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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

WSJ: supostos planos de Pequim para construir base militar na África causam temores em Washington

 


Fontes citadas pelo The Wall Street Journal dizem que a instalação permitiria a Pequim rearmar seus navios de guerra em frente à costa leste dos EUA, algo qualificado como ameaça para o país norte-americano.


A China estaria planejando criar uma base militar na Guiné Equatorial, estabelecendo desta maneira sua primeira presença militar permanente no oceano Atlântico, segundo The Wall Street Journal, citando funcionários norte-americanos que tiveram acesso a um relatório confidencial da inteligência dos EUA.
De acordo com o relatório, a futura base poderia se situar em Bata, cidade mais povoada do país africano, que já conta com um porto comercial chinês.
Segundo as fontes, as instalações permitiriam a Pequim rearmar seus navios de guerra perante a costa leste dos EUA, fato que foi qualificado de ameaça para Washington.
Militares da Marinha da França observam tela no centro de comando do porta-helicópteros Tonnerre, durante os exercícios navais Polaris 21, perto de Porto-Vecchio, na ilha mediterrânea de Córsega, França, 26 de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 05.12.2021
OTAN conduz 'um dos maiores exercícios navais de todos os tempos' para combater China e Rússia


Conforme o WSJ, Washington trabalha para tentar convencer o país africano de que seria uma falta de visão se colocar entre os EUA e a China.


Em outubro, o vice-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jonathan Finer, visitou a Guiné Equatorial para tratar de dissuadir o presidente do país, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, e seu filho e vice-presidente, Teodoro Nguema Obiang Mangue, de firmar um acordo deste tipo com Pequim.

"Como parte de nossa diplomacia para abordar os assuntos de segurança marítima, deixamos claro à Guiné Equatorial que certos possíveis passos, que incluam a atividade [da China] lá, causariam preocupações de segurança nacional", afirmou um funcionário da administração Biden.

Segundo um relatório publicado pelo Pentágono em novembro, Pequim, que já possui uma base militar em Djibuti, na costa oriental da África, estaria buscando ampliar sua presença militar a outros países como Camboja, Mianmar, Tailândia, Cingapura, Indonésia, Paquistão, Sri Lanka, Emirados Árabes Unidos, Quênia, Seicheles, Tanzânia, Angola ou Tajiquistão.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

China pondera construir nave espacial de 1 km de comprimento

 


China está estudando a possibilidade de construir uma nave espacial de um quilômetro de comprimento. O projeto faz parte de uma ampla solicitação à apresentação de propostas de pesquisa da Fundação Nacional das Ciências Naturais da China.

A estrutura teria um tamanho dez vezes maior ao da Estação Espacial Internacional (EEI).

Um resumo da pesquisa publicado no site da fundação descreve a nave espacial enorme como um "equipamento aeroespacial estratégico importante para utilização futura dos recursos espaciais, exploração dos mistérios do Universo e uma vida em órbita durante um longo período de tempo". No entanto, ainda está sendo estudada a viabilidade do projeto.

A referida fundação, que é uma entidade de financiamento gerida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia da China, pretende que os cientistas conduzam pesquisas de novos métodos de design leve que possa limitar a quantidade do material de construção que tem de ser colocado em órbita, bem como novas técnicas para montar com segurança essas enormes estruturas no espaço, escreve portal Scientific American.

De acordo com especialistas, a construção da nave poderia enfrentar uma série de problemas técnicos devido a seu enorme tamanho. Estima-se que a China poderia enviar milhares de componentes para serem montados em órbita, o que levaria muito mais tempo do que os 12 anos que foram necessários para construir a EEI.

centro de lançamento de satélites de Jiuquan
Centro de lançamento de satélites de Jiuquan

Se este projeto for financiado, o estudo de viabilidade terá uma duração de cinco anos e um orçamento de 15 milhões de yuans (cerca de R$ 12 milhões).

O projeto pode parecer um filme de ficção científica, mas o ex-tecnólogo-chefe da NASA Mason Peck afirma que a ideia não era completamente bizarra, acrescentando que o desafio era mais de engenharia do que de ciência básica.

"Acho que é perfeitamente viável", disse Peck, que é atualmente professor de engenharia aeroespacial na Universidade Cornell. 

De acordo com ele, o lançamento de objetos e materiais no espaço pode ser muito caro, portanto, o maior desafio são os custos. Para se ter uma ideia, a EEI tem apenas 110 metros de largura em seu ponto mais largo.

Segundo a NASA, construir uma estrutura dez vezes maior vai custar mais do que o orçamento espacial nacional mais generoso, uma vez que a construção da EEI foi de aproximadamente US$ 100 bilhões (R$ 518,9 bilhões).


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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

França e Alemanha assinam contrato para construir caça 100% europeu



França e Alemanha assinaram contrato de € 150 milhões (R$ 709 milhões) para desenvolver protótipo de caça de nova geração, projeto considerado crucial para a independência militar europeia.

Nesta quinta-feira (20), as ministras da Defesa da França, Florence Parly, e da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, assinaram o contrato para a construção de um caça, previsto para operar a partir de 2040.
"Trata-se de um projeto ambicioso entre a França e a Alemanha, ao qual a Espanha aderiu", disse a ministra francesa.
A Espanha deve se unir ao projeto em sua etapa inicial, investindo cerca de € 50 milhões (cerca de R$ 236 milhões) durante 2020.
As empresas Dassault Aviation e Airbus se encarregaram de construir a aeronave, que irá gradualmente substituir os caças franceses Rafale e os alemães Eurofighter.
"[O projeto] permitirá que as nossas nações encarem as ameaças e desafios da segunda metade do século XXI [...] e ilustra a nossa vontade e ambição para uma defesa europeia", acrescentou Parly.

© REUTERS / CHARLES PLATIAU
Ministra da Defesa da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer (à esquerda), da França, Florence Parly (centro) e o Secretário de Defesa da Espanha, Angel Olivares Ramirez, reunidos na cerimônia de assinatura do contrato, em 20 de fevereiro de 2020
O contrato prevê a realização de pesquisa e aquisição de tecnologia para construção do protótipo do caça, do seu motor, dos drones que o acompanharão e de uma nuvem de combate aéreo.
investimento total no protótipo deve totalizar € 4 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões) até 2026. A produção dos caças não deve se iniciar antes de 2040.
A Dassault e a Airbus irão construir o caça, enquanto a Safranand MTU Aero Engines desenvolverá o seu motor. A Airbus e a MBDA irão produzir os drones. A Thales S.A. e a Airbus ficarão encarregadas dos aspectos digitais do projeto.
Executivos da indústria de defesa tem pressionado as autoridades europeias para aumentar os investimentos em projetos conjuntos, a fim de não perder a fatia do mercado global de armamentos, atualmente dominado pelos EUA.