Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador uso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador uso. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de janeiro de 2024

Uso militar e político e propagação de notícias falsas: os principais riscos e desafios ligados à IA

 


Apesar de ter se popularizado em todo o mundo só na última década, a expressão inteligência artificial (IA) surgiu ainda no fim dos anos 1950 e, na origem em latim, significa "inteligência que vem da arte". E há quase 75 anos já era iniciado o esboço do que viria a ser o primeiro chatbot (assistente virtual) do mundo, batizado de Elisa.

É o que contou Thomas Bellini Freitas, doutorando na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, apresentado pelos jornalistas Melina Saad e Marcelo Castilho. "Mas essa ideia de uma criação artificial é muito mais antiga, vem de séculos. Heron de Alexandria [que viveu na Grécia Antiga] já fazia desenhos de autômatos", esclarece o especialista, que também é autor do livro "Inteligência Artificial e Responsabilidade Humana".
Setor que deve gerar até US$ 150 bilhões (R$ 731,7 bilhões) em investimentos até 2035, a inteligência artificial teoricamente não tem limites, segundo Thomas Bellini.
Porém o potencial do que pode proporcionar à sociedade só está no começo. "As utilizações ainda são extremamente simples. O ChatGPT [um dos chatbots mais populares] tem toda essa atenção midiática por ter uma linguagem generativa, mas ainda é fraco e não consegue dar conta de procedimentos de altíssima complexidade", pontua.

Quais são os 4 tipos de inteligência artificial?

A inteligência artificial é classificada em quatro segmentos: aprendizado de máquina, robótica inteligente, processamento de linguagem natural e visão computacional.
Conforme o especialista, é um sistema que busca simular uma decisão humana, mas não substituí-la. "Um avião não tenta ser igual a uma ave, o avião tenta ser um avião, assim como a IA não tenta ser um ser humano, por mais que em muitos casos a diferenciação vá ser quase impossível. É o caso de simulações de pessoas, criação de imagens", exemplifica.

Com avanços notáveis na fronteira da tecnologia, a IA já emerge como protagonista nas narrativas contemporâneas. Desvendando novas possibilidades e desafios, essa revolução digital redefine os limites do possível, moldando o futuro com algoritmos e inovações que permeiam todos os aspectos da vida moderna.

O box acima poderia muito bem ser uma explicação do próprio especialista ou um parágrafo desta reportagem, mas foi criado, a título de exemplo, a partir de uma das tantas ferramentas de inteligência artificial de acesso gratuito.
Thomas Bellini alerta justamente que uma necessidade para garantir a segurança em relação à tecnologia é sempre avisar que tal ação foi criada por uma IA.

"Por exemplo, no âmbito do direito pode ter uma decisão judicial feita com base em inteligência artificial e sem os réus saberem que veio dessa tecnologia. Existe um debate sobre até que ponto ela pode ser utilizada, ou, no mínimo, [pode ser] informado […] o seu uso", justifica.

Como a inteligência artificial afeta a sociedade?

As notícias falsas já são alvo do debate e da preocupação frente aos problemas que trouxeram à democracia nas últimas décadas. E com o avanço da tecnologia e a facilidade de acesso à IA, passaram a influenciar ainda mais todo o sistema político, lembra o doutorando da UFRGS. "O grande debate que acontece nesse quesito são as notícias falsas que são amplificadas pela utilização da inteligência artificial, que confere a esse problema um grau de perigo muito maior. Existe algo que se chama deepfake, ou seja, a simulação de uma maneira que fica praticamente idêntica à realidade. Inclusive viralizou, não há muito tempo, uma imagem do papa [Francisco] de jaqueta até razoavelmente realista, e pode enganar alguém", disse.
Imagem falsa do papa Francisco usando jaqueta, feita com inteligência artificial - Sputnik Brasil, 1920, 20.12.2023
Imagem falsa do papa Francisco usando jaqueta, feita com inteligência artificial
Esse é um dos motivos, conforme o especialista, que levam à necessidade de uma regulamentação internacional que imponha limites e regras ao uso da IA. "Já foram feitas, inclusive, algumas declarações conjuntas, até mais recentemente, dos Estados Unidos e da China para justamente tentar impedir os males. Mas nada até hoje prático, com resultados concretos. Eu acho que as Nações Unidas deveriam colocar isso, inclusive, como prioridade, a elaboração de algum tratado internacional para regular a inteligência artificial", defende.

Como a inteligência artificial contribui em conflitos militares?

Os avanços tecnológicos da inteligência artificial já podem ser vistos até no meio militar. É o caso do conflito na Ucrânia, em que, segundo Thomas Bellini, a tecnologia está presente nos avançados drones russos.

"Está sendo empregada de uma maneira extremamente eficiente pela Federação da Rússia. O drone Lancet, que é muito famoso, tem um alto grau de precisão. E elaborou agora uma nova versão, que se chama Izdelie 53. Esses equipamentos conseguem se comunicar entre si e atingir um alvo sem a atuação humana. Ou seja, é a inteligência artificial empregada no combate."

Diante disso, o especialista lembra que o debate sobre a IA já é um importante elemento da geopolítica atual, uma vez que está além dos setores intelectual, acadêmico e econômico, tornando-se uma nova ferramenta militar.

"Inclusive uma das razões para os Estados Unidos tentarem tirar da China seu acesso aos chips e semicondutores, que hoje em dia se debate tanto, é justamente para evitar que a China tenha progresso no ramo", diz.

China: uma das líderes do desenvolvimento global da inteligência artificial

Com pelo menos 79 modelos de IA já desenvolvidos, cada um com mais de 1 bilhão de parâmetros, a China tem alcançado um enorme progresso nos últimos anos que a coloca entre os países líderes no setor. Além disso, metade desses modelos é realizada em código aberto, o que significa que são disponibilizados gratuitamente.

"A China tem avançado no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial (IA) em grande escala. De acordo com o Instituto de Informação Científica e Técnica da China, pelo menos 79 modelos de IA em grande escala foram desenvolvidos no país, cada um com mais de 1 bilhão de parâmetros. Especialistas da indústria afirmam que os Estados Unidos e a China têm liderado o desenvolvimento global desses modelos, mas a China ainda precisa diminuir a lacuna com os Estados Unidos nessa área", afirmou.

Já no Brasil, o especialista lembra que, apesar de ter cientistas de dados que "não ficam atrás em nenhum quesito" do resto do mundo, ainda não existe nenhum projeto importante na área. "O STF [Supremo Tribunal Federal] utiliza uma IA para analisar alguns processos, o Tribunal de Contas da União [TCU] também, e certamente existem vários outros. Na área do agronegócio, algumas tecnologias estão sendo empregadas, até mesmo para satélites, para saber onde é que tem alguma queimada, onde há desmatamento; isso pode ser empregado. Entretanto não há nada muito robusto."
O logotipo OpenAI é visto em um telefone celular na frente de uma tela de computador que exibe a saída do ChatGPT, em Boston. EUA, 21 de março de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 17.11.2023
Panorama internacional
Como a inteligência artificial pode impulsionar a economia de países africanos

Como será o futuro do trabalho na era da inteligência artificial?

Um dos principais temores é a substituição de vagas no mercado de trabalho pelo uso da inteligência artificial nas mais diversas funções, como um contador, analista de crédito, caixa de supermercado e profissional de marketing.
O professor de direito da pós-graduação da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo e coordenador do Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da entidade, Alexandre Pacheco, enfatiza que novos tipos de trabalho também serão demandados pela tecnologia.
Porém o questionamento que fica é: o saldo será positivo ou negativo?

"Esse discussão sempre ocorreu nas grandes transformações tecnológicas. Quando surge a eletricidade, por exemplo, deixaram de ser necessários os acendedores de lampiões ou até mesmo postes de querosene para gerar iluminação noturna. Com a disseminação da energia elétrica, cria-se, no final das contas, um contexto em que a pessoa não é mais necessária. E nesse sentido, como ela vai ser realocada? Vai existir uma nova posição para ela poder trabalhar?", questiona.

Para o especialista, as habilidades que a pessoa conseguiu construir ao longo de toda uma vida deixam de ser demandadas pela sociedade, e por isso é criado um grande desafio social.

"Cada vez mais vislumbro, pela velocidade da transformação tecnológica e pelo tipo de transformação tecnológica que a gente está vivenciando, que o saldo será negativo. Nisso entram os governos, com políticas [de readequação profissional destes] […] exércitos de pessoas […] [nas quais] a gente já investiu para que tivessem uma formação, e que essa formação se perdeu ao longo do tempo por causa das transformações tecnológicas", finaliza.

  • ..
  • Caboclo Roxo, da pele morena É o Senhor Oxóssi Caçador lá da Jurema Caboclo Roxo, da pele morena É o Senhor Oxóssi Caçador lá da Jurem...
  • Carma sexual, misión y destino, de las hijas de los orixás Así como dos personas del mismo signo tienen características diferentes,...
  •   JAGUN É UM ORISÁ MUITO TEMPERAMENTAL E JOVEM É BOM TER MUITA CAUTELA PARA ZELAR POR ESSE ORIXÁ POIS SUA FÚRIA É MUITO GRANDE.JAGUN É ...

terça-feira, 5 de abril de 2022

Taiwan estuda uso de túnel como bunker emergencial durante possível guerra com China, diz mídia



 O túnel Hsuehshan é visto como o melhor candidato pelo Exército taiwanês para sediar um centro de comando alternativo em caso da perda do Centro de Comando Militar de Hengshan.


A estrutura se estende por 12,9 quilômetros e fica na região nordeste de Taiwan. De acordo com reportagem do South China Morning Post (SCMP), o túnel Hsuehshan funcionaria perfeitamente como centro de comando alternativo em razão de estar protegido por uma cadeia de montanhas e ter uma robusta estrutura de ventilação.

Em vista a operação da Rússia na Ucrânia, "os militares reavaliaram a sustentabilidade de vários de seus centros de comando de operações subterrâneos no caso de um primeiro ataque do inimigo", disse o United Daily News de Taipé, citado pelo SCMP.

Segundo o SCMP, as unidades de comunicação e informação dos militares já começaram a instalar equipamentos no túnel. A previsão é que durante os exercícios anuais de Han Kuang, em que as forças de defesa da ilha realizam simulações para preparar Taiwan para um potencial ataque chinês, os militares testem a eficácia do centro de Hsuehshan em situação de combate.
Navios militares de Taiwan  - Sputnik Brasil, 1920, 15.09.2021
Taiwan realiza treinamento militar em preparação para eventual guerra com China (FOTOS)
O porta-voz do Ministério da Defesa de Taiwan, Sun Li-fang, não confirmou nem negou os relatos da mídia local. No entanto, ele disse que o Exército vai analisar todas as possíveis ameaças e levar em consideração todas as possibilidades, incluindo as instalações militares ao redor do país.
Nos últimos dois anos a China vem pressionando Taipé e aumentando sua presença militar na região do estreito de Taiwan.
Taiwan é um território autogovernado e, nos anos 1970, a ONU passou a reconhecer a República Popular da China como a única representante legítima da China. Pequim declara que é apenas uma questão de tempo até que Taipé se reunifique com a China continental e que se trata de uma questão interna do país.

domingo, 30 de janeiro de 2022

EUA realizam jogos de guerra com uso de armas nucleares em meio a tensões contínuas com Rússia

 


Mesmo com as tensões entre EUA e Rússia relacionadas à Ucrânia, um senador republicano e membro do Comitê de Serviços Armados do Senado, Roger Wicker, sugeriu em várias entrevistas recentes que os EUA podem se envolver militarmente em caso de conflito, inclusive, por meio do uso de armas nucleares contra a Rússia.

Comando Estratégico dos EUA, que controla o armamento nuclear americano e tudo relacionado ao seu uso (incluindo comunicações estratégicas) lançou exercícios Global Lightning (o mesmo que "relâmpago global") projetados para testar a prontidão de seu aparato ao se envolver em uma possível guerra nuclear.
Embora os próprios jogos de guerra tenham sido planejados há muito tempo e sejam rotina para a Força, segundo relatos, dificilmente este é o melhor momento para sua realização. Os EUA estão constantemente expressando preocupações sobre uma suposta invasão russa na Ucrânia e ponderando opções de retaliação. Os últimos exercícios Global Lightning, realizados em abril de 2021, envolveram os EUA usando armas nucleares como dissuasão em um impasse hipotético com a Rússia.
Este ano, no entanto, o Global Lightning se concentra em uma resposta a um possível conflito nuclear com a China. O exercício em si não envolve armas nucleares ou mesmo lançamentos ou bombardeios. Em vez disso, o Comando Estratégico dos EUA verifica os circuitos de comando e controle nuclear, incorpora as inovações do ano passado em táticas anteriores e testa a tomada de decisões de acordo com um plano de guerra nuclear.

Este último foi atualizado pela última vez em 2019, mas as primeiras informações escassas sobre as mudanças surgiram apenas recentemente via requisição de acesso à informação pública.
Em Bruxelas, o presidente norte-americano, Joe Biden, chega à reunião da OTAN, em 14 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 29.01.2022
Panorama internacional
Casa Branca incita Ucrânia a aventuras militares contra Donbass, diz embaixada da Rússia nos EUA

Novo plano, novos jogos militares

O novo plano de guerra nuclear dos EUA reflete uma transição que a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) vem experimentando nos últimos anos – uma mudança da luta contra o terrorismo e um retorno à "grande competição de poder". A mudança e as últimas adições ao arsenal nuclear dos EUA, supostamente tiveram seu efeito na maneira como Washington espera que um conflito nuclear se desenrole.
O novo plano não depende mais de uma doutrina de Destruição Mutuamente Assegurada (MAD, na sigla em inglês) – algo que serviu no passado como um impedimento significativo ao uso de armas nucleares (que ainda funciona nas doutrinas de outros países, incluindo a Rússia). Atualmente, o Pentágono espera que algumas forças dos EUA sobrevivam a um hipotético primeiro ataque da Rússia ou de outro estado nuclear e, posteriormente, se recuperem, contra-ataquem, se preparem e repitam um ataque até que o inimigo seja derrotado ou não haja mais ninguém vivo na Terra para lutar. Essa nova abordagem está sendo testada durante os jogos de guerra Global Lightning deste ano.
O novo plano de guerra nuclear dos EUA também inclui a introdução de armas convencionais adicionais na força estratégica dos EUA, à medida que se torna cada vez mais dependente de tecnologia diferente da nuclear, incluindo defesa aérea, guerra cibernética e equipamentos anti-interferência. Além disso, uma nova tecnologia redundante de "comunicação protegida" foi introduzida na Força, a chamada família de terminais avançados além da linha de visão (FAB-T, na sigla em inglês).
Assim como outras linhas de comunicação utilizadas pelo Comando Estratégico dos EUA, a FAB-T foi desenvolvida para funcionar mesmo em condições difíceis de guerra nuclear que podem destruir outros meios de comunicação. Sua principal função é permitir que o presidente e o alto escalão militar se comuniquem com os operadores de suas armas nucleares e deixe que estes respondam de volta. O FAB-T precisa funcionar perfeitamente com outros sistemas usados pela Força e, portanto, passou por um "teste de estresse" durante os atuais exercícios do Global Lightning.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

'Isso não é bom': regiões suecas cessam uso da vacina Oxford/AstraZeneca devido a efeitos colaterais

 


O início da vacinação com o inoculante da Oxford/AstraZeneca em várias regiões suecas produziu um número acima do esperado de efeitos colaterais e a vacina foi suspensa para evitar a falta de profissionais de saúde devido a licenças médicas.

Duas regiões suecas pararam temporariamente a inoculação de profissionais de saúde com a vacina contra a COVID-19 da Oxford/AstraZeneca após sobre suspeitas de efeitos colaterais.

"Paramos em parte porque devemos investigar, mas também para não termos uma situação muito tensa com o pessoal", afirmou o médico responsável pela da região de Sormland, Magnus Johansson, à emissora SVT.

Em Sormland, de 400 funcionários do hospital vacinados em um único dia, 100 desenvolveram efeitos colaterais. Embora a febre seja considerada um efeito colateral comum, de acordo com as autoridades regionais, mais pessoas do que o esperado relataram o sintoma.



© REUTERS / JOHANNA GERON
Logotipo da farmacêutica AstraZeneca no exterior dos escritórios da empresa em Bruxelas, Bélgica, 28 de janeiro de 2021

Em Gavleborg, onde uma proporção semelhante de efeitos colaterais foi observada, as autoridades decidiram seguir o exemplo de Sormland e interromper temporariamente o uso da vacina Oxford/AstraZeneca.

"[Os sintomas] são os usuais, calafrios, dores no corpo e febre […]. O problema é que vacinamos muitas pessoas do mesmo local de trabalho. É por isso que estamos fazendo uma pausa. Não tem nada a ver com a vacina. Estamos apenas um pouco preocupados com a equipe no fim de semana", garantiu a coordenadora da vacinação em Gavleborg, Tina Mansson Soderlund.

Andreas Heddini, médico responsável da Oxford/AstraZeneca na região nórdica, disse que ficou intrigado com os dados.

"Isso não se encaixa em nada com o que vimos [em outros lugares] […]. Não, isso não é bom. Parece ter havido uma proporção maior de efeitos colaterais do que o esperado. Estudos têm mostrado que algo em torno de 10% dos vacinados devem ter efeitos colaterais desse tipo", comentou Heddini ao SVT.

A gigante farmacêutica agora vai acompanhar com atenção as regiões suecas, e o médico enfatizou que os efeitos colaterais relatados não são graves e não devem ser motivo para preocupação excessiva.

"Levamos tudo em torno da segurança da vacina extremamente a sério, mas nossa vacina já foi dada a muitos milhões de pessoas em todo o mundo, e até mesmo em testes clínicos, e não vimos quaisquer efeitos colaterais graves […]. Esse tipo de efeito colateral é esperado e agora estamos tendo um diálogo próximo com essas regiões para entender melhor o que aconteceu", ressalta Heddini.

A Suécia registra até o momento 12.428 mortes pela COVID-19 e 608.411 casos confirmados.

AstraZeneca no Brasil

A vacina Oxford/AstraZeneca já foi liberada para uso na União Europeia, Índia, Brasil e outros países. Na semana passada, O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deu início ao envase do primeiro lote do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina desenvolvida pela instituição em parceria com o laboratório AstraZeneca.

​A Fiocruz estima produzir 100,4 milhões de doses até julho deste ano. De agosto a dezembro serão mais 110 milhões de doses de vacinas produzidas inteiramente na instituição brasileira.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

MP do Rio: descuido de Queiroz deixou ‘vestígios concretos’ do uso de verba pública para quitar cobertura de Flávio

 


De acordo com o MP-RJ, foram sacados R$ 25 mil da conta de Fabrício Queiroz para a de Fernanda, esposa de Flávio Bolsonaro, num esquema de desvios de dinheiro da Assembleia Legislativa do Rio. Queiroz, disse o órgão, materializou "nos registros bancários vestígios concretos da destinação final dos valores desviados da Alerj". A ideia era quitar um imóvel do senador


O Ministério Público do Rio (MP-RJ) vê um "descuido" do ex-assessor Fabrício Queiroz como umas provas do órgão para apontar o uso de dinheiro desviado da Assembleia Legislativa (Alerj) no pagamento de uma cobertura adquirida pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em 2011. Uma transação foi feita na conta da mulher do parlamentar, Fernanda, e tentou dar uma aparência de legalidade a depósitos fracionados às vésperas dos vencimentos do imóvel. Uma das transações investigadas foi a compra de uma cobertura em Laranjeiras, na zona sul do Rio, por R$ 2,2 milhões naquele mesmo ano, de acordo com informações publicadas pelo blog do Fausto Macedo

Deputado estadual antes de ser eleito senador, Flávio Bolsonaro e Queiroz foram denunciados este mês pelo MP-RJ por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Fernanda também foi denunciada (lavagem de dinheiro).

Em agosto de 2011, o casal precisaria desembolsar R$ 110 mil para quitar o sinal do imóvel, uma garantia de compra. Mas a conta dos Bolsonaro "não possuía lastro financeiro para custear a operação" informou o MP-RJ. Na véspera do pagamento, no entanto, um depósito de R$ 25 mil caiu na conta de Fernanda e, naquele momento, Queiroz cometeu um "descuido".

Segundo as investigações, o dinheiro teria sido sacado em espécie da conta do próprio Queiroz antes de ser depositado em nome de Fernanda. "Em razão do alto valor depositado, o denunciado Fabrício José Carlos de Queiroz teve que registrar seu próprio nome na agência bancária como responsável pelo depósito em espécie, materializando nos registros bancários vestígios concretos da destinação final dos valores desviados da Alerj", afirmou a Promotoria.

O MP-RJ informou que Flávio Bolsonaro desviou R$ 6 milhões em dinheiro público por meio do esquema rachadinha na Alerj. Eram feitos pagamentos de gastos da família com dinheiro em espécie. Outra forma de desviar dinheiro eram depósitos em espécie realizados nas contas bancárias do parlamentar e da esposa. Também faziam transações imobiliárias.

O conhecimento liberta. Saiba mais