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segunda-feira, 11 de julho de 2022

Apesar dos comentários da NASA, China não deve 'tomar controle' da Lua

 


Recentemente, o administrador da Agência Espacial dos EUA expressou preocupação com os objetivos da China no espaço, alegando que Pequim poderia reivindicar a propriedade da Lua

O administrador da NASA, Bill Nelson, em uma entrevista ao jornal alemão Bild no dia 2 de junho, fez uma declaração polêmica, imediatamente rebatida por Pequim como "mentirosa" e "irresponsável".

"Devemos estar muito preocupados com o fato de a China estar pousando na Lua e dizendo: 'É nossa agora e vocês ficam de fora'", declarou Nelson.


EUA e China possuem missões ativas na Lua, e parte de sua rivalidade tecnológica está refletida no sucesso de sua exploração.
Em 2019, a China se tornou o primeiro país a pousar uma espaçonave no lado oculto da Lua, ano em que China e a Rússia anunciaram planos conjuntos para alcançar o polo sul da Lua até 2026, passo crucial para Pequim construir uma Estação Internacional de Pesquisa Lunar tripulada permanente até 2027.
No entanto, por mais que a ambição chinesa de explorar nosso satélite natural seja grande, há uma grande diferença entre construir uma base espacial e "tomar controle" da Lua.
A sonda Parker Solar Probe voou através da atmosfera superior da nossa estrela e coletou amostras de partículas e campos magnéticos - Sputnik Brasil, 1920, 05.07.2022
Sociedade e cotidiano
Em missão crucial para retornar à Lua, NASA perde contato com sonda lunar
Tomar controle da Lua não seria apenas ilegal, mas também tecnologicamente desafiador e, do ponto de vista econômico, praticamente inviável, já que os custos envolvidos seriam imensos e o retorno impreciso.

Tanto a China quanto os EUA estão limitados pela Lei Espacial Internacional, instituída através do Tratado do Espaço Exterior, adotado em 1967 e assinado por 134 países, de "controlar" a Lua. De acordo com o Artigo II da Lei, "o espaço exterior, incluindo a Lua e outros corpos celestes, não está sujeito à apropriação nacional por reivindicação de soberania, por meio de uso ou ocupação, ou por qualquer outro meio". O que significa que os países podem explorar o espaço sideral e seus corpos celestes, mas não reivindicar propriedade.

Os EUA também lideram um esforço conjunto com 20 países chamado Acordos Artemis, que tem planos de fazer regressar humanos à Lua até 2025, o que inclui o estabelecimento de uma estação de pesquisa na superfície lunar e uma estação espacial de apoio em órbita chamada Gateway, com lançamento programado para novembro de 2024, segundo a Science Alert.
Mesmo que nenhum país possa reivindicar legalmente a soberania sobre a Lua, é possível que a China, ou qualquer outro país, tente estabelecer gradualmente o controle de fato sobre áreas estrategicamente importantes – como as áreas com maior concentração de gelo – dando passos pequenos e gradativos até atingir um território significativo que provoque uma mudança no satélite, o que levaria tempo e demandaria um enorme esforço financeiro.
Com uma área de superfície de quase 39 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente a cinco vezes a área da Austrália, qualquer controle da Lua seria temporário e localizado.

sábado, 11 de julho de 2020

Tóquio e Washington assinam acordo de cooperação para exploração da Lua



Japão e Estados Unidos assinaram um acordo de colaboração no programa Artemis, para a exploração lunar, relata o jornal japonês Nikkei.

A cooperação foi estabelecida entre o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia (MEXT) japonês e a agência espacial norte-americana NASA na sexta-feira (10).
"Demos um grande passo em direção ao primeiro desembarque de japoneses na Lua", disse o ministro chinês Koichi Hagiuda em coletiva de imprensa após uma reunião do gabinete.
"Esperamos usar a declaração de hoje como uma oportunidade para acelerar a cooperação dos dois países em direção à exploração lunar."
O acordo inclui a participação do lado japonês na criação da estação espacial Gateway.
O Japão contribuirá com tecnologias como baterias e sistemas de monitoramento ambiental para o Gateway no Logistics Outpost, que será lançado em 2023, bem como no International Housing Module, que será construído posteriormente, segundo o Japan Times.

© FOTO / PROGRAMA CHINÊS DE EXPLORAÇÃO LUNAR/ ADMINISTRAÇÃO ESPACIAL NACIONAL DA CHINA
Marcas deixadas pelo rover chinês Yutu-2 na superfície da lua
O projeto Artemis visa estabelecer uma presença humana permanente na superfície e na órbita lunar por meio de cooperação multinacional e é composto por três elementos: o foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês), a cápsula Orion e a estação espacial Gateway.
A base será usada para pousar astronautas dos EUA na Lua até 2024, que ficarão pesquisando a superfície lunar e conduzindo experimentos para futuras expedições a Marte.

As mais visitadas

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Cientista explica por que homem não poderia viver na Lua ou em Marte



Cientista russo explica por que seres humanos dificilmente poderiam viver na Lua ou em Marte.

Seres humanos dificilmente poderiam viver na Lua ou em Marte dado o alto nível de radiação e irradiações galácticas presentes na superfície destes locais, disse o pesquisador da Academia de Ciências da Rússia Vyacheslav Shurshakov.
"Do ponto de vista da radiação presente no Sistema Solar, tirando a Terra, não há nenhum outro lugar habitável para o homem. A Terra é nossa nave espacial", disse Shurshakov. "Temos a atmosfera e o campo magnético que nos protege das erupções solares e irradiações galácticas."
De acordo com o cientista, a dose de radiação que uma pessoa receberia na superfície lunar seria 400 vezes superior àquela que recebe na Terra.
"Em Marte, a dose de radiação seria 1,5 vezes menor que na Lua. Mas, tanto em Marte quanto na Lua, existem irradiações galácticas, que têm efeito deletério na saúde humana", notou.
Quando perguntado sobre planetas fora do Sistema Solar nos quais os seres humanos poderiam habitar, Shurshakov disse que, em primeiro lugar, devemos investigar se há campo magnético nesses locais.

© FOTO / PIXABAY / PONCIANO
Lua
"A magnetosfera cria um escudo protetor. Caso ele não esteja presente, a atmosfera será esvaziada pela estrela mais próxima, com todas as consequências negativas resultantes para os organismos vivos" disse.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Musa da marquinha, Denise Dias exibe resultado de “banho de lua” na varanda


Mesmo morando em apartamento, a musa da marquinha, Denise Dias não deixa de reforçar seu bronze nessa quarentena. Sua varanda virou seu cantinho preferido casa, onde ela aproveita para ter todo contato com o sol.

Além de deixar o bronzeado em dia, a vitamina é extremamente benéfica para saúde. Denise também tem aproveitado para cuidar da pele e dessa vez, a musa aderiu ao banho de lua:

“O “banho da lua” pode ser feito em todo o corpo e é um método de cuidado da pele que se baseia na esfoliação , hidratação e no clareamento dos pelos do corpo,valorizando o bronzeamento e deixando a pele mais sedosa e bonita”

Confira mais fotos:







quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Terra pode ganhar nova lua: astrônomos detectam satélite natural em órbita (VÍDEO)



O pequeno asteroide 2020 CD3 tornou-se temporariamente um novo satélite natural da Terra, de acordo com cientistas.

Astrônomos do programa de monitoramento Catalina Sky Survey, financiado pela NASA, acreditam que avistaram um asteroide que está preso na gravidade da Terra.
"Este objeto está temporariamente ligado à Terra. Não há evidência de perturbações devido à pressão da radiação solar e não foi encontrada nenhuma ligação com um objeto artificial conhecido. Outras observações e estudos dinâmicos são fortemente encorajados", diz o documento.
De acordo com dados disponíveis, o asteroide tem um diâmetro de 1 a 6 metros. Pertence ao grupo de asteroides Amur ou Apollo.
BIG NEWS (thread 1/3). Earth has a new temporarily captured object/Possible mini-moon called 2020 CD3. On the night of Feb. 15, my Catalina Sky Survey teammate Teddy Pruyne and I found a 20th magnitude object. Here are the discovery images.

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​Notícia grande (Tópico 1/3). A Terra tem um novo objeto temporariamente capturado/ Uma possível minilua chamada 2020 CD3. Na noite de 15 de fevereiro, eu e meu colega da equipe Catalina Sky Survey, Teddy Pruyne, encontramos um objeto de 20ª magnitude. Aqui estão as imagens da descoberta
"Na verdade, existem os chamados quase-satélites da Terra. Eles têm uma órbita bastante complicada. Quando falamos de um satélite, queremos dizer que ele voa em órbita circular como a EEI [Estação Espacial Internacional] ou Yuri Gagarin. Este objeto voa com mais dificuldade. Ele voa com o mesmo período da Terra sem se afastar muito, formando uma órbita temporária. Tais objetos não vivem em órbita por muito tempo. Eles podem acompanhar a Terra por vários anos e várias décadas", explicou Boris Shustov, diretor-científico do Instituto de Astronomia da Academia de Ciências da Rússia.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

NASA 'flagra' Estação Espacial Internacional, Lua e Marte em uma única FOTO



A agência espacial norte-americana NASA planificou com avanço a fotografia do segundo em que os três objetos estariam visíveis no céu ao mesmo tempo.

NASA capturou uma imagem simultânea da Estação Espacial Internacional (EEI), da Lua e de Marte na terça-feira (18), tirada do estado norte-americano do Novo México.
O evento de captura coincidiu com um dos primeiros momentos em que o Sol começava a iluminar o céu.

© NASA . PAUL SCHMIT, GARY SCHMIT
Lua, Estação Espação Internacional e Marte ao mesmo tempo
Às 6h25, horário de Novo México (10h25, horário de Brasília), era possível ver, junto com Marte, a EEI (apenas 400 quilômetros acima da Terra) cruzando a visão da Lua minguante da direita para a esquerda no espaço de um segundo.
Já Marte surge como um pequeno ponto laranja à direita da Lua minguante.