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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Turquia exige que OTAN tome 'medidas concretas' para reduzir tensão com a Rússia

 


Nesta quinta-feira (29), o porta-voz da Presidência da Turquia, Ibrahim Kalin, afirmou em entrevista que Ancara espera medidas concretas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para reduzir as tensões com a Rússia em meio à crise com a Ucrânia.

Kalin deu as declarações em entrevista publicada pelo jornal turco Star.

"Os problemas entre a Rússia e a Ucrânia geram tensões mais generalizadas entre a Rússia e o Ocidente, a Rússia e a OTAN. Fazemos parte da aliança e estamos em contato com esses países. [...] Nosso conselho aos europeus e aos norte-americanos é que deem passos sinceros, concretos e confiáveis ​​para reduzir as tensões", disse ele ao jornal turco Star.

Kalin disse ainda que a Turquia espera que a Ucrânia e a Rússia, com as quais Ancara tem boas relações, evitem o confronto e tentem resolver suas disputas por meio de negociações. O porta-voz turco afirmou também que a Turquia tem uma posição firme sobre o direito da Ucrânia à integridade territorial.

Negociadores russos e da OTAN devem se reunir em Bruxelas para conversas sobre segurança em 12 de janeiro, após um diálogo sobre estabilidade estratégica entre diplomatas russos e norte-americanos em Genebra.
Presidente russo Vladimir Putin durante videoconferência com o presidente norte-americano Joe Biden, 7 de dezembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 30.12.2021
Presidente russo Vladimir Putin durante videoconferência com o presidente norte-americano Joe Biden, 7 de dezembro de 2021
Nesta quinta-feira (29), um telefonema entre o presidente russo Vladimir Putin e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi realizado. A conversa durou cerca de 50 minutos e abordou a crise ucraniana. Moscou e Washington têm mantido diálogo estreito em torno do assunto.
Em entrevista recente, o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, disse à emissora 24 que espera que essa série de negociações de alto nível ajude a normalizar a situação, ressaltando que é importante que as tensões diminuam.

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sábado, 27 de novembro de 2021

EUA podem reduzir número de exercícios na Europa para evitar confrontação com Moscou, diz mídia

 


Tendo em conta a tensão na fronteira Rússia-Ucrânia, a administração do presidente Joe Biden está considerando várias opções, incluindo a possibilidade de reduzir os exercícios militares na Europa, a fim de evitar um confronto com Moscou, escreve Wall Street Journal citando autoridades norte-americanas.


De acordo com as informações do jornal, uma das opções que está sendo ponderada pela administração dos EUA é o reforço da capacidade de defesa da Ucrânia, incluindo o aumento do fornecimento de equipamentos militares, em particular sistemas antiaéreos. Esta opção implica também a introdução de sanções mais severas contra a Rússia.

Segundo avança a edição, outro possível plano de ações é "reduzir o risco de confrontação com Moscou, inclusive limitando o número de exercícios militares dos EUA na Europa".

Estes exercícios, conforme observa a mídia, continuam a provocar críticas das autoridades russas. Tal opção implica também a suspenção da ajuda militar americana a Kiev.
Mar da China Meridional (16 de setembro de 2015) - militar dos EUA observa um exercício de tiro ao vivo a bordo do destróier de mísseis guiados USS Lassen - Sputnik Brasil, 1920, 13.11.2021
Atividade militar dos EUA e da OTAN no mar Negro ameaça segurança regional, afirma Defesa russa


Recentemente, o governo britânico oficializou uma venda de material militar à Ucrânia, que Kiev poderá adquirir através de um empréstimo de 1,7 bilhão de libras esterlinas (R$ 12,78 bilhões).

Além da construção de dois navios antiminas, é planejada a produção conjunta de oito navios de guerra armados com mísseis e de uma fragata, destinados à Ucrânia. Londres também revelou que construiria uma base naval no mar de Azov e atualizaria alguns dos sistemas de armas dos navios.


terça-feira, 21 de abril de 2020

Pentágono aconselha Marinha dos EUA a reduzir frota de porta-aviões, segundo relatório



Uma avaliação interna do Pentágono teria recomendado que a Marinha dos EUA removesse dois porta-aviões de sua frota para integrar navios menores tripulados ou não tripulados.

Um relatório, divulgado pelo portal Defense News, mostra que o escritório do secretário de Defesa, Mark Esper, teria elaborado uma avaliação exigindo a redução da frota de porta-aviões de 11 para nove embarcações.
A recomendação contrasta com as projeções anteriores, já que a Marinha norte-americana havia comprado dois porta-aviões da classe Ford, além de reintegrar o USS Harry Truman em um esforço para alcançar a meta de uma frota de 355 embarcações. Anteriormente, a perspectiva era de que a Marinha precisasse de 400 navios, incluindo 13 porta-aviões.
O capitão aposentado da Marinha, Jerry Hendrix, afirmou que a entidade teria de ser reestruturada se essa recomendação fosse realizada.
"Os modelos de desenvolvimento, estabelecidos e ainda mantidos por nós, corresponderiam a 15 porta-aviões, ou seja, tudo iria por água abaixo", afirmou Hendrix, citando a presença dos EUA no Oriente Médio e na Ásia-Pacífico.
O Defense News destacou que o relatório exige que a Marinha não expanda sua frota de navios de superfície, que é composta por aproximadamente 90 cruzadores e destróieres.

© AP PHOTO / CHARLES DHARAPAK
Vista do prédio do Pentágono, em Washington D.C, capital dos EUA
Em outras ocasiões, Esper já havia demonstrado suas ideias sobre a preferência de formar uma frota com navios tripulados leves.
"Você pode construí-los para que sejam opcionalmente tripulados e, dependendo do cenário ou da tecnologia, podem se tornar autônomos", afirmou.
Vale destacar que Esper chegou a ser criticado por suas ideias por Craig Hooper da Forbes, citando que historicamente os navios da Marinha norte-americana não foram capazes de operar em condições climáticas extremas, e uma frota de pequenos navios colocaria mais vidas em risco.