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sábado, 4 de junho de 2022

Bombardeiros da Força Aérea da China realizam exercício noturno em área em torno de Taiwan

 


O agrupamento militar da China responsável pelo monitoramento da área em torno de Taiwan, realizou recentemente um voo noturno de treinamento de bombardeiros que teve uma duração de seis horas, comunicou mídia estatal nesta quarta-feira (1º).

Os bombardeiros faziam parte do Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular (ELP), que supervisiona a situação em todo o estreito de Taiwan e também parte do mar da China Oriental.

"Mais de 10 bombardeiros de vários tipos, equipados com armas, decolaram em conjunto. Eles chegaram à localização do adversário e simularam exercícios de ataques de mísseis", informou a CCTV, emissora estatal chinesa.

A mídia adicionou que as manobras foram realizadas para testar as capacidades de mobilização e ataque da Força Aérea do ELP, avança South China Morning Post.
Nas últimas semanas, o Exército chinês tem conduzido uma série de exercícios militares reais, em uma tentativa de intensificar o treinamento de "combate realista" no mar da China Oriental em meio ao aumento de tensões em torno de Taiwan.
Os exercícios chineses coincidiram com visitas de legisladores dos EUA à ilha autogovernada, que expressaram seu apoio à Taipé.
Esta fotografia tirada e divulgada em 11 de maio de 2018 pelo Ministério da Defesa de Taiwan mostra um caça F-16 da Força Aérea da República da China (Taiwan), à esquerda, voando ao lado de um bombardeiro H-6K da Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China (ELP) em suposto sobrevoo sob o canal de Bashi, ao sul de Taiwan - Sputnik Brasil, 1920, 01.06.2022
Panorama internacional
Militares chineses dizem que patrulhas aéreas e marítimas perto de Taiwan são 'medida necessária'
Na semana passada, durante sua visita à Ásia, o presidente dos EUA Joe Biden disse que Washington estava disposto a responder militarmente e defender Taiwan em caso de invasão chinesa.
Pequim considera Taiwan parte inalienável de seu território soberano e se opõe a quaisquer contatos oficiais entre a ilha e outros países. Enquanto isso, os EUA apoiam as forças pró-independentistas em Taiwan e vendem armas à ilha.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Marinha de Israel conduz exercício surpresa em meio a aumento de tensões com Palestina

 


Marinha israelense lançou um exercício surpresa como parte das manobras militares denominadas de Carruagens de Fogo, que devem decorrer no país durante quatro semanas.

Israel intensificou recentemente suas operações na Cisjordânia e especialmente na área de Jenin, de onde vieram vários perpetradores dos recentes ataques realizados em Israel.
O exercício que ocorreu neste domingo (15) teve como objetivo testar a capacidade da Marinha de alterar do regime de rotina para formato de emergência e para lidar com situações tensas de segurançadiz The Jerusalem Post.

Na passada segunda-feira (9), o Exército de Israel iniciou jogos de guerra de quatro semanas que simulam uma guerra multifrontal e multidimensional contra aquilo que o país chamou de seus inimigos no ar, no mar, em terra e na frente cibernética.

As forças israelenses afirmaram que o objetivo das manobras militares é melhorar a prontidão de suas forças e avaliar a capacidade das tropas para conduzirem uma campanha prolongada contra forças inimigas.
Informa-se que os referidos treinamentos são os maiores exercícios militares de Israel em décadas.
Soldados das FDI na área de Hebron - Sputnik Brasil, 1920, 09.05.2022
Panorama internacional
Mídia: Israel pondera iniciar operação militar em Gaza ou detenções na Cisjordânia em meio a ataques
O exercício surpresa ocorreu no momento em que a mídia israelense expressou suas preocupações, destacando o "arsenal em expansão" do movimento Hezbollah no Líbano.
"Ao longo dos anos, o Hezbollah tem armazenado mais de 100.000 mísseis e foguetes. No entanto, o perigo real dessas armas é que algumas foram aprimoradas ou dispõem de novas tecnologias que lhes permitem ser [transformadas em] munições guiadas de precisão, drones e mísseis de cruzeiro", escreve jornal israelense.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Pela 1ª vez, Israel participa de grande exercício naval ao lado de Arábia Saudita e Omã

 


Estado judeu participa de robusto treinamento naval no Oriente Médio com mais 59 países, entretanto, é a primeira vez que Tel Aviv se junta à Arábia Saudita e Omã publicamente em uma iniciativa militar.

Israel está participando do Exercício Marítimo Internacional 2022 (IMX 22), um grande treinamento naval liderado pelos Estados Unidos. Ao participar, Tel Aviv se junta publicamente, pela primeira vez, à Arábia Saudita e Omã, países com os quais não têm relações diplomáticas.
O exercício conta com a participação de 60 países e acontece em meio ao aumento das tensões no golfo Pérsico após ataques de mísseis aos Emirados Árabes Unidos (EAU) pelos houthis, incluindo um ataque frustrado direcionado a uma base que hospeda forças dos EUA, relata a Reuters.
Israel inclusive ofereceu apoio aos Emirados Árabes após os ataques, conforme noticiado.
Pilotos dos EUA no navio de desembarque RFA Cardigan Bay do Reino Unido se preparam para embarcar em um helicóptero para um voo de reconhecimento nas águas do Golfo durante a edição de 2019 do Exercício Marítimo Internacional (IMX) - Sputnik Brasil, 1920, 02.02.2022
Pilotos dos EUA no navio de desembarque RFA Cardigan Bay do Reino Unido se preparam para embarcar em um helicóptero para um voo de reconhecimento nas águas do Golfo durante a edição de 2019 do Exercício Marítimo Internacional (IMX)
Um porta-voz da Marinha norte-americana citado pela mídia disse que os planejadores dos exercícios estão cientes do contexto geopolítico dos países participantes, mas que a cooperação foi alta.

"Aqui na região só tivemos resultados positivos em termos de planejamento", afirmou.

Israel normalizou as relações com os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein em 2020. As nações se reuniram por preocupações compartilhadas sobre o Irã.

O treinamento começou no dia 31 de janeiro e é liderado pela 5ª Frota dos EUA no Bahreinsegundo o site da Marinha dos EUA. Em sua sétima edição, o exercício terá duração de 18 dias e terá 9.000 funcionários e cerca de 50 navios envolvidos.
A iniciativa militar acontecerá nas águas do golfo Pérsico, mar Arábico, golfo de Omã, mar Vermelho e oceano Índico, informa a Marinha estadunidense.
Provável ganhador das eleições norte-americanas, Joe Biden, durante reunião em seu gabinete de transição, em Wilmington, Delaware, EUA, 1º de dezembro de 2020  - Sputnik Brasil, 1920, 25.12.2020
Desafios dos Acordos de Abraão: qual seria a estratégia de Biden para Oriente Médio?

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

EUA e Japão realizam exercício maciço no mar das Filipinas, em meio a tensões com China (FOTO,VÍDEO)

 


Em 22 de janeiro a Marinha dos EUA e a Força Marítima de Autodefesa do Japão conduziram um exercício de grande escala no mar das Filipinas.

Do exercício participaram os porta-aviões USS Carl Vinson (CVN-70) e USS Abraham Lincoln (CVN-72), os navios de assalto anfíbio USS America (LHA-6) e USS Essex (LHD- 2), 26 aviões de combate, um navio de guerra japonês, dois cruzadores de mísseis guiados, entre outras embarcações.
De acordo com portal do Instituto Naval dos Estados Unidos, as recentes manobras foram as maiores envolvendo porta-aviões desde os exercícios de outubro do ano passado.

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Liberdade no seu melhor! Nada reafirma melhor nosso compromisso com o Indo-Pacífico livre e aberto como dois grupos de ataque liderados por porta-aviões, dois grupos anfíbios preparados navegando ao lado de nossos amigos próximos da Força Marítima de Autodefesa do Japão, disse em comunicado vice-almirante Karl Thomas, comandante da 7ª Frota dos EUA.

Além disso, uma declaração da Marinha dos EUA aponta que o treinamento visou "preservar e proteger a região do Indo-Pacífico livre e aberta".


Ao contrário das manobras anteriores, desta vez não foi especificada a exata localização do exercício, sabe-se apenas que foi levado a cabo no mar das Filipinas.

Em 20 de janeiro, o porta-voz da Marinha chinesa, Tian Junli, indicou na rede social WeChat que o destróier dos EUA USS Benfold havia entrado nas águas territoriais do país asiático no mar do Sul da China sem autorização e que posteriormente foi expulso.

domingo, 1 de novembro de 2020

Marinhas do Brasil e EUA realizam exercício de passagem no mar do Caribe (FOTOS)

 


O destróier de mísseis guiados USS William P. Lawrence (DDG 110) e o Navio-Escola Brasil (U27) conduziram um exercício de passagem (PASSEX) no mar do Caribe, no dia 28 de outubro.

A fragata brasileira zarpou do Porto de Belém no dia 21 de outubro com destino a Jacksonville, no quadro da XXXIV Viagem de Instrução de Guardas-Marinha (VIGM).

O exercício foi realizado em águas internacionais do Caribe, por oportunidade de passagem dos dois navios pelo local, permitindo a ambas as marinhas demonstrar suas capacidades de comunicação, navegação e operação conjunta.

"Minha tripulação está honrada por ter esta oportunidade de treinar ao lado de nossos parceiros brasileiros, pois eleva nossa proficiência tática e capacidades coletivas [...] Foi uma excelente oportunidade de aprendizado para todas as partes envolvidas", afirmou o comandante Dawn Allen, oficial do William P. Lawrence.

A tenente Katherine E. Mason, oficial de convés do navio americano, destacou o "profissionalismo de alto nível" demonstrado pelos brasileiros, bem como o respeito mútuo durante as manobras.






O destróier de mísseis guiados USS William P. Lawrence (DDG 110) e o Navio-Escola (NE) Brasil (U27) conduzem exercício de passagem (PASSEX) no mar do Caribe

Por sua vez, a Marinha do Brasil afirmou que a oportunidade foi motivo de orgulho para a instituição, podendo operar com um navio de escolta de um país aliado, além de contribuir para o treinamento dos Guardas-Marinha.

O NE Brasil (U27) é uma fragata de treinamento brasileira, com uma tripulação de aproximadamente 450 pessoas.

O destróier USS William P. Lawrence está destacado para a área de operações da 4ª Frota dos EUA para apoiar a missão da Força-Tarefa Conjunta Interagências Sul, que inclui o combate ao tráfico ilícito de drogas no Caribe e no Pacífico Oriental.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Força Aérea alemã treina guerra nuclear em exercício da OTAN, diz mídia

 


Os militares alemães estão participando de um exercício que simula como transportar e manusear corretamente armas nucleares dos EUA, como parte de um exercício da OTAN projetado para preparar a Aliança Atlântica para a possibilidade de guerra nuclear.

O exercício da OTAN, denominado Steadfast Noon (Meio-dia Firme), está sendo realizado na Base Aérea de Norvenich, no estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália, segundo informou o jornal alemão Bild. Como parte deste, a Força Aérea alemã está praticando o transporte de armas nucleares de instalações de armazenamento subterrâneas, bem como a montagem de ogivas mortais em aeronaves.

Acredita-se que os militares dos EUA usam a Base Aérea de Norvenich como armazém alternativo para suas bombas de hidrogênio B61. Na verdade, os Estados Unidos mantêm armas nucleares em vários outros países europeus, principalmente na Turquia.



Um bombardeiro estratégico B-52 com seu jogo de munições (foto de arquivo)

Os voos realizados durante o exercício acontecem sem armas nucleares a bordo. Forças holandesas, belgas e italianas também estão envolvidas no exercício. O treinamento coincide com os exercícios Guarda Resiliente, realizados na Base Aérea de Buchel, nos quais a Força Aérea alemã pratica defesa das instalações militares de um ataque usando sistemas antimísseis Patriot, de fabricação norte-americana.

Embora os exercícios sejam realizados todos os anos, eles ocorrem em meio a tensões crescentes entre a OTAN e a Rússia. Washington se retirou unilateralmente do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário com Moscou há dois anos, e não está claro se outro importante acordo de não proliferação, o Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas, ou Novo START, será estendido.

De igual modo, houve também um aumento na atividade militar em torno das fronteiras da Rússia e no Báltico. No mês passado, dois B-52 norte-americanos realizaram um ataque simulado contra Kaliningrado, região da Rússia.