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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Adormecido há meses, panelaço contra Bolsonaro volta com força pelo Brasil (VÍDEOS)

 


Cidades de todo o país fizeram um panelaço na noite desta sexta-feira (15) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O protesto foi convocado pelas redes sociais após o colapso no sistema de saúde Manaus, que sofre com falta de cilindros de oxigênio e de outros equipamentos hospitalares.

Comuns no início da pandemia, quando diariamente havia protestos contra o presidente nas janelas, com o tempo as manifestações acabaram. 

Os manauaras se manifestaram das janelas de suas casas.

​Na Barra da Tijuca, bairro do Rio de Janeiro onde mora o presidente Jair Bolsonaro, o panelaço também foi ouvido. O presidente costuma ter votações expressivas na região.

​As panelas também se fizeram ouvir na capital federal. 

​O panelaço também foi ouvido em São Paulo, maior cidade do país. O governador de São Paulo, João Doria, trava uma guerra particular contra o presidente Jair Bolsonaro pela vacinação no país.

​Em Curitiba, cidade do sul do país onde Bolsonaro tem grande popularidade, o panelaço também foi ouvido. 

​Os moradores de Vitória também bateram panelas em protesto contra Bolsonaro. O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), também já trocou farpas com o presidente da República.

​No bairro da Graça, reduto nobre de Salvador, na Bahia, o panelaço também foi ouvido.


sábado, 11 de abril de 2020

Vulcão adormecido há 800 anos na Islândia poderia provocar catástrofe a qualquer momento



Não há erupções vulcânicas em Reykjanes, na Islândia, desde o séc. XIII. Mas a ocorrência desde janeiro de 8.000 pequenos sismos e 10 cm de elevação da terra por magma no subsolo indicia regresso da atividade.

O aumento detectado de atividade vulcânica na península de Reykjanes, localizada na Islândia e Patrimônio da UNESCO, poderia potencialmente vir a causar perturbações durante mais de 300 anos, alertaram os cientistas, segundo informou em 10 de abril The Guardian.
Sigridur Magnea Oskarsdottir, especialista em riscos naturais no Escritório Meteorológico Islandês (IMO, na sigla em inglês), afirmou ao jornal ser anormal a atual atividade vulcânica.
"Houve erupções na península de Reykjanes há 800 anos, mas neste momento o que estamos vivendo é muito invulgar", disse Sigridur.
Se ocorrer atividade vulcânica, a península poderia ser confrontada com episódios eruptivos localmente conhecidos como "fogos", criando fissuras de até oito km de comprimento na terra que iriam expelir lava. Esses "fogos" poderiam cobrir grandes áreas de terra com lava, como aconteceu entre 1210 e 1240, quando uma área de cerca de 50 quilômetros quadrados foi afetada.
A possibilidade de novas erupções coloca a cidade vizinha de Grindavik em grave perigo, uma vez que existe uma central geotérmica localizada na zona.
"O pior cenário possível é se a lava fluir para a cidade de Grindavik", alertou por sua vez Kristin Jonsdottir, especialista do IMO, citada pelo The Guardian.
Dave McGarvie, vulcanologista da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, opinou ao jornal que, a terem lugar as erupções, o aeroporto internacional e a área metropolitana de Reiquiavique poderiam ser afetados.
Reiquiavique é a capital da Islândia e situa-se nas imediações da península e a 50 km de Grindavik.
"A direção do vento durante os períodos de produção de cinzas é crucial, pois se se encaminhar para norte, mesmo de forma ligeira, poderia causar problemas ao aeroporto internacional e à área metropolitana de Reiquiavique", alertou McGarvie.
Vale recordar que a mais recente erupção vulcânica na Islândia foi em 2010, quando o vulcão Eyjafjallajokull lançou uma enorme nuvem de cinzas sobre grande parte da Europa, perturbando as viagens aéreas internacionais durante um grande período de tempo.