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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

ESA lançará 2 satélites que criarão eclipses solares no espaço e estudarão coroa solar

 


A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) finaliza preparativos para lançar dois satélites que deverão orbitar a Terra em uma formação precisa para criar eclipses solares artificiais no espaço, relatou o jornal The Guardian.

Em 4 de dezembro de 2024, uma espaçonave com duas sondas da missão Proba-3 da ESA vai decolar do Centro Espacial Satish Dhawan, na Índia.
A missão prevê que as sondas vão voar quatro meses até que cheguem a uma órbita elíptica alta em que o ponto mais próximo do nosso planeta vai ficar a uma distância de quase 600 km, enquanto o mais distante – a pouco menos de 60.000 km.
O custo aproximado do projeto é estimado em € 200 milhões (R$ 1,26 bilhão).

"A missão Proba-3 é a primeira tentativa da Agência Espacial Europeia de voar em órbita com uma formação precisa e prevê que duas espaçonaves deem voltas ao redor do planeta em um arranjo que nunca se desvie mais do que um milímetro, aproximadamente a espessura de uma unha humana", explica o artigo.

De acordo com o plano, uma das sondas vai ficar em frente da outra para criar uma sombra controlada, ou seja, um eclipse solar artificial.
Nebulosa da Guitarra - Sputnik Brasil, 1920, 22.11.2024
Ciência e sociedade
Imagem tomada por telescópios da NASA mostra nebulosa de guitarra 'flamejante' no espaço (VÍDEO)
A missão faz parte de um estudo da coroa solar, a camada mais externa da atmosfera de estrela, composta de plasma.
A luz da coroa geralmente fica oculta pela radiação celestial dispersa e pelo brilho do disco solar, mas pode ser vista facilmente durante um eclipse solar total.
Assim, os especialistas têm que cooperar por todo o mundo, tendo em cada lugar apenas vários minutos para registrar todos os dados.
A órbita elíptica alta da missão, que levará 19,7 horas por uma volta, vai permitir criar 50 eclipses solares por ano que vão durar até seis horas.
Os cientistas esperam receber os primeiros resultados já em março de 2025.

terça-feira, 21 de junho de 2022

China procura se 'antecipar' à NASA e ESA e transportar à Terra amostras de Marte 2 anos antes

 


O projetista-chefe da primeira missão independente da China em Marte planeja usar dois foguetes que completarão a retirada e transporte à Terra de amostras do Planeta Vermelho

A China informou ter planos de retornar à Terra com amostras de rochas de Marte até julho de 2031, dois anos antes de uma missão conjunta planejada pela agência espacial norte-americana NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
Sun Zezhou, projetista-chefe da Tianwen-1, primeira missão independente da China em Marte, anunciou na segunda-feira (20) que a próxima começará no final de 2028. As sondas espaciais aterrissarão em Marte em setembro de 2029, enquanto as amostras serão retornadas à Terra em julho de 2031.
A agência espacial chinesa pretende usar seus dois poderosos foguetes, o Longa Marcha 5 e Longa Marcha 3B, para completar a nova missão Tianwen-3, que incluirá uma única aterrissagem e decolagem de Marte para retirar amostras do Planeta Vermelho.
Imagem do rover Zhurong capturada pela câmera de alta definição HiRISE, que está a bordo do MRO - Sputnik Brasil, 1920, 23.03.2022
Sociedade e cotidiano
Satélite da NASA fotografa rover chinês viajando pela superfície de Marte (FOTOS)
O foguete Longa Marcha 5 carregará um módulo de pouso e um veículo de subida, com o último transportando as amostras para a órbita de Marte a uma velocidade de 4,5 km/s.
O segundo foguete, Longa Marcha 3B, deverá partir no final de outubro de 2030 e retornar à Terra em julho de 2031. Ele transportará um módulo de órbita e retorno. Assim que o veículo de subida levar as amostras de Marte para a órbita, a espaçonave se aproximará das amostras e as capturará antes de transportá-las à Terra.
Uma apresentação no 120º aniversário da Universidade de Nanjing, China, detalhou que os cientistas chineses usarão amostragem de superfície, perfuração e amostragem inteligente móvel durante a missão, e não um rover para coletar amostras de rochas de diferentes locais, como no caso da missão da NASA e da ESA.