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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Revelado que verdadeira causa do derretimento de geleira na Antártica não é mudança do clima

 


Pesquisadores descobriram por que uma das maiores geleiras da Antártica, Thwaites, derrete com uma velocidade anormalmente alta. Geofísicos alemães e britânicos descobriram um fluxo de calor geotérmico debaixo dela.

Atualmente, o derretimento de Thwaites, na Antártica Ocidental, é responsável por 4% de subida do nível do mar, mais do que de qualquer outra geleira. Os cientistas sugerem que sua velocidade de derretimento está crescendo.

Até recentemente, os especialistas explicaram esta anomalia com o aquecimento global e disseram que a geleira em alguns lugares se apoia no fundo do mar, e por isso entra em contato com massas de água quente. Mas a pesquisa recente revela que o papel decisivo neste processo é desempenhado por outro fator.

Os cientistas descobriram um fluxo de calor geotérmico debaixo do geleiro. Os pesquisadores explicam o calor geotérmico com a localização de Thwaites, que está sobre uma fossa tectônica, onde a crosta terrestre é significativamente mais fina do que, por exemplo, na Antártica Oriental, segundo o estudo publicado na Communications Earth & Environment.

"Nossas medições mostram que debaixo da geleira Thwaites, lá onde a espessura da crosta terrestre é de apenas entre 17 e 25 quilômetros, pode surgir um fluxo de calor geotérmico com potência de 150 miliwatts por metro quadrado", disse a geofísica Ricarda Dziadek.

Para obter mais dados e determinar a causa decisiva do derretimento anormal da geleira, os pesquisadores planejam realizar uma perfuração para pegar amostras de solo sob a geleira e medir a temperatura do fluxo de calor geotérmico.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Como 'geleira do Juízo Final' da Antártica pode acabar fazendo jus a seu apelido?



Geleiras na Antártica, assim como no mar de Amundsen, já são responsáveis por 5% do aumento global do nível do mar.

A geleira Thwaites, conhecida como "geleira do Juízo Final", alarmou cientistas que não deixam de pensar na probabilidade de ela fazer jus a seu apelido.
Estudos demonstraram que está derretendo a uma velocidade cada vez mais rápida, com efeitos potencialmente catastróficos.
Em uma entrevista concedida ao canal PBS NewsHour, David Holland, professor de Matemática e Atmosfera da Universidade de Nova York (EUA), em parceria com membros da Colaboração Internacional da Geleira Thwaites, afirmou que "a reescrita de linha costeira é um grande desafio".
A geleira no oeste da Antártica, que é aproximadamente do tamanho do território do Reino Unido, está se retraindo em torno de 800 metros por ano, o que a faria desaparecer entre 200 e 600 anos.
Uma vez que esta geleira representa uma zona tampão entre o mar aquecido e outras geleiras, seu colapso pode trazer consequências catastróficas.
Massas de gelo vizinhas no oeste da Antártica poderiam sucumbir com ela, acreditam especialistas, aumentando o nível do mar em três metros, além de permanentemente submergir cidades costeiras como Nova York e partes dos Países Baixos.
Geleira Thwaites (imagem de arquivo)
© FOTO / PUBLIC DOMAIN
Geleira Thwaites (imagem de arquivo)
Um estudo, publicado pelo Cryosphere, revelou que o aquecimento global atual pode estar devastando a parte inferior da geleira Thwaites. Enquanto um estudo, publicado pela Proceedings of the National Academy of Sciences, usou imagens de satélites para confirmar que esta geleira e a da ilha de Pine estão quebrando mais rápido do que imaginava.
​O recuo do afinamento e aterramento da linha das geleiras Thwaites e da ilha de Pine poderia levar à instabilidade da plataforma de gelo e perdas massivas no mar de Amundsen
Em uma maior escala, a camada de gelo da Antártica está derretendo seis vezes mais rápido do que nos anos 80, perdendo aproximadamente 252 bilhões de toneladas atualmente, acima das 40 bilhões de toneladas de 40 anos atrás.
Pesquisadores estimam que o aumento do nível do mar poderia ser de 60 metros se a camada de gelo derreter completamente.

domingo, 1 de março de 2020

Degelo da Antártica revela ilha nunca vista antes (FOTOS)



Formação rochosa surge coberta de gelo na Antártica enquanto região registra temperaturas acima do normal e glaciares se desprendem do continente gelado.

Por muito tempo escondida debaixo do gelo, uma ilha foi avistada por pesquisadores pela primeira vez que navegavam próximo à costa do glaciar de Pine Island, no mar de Amundsen.
Com um comprimento de 350 metros, a ilha apresenta formação rochosa debaixo da cobertura de gelo, o que a distingue das ilhas de gelo e icebergs.
Embora o achado se tenha dado há mais de uma semana, ele só ganhou notoriedade na grande mídia recentemente.
Conforme publicou o portal científico Live Science, os pesquisadores confirmaram que o território insular é feito de granito vulcânico.

Deusa nórdica

Os pesquisadores decidiram batizar a ilha com o nome da deusa da guerra nórdica Sif.
Segundo Sarah Slack, pesquisadora participante da expedição científica que descobriu a ilha, o achado tem relevância para a ciência.
"Embora não seja um grande sinal para a saúde futura de nosso planeta, os geólogos estão empolgados com esta oportunidade invulgar de coletar amostras de rochas, algo que a Antártica não oferece com frequência", escreveu ela no portal Polartrec.
Agora, as pesquisas feitas com as amostras deverão informar a idade do material recolhido.
É válido ressaltar que o achado seria único, tendo em vista a ausência de terra à vista ao redor da ilha.
"Não existem outras rochas aflorantes em um raio de 70 km, assim, isto é uma oportunidade especial", afirmou o doutorando em Ciência da Terra Jim Marschalek, do Imperial College London, Reino Unido.
O achado se dá enquanto a Antártica tem apresentado temperaturas consideravelmente altas na última década.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

FOTOS revelam degelo da Antártica durante calor recorde



Imagens tiradas pela NASA durante fevereiro mostram derretimento da capa de gelo da Antártica enquanto temperatura recorde atinge 18,3 °C na região.

No último dia 6, estações meteorológicas na Antártica marcaram temperaturas recorde. Termômetros da base Esperanza, no norte da península Antártica, registraram 18,3 °C naquele dia.
Conforme publicou o Observatório da Terra da NASA, o calor se assemelhou à temperatura da cidade americana de Los Angeles no mesmo dia.
Para entender melhor as consequências da alta temperatura, duas fotos foram feitas pelo satélite Landsat 8 da NASA.
A primeira, como é mostrado abaixo, foi tirada no último dia 4, e mostra o ilhéu de Águila coberto por uma capa de gelo.

Foto de satélite da NASA mostra cobertura de gelo na Antártica em 4 de fevereiro de 2020
Já no dia 13, outra imagem mostra o mesmo local com mudanças visíveis. A cobertura de gelo da ilha derreteu parcialmente.

Derretimento da Antártica vista a partir de satélite da NASA em 13 de fevereiro de 2020
Sabe-se que a capa de neve perdeu um total de 106 milímetros entre os dias 6 e 11 de fevereiro.
"Eu [nunca] tinha visto o derretimento de gelo da Antártica acontecendo tão rapidamente", declarou o glaciólogo Mauri Pelto, do Nichols College, Estados Unidos, citado no site da agência espacial.

Verão quente

Se por um lado o mês de fevereiro é verão no hemisfério sul, o rápido degelo da região seria um fato anormal.
"Você vê esse tipo de derretimento [de gelo] no Alasca ou na Groenlândia, mas não comumente na Antártica", acrescentou Pelto.
Este calor também não era típico da Antártica até o século XXI, mas se tornou mais frequente atualmente, segundo o pesquisador.