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sábado, 10 de outubro de 2020

'Não conseguiam nos abater': piloto russo explica vantagens e dificuldades de voos estratosféricos

 


Voos coordenados com pelo menos oito quilômetros de altura à noite exigem um muito elevado nível de concentração e preparação, são tão complexos que neles ainda não se pode confiar em sistemas automáticos.




Os caças-bombardeiros multifuncionais Su-34 do Distrito Militar Central da Rússia realizaram pela primeira vez um treinamento de ataque noturno na estratosfera.

Apesar de ser um elemento tático importante e muito complexo do treinamento de combate dos pilotos, voar em altas altitudes é um grande desafio que nem todos conseguem enfrentar. A uma altitude de 15 quilômetros o aparelho se comporta de maneira bem diferente das altitudes padrão de seis a sete mil metros acima do nível do mar.

Vladimir Popov, piloto emérito da Rússia e major-general de aviação, contou à Sputnik as dificuldades de manobra nessas condições.

"Para criar o torque de controle, você precisa de um desvio maior. Mas se [você] virar à direita ou à esquerda acima de uma certa norma, será preciso um grande esforço, que pode não ser suficiente e o avião cairá dessa altitude", detalha.

"É mais fácil dirigir um aparelho leve do que um totalmente reabastecido. É muito difícil permanecer na estratosfera por um tempo longo."



© SPUTNIK / MIKHAIL VOSKRESENSKY
Caça-bombardeiro russo Su-34 realiza voo de demonstração no show aéreo MAKS-2019

Além disso, aumenta a inércia e a dificuldade em determinar as distâncias, o que pode levar a aeronave a ultrapassar o líder com uma pequena aceleração, ou até só por causa da inércia, avisa.

Por isso, os aviões tentam se manter a uma distância de 200 metros um do outro.

A automação oferece muitas possibilidades, mas em grandes altitudes os pilotos costumam assumir o controle, continua Popov, e ainda mais em situação de combate, quando só uma pessoa consegue realizar manobras como evitar o fogo inimigo ou lançar mísseis.

Voo no escuro

Um voo na estratosfera é ainda mais complicado durante as horas noturnas – de noite o piloto sente sempre uma forte tensão psicológica e física.

O voo em grande altitude dificulta a reação do piloto devido à falta de luz, aumentando seu estresse psicológico e físico, o que levou a Força Aeroespacial da Rússia a desenvolver testes especiais para testar a reação no escuro. Os cadetes são levados para uma sala escura, cegados por um flash brilhante e é registrado o tempo após o qual ele consegue enxergar uma forma geométrica ou a silhueta de uma aeronave. Um bom indicador é demorar não mais que quatro ou cinco segundos.

Os voos estratosféricos noturnos são úteis por serem uma das formas mais eficazes de contra-atacar a aviação do inimigo, em particular para prevenir um ataque maciço da aviação estratégica do adversário.



© SPUTNIK / VITALY TIMKIV
Caça-bombardeiro Su-24M da Frota do Mar Negro durante um treino tático

Como exemplo, os bombardeiros norte-americanos B-52 voam a altitudes de cerca de 12 quilômetros.

"Para conduzir um ataque bem-sucedido, é sempre mais vantajoso estar um pouco acima do inimigo", aconselha Vladimir Popov.

"[Assim] ele é mais fácil de localizar, é mais simples manobrar e o alcançar. Além disso, alguns sistemas de defesa antiaérea simplesmente não atingem alvos na estratosfera. Lembro-me que trabalhávamos assim no Afeganistão, eles não conseguiam nos abater."

Recordistas estratosféricos

Os voos dos caças-bombardeiros Su-34 na estratosfera demonstram claramente o avanço dos projetistas russos no desenvolvimento de sistemas de combate multifuncionais. Como exemplo, o antecessor deste avião, o caça-bombardeiro Su-24, estava muito mal adaptado para manobrar em altitudes extremamente elevadas.

"O peso do aparelho e a potência do sistema de propulsão desempenham um papel importante", refere o major-general.

"Estes bombardeiros voam com enormes sobrecargas. O Su-24, por exemplo, é a primeira aeronave capaz de operar em altitudes ultrabaixas contornando o relevo do terreno, mas é muito pesado: com uma carga de bombas completa você mal consegue subir a uma altura de sete quilômetros."

O caça-bombardeiro Su-34 pode ser tanto um interceptor como uma aeronave de reconhecimento ou um caça, dependendo do caso, podendo alcançar uma ampla gama de alturas e velocidades, de 50-100 metros a 14-15 quilômetros, e de 500 km/h a 2.000 km/h.

A Força Aeroespacial da Rússia já tem outra aeronave única, para a qual a estratosfera é seu elemento nativo. O interceptor MiG-31, desenvolvido ainda nos anos 1970, continua sendo considerado o melhor caça de grande altitude do mundo. Devido a suas características técnicas sem igual, alcança velocidades de quase 3.000 km/h.

"De uma altitude de 40 quilômetros, o MiG-31BM pode atacar naves espaciais em órbita baixa. No topo da curva dinâmica o piloto dispara um míssil sobre satélites que estão a distâncias de até 120 quilômetros da Terra."

O MiG-31 continua sendo melhorado nos últimos anos, sobre cuja base está sendo desenvolvido um sistema avançado de interceptação de longo alcance, permitindo à aeronave voar ainda mais alto e rápido.

A aeronave melhorada de longo alcance será um elo importante no sistema de defesa aeroespacial da Rússia e será capaz de combater as mais avançadas armas, tais como mísseis e equipamentos aéreos.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Voos de caças russos Su-57 em regime máximo de ação surgem em VÍDEO




O Ministério da Defesa da Rússia divulgou as imagens dos voos dos caças russos Su-57 de quinta geração.

De acordo com o ministério, os pilotos da Força Aeroespacial russa dominaram totalmente as aeronaves, aprendendo a operar veículos de combate em todos os modos de voo, incluindo os regimes de limite de altitude, sobrecarga e velocidade.
Na filmagem é possível ver o desenvolvimento por pilotos de pilotagem individual e em grupo, voos em altitudes baixas e extremamente baixas, assim como o uso de armas aéreas. A fase final foi a execução de elementos de combate aéreo próximo.
Su-57 é um caça russo de quinta geração criado para destruir todos os tipos de alvos aéreos, terrestres e superficiais marítimos, tendo realizado seu primeiro voo em 2010.
A combinação de alta manobrabilidade e a capacidade de realizar voos supersônicos, bem como um moderno complexo de equipamentos a bordo e baixa visibilidade, garantem sua superioridade sobre a concorrência.
No fórum técnico-militar EXÉRCITO 2019, foi assinado um contrato para o fornecimento de 76 caças Su-57 para a Força Aérea russa. A aeronave está atualmente sendo testada.

domingo, 15 de março de 2020

Bombardeiros estratégicos russos Tu-160 realizam voos de 15 horas (VÍDEO)



Pelas imagens pode-se observar dois bombardeiros russos Tu-160 durante voos programados de 15 horas, com reabastecimento aéreo.

Os aviões da Força Aeroespacial da Rússia sobrevoaram águas neutras dos mares de Barents, da Noruega e do oceano Atlântico.
Durante os voos, que tiveram uma duração de 15 horas, as tripulações também treinaram os procedimentos de reabastecimento aéreo.
Em algumas etapas da rota, os aviões russos foram escoltados por caças F-16 da Força Aérea norueguesa e aeronaves Eurofighter Typhoon da Força Aérea britânica.
O Ministério da Defesa russo informou que os pilotos da aviação estratégica efetuam regularmente tais voos. Todos eles são realizados de acordo com os regulamentos internacionais de uso do espaço aéreo.

Coronavírus faz American Airlines cancelar todos os voos para o Brasil



Em decorrência do coronavírus, a empresa deve reduzir a demanda internacional em cerca de 75% pelo menos até dia 6 de maio. Será mantido apenas um voo diário de Dallas para Londres, um diário de Miami para Londres e três vezes por semana entre Dallas e Tóquio


A American Airlines decidiu cancelar todos seus voos internacionais de longo curso, mantendo somente algumas poucas rotas. Todos os voos para a Ásia, Austrália, Nova Zelândia, América do Sul e Europa serão cancelados imediatamente. Em decorrência do coronavírus, a empresa deve reduzir a demanda internacional em cerca de 75% pelo menos até dia 6 de maio.
Será mantido apenas um voo diário de Dallas para Londres, um diário de Miami para Londres e três vezes por semana entre Dallas e Tóquio, de acordo com o site Aeroin.net.
Os únicos voos internacionais mantidos serão os operados pelos Boeings 737 e 757 e pelo Airbus A319, A320 e A321. Estas aeronaves continuarão cumprindo voos para destinos selecionados no México, Canadá, Caribe, América Central e países do norte da América do Sul. 

domingo, 1 de março de 2020

Guerra: Rússia diz que não pode mais garantir segurança de voos turcos sobre Idlib



O Centro Russo de Reconciliação Síria afirmou que as forças russas em operação no país não estão mais em condições de garantir a segurança dos aviões turcos em Idlib após o fechamento do espaço aéreo da região pelo governo sírio.

Mais cedo, o governo sírio anunciou que iria tratar qualquer aeronave estrangeira que sobrevoasse o noroeste do país, principalmente a região de Idlib, como um alvo hostil.
"Sob essas circunstâncias, o comando militar russo não pode garantir a segurança dos voos turcos sobre a Síria", destacou o chefe do Centro Russo de Reconciliação, Oleg Zhuravlyov, em declarações à imprensa.
DETALHES A SEGUIR