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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Pesquisa indica que núcleo interno de ferro da Terra está crescendo de forma desequilibrada

 


Quando as ondas sísmicas percorrem o corpo de nosso planeta, elas parecem se deslocar 3% mais rápido quando se movem verticalmente, de polo a polo, do que horizontalmente, de leste a oeste.

De acordo com novos modelos, isso pode estar acontecendo porque o núcleo sólido da Terra está crescendo mais rápido de um lado, embaixo do mar de Banda, que faz parte das águas territoriais da Indonésia, e mais devagar do outro lado, embaixo do Brasil.

No passado, houve um tempo quando nosso planeta não tinha núcleo sólido. O interior mais profundo da Terra provavelmente continha uma massa de material derretido por bilhões de anos antes de o ferro líquido no centro começar a esfriar e solidificar, escreve portal Science Alert.

Isto significa que o centro da Terra poderia ser um aglomerado de ferro cristalizado gigante e crescente e, quando esses cristais se alinham de uma certa forma, isso provavelmente permite que as ondas sísmicas se movam mais rápido em algumas direções.

Acionando os modelos de como esse alinhamento específico poderia ter acontecido, os pesquisadores se depararam com uma explicação inesperada – o núcleo interno da Terra está crescendo de forma desequilibrada.

"O modelo mais simples parecia um pouco incomum – que o núcleo interno é assimétrico", afirma o sismólogo global Daniel Frost da Universidade da Califórnia em Berkeley.

"O lado oeste parece diferente do lado leste ao longo de todo o percurso até o centro, não apenas no topo do núcleo interno, como alguns têm sugerido. A única maneira como podemos explicar isso é porque um lado está crescendo mais rápido que o outro", disse.

O manto de Terra
© FLICKR.COM / SHEA HUENING
O manto de Terra

Uma vez que é impossível fazer perfuração até o núcleo interno da Terra para determinar o que está realmente acontecendo, trata-se de uma área de pesquisa prolífica para o debate.

Usando vários modelos computacionais que representam a geodinâmica da Terra e a física dos minerais de ferro sob alta pressão e temperatura, pesquisadores tentaram descobrir por que o núcleo interno de nosso planeta está alinhado de uma maneira tão específica.

A explicação mais simples é que o núcleo de cristal de nosso planeta está crescendo mais rápido na região do equador e no lado leste especificamente.

"Isso corresponde a uma taxa de crescimento que é 40% menor nos polos e 130% maior no equador em comparação com a média global", concluem os autores do estudo.

Esta taxa de crescimento assimétrica sugere que algumas partes do núcleo interno da Terra são mais quentes, enquanto outras são mais frias, permitindo que os cristais de ferro se formem mais rápido.

Por fim, os pesquisadores explicam que é este movimento que através da gravidade alinha a estrutura cristalina do núcleo interno da Terra ao longo do eixo de rotação de nosso planeta.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Novo sistema antimíssil da Rússia cria 'cúpula de ferro' sobre todo o país

 


O Distrito Militar Central russo recebeu o sistema de defesa antiaérea Fundament-M, que permite interconectar os mais recentes sistemas de mísseis e de radar em tempo real por todo o país.

O maior distrito militar da Rússia, o Distrito Militar Central, colocou em serviço de combate o Fundament-M, um novo sistema de comando e controle de defesa aérea que combina os sistemas de defesa antiaérea S-400 e Pantsir, bem como equipamentos de radar, em um único circuito, escreveu no domingo (14) o jornal Izvestia.

O novo sistema, do qual o Ministério da Defesa da Rússia informou que o Distrito Militar Central receberia cinco unidades, foi projetado para interconectar os mais recentes sistemas de mísseis e sistemas de radar.

"As bases para este sistema foram lançadas há 30 anos. Agora apenas está sendo concluída sua implementação utilizando tecnologias que estão disponíveis hoje. O sistema único de controle está sendo criado na vertical, começando com o Estado-Maior e o comando geral da Força Aeroespacial", disse Aleksandr Gorkov, ex-chefe da força de mísseis da Força Aérea.

Até agora a Rússia tinha sistemas de defesa aérea automatizados apenas nas direções oeste, noroeste e leste. Devido à Rússia central não ser prioritária, ela não tinha esses sistemas a nível de divisões e exércitos de defesa aérea, por isso a defesa antiaérea estava limitada a nível de regimentos.

Agora chegou a vez desses sistemas protegerem as regiões centrais, explicou Gorkov.

As estações móveis do sistema antiaéreo, montadas sobre chassis de caminhão, coletam e processam informações dos radares e as transmitem para os quartéis-generais e postos de comando da defesa antiaérea.

Ao contrário dos sistemas anteriores, o Fundament-M é universal e pode ser conectado simultaneamente com vários radares de diferentes tipos e propósitos, podendo também ser utilizado para o controle de tráfego aéreo de aeronaves civis.

As informações dentro do Fundament-M são enviadas através de canais de comunicação restritos ao centro de controle da Força Aeroespacial da Rússia, permitindo o monitoramento em tempo real da situação aérea em todo o país em tempos de paz e de guerra.

A região protegida pelo novo sistema inclui todos os Urais e a região do rio Volga, na parte europeia da Rússia. Sua área de cobertura também abarca a maior base da aviação estratégica da Rússia, que contém todos os bombardeiros Tu-160, além de Tu-95MS e Tu-22M3.

domingo, 15 de março de 2020

Astrofísica: Cientistas descobrem megaexoplaneta onde 'chove ferro'



Uma equipe de cientistas descobriu a 640 anos-luz de distância da Terra um exoplaneta que tem a superfície tão extrema a ponto de criar, ciclicamente, chuvas de ferro líquido.

"O exoplaneta gigante ultraquente tem um lado diurno onde excede os 2.400 graus Celsius, uma temperatura suficientemente alta para vaporizar metais; ventos fortes levam o vapor de ferro para o lado mais frio da noite, onde se condensa em gotículas de ferro", informou o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) em um comunicado.
Trata-se do exoplaneta conhecido como WASP-76b, localizado na constelação de Peixes, cujo estudo foi publicado na revista Nature.
Segundo os cientistas, esse exoplaneta possui rotação sincronizada, ou seja, uma face dele está sempre virada para a estrela que orbita, enquanto o outro lado se mantém em uma noite eterna.

Planeta ultraquente

"No seu lado diurno recebe milhares de vezes mais radiação da sua estrela-mãe do que a Terra recebe do Sol; é tão quente que as moléculas se separam em átomos e metais como o ferro evaporam para a atmosfera; a diferença extrema de temperatura entre o lado diurno e o lado noturno resulta em ventos fortes que transportam o vapor de ferro do lado diurno ultraquente para o lado noturno mais frio, onde a temperatura cai para cerca de 1.500 graus Celsius", diz o texto.
Com a ajuda da ferramenta chamada ESPRESSO, instalada no telescópio, os astrônomos também identificaram pela primeira vez variações químicas em um planeta gasoso ultraquente.

Exoplaneta (imagem referencial)
Este instrumento foi construído para procurar planetas semelhantes à Terra em torno de estrelas semelhantes ao Sol, mas permitiu também estudar as atmosferas dos exoplanetas.
WASP-76b é quase o dobro do tamanho de Júpiter e é um dos exoplanetas mais extremos em termos de clima e química dos planetas descobertos além do Sistema Solar.