano

 


Avião de transporte pesado C-17 Globemaster III da Força Aérea dos EUA teria cruzado a fronteira venezuelana a partir da Colômbia na noite de quinta-feira (22).

Uma aeronave militar norte-americana entrou no espaço aéreo venezuelano, afirmou nesta sexta-feira (23) o Ministério da Defesa do país sul-americano. Caracas condenou veementemente a violação da soberania do país.

​De acordo com o comunicado do Ministério da Defesa, um avião de transporte pesado Boeing C-17 Globemaster III da Força Aérea dos EUA cruzou a fronteira venezuelana-colombiana na noite de quinta-feira (22) e por três minutos sobrevoou o estado venezuelano de Zulia, no oeste da Venezuela.

A nota observa que a aeronave cometeu a violação enquanto estava envolvida em um conjunto maior de exercícios que envolviam aeronaves F-16 e RC-135 norte-americanas. Este último foi confirmado por fontes independentes de rastreamento de aeronaves e teria dado várias voltas sobre os estados no nordeste da Colômbia na noite de quinta-feira (22).

​Aeronave de reconhecimento RC-135 da Força Aérea dos EUA circulando a oeste de Cúcuta, provavelmente olhando para algo do outro lado da fronteira

"Reiteramos perante a comunidade internacional e os organismos multilaterais que a presença de bases norte-americanas em território colombiano representa uma ameaça permanente e constitui um mecanismo de ingerência atroz que afeta significativamente a estabilidade da região do Caribe e da América Latina", lê-se no comunicado.

O ministério observou que esta é a 21ª vez neste ano que aeronaves dos EUA violam o espaço aéreo governado por controladores de tráfego aéreo venezuelanos. A nota conclui afirmando que a Venezuela rejeita "categoricamente a violação de nosso espaço aéreo soberano por uma aeronave militar dos EUA" e que a ação é "uma violação grave dos padrões aeronáuticos internacionais".

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Nem se compara ao caça russo: analista conta quem ganharia duelo aéreo entre Su-57 e F-35

 


Em entrevista ao portal Vechernya Moskva, o diretor do Centro de Análise de Comércio Mundial de Armas, Igor Korotchenko, destacou a superioridade do caça russo Su-57 de quinta geração sobre o F-35 dos EUA.

De acordo com o analista militar, a aeronave russa é uma obra-prima do ponto vista tecnológico.

"Em qualquer situação de duelo com análogo norte-americano, seja F-22 ou F-35, o Su-57 tem mais chances de vencer tanto em uma batalha distante com disparos de mísseis como em um combate próximo de manobrabilidade", afirmou Korotchenko.

O especialista militar ressaltou que o Su-57 russo dispõe de uma composição aerodinâmica mais avançada em comparação com o caça norte-americano F-35.

"O F-35 é uma aeronave de classe leve, já o Su-57 pertence a uma classe mais pesada e possui maior potência de combate. F-35 nem se compara ao Su-57. Em termos de composição de armamento, em um combate de mísseis, Su-57 supera F-35. É como uma águia [Su-57] e uma coruja [F-35]", acrescentou.


© SPUTNIK / YEVGENY BIYATOV
Su-57 caça russo de quinta geração

Korotchenko não deixou de observar a alta qualidade do complexo de radar de bordo com uma antena faseada instalado no caça russo de quinta geração. Na opinião de Korotchenko, este detalhe garante a alta eficiência de busca de mísseis de longo alcance.

Recentemente, a Força Aeroespacial da Rússia recebeu seu primeiro caça Su-57, produzido em série, que foi incorporado a um agrupamento aéreo do Distrito Militar do Sul.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

VÍDEO mostra caça russo MiG-31 em combate aéreo na estratosfera

 


O Ministério da Defesa da Rússia divulgou um vídeo mostrando um caça russo MiG-31, da Frota do Pacífico, decolando para realizar um exercício de combate aéreo na estratosfera.

A manobra faz parte de uma das etapas do treinamento para elevar as capacidades de combate dos pilotos russos.

Os exercícios que contaram com os caças MiG-31 ocorreram em um polígono militar na região de Kamchatka. Durante as manobras, os caças russos alcançaram uma altura de 20 mil metros, e simularam um combate aéreo contra inimigo convencional.

Além disso, os tripulantes tinham a missão de encontrar e rastrear os alvos inimigos sem contar com o apoio dos sistemas terrestres de defesa antiaérea, tendo efetuado lançamentos eletrônicos de mísseis da classe ar-ar de longo alcance.

O Ministério da Defesa russo afirmou que todas as missões de treinamento foram realizadas com sucesso.