Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Europa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Europa. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de julho de 2023

Ex-comandante da OTAN na Europa sugere atacar navios russos no mar Negro

 


Um almirante aposentado da Marinha dos EUA e ex-comandante supremo aliado da OTAN na Europa sugeriu o envio de forças da aliança ao mar Negro e o ataque a navios de guerra russos. Suas palavras vêm depois que a Defesa russa alertou que todos os navios com destino a portos ucranianos vão ser considerados militares.

O almirante aposentado, James Stavridis, sugeriu atacar navios de guerra russos caso eles tentassem bombardear navios saindo ou entrando em portos ucranianos.

"A Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN] e os EUA poderiam escoltar graneleiros, e eles têm capacidade suficiente para isso porque há três grandes países-membros da OTAN no mar Negro", disse Stavridis à mídia norte-americana, referindo-se à Turquia, Bulgária e Romênia.

"Se um navio de guerra russo atacar um graneleiro, que é um navio humanitário operando em águas internacionais, a OTAN deve abrir fogo em resposta", acrescentou o almirante aposentado.
Stavridis tem experiência na condução de operações navais agressivas em países distantes da costa ocidental. Em 1987-1988, ele participou da Operação Earnest Will (vontade sincera) dos EUA para proteger os petroleiros do Kuwait durante a guerra Irã-Iraque. Os Estados Unidos atacaram navios de guerra iranianos e, no dia 3 de julho de 1988, o cruzador de mísseis USS Vincennes abateu um avião comercial iraniano sobre o estreito de Ormuz, matando 290 passageiros e tripulantes.
Folheto com as bombas do B-52 - Sputnik Brasil, 1920, 21.07.2023
Operação militar especial russa
ONU está ciente de relatos sobre uso de bombas de fragmentação na Ucrânia: 'Não devem ser usadas'
No dia 17 de julho de 2023, a Rússia suspendeu sua participação na Iniciativa de Grãos do Mar Negro, devido ao descumprimento sistemático por parte dos EUA e da Europa das condições e a existência de uma série de restrições às exportações russas de grãos e fertilizantes. Moscou apontou que a porcentagem de grãos ucranianos exportados sob o acordo de grãos que chega aos países necessitados é menos de 5% e disse que tomaria medidas para garantir a segurança alimentar desses países.
Na última quinta-feira (20), o Ministério da Defesa da Rússia declarou que não poderia mais garantir a segurança da navegação no noroeste do mar Negro e alertou que os navios que navegam em suas águas com destino a portos ucranianos vão ser considerados potenciais transportadores de cargas militares.

domingo, 1 de maio de 2022

OTAN inicia exercícios liderados pelos EUA com cerca de 18 mil militares na Europa

 


Aproximadamente 18 mil militares participarão dos exercícios da OTAN que ocorrerão no território polonês e de outros oito países, informou o MD da Polônia.

"De 1º a 27 de maio serão realizados os exercícios Defender Europe 2022 [DE22] e Swift Response 2022 [SR22] com a participação de soldados poloneses. Dos exercícios, que ocorrerão no território polonês e de outros oito Estados, participarão 18 mil soldados de mais de 20 países, dos quais cerca de 7.000 militares e 3.000 equipamentos estarão no território polonês", informou.
Além disso, o MD polonês informou que dos exercícios na Polônia participarão militares dos EUA, França, Suécia, Alemanha, Dinamarca e Reino Unido.
Kyriakos Mitsotakis (à esquerda) e Recep Tayyip Erdogan (à direita), presidentes da Grécia e da Turquia, respetivamente, durante encontro em Istambul, Turquia, 13 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 30.04.2022
Panorama internacional
Turquia recusa participar de exercícios militares da OTAN em meio a desacordos com a Grécia
Contudo, os militares da Polônia treinarão no território da Lituânia e Letônia juntamente com militares tchecos, alemães e holandeses.
De acordo com os militares poloneses, os exercícios são organizados pelas forças norte-americanas visando "formar a prontidão e interação entre os aliados e parceiros dos EUA e da OTAN".
Além da artilharia e tanques, caças F-16, Su-22, helicópteros Mi-24 e aviões cargueiros estarão presentes nos exercícios da OTAN.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Rússia não aceitará duplicidade do Ocidente quanto à implantação de armas nucleares na Europa

 


O Ocidente deveria pensar na ameaça real de implantação de armas nucleares dos EUA na Europa em vez da hipotética ameaça de instalação de armas nucleares russas em Belarus, declarou Vladimir Ermakov, diretor do Departamento de Não Proliferação e Controle de Armas da chancelaria russa.

Anteriormente, o Departamento de Estado dos EUA tinha sugerido que uma mudança na Constituição belarussa poderia levar à implantação de forças nucleares russas no território do país, o que constituiria uma ameaça para a segurança da Europa.

"Gostaria de responder fazendo outra pergunta: será que nossos colegas europeus não veem uma ameaça à sua segurança não na hipotética [colocação de armas russas] em Belarus, mas na implantação real de armas nucleares dos EUA no território de vários países da OTAN, capazes de atingir alvos no território da Rússia?", disse Ermakov em resposta a um pedido para comentar as declarações do Departamento de Estado.

Segundo ele, a participação de países europeus não nucleares nas "missões nucleares conjuntas" da OTAN são "uma violação direta de suas obrigações básicas nos termos do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares".


"Discordamos fortemente da tal duplicidade por parte dos países do Ocidente", enfatizou o alto funcionário russo.
Foto fornecida pela Agência de Defesa contra Mísseis do Departamento de Defesa dos EUA, mostra um interceptor terrestre de longo alcance sendo lançado da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia, 28 de janeiro de 2016 - Sputnik Brasil, 1920, 30.01.2022
EUA realizam jogos de guerra com uso de armas nucleares em meio a tensões contínuas com Rússia
No final do ano passado, o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, afirmou que, em novembro de 2021, dez bombardeiros estratégicos dos EUA simularam e treinaram um ataque com armas nucleares à Rússia.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Biden aprova formalmente envio de novas tropas à Europa; Romênia e Polônia deverão receber algumas

 


No momento, os EUA contam com 70.000 soldados em território europeu. As tropas operarão bilateralmente com seus países anfitriões, uma vez que a OTAN ainda não formou uma tática multinacional.





Na sexta-feira (28), a Casa Branca havia anunciado que Washington transferiria tropas adicionais para o Leste Europeu, sem especificar quantos seriam enviados ou onde seriam implantados.
No entanto, nesta quarta-feira (2), o presidente, Joe Biden, deu o aval formal para o envio de tropas adicionais, segundo a CNN.
De acordo com a mídia, a implantação deve incluir cerca de 2.000 soldados para a Polônia e vários milhares mais para a Romênia e outros membros não identificados do "sudeste" da OTAN.

As tropas operarão bilateralmente com seus países anfitriões, uma vez que a OTAN ainda não ativou uma força de resposta multinacional.
Soldados norte-americanos que participam dos exercícios militares Anaconda-16, Varsóvia, Polônia, junho de 2016 - Sputnik Brasil, 1920, 02.02.2022
Panorama internacional
Após anúncio de Biden, EUA enviarão 2.500 soldados adicionais à Polônia
Espera-se que o contingente de soldados parta para a região "nos próximos dias" e sirva como uma "demonstração de apoio" aos aliados da Aliança Atlântica, segundo a emissora.
Na quarta-feira (26), outra mídia norte-americana, o The Wall Street Journal, noticiou que mais de 3.000 soldados de Fort Bragg, na Carolina do Norte, seriam enviados para a Polônia e a Alemanha, com cerca de 1.000 funcionários dos EUA baseados em Berlim para serem realocados para a Romênia.
Além desses números, no dia 24 de janeiro, o governo Biden divulgou que havia colocado 8.500 soldados em alerta, e que os militares seguiriam para Europa caso a Rússia avançasse no território ucraniano, o que até agora, não aconteceu.
Instrutores militares dos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 24.01.2022
Panorama internacional
EUA mobilizam 8.500 soldados, mas aguardam sinais da incursão da Rússia para enviar tropas à Ucrânia
Atualmente, Washington tem mais de 70.000 soldados em países da Europa, com cerca de metade deles estacionados na Alemanha e outros destacados em diversos países da OTAN.
Essa é uma das maiores preocupações de segurança de Moscou, que observa a aliança chegar cada vez mais perto de seu território através de países aliados.
O Ocidente insiste na campanha de que a Rússia está programando uma suposta invasão da Ucrânia, enquanto a chancelaria russa já declarou que não tem intuito de executar tal objetivo e que "se depender da Rússia, não haverá guerra".
Bandeiras da Rússia e EUA com logo da OTAN ao fundo - Sputnik Brasil, 1920, 05.01.2022
Panorama internacional
Rússia disposta ao diálogo com OTAN, mas não vai negociar por negociar, diz MRE russo

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Moscou: evolução militar na Europa e no mundo chegou a um ponto perigoso

 


A evolução militar na Europa e no mundo chegou a um ponto perigoso, afirmou Aleksandr Grushko, vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia.

"Hoje, o processo de evolução político-militar na Europa e no mundo chegou a um ponto em que são necessários mais esforços para afastar o mundo deste ponto perigoso", afirmou.

"Nossas propostas, formuladas pelo presidente da Rússia, abrem um caminho direto e claro para avançar na direção certa, não apenas para garantir os interesses nacionais da Rússia, que é uma tarefa fundamental para nós, diplomatas, bem como para a reconstrução de uma segurança global, considerando os interesses legítimos dos outros, o que resultará em recursos para a resolução pacífica dos problemas", declarou.

Além disso, ele informou que a Rússia recebeu algumas respostas verbais sobre a suas propostas de segurança.
Membros do serviço ucraniano descarregam carregamento de ajuda militar entregue como parte da assistência de segurança dos Estados Unidos à Ucrânia, no Aeroporto Internacional de Boryspil, Kiev, 25 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 25.01.2022
Panorama internacional
EUA enviam mísseis Javelin e lançadores à Ucrânia (FOTOS)
"Já recebemos algumas respostas sobre nossas questões, por enquanto de maneira verbal. Mas, em primeiro lugar, queremos saber o motivo de nossas propostas serem inaceitáveis [...] Estudaremos atentamente e determinaremos nossos próximos passos", indicou.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

EUA são responsáveis pela escalada das tensões na Europa, diz Putin

 


Moscou está seriamente preocupada com a implantação de agrupamentos militares dos EUA e OTAN e com a realização de exercícios não programados perto das fronteiras russas, afirmou presidente russo.

"Uma séria preocupação é suscitada pelo aumento de agrupamento militar dos EUA e da OTAN junto às fronteiras russas, bem como a realização de exercícios de grande escala, incluindo não planejados", disse líder russo nesta terça-feira (21) em uma reunião alargada do Ministério da Defesa.

"Estamos extremamente preocupados que perto da Rússia estejam sendo implantados elementos do sistema global de defesa antimíssil dos EUA", acrescentou Putin.

De acordo com ele, "lançadores de mísseis MK-41 implantados na Romênia e previstos para serem implantados na Polônia são adaptados para utilização de sistemas de ataque Tomahawk. Se esta infraestrutura avançar, se os sistemas de mísseis dos EUA e OTAN surgirem na Ucrânia, o seu tempo de voo até Moscou será reduzido para 7-10 minutos, e no caso de implantação de armas hipersônicas para 5 minutos", afirmou chefe de Estado da Rússia.

Putin reiterou as exigências das garantias de segurança, salientando que foi o presidente dos EUA Joe Biden quem propôs a nomeação de enviados para negociações sobre a estabilidade durante a conversa entre eles em dezembro relativamente à situação na Ucrânia.
Ao menos deve haver acordos legais, e não verbais, por parte dos EUA sobre as garantias de segurança, observou presidente russo.

"Devem existir pelo menos acordos juridicamente vinculativos e não garantias verbais. Sabemos bem o valor dessas garantias, palavras e promessas verbais", ressaltou Putin.

As forças da OTAN na Letônia  - Sputnik Brasil, 1920, 21.12.2021
Panorama internacional
Rússia não permitirá em nenhum caso que OTAN implante sua infraestrutura na Ucrânia e Geórgia
Os EUA são responsáveis pela escalada das tensões na Europa, sublinhou presidente russo.

"Aquilo que está acontecendo agora, esta tensão que está se desenvolvendo, é culpa deles. A cada passo Rússia foi forçada a responder de alguma forma, a cada passo a situação continuava se deteriorando e se degradando. Agora estamos em uma situação em que temos que decidir alguma coisa", apontou líder da Rússia durante a reunião.

Certas pessoas detratoras da Rússia interpretam as propostas de garantias de segurança como um ultimato, mas isso não é assim, disse Putin.

"Já estamos vendo que alguns dos nossos detratores, digo francamente, interpretam [as propostas] como um ultimato por parte da Rússia. É um ultimato ou não? Claro que não", explicou presidente.

Além do mais, Putin recordou aos EUA sobre a destruição da Iugoslávia, sem qualquer direito de fazê-lo, e da entrada no Iraque e na Síria, observando que os EUA "fazem o que querem".

"Nossos parceiros, digamos assim, os EUA, em anos anteriores, supostamente salvaguardando os seus interesses e segurança a milhares de quilômetros do seu território nacional, cometeram as coisas mais duras sem qualquer autorização do Conselho de Segurança da ONU. A Iugoslávia foi bombardeada – com que pretexto? Foi com autorização do Conselho de Segurança? Onde está a Iugoslávia e onde estão os EUA? Destruíram o país. Sim, havia um conflito interno, havia problemas, mas quem deu o direito de atacar uma capital europeia? Ninguém. Simplesmente decidiram assim, e os [Estados] satélites corriam atrás deles e ladrinchavam", comentou presidente.

Putin acrescentou ainda que os EUA também entraram no Iraque, "destruíram o país e criaram um foco de terrorismo internacional. E depois revelou-se que eles estavam errados. E descobriu-se que [o serviço] de inteligência falhou-nos. Destruíram um país – foi a inteligência que falhou. E essa foi a explicação".
Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia apresentou projetos de acordos sobre garantias de segurança entre a Rússia, EUA e OTAN.