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domingo, 23 de junho de 2024

Navio naufragado de 3.300 anos com carga intacta é descoberto perto de Israel (VÍDEO)

 


Uma embarcação de prospecção de gás natural que operava a cerca de 90 km da costa de Israel se deparou com um navio repleto de centenas de ânforas que data dos séculos XIV-XIII a.C., ou seja, têm 3.300-3.400 anos.

De acordo com a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, na sigla em inglês), trata-se de um dos mais antigos exemplos conhecidos de uma embarcação navegando longe de terra.
A descoberta de um navio do final da Idade do Bronze tão longe no mar indica que as aptidões de navegação dos marinheiros antigos eram mais avançadas do que se pensava, porque podiam viajar sem uma linha de visão da terra, diz IAA.

A grande profundidade em que o navio foi encontrado, de 1.800 metros, significa que ele permaneceu intocado por ondas, correntes ou pescadores ao longo de vários milênios, oferecendo maior potencial de pesquisa, relata a autoridade.

"A descoberta deste barco agora muda toda a nossa compreensão das aptidões dos antigos marinheiros. É o primeiro a ser encontrado a uma distância tão grande, sem linha de visão para qualquer massa terrestre", disse Jacob Sharvit, chefe da unidade marinha da IAA, acrescentando que duas embarcações similares da mesma época foram descobertas anteriormente, mas mais perto da costa.

O navio carregava centenas de ânforas intactas, que eram provavelmente utilizadas para transportar azeite, vinho ou fruta, escreve AP News.

sábado, 7 de maio de 2022

Força Aérea dos EUA destrói navio de guerra usando bomba inteligente 'Quicksink' (VÍDEO)

 


A Força Aérea dos EUA divulgou imagens de seu segundo teste com o Quicksink, tecnologia para neutralizar ameaças marítimas e de baixo custo.

De acordo com um comunicado, um F-15E Strike Eagle bombardeou um navio desconhecido usando uma Munição de Ataque Direto Conjunto (JDAM, na sigla em inglês) GBU-31 modificada.
Imagens divulgadas do teste mostram um navio de carga sendo atingido pela bomba antes de ser envolto em uma enorme nuvem de água.
Dentro de 30 segundos, a embarcação é engolida pelas ondas e enviada para as profundezas.
A tecnologia não é realmente nova, explica a publicação. O artefato é simplesmente uma JDAM, kit que atualiza bombas simples para que se tornem bombas inteligentes guiadas.
Quando aplicada a uma bomba maciça como a usada nesse teste mais recente, a Quicksink é capaz de descarregar muito mais poder explosivo sobre um navio inimigo do que outras armas.
O problema é que as JDAMs são projetadas para atacar alvos estacionários terrestres, dispondo de pouco poder contra navios que se movem a velocidades consideradas médias.
A principal vantagem do Quicksink, segundo publicação do portal The War Zone, é que ele pode ser produzido pela Força Aérea dos EUA de forma barata e rápida e em série.
Novo treinador T-7A Red Hawk da Força Aérea dos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 01.05.2022
Nova aeronave de treinamento da Força Aérea dos EUA é revelada pela Boeing (FOTO, VÍDEO)
Torpedos, como o pesado MK-48, ainda são o principal recurso usado para afundar navios inimigos, mas são caros e pesados.
Novos métodos explorados com o Quicksink podem ser capazes de alcançar o mesmo tipo de letalidade antinavio com armas lançadas do ar, incluindo JDAMs da classe de 2.000 libras modificadas.
O Quicksink arrisca aeronaves de custo relativamente baixo, na comparação com o perigo de perder um submarino por retaliação inimiga após um ataque de torpedo. A arma, em última análise, dá às forças dos EUA mais opções em combate.
Um único caça F-15EX custa US$ 87,7 milhões (R$ 434,9 milhões), enquanto um submarino americano pode custar até US$ 2,8 bilhões (R$ 13,8 bilhões), de acordo com a Aero Corner.
Os navios de guerra também geralmente não possuem blindagem por baixo, com uma minoria dispondo de capacidade antiaérea.
Nesta foto fornecida pelo Ministério da Defesa Nacional da Lituânia. Caça F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA pousa na base aérea de Siauliai, a cerca de 230 km a leste da capital Vilnius, Lituânia, 24 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 29.03.2022
Panorama internacional
Força Aérea dos EUA planeja 'aposentar' mais de 30 caças F-22 Raptor


terça-feira, 23 de novembro de 2021

China acusa EUA de 'brincarem com fogo' após passagem de navio de guerra pelo estreito de Taiwan

 


Pequim condenou a ação da Marinha dos EUA, afirmando que tal ação não faz mais que "interromper e minar a paz regional e estabilidade"

Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, reagiu em briefing diário à passagem de um navio de guerra dos EUA pelo estreito de Taiwan, sublinhando não ser a primeira vez que a Marinha dos EUA mostra seu poder na área alegando "liberdade de navegação" para justificar "provocações".

"Os EUA devem corrigir seus erros imediatamente, deixar de realizar provocações e brincar com fogo, [...] devem desempenhar um papel construtivo para garantir a paz na região e sua estabilidade", disse o diplomata.

Em vez de defender "um Indo-Pacífico livre e aberto", como indicou o comunicado oficial da 7ª Frota das Forças Armadas dos EUA sobre o evento, Washington realizou "uma tentativa deliberada de perturbar e minar a paz regional e estabilidade", acrescentou Zhao.

O USS Milius, um navio de guerra norte-americano, atravessou na terça-feira (23) o estreito de Taiwan, passagem descrita como "rotineira" e "de acordo com a lei internacional" pela Marinha dos EUA.
Navio de guerra USS Milius (DDG69) (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 23.11.2021
Navio de guerra USS Milius (DDG69) (imagem de arquivo)
A área costeira da China e o mar do Sul da China têm sido territórios de periódicas tensões entre Pequim e Washington, com frequentes passagens de navios e exercícios navais conduzidos pelos EUA e seus aliados na região.
A China, por sua vez, tem respondido com seus próprios exercícios militares, incluindo com a Rússia, e feito incursões na zona de identificação de defesa aérea de Taiwan, não reconhecida por Pequim. Pequim também não reconhece Taiwan como país desde a formação da República Popular da China, em 1949, e pretende um dia realizar a reunificação com o território.

sábado, 16 de outubro de 2021

'Não aconselharia ninguém a colocar Rússia à prova', diz político após incidente com navio dos EUA

 


Leonid Slutsky, diretor do Comitê dos Assuntos Internacionais da Duma de Estado, câmara baixa do Parlamento russo, comentou o incidente do destróier americano USS Chafee, que tentou violar a fronteira estatal russa, observando que ninguém deve testar a força da Rússia.

Ontem (15) o Ministério da Defesa da Rússia informou que o destróier dos EUA Chafee tentou violar a fronteira russa no mar do Japão, tendo o navio antissubmarino Admiral Tributs da Frota do Pacífico bloqueado as ações do navio americano.

"E o que ouvimos do lado americano? 'Todas as ações do destróier dos EUA Chafee no mar do Japão durante o incidente com o navio antissubmarino russo estavam em plena conformidade com o direito internacional […]', declarou a Frota do Pacífico dos EUA. As pessoas decentes costumam pedir desculpa em tais casos, mas os americanos se lembram novamente de certas 'regras', dizendo que foi 'imaginação nossa'", escreveu o político russo em sua conta no Telegram.

Ele acrescentou que "não aconselharia ninguém a colocar Rússia à prova, especialmente em questões da proteção da fronteira nacional".

"As medidas de resposta serão sempre duras, profissionais e proporcionadas", concluiu Slutsky.

Nesta sexta-feira (15), a Marinha russa acionou um navio para bloquear o destróier americano. As duas embarcações ficaram a apenas 60 metros uma da outra.


domingo, 1 de agosto de 2021

Reino Unido e EUA acusam Irã de ataque deliberado a navio israelense em Omã e prometem resposta

 


Mercer Street, navio-tanque de bandeira liberiana operado pela empresa Zodiac Maritime, do bilionário israelense Eyal Ofer, foi alvo de um ataque em 29 de julho a nordeste da ilha de Masirah, em Omã.

O Reino Unido e os EUA afirmaram neste domingo (1º) que acreditam que o Irã realizou um ataque ao petroleiro Mercer Street, operado por empresa israelense, na costa de Omã, que matou um britânico e um romeno na quinta-feira (29). O Reino Unido disse que estava trabalhando com parceiros em uma "resposta concertada".

"Acreditamos que esse ataque foi deliberado, direcionado e uma clara violação da lei internacional pelo Irã […]. O Reino Unido está trabalhando com nossos parceiros internacionais sobre uma resposta concertada a este ataque inaceitável", declarou o ministro das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab, citado pela agência Reuters.

As avaliações do Reino Unido concluíram que era altamente provável que o Irã tivesse usado um ou mais drones para realizar o ataque "ilegal e insensível".

Chanceler britânico Dominic Raab
© AP PHOTO / MATT DUNHAM
Chanceler britânico Dominic Raab

Horas depois, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou que "não havia justificativa para este ataque, que segue um padrão de ataques e outros comportamentos beligerantes" de Teerã.

"Essas ações ameaçam a liberdade de navegação por esta hidrovia crucial, o transporte e o comércio internacional, e as vidas das pessoas nas embarcações envolvidas", disse Blinken em comunicado, citado pela agência AP.

O Mercer Street, um navio-tanque de bandeira liberiana operado pela empresa Zodiac Maritime, do bilionário israelense Eyal Ofer, foi alvo de um ataque em 29 de julho a nordeste da ilha de Masirah, em Omã. Duas pessoas morreram no incidente: uma delas, segundo consta, era o capitão romeno e a outra um segurança britânico.

Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, no Departamento de Estado, Washington, EUA, 1º de julho de 2021
© REUTERS / KEN CEDENO
Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, no Departamento de Estado, Washington, EUA, 1º de julho de 2021

Irã cometeu 'erro grave'

Primeiro-ministro israelense Naftali Bennett afirmou que o país tem provas de que o Irã esteve por trás do ataque: "Esperamos que a comunidade internacional deixe claro ao regime iraniano que ele cometeu um erro grave. De qualquer forma, sabemos como enviar uma mensagem ao Irã à nossa maneira".

Premiê israelense Naftali Bennett durante seu discurso na conferência Cyber Week na Universidade de Tel Aviv, 21 de julho de 2021
© REUTERS / AMIR COHEN
Premiê israelense Naftali Bennett durante seu discurso na conferência Cyber Week na Universidade de Tel Aviv, 21 de julho de 2021
O Irã, por sua vez, negou ter qualquer envolvimento com no incidente. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou neste domingo (1º) que Israel cria um ambiente de insegurança, terror e violência, acrescentando que as acusações sobre o envolvimento do Irã são condenadas por Teerã. "Tais acusações são feitas por Israel para desviar a atenção dos fatos e é infundada", disse Khatibzadeh, citado pela mídia.

Após a negação do Irã, Naftali Bennett afirmou que Teerã "tenta fugir da responsabilidade" do incidente e chamou a negativa de "covarde".

sábado, 24 de julho de 2021

China começa construção de novo tipo de navio de pesquisa não tripulado

 


O construtor naval chinês Huangpu Wenchong Shipyard começou o desenvolvimento de um novo navio científico não tripulado que pode mudar o jogo na área das pesquisas marítimas da China.

A futura embarcação, sendo a primeira deste tipo, carregará drones e possuirá equipamento para realizar monitoramento subaquático, de superfície e aéreo de forma remota, segundo informou a China Ship News, citada pelo South China Morning Post.

O futuro navio pode ser usado para uma diversidade de atividades: desde prevenção e mitigação de catástrofes até cartografia de fundos marinhos, monitoramento do meio ambiente e manutenção de parques eólicos em alto-mar.

"O navio usará sensores, comunicação por satélite, Internet e outros meios tecnológicos para navegar de forma autônoma no mar aberto, atracará e deixará o cais com assistência", conforme o relatório. "Ele poderia mudar o jogo na área da pesquisa marítima".

Possuindo um deslocamento de 2.100 toneladas, a embarcação científica será maior do que a corveta chinesa Type 056. O navio terá 88,5 metros de comprimento e 14 metros de largura.

Seus sistemas não tripulados e drones poderão formar uma rede para seguir os alvos designados. Terá também um sistema de monitoramento e controle para acompanhar como a embarcação está operando remotamente.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Rússia monitora navio de reconhecimento da França que entrou no mar do Japão

 


Um navio de reconhecimento da França entrou no mar do Japão e no estreito da Tartária, perto das águas territoriais da Rússia, levando o Centro de Administração da Defesa Nacional da Rússia a vigiar seus movimentos.

As forças do Distrito Militar do Leste estão observando um navio de reconhecimento da OTAN, que entrou no mar do Japão (também conhecido como mar do Leste), informou nesta segunda-feira (5) o Centro de Administração da Defesa Nacional da Rússia.

"As forças e meios do Distrito Militar do Leste exercem controle sobre o navio de reconhecimento da Marinha francesa Dupuy de Lôme operando desde 5 de julho de 2021 nas águas do mar do Japão e do estreito da Tartária", observa.

Recentemente, navios da OTAN realizaram frequentes aproximações e até violações dos territórios marítimos da Rússia, particularmente no mar Negro, onde em junho o destróier HMS Defender do Reino Unido entrou brevemente nas águas territoriais da Crimeia, e recebeu avisos e tiros de advertência, antes de continuar seu caminho rumo à Geórgia.

Dupuy de Lôme (A759), navio de guerra da França, navega no Bósforo em Istambul, Turquia, 10 de abril de 2014, a caminho do mar Negro
© RUPTLY . EMRAH GUREL
Dupuy de Lôme (A759), navio de guerra da França, navega no Bósforo em Istambul, Turquia, 10 de abril de 2014, a caminho do mar Negro

Países da OTAN também estão conduzindo no mar Negro os exercícios navais Sea Breeze. Militares dos EUA foram igualmente flagrados observando à distância exercícios navais da Rússia no mesmo mar.