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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Lula prometeu picanha e entregou?

 


A comunicação é nova, mas obviamente os problemas são os mesmos. Na última quinta-feira, 6, Lula deu uma entrevista a uma rádio da Bahia e proferiu as seguintes palavras: “Uma das coisas mais importantes para que a gente possa controlar o preço é o próprio povo. Se você vai ao supermercado em Salvador e você desconfia que tal produto está caro, você não compra.’


quarta-feira, 25 de agosto de 2021

'Aeroporto de Cabul é a ponta do iceberg', ex-vice-presidente explica causas da queda do governo

 


Amrullah Saleh, autoproclamado presidente interino do Afeganistão, afirmou em entrevista ao canal News 18 que a pressão de Washington sobre Cabul e a falta de informações atualizadas contribuíram para o colapso do governo de Ashraf Ghani.

"É bastante claro que os talibãs nunca estiveram sob pressão; eles estavam usando o Paquistão como base de apoio. Não estavam usando um refúgio, mas todo o Paquistão ao seu serviço", disse Saleh, ex-vice-presidente afegão.

Ele acrescentou que as tentativas dos EUA de "comprar" a cooperação paquistanesa não deram resultados, uma vez que, quanto mais pagavam, mais isso encorajava os paquistaneses a fornecerem mais serviços e ajuda aos talibãs. Desta forma, disse "a questão de um país nuclear patrocinar o terrorismo e insurgência contra aliados ocidentais no Afeganistão nunca foi abordada".

Saleh observou também que as conversações entre as partes afegãs em Doha, no Catar, de fato, "legitimaram os talibãs, que não permaneceram fiéis à sua palavra".

Segundo ex-vice-presidente afegão, uma razão do colapso do governo foi a pressão que era exercida pelos EUA sobre Cabul nos últimos dois anos.

Bandeiras do Paquistão e do Talibã na fronteira entre Paquistão e Afeganistão, 15 de agosto de 2021
© REUTERS / ABDUL KHALIQ ACHAKZAI
Bandeiras do Paquistão e do Talibã na fronteira entre Paquistão e Afeganistão, 15 de agosto de 2021

"A república tem estado sob enorme pressão de nossos aliados americanos nos últimos dois anos. Eles nos chantagearam e diziam: ou vocês libertam os prisioneiros ou reduziremos sua ajuda, incluindo a ajuda militar. Nós perguntávamos: vocês têm a certeza de que essas pessoas não acabarão na linha de frente? A resposta deles foi não, mas todos eles acabaram na linha de frente. Portanto, não se tratava de libertar prisioneiros, mas de dar ao Talibã uma unidade de combatentes altamente radicalizados", afirmou Saleh.

"O resultado final é que a OTAN se foi embora, o exército dos EUA se foi embora, mas o povo afegão ficou, eles não puderam ser evacuados. O aeroporto de Cabul é a ponta do iceberg. O país sucumbiu à tragédia e os grupos terroristas tomaram conta do Afeganistão",

O ex-vice-presidente afegão Amrullah Saleh se proclamou, em 17 de agosto, presidente interino do Afeganistão, e se juntou à Frente Nacional de Resistência, um grupo anti-Talibã baseado na província de Panjshir.

Helicóptero transportando secretário do governo de Veracruz cai em Hidalgo, no México (VÍDEO, FOTOS)

 


Nesta quarta-feira (25), um helicóptero transportando pelo menos 20 pessoas caiu em Sierra de la Huasteca Baja, no estado mexicano de Hidalgo, enquanto tentava aterrissar. A bordo do helicóptero se encontrava Éric Cisneros, secretário do governo do estado de Veracruz.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o helicóptero Mil Mi-17​, propriedade da Secretaria da Marinha do México, tentando pousar antes de perder o controle perto de um campo. Na tentativa de aterrissagem, partes da hélice da aeronave foram esmagadas pelo impacto no solo, atirando peças em todas as direções.

Momento em que um helicóptero da Marinha caiu nas proximidades da sede do município de Agua Blanca de Iturbide, em Hidalgo.

A bordo estava o secretário do governo de Veracruz, Éric Cisneros, que ficou ferido com outras 19 pessoas, uma delas em estado grave.

Porém, mais tarde, Cisneros postou em sua conta de Twitter que ele estava bem e que não houve "nenhuma perda humana".

Assim foi resgatado Éric Cisneros, secretário do governo de Veracruz, após o acidente do helicóptero da Secretaria da Marinha do México, ocorrido às 12h00 (14h00 no horário de Brasília) na região montanhosa do estado.

De acordo com La Jornada, os passageiros feridos no acidente foram levados para o Hospital Regional de Metepec, em Hidalgo. Contudo, o número de feridos não foi revelado.


 

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Governo do México contratou software Pegasus para espionagem por US$ 32 mi entre 2012 e 2018

 


Segundo o diretor da Unidade de Inteligência Financeira do México, o governo fez uso do software de espionagem pagando quantia milionária para obtê-lo. O caso será entregue à Procuradoria-Geral da República.

O governo mexicano, durante a gestão do ex-presidente Peña Nieto, de 2012 a 2018, contratou no mesmo período o Tech Bull Group para adquirir tecnologia de espionagem, que inclui um contrato do software Pegasus por US$ 32 milhões (R$ 167 milhões), que foram transferidos para o NSO Group, empresa israelense responsável pelo desenvolvimento do software.

As informações foram confirmadas em uma coletiva de imprensa hoje (21) efetuada pelo diretor da Unidade de Inteligência Financeira do México, Santiago Nieto.

"O Tech Bull Group contratou, durante 2014, com a Procuradoria-Geral da República [...] o software Pegasus, um malware para fins de espionagem telefônica em um contrato de R$ 32 milhões, desenvolvido pela empresa israelense NSO Group, para a qual os recursos acabaram sendo repassados" ​​disse Nieto.

​As informações sobre os contratos relativos ao caso Pegasus, que se encontram nos arquivos do governo federal, serão entregues à Procuradoria-Geral da República (FGR, na sigla em espanhol), de acordo com o diretor.

Nieto também revelou informações sobre outras compras de equipamentos e tecnologia às empresas Aeronautic Ltd, Aerocentinel Ltd entre outras firmas que receberam recursos do Tech Bull Group, o qual também enviou dinheiro "para outras companhias em Israel e na Itália, onde essas empresas estão sediadas".

Ontem (20), o presidente do México, López Obrador, disse ser "vergonhoso" que tenha sido espionado pelo governo anterior (de Peña Neto), conforme noticiado.

Segundo Obrador, "os governos anteriores possuíam equipamentos sofisticados para ouvir todos os telefonemas, não só da pessoa que era alvo, mas de todos ao seu redor, é claro que me espiaram por um ou dois anos, muitos mais [...]".

No domingo (18), veio à tona uma investigação aprofundada realizada por 17 grandes organizações de notícias internacionais afirmando que a firma cibernética israelense, NSO Group, vendeu malware de celular usado para atingir jornalistas, ativistas e políticos em mais de 50 países.

O malware é capaz de espionar o celular, monitorando remotamente as comunicações de SMS, voz e vídeo, e coletando informações de localização GPS.

sábado, 26 de junho de 2021

Seria 'muito sério' se governo britânico fosse responsável por incidente no mar Negro, diz Rússia

 


Andrei Kelin, embaixador russo no Reino Unido, criticou a "provocação militar" do destróier britânico HMS Defender no mar Negro, que entrou nas águas territoriais da Crimeia, pertencente à Rússia.

O incidente de quarta-feira (23) no mar Negro envolvendo as forças militares e de patrulha fronteiriça russas e o navio de guerra HMS Defender poderia ter provocado combates reais, e Moscou considera as informações de que Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, aprovou pessoalmente o percurso ilegal do navio, um assunto "muito sério", disse Andrei Kelin, embaixador da Rússia no Reino Unido.

"O pesadelo de toda esta situação é que [as autoridades britânicas] estão tentando reforçar sua posição política com uma provocação militar, o que realmente […] poderia nos levar a um grave incidente militar, que o chefe do Estado-maior do Reino Unido admitiu ontem [25] à noite", disse no sábado (26) Kelin, falando ao canal YouTube russo Solovyov Live, em referência aos comentários recentes do general Nick Carter.

Citado na sexta-feira (25) pelo jornal The Telegraph, Carter falou sobre o incidente do mar Negro, afirmando que o perigo de um "guerra em larga escala" resultante "de uma escalada injustificada" era algo que o mantinha "acordado na cama à noite".

Segundo Kelin, se as decisões de levar o HMS Defender a atravessar as águas territoriais da Crimeia, controladas pela Federação da Rússia, "tivessem acontecido como nos jornais […] é algo muito sério".

Em sua reportagem, o The Telegraph indicou que a ideia de levar o destróier do Reino Unido dentro das águas territoriais russas foi dada por Ben Wallace, secretário de Defesa, e aprovada pessoalmente pelo premiê Johnson na segunda-feira (21). Além disso, Dominic Raab, secretário de Relações Exteriores, teria se oposto à ideia, advertindo que Moscou poderia de alguma forma "tentar tirar proveito" da situação.

Kelin diz não saber o mecanismo exato de tomada de decisões por Londres, e sugeriu não confiar necessariamente nos relatos dados na mídia britânica.

O embaixador russo não crê que a situação atual seja pior que na Guerra Fria, mas descreveu o atual estado das relações entre a Rússia e o Reino Unido como um "ponto zero" do qual agora será necessário se recuperar.

Andrei Kelin revelou que se reuniria com funcionários britânicos responsáveis por assuntos externos e de segurança, e que esperava obter informações sobre o que realmente aconteceu na quarta-feira (23).

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Governo norte-americano ameaça banir aviões israelenses que pousem nos EUA

 


Em meio à situação diplomática delicada pela falta de comunicação entre os líderes dos dois países, os EUA ameaçam banir pouso de aviões israelenses no país.

Após Israel definir na quarta-feira (11) que apenas aviões da empresa aérea israelense El Al poderiam voar dos Estados Unidos para Israel em voos de emergência, o governo dos EUA declarou que se outras companhias norte-americanas não tiverem permissão para fazerem o mesmo, os aviões israelenses não terão permissão para pousar no país, segundo reportou o The Jerusalem Post.

As companhias aéreas norte-americanas como a Delta e a United, junto a todas as outras que não sejam a El Al, não foram autorizadas a operar voos entre os dois países.

A administração Biden acusou Jerusalém de violar a liberdade do ar e criar uma crise após o fechamento da fronteira israelense devido à pandemia do coronavírus. O governo então exigiu que os aviões de companhias aéreas norte-americanas também pudessem pousar Israel, segundo a mídia.

O Departamento de Transportes dos EUA denunciou ao Ministério das Relações Exteriores e ao Ministério dos Transportes de Israel a situação, ressaltando que a mesma viola o acordo de aviação entre os países, que visa garantir tratamento igual às companhias aéreas israelenses e norte-americanas.

Israel e Estados Unidos se encontram em uma situação diplomática um pouco delicada, já que desde de sua posse, em 20 de janeiro, Joe Biden, ainda não fez contato com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Várias especulações têm surgido nos últimos dias sobre a posição aparentemente mais fria da nova administração em relação ao premiê.

Contudo, a Casa Branca declarou que não está "desprezando" esse contato e que Biden "deseja falar com o primeiro-ministro Netanyahu. Posso assegurar que isso acontecerá em breve, mas não tenho uma data ou horário específicos", de acordo com Jen Psaki, secretária de imprensa da Casa Branca.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Entidades médicas repudiam ‘tratamento precoce’ para Covid, a fake news do governo que não combate o vírus


A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (ABM) emitiram nota conjunta nesta terça-feira, 19, para rechaçar a existência de um “tratamento precoce” contra o coronavírus

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (ABM) emitiram nota conjunta nesta terça-feira, 19, para rechaçar a existência de um “tratamento precoce” contra o coconravírus. A reportagem é do jornal Estado de S.Paulo. 

No texto, as entidades também afirmam que “a desinformação dos negacionistas” piora a “devastadora situação da pandemia em nosso País”.

“As melhores evidências científicas demonstram que nenhuma medicação tem eficácia na prevenção ou no ‘tratamento precoce’ para a covid-19 até o presente momento”, diz a nota. O texto também afirma que o posicionamento é seguido pelas principais sociedades médicas e organismos nacionais e internacionais de saúde pública, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

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Pessoas morrem asfixiadas e o governo oferece remédio para verme e malária, lamenta infectologista

 


Em entrevista à Sputnik Brasil, o infectologista e especialista em saúde pública Gerson Salvador avalia o risco de falta generalizada de oxigênio pelos hospitais do Brasil e fala sobre o tratamento precoce contra a COVID-19: "É um engodo".

Após o colapso da rede de saúde de Manaus, o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, alertou os outros estados do Brasil sobre o risco da falta de oxigênio generalizada pelo país. Nesta terça-feira (19), outros dois municípios registraram mortes em decorrência da falta de oxigênio: foram sete mortos em Coari, no Amazonas, e seis óbitos em Faro, no Pará.

Segundo Gerson Salvador, infectologista e especialista em saúde pública, há duas possíveis causas para a crise de falta de oxigênio na rede de hospitais pelo Brasil: a incompetência no provisionamento de insumos diante de uma pandemia e a economia em gastos essenciais para a vida dos cidadãos brasileiros – como o oxigênio em hospitais.

"A gente tem um governo federal que, num local onde as pessoas estão morrendo asfixiadas com falta de oxigênio, oferece ivermectina, que é remedio pra verme, e cloroquina, que é remedio para malária. [...] E vivemos um colapso de financiamento do SUS [Sistema Único de Saúde], que ficou agravado pelo teto de gastos aprovado no governo Temer, e é uma crise que só tem piorado", avalia Salvador.


© FOLHAPRESS / AGIF/FOLHAPRESS
Paciente com COVID-19 chega a Teresina (PI), após ser transferida de Manaus (AM), cidade que enfrenta colapso no sistema de saúde

O estado do Amazonas sabia, desde novembro, que a quantidade de oxigênio hospitalar disponível seria insuficiente para atender a alta demanda provocada pela pandemia de COVID-19. A informação consta de um projeto básico, elaborado pela secretaria de Saúde do estado, para a última compra do insumo, realizada no fim do ano passado. A White Martins, fornecedora de oxigênio, informou que, se o contrato tivesse previsto um pedido maior na oportunidade, a empresa teria conseguido atendê-lo.

Além disso, o governo federal também sabia, pelo menos desde o início de janeiro, quando o ministro da Saúde Eduardo Pazuello esteve em Manaus, sobre a situação crítica da rede hospitalar no Amazonas.

Portanto, o que faltou, segundo Salvador, foi um planejamento adequado.

"Claramente o governo não observou o crescimento de casos desde o final do ano de 2020, a partir de novembro, dezembro, que já mostrava que ia testar a capacidade assistencial. Não houve o provisionamento adequado", afirma o especialista.

Salvador lembra que esta não é a primeira vez que faltaram insumos para os hospitais públicos durante a pandemia de COVID-19. Houve, por exemplo, a falta de anestésicos e outros medicamentos para o procedimento de intubação. No Rio de Janeiro, pacientes morreram em decorrência da falta destes insumos.

Atualmente, além do aumento de casos de COVID-19, o especialista destaca que o oxigênio tem sido utilizado por vários outros pacientes, que sofrem com pneumonia, asma e insuficiência cardíaca, por exemplo. "As crianças prematuras, procedimentos cirúrgicos, procedimentos de emergência de infarto, cirurgias de trauma e inúmeros outros casos também exigem o oxigênio", diz o médico. Diante da situação, o infectologista faz um alerta para todos os estados.

"Frente a este crescimento de demanda, é importante que os estados atentem para isto e se organizem para prover insumos no geral, inclusive oxigênio", diz Salvador.


© REUTERS / BRUNO KELLY
Agente da Saúde se emociona durante colapso no sistema de saúde do estado do Amazonas, no hospital Getúlio Vargas, Manaus, 14 de janeiro de 2021

'O tratamento precoce é um engodo', afirma especialista

Apesar de diversas pesquisas que comprovam que as drogas ivermectina e cloroquina não têm qualquer eficácia contra a COVID-19, diversos médicos em todo o Brasil seguem receitando as medicações. Afinal, elas têm alguma chance de eficácia? Salvador garante que não.

"O tratamento precoce é um engodo. Diversos estudos demonstram que estas drogas não são eficazes contra a COVID-19. Lamentavelmente, o Conselho Federal de Medicina se omite, deixando para o médico escolher como tratar os pacientes", diz o infectologista.

Segundo ele, outras entidades, como a Sociedade Brasileira de Infectologia, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e a Associação Médica Brasileira publicaram comunicados contra o tratamento precoce com estes medicamentos.

"Os médicos que estão prescrevendo estes remédios ou estão desinformados ou têm interesse político em apoiar as medidas do governo", avalia Salvador.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik