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quinta-feira, 15 de julho de 2021

Facebook acusa hackers iranianos de espionagem de militares dos EUA e desativa 200 perfis

 


Representantes da rede social disseram que grupo Tortoiseshell usava contas fake para praticar o golpe conhecido como phishing, no qual o usuário é levado a clicar em um link externo que instala um malware espião nos dispositivos.

O Facebook anunciou, nesta quinta-feira (15), que retirou cerca de 200 contas administradas por um grupo de hackers no Irã como parte de uma operação de espionagem cibernética que teve como alvo, principalmente, militares dos EUA e pessoas que trabalham em empresas de defesa e aeroespacial.

O gigante da mídia social disse que o grupo, apelidado de Tortoiseshell por especialistas em segurança, usava perfis falsos para se conectar com os alvos, construindo confiança ao longo de vários meses. O golpe conhecido como phishing faz com que as vítimas sejam levadas para outros sites onde são enganadas para clicar em links maliciosos que podem infectar seus dispositivos com malware espião.

"Esta atividade tem as marcas de uma operação persistente e com bons recursos, enquanto depende de medidas de segurança operacional relativamente fortes para esconder quem está por trás dela", disse a equipe de investigações do Facebook em um blog.

Os hackers teriam criado perfis fictícios em várias plataformas de mídia social para parecerem mais confiáveis, muitas vezes se passando por recrutadores ou funcionários de empresas aeroespaciais e de defesa. 

O Facebook disse que o grupo usou e-mail, mensagens e serviços de colaboração para distribuir o malware, inclusive por meio de planilhas maliciosas do Excel. O LinkedIn, de propriedade da Microsoft, disse que também removeu várias contas e o Twitter disse que estava "investigando ativamente" as informações do relatório do Facebook. 

Logo da LinkedIn
Logo da LinkedIn
O Google, da Alphabet Inc, também teria detectado e bloqueado o phishing no Gmail e emitiu avisos para seus usuários. O aplicativo de mensagens no local de trabalho da Slack Technologies Inc informou suas atitudes para derrubar os hackers.

Nome do Google na oficina em Londres
© REUTERS / TOBY MELVILLE
Nome do Google na oficina em Londres
Segundo o Facebook, os hackers usaram ainda domínios personalizados para atrair seus alvos, incluindo sites de recrutamento falsos para empresas de defesa, e configurou uma infraestrutura online que falsificou um site legítimo de busca de empregos para o Departamento do Trabalho dos EUA.

Alvos específicos do golpe

O Facebook disse que os hackers têm como alvo principalmente pessoas nos EUA, bem como algumas no Reino Unido e na Europa, em uma campanha em andamento desde meados de 2020. Os nomes das empresas cujos funcionários foram visados não foram divulgados, mas o chefe de espionagem cibernética do Facebook, Mike Dvilyanski, comunicou que estava notificando "menos de 200 indivíduos".

A investigação da rede social descobriu que uma parte do malware usado pelo grupo foi desenvolvida por Mahak Rayan Afraz (MRA), uma empresa de Tecnologia da Informação sediada em Teerã com ligações com o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês).

Segundo a Reuters, a suposta conexão do MRA com a espionagem cibernética do Estado iraniano não é nova. No ano passado, a empresa de segurança cibernética Recorded Future disse que a MRA era uma das várias contratadas suspeitas de servir à Força Quds de elite do IRGC.

O Facebook disse que bloqueou o compartilhamento de domínios maliciosos e o Google disse que adicionou os domínios à sua "lista de bloqueio".


sexta-feira, 31 de julho de 2020

Alexandre de Moraes aumenta multa ao Facebook por não cumprir bloqueio de perfis bolsonaristas no exterior


O ministro também determinou a intimação pessoal do presidente do Facebook no Brasil, Conrado Leister. De acordo com Moraes, a decisão vem sendo descumprida há oito dias


Conjur - Após o Facebook anunciar que não iria tirar do ar internacionalmente perfis de militantes bolsonaristas investigados pelo "inquérito das fake news", o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aumentou de R$ 20 mil para R$ 100 mil a multa diária pelo descumprimento da ordem. 
O ministro também determinou a intimação pessoal do presidente do Facebook no Brasil, Conrado Leister. De acordo com Moraes, a decisão vem sendo descumprida há oito dias. 
Para o magistrado, a suspensão parcial das contas e perfis caracteriza descumprimento da ordem judicial. Isso porque permite a divulgação das mensagens no Brasil, "perpetuando-se verdadeira imunidade para a manutenção da divulgação de ilícitos penais já perpetrados".
Segundo Moraes, as mensagens feitas por meio de contas bloqueadas no Brasil não podem continuar a ser divulgadas em outros países. Ele argumentou que "em momento algum se determinou o bloqueio de divulgação no exterior, mas o efetivo bloqueio de contas e divulgação de suas mensagens ilícitas no território nacional, não importando o local de origem da postagem".
"O descumprimento doloso pelos provedores implicados indica, de forma objetiva, a concordância com a continuidade do cometimento dos crimes em apuração, e a negativa ao atendimento da ordem judicial verdadeira colaboração indireta para a continuidade da atividade criminosa, por meio de mecanismo fraudulento", completa o ministro, antes de determinar as punições à rede social”, disse Moraes.
Idas e vindas
O ministro já havia determinado o bloqueio dessa mesmas contas, em decisão de maio deste ano, o que só foi feito no último dia 24 de julho. Alguns, no entanto, driblaram a ordem, alterando configurações como se estivessem em outros países.
Assim, em nova decisão, Alexandre de Moraes determinou que o Twitter cumprisse integralmente a determinação anterior. A intimação foi para que o bloqueio se desse "independentemente do acesso a essas postagens se dar por qualquer meio ou qualquer IP, seja do Brasil ou fora dele". O Twitter anunciou que vai recorrer da decisão, mas que irá cumprir a determinação da Justiça.
Entre os perfis que foram bloqueados estão o do presidente do PTB, Roberto Jefferson; dos empresários Luciano Hang, Edgard Corona e Otávio Fakhoury; e do blogueiro Allan dos Santos; da extremista Sara Giromini, entre outros.

As mais visitadas

terça-feira, 28 de abril de 2020

Bolsonarista, Ernesto Lacombe vaza áudio sobre perfis fakes de Joice Hasselmann após ameaças de Bolsonaro

Ernesto Lacombe e Joice Hasselmann (Foto: Divulgação | Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Em áudio, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) diz: "Podia falar com a turma aí pra fazer vários perfis e entrar de sola, no Twitter, especialmente, Instagram. Porque eles estão botando todas as milícias e os robôs lá pra cima de mim, entendeu?"


O apresentador bolsonarista Ernesto Lacombe soltou no programa Aqui na Band um áudio no qual a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) pede a criação de perfis falsos, de acordo com a Revista Forum. No áudio, a parlamentar diz: "Podia falar com a turma aí pra fazer vários perfis e entrar de sola, no Twitter, especialmente, Instagram. Porque eles estão botando todas as milícias e os robôs lá pra cima de mim, entendeu?".
Jair Bolsonaro ameaçou entregar à Polícia Federal um áudio que pode incriminar a congressista, autora da maioria das denúncias contra o clã no âmbito de investigações sobre fake news. "Se eu tivesse um áudio de uma deputada muito conhecida ai, ela passando para uma pessoa, falando o seguinte: Olha, cria mais uns perfis falsos aí para atacar fulano de tal. Acha que ia pegar mal para essa deputada?", afirmou ele.