Total de visualizações de página

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

PAULA FERNANDES E NATI SOUZA FAZEM FOTOS BEM SENSUAIS E LEVA PÚBLICO A LOUCURA


 

Paula Fernandes e Nati Souza foraM amasprotagonistas dos dois primeiros Especial de Natal. Agora as belas voltam para completar a nossa felicidade.


O mês de dezembro vai ficar para a história do site de conteúdo adulto, Bella da Semana. As maravilhosas ninfetas estrelaram um ensaio juntas que vai arrasar com o caração de nossos leitores.


Vem conferir o ensaio das gatas juntinhas e deixe a sua imaginação fluir



  •  ...







  • Geneticista fala sobre estudo que identificou nova variante do coronavírus no estado do RJ



    Pesquisadores identificaram uma nova linhagem do vírus SARS-Cov-2 circulando no estado do Rio de Janeiro. Segundo as análises, as mutações foram identificadas em 38 dos 180 genomas sequenciados no estudo.

    O Laboratório de Bioinformática (Labinfo), do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações) identificou cinco mutações no vírus SARS-CoV-2 somente no estado, caracterizando uma possível nova linhagem originária da B.1.1.28 do novo coronavírus.

    ​A coordenadora da pesquisa é a geneticista, bioinformata com doutorado em Genética pela UFRJ e pesquisadora do LNCC, Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos, que explicou à Sputnik Brasil a importância da identificação dessa linhagem do vírus e que repercussão pode ter no atual momento da pandemia no país.

    "Como ele é um vírus que está entrando no hospedeiro recentemente, é muito importante acompanharmos essas taxas de modificações e ver em quais regiões de quais proteínas essas mutações estão acontecendo. O que o SARS-Cov-2 está mostrando com essas mutações é que ainda estamos na fase aguda da pandemia, estamos com uma circulação do vírus muito grande no Brasil, e temos que monitorar e acompanhar pra ver como ele está mudando", disse Ana Tereza.

    De acordo com a pesquisadora, o monitoramento vai continuar acontecendo no estado do Rio e vários outros grupos de pesquisadores estão realizando o mesmo trabalho em outras regiões do país.

    "Estamos trabalhando em rede, há várias integradas. A nossa, por exemplo, do Ministério da Ciência e Tecnologia junto com as das instituições aqui do Rio de Janeiro. Precisamos ter um panorama, uma fotografia de como esse vírus está se dispersando pelo Brasil, e quais são as mutações que estão acontecendo", declarou a cientista.

    Tecnicamente falando, segundo Ana Tereza, a linhagem B.1.1.28 já circulava no Brasil no início do ano. As mutações são cinco, além de uma específica no domínio de ligação ao receptor da proteína da espícula (spike) — a E484K, anteriormente associada ao escape de anticorpos neutralizantes contra SARS-CoV-2, amplamente espalhada nos genomas dessa linhagem.

    A especialista esclareceu que alguns estudos publicados por cientistas internacionais relataram, em experimentos laboratoriais, que os vírus que possuem a mutação E484K podem escapar dos anticorpos produzidos pelo sistema imune em alguns pacientes. Há indícios de que os anticorpos que são produzidos por algumas pessoas infectadas têm dificuldade de agir sobre vírus com essa mutação.

    "A mutação se encontra justamente na spike, responsável por se ligar às células humanas e introduzir o material genético do vírus no hospedeiro. Apesar dos estudos laboratoriais, não temos evidências do comportamento dos vírus com esta mutação do ponto de vista populacional. Muitos testes ainda têm que ser realizados para validar esse experimento" explicou a geneticista.

    Ana Tereza disse que, de acordo com as análises filogenéticas, o surgimento desta nova linhagem ocorreu em julho de 2020 e foi identificada, principalmente, na cidade do Rio de Janeiro. Além da capital, também surgiu em amostras vindas de Niterói (Região Metropolitana), Cabo Frio (Região dos Lagos) e Duque de Caxias (Baixada Fluminense).

    Segundo a cientista não existe indicação de que essa linhagem seja mais transmissível ou que possa interferir na efetividade das vacinas que estão sendo desenvolvidas.

    "As mutações não estão em regiões importantes do vírus que prejudiquem a pesquisa das vacinas. Quando estiver disponível, temos que tomar a vacina porque, com isso, esse vírus vai diminuir e quem sabe chegar a zero algum dia", finalizou.


    © AP PHOTO / INSTITUTO NACIONAL DE ALERGIAS E DOENÇAS INFECCIOSAS DOS EUA, LABORATÓRIOS ROCKY MOUNTAIN
    Vista microscópica do SARS-CoV-2

    O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), tem sua sede em Petrópolis, na Região Serrana do estado. A análise foi conduzida em colaboração com o Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as Secretarias de Saúde de Maricá e do Rio de Janeiro, e o Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels.

    A pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik 


    Brexit: especialistas analisam impactos de novo acordo comercial para Portugal e Reino Unido

     


    O acordo comercial selado entre União Europeia e Reino Unido na quinta-feira (24) marca o início das novas relações que passarão a vigorar com o Brexit a partir de 1º de janeiro de 2021. A pedido da Sputnik Brasil, especialistas analisam os impactos para as duas partes, com destaque para Portugal.

    Tão logo o anúncio foi feito, Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal, divulgou uma nota celebrando o acordo e destacando que o Reino Unido (RU) é o mais antigo aliado português. As boas relações entre os dois países já duram mais de dois séculos, desde que o Reino Unido ficou ao lado de Portugal nas Guerras Napoleônicas, desencadeando, entre outras consequências, a ida de Dom João VI e da família real para o Brasil, em 1808, para fugir das tropas francesas. 

    "O Presidente da República felicita a Comissão Europeia e o Governo Britânico pelo histórico acordo hoje [quinta, 24] concluído para regular as futuras relações entre a União Europeia [UE] e o nosso mais antigo aliado, o Reino Unido", lê-se na nota publicada no site da presidência.

    O chefe de Estado felicitou, ainda, todas as pessoas que contribuíram para este resultado, em particular a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. O primeiro-ministro português, António Costa, seguiu o mesmo protocolo na mensagem publicada em sua conta no Twitter. 

    Economista prevê impactos em intercâmbio científico, pesquisa e inovação​

    O economista brasileiro Eduardo Fortes, que faz doutorado na Universidade de Lisboa, destaca que o que teve início em 2016 com o referendo para determinar o Brexit, culminou, depois de difíceis negociações, no que muitos denominam "Um Acordo Histórico". Segundo Fortes, essa denominação está ligada ao fato de terem chegado a um acordo (mesmo que transitório) em tempo recorde para temas extremamente sensíveis como a presença e a atividade de frotas pesqueiras da UE na costa britânica.

    Ele ressalta que, caso esse acordo não tivesse ocorrido, em um cenário de "hard Brexit", as relações comerciais seriam regidas por normas aduaneiras distintas, com a pauta comum da UE e a pauta do Reino Unido junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). Nessa outra hipótese, seriam observadas regras distintas, com custos adicionais e menos benéficas para o comércio das nações envolvidas, atualmente em torno de €740 bilhões (cerca de R$ 4,7 trilhões).

    "Nesse cenário, as partes teriam autonomia para negociar com países terceiros, porém os efeitos iriam além do comércio de mercadorias, pois serviços e investimentos seriam sensivelmente alterados, com preocupantes desdobramentos sobre os mercados financeiros. Felizmente, parece que o mercado britânico reagiu bem, precificando a libra esterlina positivamente após o anúncio", aponta Eduardo Fortes, em entrevista à Sputnik Brasil.

    Fortes explica que, com o acordo, há uma garantia da prorrogação das relações econômicas, sem radicais quotas ou tarifas aduaneiras. Entretanto, como o Reino Unido passa a ser um país terceiro onde estarão presentes burocracias próprias e controles alfandegários, com elementos jurídicos distintos, surgirão barreiras ao comércio de bens e serviços, bem como à mobilidade, o que provavelmente afetará o intercâmbio científico, a pesquisa e a inovação.

    No que diz respeito ao comércio e às relações com Portugal, o economista diz que as mudanças previstas são consideráveis, já que o Reino Unido é um dos principais consumidores de Portugal, em termos de mercado mundial, oscilando entre o quarto e o quinto lugares na última década.

    De acordo com dados do Gabinete de Estratégias e Estudos do governo português (GEE), desde 2000, a Balança Comercial com o Reino Unido foi sempre favorável a Portugal, exceto nos anos de 2008 e 2010 com saldo negativo, atingindo aproximadamente €1,5 bilhão (R$ 9,5 bilhões) em 2019. Nesse sentido, as importações do Reino Unido, com origem em Portugal entre 2005 e 2010, acompanharam o valor das exportações, porém cresceram de forma estável, atingindo €3,6 bilhões (R$ 22,9 bilhões) em 2019, sendo o grupo "Material de transporte terrestre e partes" o que predominou (19,5% do total). 



    © FOTO / DIVULGAÇÃO/GEE
    Gráficos de evolução anual do valor de importações e exportações portuguesas globais e com destino ao Reino Unido

    Por outro lado, Fortes observa que o Reino Unido manteve as suas exportações para Portugal em torno de €2 bilhões, com destaque para o grupo "Máquinas, aparelhos e partes" (23,1% das exportações).

    "Para termos uma noção da variação anual das importações e exportações de Portugal em relação ao Reino Unido e ao resto do mundo, destaco a importância e a estabilidade do aumento das exportações de Portugal para o Reino Unido a partir de 2015.  Se pensarmos em termos de serviços, o Reino Unido é um dos principais consumidores de Portugal, além de ser um fornecedor determinante para as empresas portuguesas. Por outro lado, Portugal não figura como um dos principais consumidores do Reino Unido, ficando entre o 25º e 30º maior cliente do Reino Unido", ele compara. 

    Segundo Fortes, com o novo acordo pós-Brexit, a livre circulação de serviços não prosseguirá, fazendo com que os prestadores de serviços do Reino Unido, por exemplo, não se beneficiem do princípio do país de origem. Assim, as regras de cada membro terão que ser observadas. Além disso, sem reconhecimento mútuo das qualificações profissionais, ele prevê que empresas de serviços financeiros do Reino Unido poderão perder seus passaportes de serviços financeiros.

    "Além dos aspectos comerciais, com o término da livre circulação de pessoas, a população do Reino Unido não terá a mesma liberdade para trabalhar, estudar, iniciar um empreendimento na UE, o que poderá ter impactos nos investimentos e no turismo em Portugal, bem como em setores de alimentação. Os visitantes do Reino Unido na UE precisarão de um passaporte válido e a necessidade de vistos para períodos superiores a 90 dias", explica o economista.

    Analista vê oportunidade para o Brasil de acordo bilateral com Reino Unido

    O anúncio de Boris Johnson de que o Reino Unido deixará o Erasmus, programa europeu de intercâmbio universitário, para criar o seu próprio, que terá o nome do matemático Alan Turning, também causará impacto na mobilidade estudantil no continente. Atualmente, aproximadamente 150 mil universitários europeus estudam em alguma instituição britânica de ensino superior. A analista de política internacional Ossanda Liber diz à Sptunik Brasil que isso dificultará o acesso de estudantes da UE ao Reino Unido.

    "Com o abandono do Reino Unido do Erasmus, estudar na Inglaterra por exemplo, passará a ser bastante mais caro, uma vez que, com o acordo, terminam as isenções das quais  se beneficiavam os estudantes europeus", explica Ossanda. 


    © FOTO / DIVULGAÇÃO
    Ossanda Liber, analista de política internacional

    Ela frisa que o "Brexit Deal" ainda depende da ratificação do Parlamento britânico, o que deve acontecer na próxima quarta-feira (30), e dos 27 países integrantes da UE. Ainda assim, não deve haver obstáculos para a confirmação do acordo, que, segundo Ossanda, representa uma "tremenda vitória" comercial para a equipe de Boris Johnson.

    "Na minha ótica, este acordo é claramente mais benéfico para o Reino Unido, que vai poder, a partir da próxima semana, decidir a sua política migratória, comercial e geopolítica sem o controle de Bruxelas. O acesso às águas britânicas por parte dos frotas europeias mantém-se por mais 5 anos, tendo a Europa perdido 25% da capacidade de captura. No entanto, para que as empresas britânicas tenham acesso ao grande mercado europeu, estas devem alinhar-se com as regras impostas às empresas europeias em termos fiscais, ambientais e de direito do trabalho, entre outros", ela pondera. 

    Ossanda acrescenta que, apesar de estar fora do bloco, o Reino Unido vai continuar a se beneficiar do mercado europeu ao mesmo tempo em que tentará estabelecer acordos mais vantajosos com o mercado internacional, abrindo um leque de oportunidades para os países com condições de exportação competitivas e capacidade de resposta demonstrada. Ela inclui o Brasil neste grupo. 

    "O Brasil, terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo, tem aqui uma oportunidade de conquistar o mercado britânico por meio de acordos bilaterais, agora sem os bloqueios da UE", pontua a analista política. 

    Em relação aos impactos para Portugal, ela destaca que o turismo continuará a ser vitrine para o país. Mesmo com as mudanças do novo acordo, Ossanda frisa que os detentores de títulos de residência nos dois países vão mantê-los independentemente da entrada em vigor do acordo. 

    "Quanto a Portugal, parceiro histórico do Reino Unido que tem se mostrado bastante habilidoso em contornar as imposições europeias, vai certamente otimizar seu posicionamento como destino de turismo favorito dos britânicos", acredita Ossanda. 

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou que "o acordo é também uma boa notícia para os portugueses residentes no Reino Unido e para os britânicos residentes em Portugal. Eles sabem que vivem e trabalham em países amigos", escreveu no Twitter. Em outra publicação na rede social, o ministro destacou a importância dos britânicos para o turismo português. 

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik