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sábado, 12 de setembro de 2020

Verba para pessoal de prevenção de incêndios florestais cai 58% durante gestão Bolsonaro, diz site

© AP PHOTO / ANDRE PENNER
Voluntário tentando apagar as chamas na Transpantaneira, no Pantanal, 11 de setembro de 2020


A verba para contratação de pessoal para prevenção de incêndios florestais em áreas federais foi reduzida em 58% ao longo de um ano. A redução ocorre mesmo com a alta em incêndios florestais na Amazônia e também no Pantanal.

Na Amazônia, as queimadas tiveram aumento de 30% em relação ao ano passado, enquanto o Pantanal registra o maior número de queimadas em uma década - 12.793 focos de incêndio, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) publicados pelo site UOL.
Segundo o levantamento feito pelo site através de dados do Portal da Transparência, as verbas para contratação de profissionais de combate ao fogo e diárias de civis brigadistas foram reduzidas de R$ 23,78 milhões, em 2019, para R$ 9,99 milhões, em 2020.
As verbas para prevenção e controle de incêndios estão em queda pelo segundo ano consecutivo. Em 2018, os valores eram de R$ 53,8 milhões. Em 2019, as cifras caíram para 45,5 milhões, sendo reduzidas para R$ 38,6 milhões.
A situação do Pantanal tem sido apontada como uma das mais graves dos últimos anos. Com os 12.793 focos de incêndio neste ano, a área das queimadas já representa 12% de toda a região do Pantanal, que tem a maior densidade de espécies de mamíferos do mundo. Segundo a publicação, essa densidade é nove vezes maior que a da Amazônia.
Na área da Floresta Amazônica, o número de focos de queimadas chega a 29.307 em agosto, o segundo pior resultado desde 2010, atrás apenas dos registros de 2019.
Segundo a publicação, o Ministério do Meio Ambiente informou que aumentou o número de brigadistas em relação ao governo de Dilma Rousseff, mas não explicou a situação do orçamento. Ainda segundo o site UOL, os editais foram publicados com atraso, o que teria prejudicado a prevenção dos incêndios nas áreas referidas.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Bolsonaro põe militar como interventor no Ministério da Saúde na gestão Nelson Teich



Jair Bolsonaro designou o contra-almirante Flávio Rocha, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), como um interventor seu na gestão do oncologista Nelson Teich no Ministério da Saúde. Rocha foi nomeado em fevereiro na SAE e se tornou um dos principais assessores de Bolsonaro. Sem função específica, o militar terá autonomia para imiscuir-se em todos os assuntos



Jair Bolsonaro nomeou o contra-almirante Flávio Rocha, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), para ajudar na transição do Ministério da Saúde, que, nesta sextya-feira (17), passa a ser comandado pelo oncologista Nelson Teich no lugar de Luiz Henrique Mandetta. Na portaria do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que Teich "vai nomear boas pessoas, eu vou indicar algumas pessoas também, porque é um ministério muito grande". 
"Foram sugeridos nomes sim, para começar a formar um ministério que siga a orientação do presidente de ver o problema como um todo e não uma questão no particular", afirmou. O relato foi publicado no jornal O Estado de S.Paulo.
Rocha ele não terá um cargo específico no Ministério da Saúde e terá como tarefa auxiliar Teich, atuando como um gerente da transição. Interlocutores do Planalto temem a falta de experiência do interventor.
Ao anunciar a demissão, Mandetta se colocou à disposição do novo ministro para ajudar na transição e recomendou que alguns auxiliares possam ficar no cargo, evitando um "apagão" no corpo técnico dentro da pasta.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Queimadas Bahia: estradas intransitáveis e denúncia grave nas redes sociais


Segundo denúncia de internautas, máquias foram flagradas trabalhando na fazenda do irmão do prefeito


Quem tem carro em Queimadas ou mesmo é apenas passageiro, conhece bem a precariedade de nossas estradas. E justiça seja feita, isso não é de hoje, sempre foi assim, afinal, estrada de chão sempre será precarizada toda vez que chuvas fortes passarem em nossa região. No entanto, além de o poder público errar em não buscar recursos para asfaltar essas rodovias, afinal de contas nem são centenas de quilômetros, a prefeitura também erra, ao deixar a estrada se precarizar demais para poder fazer uma recapeada em apenas uma ou duas vezes por ano. Pois caso fizesse manutenção constante, pelo menos dos lugares mais críticos, as rodovias teriam melhores condições e não deixaria durante o ano todo, motoristas e passageiros irritados.

Um outro motivo de sempre criticarmos aqui essa questão das estradas em Queimadas é também porque vemos nos outros municípios máquinas trabalhando muito mais do que aqui. E temos que levar em conta dos fatores importantes: primeiro, o prefeito é aliado, inclusive do mesmo partido que o governador do Estado Rui Costa, assim, com uma grande bancada petista, poderia conseguir muito mais recursos e inclusive lutar pelo asfaltamento. E segundo, o prefeito é também o responsável pela Consisal que também dispõe de recursos e máquinas, além disso, também tem visibilidade, poder de barganha e poder político.

E por falar nisso, queremos divulgar aqui, denúncias que circulam nessa semana nas redes sociais sobre esse mesmo assunto. Não sabemos se é fakenews ou não, mas, ao que parece, tem fortes indícios de ser verdadeira. Torcemos que não seja, afinal de contas, é crime. E quem mora na região deve ter mais informações.

Estamos referindo aqui a denúncia de que máquinas do município estariam trabalhando na propriedade do irmão do prefeito, enquanto as estradas continuam esburacadas. As fotos circulam na internet e como sempre, o silêncio gritante dos vereadores. Esperamos que na próxima sessão da câmara o líder do prefeito, o presidente da sessão ou algum vereador, ao menos leia alguma nota desmentindo isso, pois sinceramente torcemos para que não seja verdade.


Denúncias que circulam no WhatsApp



Fonte: Rede social WhatsApp


Com a palavra a secretaria de obras do município, o prefeito ou seus assessores.
É só enviar nota por meio de nossa página que divulgaremos a resposta: 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Queimadas Bahia: moradores protestam por fechamento de praça e da falta de diálogo com a gestão municipal



SEM UMA GESTÃO PARTICIPATIVA, NÃO EXISTE CIDADE PRÓSPERA


Moradores foram até a Rádio Queimadas FM protestar e exclamar indignação por causa do fechamento da praça da Bandeira com correntes, impedindo moradores e pedestres ou veículos de ir e vir. Os moradores deixaram claro a dificuldade em dialogar com a gestão municipal. Vejam as afirmações deles abaixo:




Ouçam a Rádio Queimadas FM

E fique bem informado:
Clique aqui e ouça a melhor programação da região... 


DIÁRIO DE UMA CIDADE ACORRENTADA
Segunda-feira, 24/02/2020, passamos todo o dia com a Praça da Bandeira totalmente acorrentada. Não houve nenhum evento que justifique o fechamento. Nenhum morador foi avisado de que o trânsito seria bloqueado. Os motociclistas estão furando o bloqueio passando sobre nossas calçadas podendo nos atropelar a qualquer momento. Sr. prefeito, depois da sensata decisão de retirar as correntes, pode nos explicar o que motivou, hoje, o bloqueio da praça? Srs. vereadores, saiam da letargia. O povo de Queimadas paga os seus proventos em dia para os senhores fiscalizar os atos administrativos. Por que essa recusa em trabalhar? EU PRECISO TRANSITAR COM O MEU VEÍCULO. A CONSTITUIÇÃO FEDERAL ME ASSEGURA O DIREITO DE IR E VIR E NINGUÉM, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM , PODE ME CERCEAR ESSE DIREITO.
Na semana passada, houve o Mutirão da Saúde aqui na praça. Fui previamente avisada, pelo secretário de saúde, Alex Ramos, de que o trânsito seria bloqueado por alguns dias. Compreendi tranquilamente a importância daquele evento e , apesar dos transtornos que tive - tendo
que providenciar guardar o carro em outro lugar, tendo
que sair com minha mãe em cadeira de rodas para pegar o carro em outra rua - eu não fiz nenhuma reclamação. Porém, hoje, NÃO HÁ RAZÃO PARA FICARMOS O DIA INTEIRO COM A PRAÇA FECHADA. Sr. prefeito André Andrade, Sr. Secretário de Administração Paulo Sérgio, Srs. vereadores, bom senso, razoabilidade, espírito público devem guiar a conduta pública dos senhores. É necessário realmente bloquear a praça toda? Se é, por que os moradores não são avisados? Por que não providenciam um servidor para garantir a saída e entrada dos moradores que precisam transitar com seus veículos? Será que o bloqueio apenas parcial não seria suficiente durante a ocorrência de algum evento festivo? Caramba! Até quando precisaremos ficar repetindo que esse bloqueio total é um absurdo?

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Reproduzi acima o texto de ontem (com pequenas alterações) e coloquei o título acima porque o descabido fechamento da Praça da Bandeira já virou um transtorno diário. Não coloquei a palavra "praça" no lugar de "cidade" porque esse bloqueio total provoca um caos no trânsito da cidade inteira e atrapalha a vida de toda a população.
Está patente que é tudo feito de modo atabalhoado , sem o mínimo de planejamento e de organização. É curioso notar que ao anunciar, através de um vídeo, o "Mutirão da Saúde" ocorrido na semana passada, o gestor pediu desculpas aos moradores pelos transtornos que iria causar, entretanto, diante desse transtorno totalmente injustificado o prefeito nada diz.
Ontem, por volta das 19h, quando passava um bloco puxado por um paredão, falei rapidamente, com Josiel Batista, secretário de Cultura, sobre a necessidade de se retirar as correntes. Ele me respondeu rapidamente que "os guardas municipais não colaboram". Não tivemos tempo de levar aquela conversa adiante porque me parece que Josiel precisava abaixar as correntes para que o bloco pudesse passar. Veja só, enquanto em Salvador, se discute e já se colocam vários trios sem corda, em Queimadas se colocam correntes nas vias para depois ter que abaixá-las para um bloco passar, Dá pra entender uma loucura dessa?
Quanto à reposta que Josiel me deu, eu estou até agora sem entender que tipo de colaboração se espera dos guardas municipais. Quem ordenou ( o chefe da guarda
municipal, Sr. Adalberto? O prefeito André Andrade? ) e qual ordem terá sido dada aos guardas municipais sobre o fechamento com correntes da Praça da Bandeira? Deveriam os guardas fechar a praça completamente ou apenas parcialmente por conta dos eventos noturnos? Se foram orientados para fechar completamente a praça, como ficou a escala da guarda para que se revezassem liberando o acesso à praça para que nós , que moramos aqui, possamos transitar? Seja quem foi e seja lá qual foi a ordem que tenha sido dada aos guardas, a realidade é que desde o final da tarde de sábado a praça está completamente bloqueada, pelo visto, porque "os guardas não querem colaborar". Simples assim.

Como já disse reiteradas vezes, nós moradores não fomos avisados, os demais moradores da cidade também não; as empresas de transporte intermunicipais também são desconsideradas e os motoristas de ônibus , por sua vez, têm passado maus bocados tendo que fazer retornos desnecessários porque, devido à desorganização do trânsito nas ruas próximas à praça com diversos carros estacionados indevidamente, nem sempre é possível manobrar e transitar pela rua onde fica a Secretaria de Infraestrutura. Que ironia, hein?

Na postagem que fiz ontem, os comentários deixam evidente o entendimento de que esse bloqueio é um fiasco total e um equívoco que se repete incompreensivelmente, já que vários feedbacks já foram dados ao alcaide de que esse fechamento da praça provoca um caos geral na vida de todo mundo. Além disso, se o próprio prefeito revogou o bloqueio que fizera em novembro, se pediu desculpas pelos transtornos que provocaria aos moradores com o "Mutirão da Saúde", alguém consegue entender a razão de as correntes terem sido reeditadas? Afinal, a que interesse público atende a Praça da Bandeira acorrentada?