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sexta-feira, 13 de março de 2020

Witzel diz que vai acionar Bolsonaro no STF e estuda até pedir impeachment


Governador do Rio revela ter descoberto que os ministérios do governo Bolsonaro foram orientados a desprezar pedidos vindos de seu Estado. Nesta semana, ele foi a Brasília tentar audiências com líderes do governo no Congresso, mas também não teve sucesso, segundo a Veja


O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), pretende acionar Jair Bolsonaro junto ao Supremo Tribunal Federal e estuda pedir impeachment do presidente pelo crime de “prevaricação” por boicote do governo federal ao Estado do Rio. Os dois protagonizam uma disputa política pública ao longo dos últimos meses.
Segundo reportagem da Veja deste final de semana, antecipada pela coluna Radar, Witzel  revela ter descoberto que os ministérios do governo Bolsonaro foram orientados a desprezar pedidos vindos de seu Estado. Nesta semana, ele foi a Brasília tentar audiências com líderes do governo no Congresso, mas também bateu com a cara na porta.
“A interlocutores, o governador tem dito que vai ao Supremo para enfrentar a ‘conduta anti-republicana’ do presidente com uma representação pelo crime de prevaricação. A reação, contudo, pode chegar até mesmo a um pedido de impeachment feito ao Congresso”, diz trecho da nota da Coluna Radar.
“Witzel orientou à Casa Civil a reunir todos os fatos em que integrantes da Esplanada não atenderam representantes do governo estadual e tome nota de todas as verbas que não estão sendo repassadas por determinação do presidente. Além de acionar Bolsonaro no STF, o governador vai encaminhar uma notificação extrajudicial para que ministros ou secretários se abstenham da prática, sob pena de crime de prevaricação”, informa ainda o texto.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Witzel defende impeachment de Bolsonaro



O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, afirmou que os protestos anticongresso são “uma afronta à Constituição” e que a única resposta jurídica para Bolsonaro é o impeachment


O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, afirmou que os protestos anticongresso são “uma afronta à Constituição” e que a única resposta jurídica para Bolsonaro é o impeachment.

Witzel ainda disse que o comportamento de Bolsonaro sustenta "um movimento destrutivo para a democracia.”
O governador do Rio ainda afirmou, no jornal Folha de S. Paulo: "quem exerce um cargo de mandatário do povo para poder criar dias melhores para a população, um diálogo respeitando as instituições, não pode ter um comportamento como esse. O que se espera do presidente é que ele respeite as instituições, é que ele dialogue com o Congresso, dialogue com os governadores."

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Viúva de Adriano diz que ele repassou R$ 2 milhões à campanha de Witzel em dinheiro, diz Veja

Wilson Witzel  

Júlia Mello Lotufo, mulher do miliciano Adriano da Nóbrega e que já havia afirmado que ele seria morto em uma queima de arquivo organizada pelo governador do Rio , Wilson Witzel (PSC), disse que ele teria doado R$ 2 milhões à campanha eleitoral do ex-juiz. Witzel nega a ligação e já aunciou que irá processar a viúva por calúnia, difamação e injúria



A viúva do miliciano e ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, Júlia Mello Lotufo, que já havia afirmado que ele seria morto em uma queima de arquivo organizada pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse que ele teria doado R$ 2 milhões à campanha eleitoral do ex-juiz. Segundo reportagem da revista Veja, o repasse seria “uma espécie de investimento, um seguro que garantiria proteção para tocar seus negócios clandestinos sem ser importunado pelas autoridades, especialmente a polícia”. 

Ainda conforme a reportagem, Witzel negou, em nota, que conhecia Adriano – que foi morto em uma troca de tiros com policiais da Bahia, ou que tenha recebido algum tipo de ajuda do miliciano. Ele também disse que irá ingressar com uma ação contra Júlia por calúnia, difamação e injúria. 
O texto da reportagem ressalta, ainda, que Júlia vive escondida desde o último dia 1 por temer “represálias de uma organização criminosa infiltrada na administração do Rio caso revele o que sabe”. A revista observa ainda, que mesmo após o Ministério Público acusa-lo de integrar o chamado “escritório do crime”, “Adriano só passou a encarar Witzel de fato como um inimigo ao desconfiar que o governador queria mantê-lo na lista de suspeitos de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco”. 
Adriano também teria confidenciado a pessoas próximas “que só não era inocentado pelo MP porque virara personagem da disputa entre o governador do Rio e o presidente da República”. Parceiros na campanha eleitoral de 2018, Witzel e Jair Bolsonaro se tornaram desafetos, sobretudo depois que anunciaram a intenção de concorrer ao mesmo cargo em 2022”. “Ele percebeu que o governador queria, por meio dele, colar o selo de bandidagem na testa do Bolsonaro”, declarou uma pessoa do círculo íntimo do ex-capitão do Bope”, conforme a reportagem.
As ligações de Adriano da Nóbrega com a família Bolsonaro datam de longa data e o miliciano foi sido homenageado pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro com uma moção de louvor apenas cinco meses após ele ter matado um técnico de refrigeração em uma ronda policial que contou com a participação de um outro ex-policial suspeito de ligações com as milícias fluminenses Fabrício Queiroz. 
Em 2005,  Jair Bolsonaro “elogiou o ex-capitão do Bope na tribuna da Câmara dos Deputados. Quando a morte desse herói da família foi anunciada, Bolsonaro, conhecido pela verborragia desmedida, optou pelo silêncio. Àquela altura, ganhava as redes sociais a suspeita de que a primeira-família da República estaria por trás da ação, num caso clássico de queima de arquivo”, observa o texto da reportagem.