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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Homem que colocou seis para estuprar sua ex-companheira é preso

Ilustração

Homem que comandou sessão de tortura e estupro coletivo contra ex-companheira é preso


Brasil – Um homem foi preso nesta quarta-feira (20), em Itapororoca, Agreste da Paraíba, suspeito de comandar uma sessão de tortura e estupro coletivo conta a ex-companheira. O crime ocorreu no dia 2 de maio.

Segundo um site de notícias do Globo, a Polícia Civil disse que os crimes aconteceram no distrito de Jacumã, no município do Conde, Litoral Sul do estado, sob comando do suspeito, no último dia 2 de maio.

Após o crime, a vítima foi levada para a Maternidade Cândida Vargas, em João Pessoa, onde ficou seis dias internada, segundo a Polícia Civil.
Em relato para a Delegacia de Atendimento à Mulher da zona sul da capital paraibana, contou que residia em Itapororoca com o suspeito e foi trazida por ele para uma festa em Jacumã, onde foi agredida fisicamente pelo homem e estuprada por ele e outros seis homens desconhecidos.

De acordo com a polícia, a vítima foi submetida a exames sexólogos, que não comprovaram a violência sexual, porém o caso segue sendo investigado em virtude da possibilidade da mulher ter sofrido atos libidinosos classificados pela atual legislação como estupro, mesmo sem ter ocorrido conjunção carnal.

O homem foi preso na tarde desta quarta-feira (20) após uma operação conjunta da Delegacia do Conde e guardas municipais de Itapororoca, município onde o suspeito mora.

Ainda de acordo com informações da Polícia Civil, suspeito é ex-presidiário e tem envolvimento com tráfico de drogas e assaltos. Ele foi levado a Delegacia do Conde, onde negou as denúncias e disse que a vítima se machucou após sofrer um acidente de carro.

Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, as investigações continuam para identificar possíveis coautores do crime.

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sexta-feira, 13 de março de 2020

Hospitais psiquiátricos brasileiros promovem tortura, alerta relatório



PUBLICADO NA REDE BRASIL ATUAL
“Barbárie.” Esta foi a definição de especialistas em direitos humanos e saúde mental após apresentação da segunda edição revisada do documento Hospitais Psiquiátricos no Brasil – Relatório de Inspeção Nacional 2020 ao Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, órgão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, braço operador do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT).
O levantamento, disponível no site do MNPCT, denuncia a falta de estrutura, relatos de violência sexual contra mulheres, além de cárcere privado, isolamento, e contenção forçada em 40 Hospitais Psiquiátricos, localizados em 17 estados nas cinco regiões do país. Em uma unidade em São Paulo, por exemplo, entre os internados foram encontradas uma idosa de 106 anos e uma criança de 10.
“Essas instituições, muitas delas, propõe a substituição da vida pela segregação e isso tem uma série de impactos na vida dessas pessoas, primeiro porque elas perdem a oportunidade de serem tratadas a partir de uma perspectiva comunitário, de fortalecimento de laços e de inserção social dentro dessas instituições”, aponta o perito do MNPCT Lucio Costa, em entrevista ao repórter André Gianocari, do Seu Jornal, da TVT.
Entre as instituições denunciadas, 75% são particulares, porém sustentadas por verbas do Sistema Único de Saúde (SUS). O que para Frei David Santos, da ONG Educafro, evidencia um negócio lucrativo em cima do sofrimento humano. A Educafro é das organizações que apoiam o trabalho do Mecanismo de Combate e Prevenção à Tortura que defende a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para que a Política Nacional de Saúde Mental seja investigada.
O órgão também exige uma reunião com o atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e um maior comprometimento do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Nesta terça-feira (10), no entanto, a ministra da pasta responsável pelo órgão atuou para invisibilizar o trabalho do MNPCT durante reunião do Comitê, segundo ativistas. “Estamos transformando a sociedade em uma sociedade mais cruel. E um governo transitório precisa garantir o que nós queremos, e nós queremos uma sociedade mais honesta, equilibrada e que trate bem os mais sofridos”, destaca Frei David.