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sábado, 11 de julho de 2020

“Homem de 33 que matou menina de 17 confundiu paixão com amor”: temos apologista da pedofilia no MEC



Publicado por
 Nathalí Macedo/DCM

Uma zapeada no canal no YouTube do novo Ministro da Educação do Governo Bolsonaro, o pastor Milton Ribeiro, é um verdadeiro suco de Brasil da “Nova Era”.

Nos vídeos, que mais parecem discursos proféticos da teocracia da morte que a nação se tornou, o pastor que acabou de ser indicado por Jair Bolsonaro para Ministro da Educação defende, entre outras atrocidades, que crianças devem ser educadas “na dor”: 

“Não dá para argumentar de igual para igual com criança, senão ela deixa de ser criança. Deve haver rigor, severidade. Vou dar um passo a mais, talvez algumas mães até fiquem com raiva de mim: deve sentir dor”, diz em uma das pregações filmadas e postadas na internet. 



Paulo Freire chora. 

Além de pastor, esse ser esdrúxulo é também – pasmem – professor. 

Não apenas as igrejas evangélicas, onde a ignorância foi sempre muito lucrativa, mas também nas salas de aula, nas instituições, nos ministérios, há um surto cada vez mais nítido de gente como Milton Ribeiro, que confundem tortura com educação e acham que feminicídio tem a ver com paixão, e não com violência. 

Em outro vídeo, também em circulação nas redes, o pastor Milton Ribeiro afirma que um homem de 33 anos que matou uma adolescente de 17 “confundiu paixão com amor”.


“Acho que esse homem foi acometido de uma loucura mesmo e confundiu paixão com amor. São coisas totalmente diferentes. Ele, naturalmente movido por paixão, paixão é louca mesmo, ele então entrou, cometeu esse ato louco, marcando a vida dele, marcando a vida de toda família. Triste”, disse ao tentar justificar o crime (veja abaixo).

Afora o fato de esta afirmação não fazer o menor sentido, o que é realmente triste é que o debate sobre violência de gênero no Brasil seja ainda tão rasteiro a ponto de se admitir que feminicídio seja justificado com paixão ou loucura – um país onde falar de violência estrutural é piada, mas dizer que um homem “naturalmente” confundiu paixão com amor e matou uma jovem de 17 anos é aceito como normal.

“Ela pode ter dados sinais a ele que estava apaixonada ou coisa do tipo e que ela aprendeu, está acostumada a passar, e o cara entendeu assim, só que não era nada daquilo. E a criança pode fazer isso. E o cara, o pedófilo está pensando que a criança está querendo alguma coisa com ele, mas o que ela está fazendo é uma replicação daquilo que ela vê de maneira indevida na tevê aberta”, afirmou.

Uma só pergunta me ocorre:

Quando foi que naturalizamos a apologia à pedofilia na sociedade brasileira? Será que foi quando precisamos engolir um deputado-pastor no Congresso, ou antes, quando a “cultura da novinha” começou a ser considerada normal e aceitável?

O mais revoltante – se é que ainda cabe alguma revolta, a essa altura – é saber que esses conservadores que buscam justificar e indulgenciar pedofilia são os mesmos que acusam a esquerda de sexualizar crianças com narrativas ridículas envolvendo mamadeiras de piroca.

Enquanto a indústria de fake news dá conta de transformar figuras como Jean Wyllys em pedófilos, os verdadeiros apologistas e justificadores da pedofilia, que defendem a sexualização precoce de crianças e métodos educacionais violentos, estão sendo congratulados e indicados para o MEC.

A institucionalização da barbárie, que começou há algum tempo, toma cada vez mais forma.

E se há algo mais absurdo do que um apologista da pedofilia no Ministério da Educação, é o fato de a direita conservadora brasileira, esse antro de imoralidade, deseje ainda parecer bela e moral.

A história não esquecerá que este governo é imoral, anti-ciência, anti-educação, anti-criança e anti-Brasil.




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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Novo ministro da Educação, Feder defendeu fim do MEC e privatização total do ensino


Renato Feder, que antes do MEC comandava a Secretaria de Educação do Paraná, já defendeu a extinção da pasta e a privatização de todo o ensino público, a começar pelas universidades


Novo ministro da Educação, Renato Feder, 41, já defendeu a extinção da pasta e a privatização de todo o ensino público, a começar pelas universidades. A proposta, que incluía a concessão de vouchers para as famílias matricularem os filhos em escolas privadas, está no livro Carregando o Elefante – como transformar o Brasil no país mais rico do mundo, de 2007. A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo. 
A publicação é um compilado de críticas e sugestões para as diversas áreas da administração pública brasileira, idealizadas por Feder e seu antigo colega de trabalho, Alexandre Ostrowiecki. Quando assumiu a secretaria de educação do Paraná, porém, ele afirmou que mudou de ideia sobre opiniões apresentadas no livro, incluindo a de privatização do ensino.
Segundo a reportagem, para os autores, deveriam ser mantidos apenas oito ministérios e as funções das pastas da saúde e educação deveriam ser transferidas para agências reguladoras. “Muitos ministros acabam não conseguindo nem falar com o presidente e assumem papel decorativo”, afirmam.
Eles sugerem a privatização de todo o ensino, com a implantação do sistema de vouchers, em que famílias receberiam uma espécie de cupom com o qual matriculam os filhos em uma escolar particular, informa a reportagem. 

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Weintraub fechou contratos de R$ 12,6 milhões com ex-esposa de Wassef no MEC

Abraham Weintraub, Frederick Wassef e Cristina Boner Leo (Foto: Marcos Corrêa/PR | Reprodução)

Ao todo, a empresa de informática Globalweb Outsourcing, ligada à ex-mulher e sócia de Frederick Wassef, advogado que abrigou Fabrício Queiroz, recebeu R$ 41,6 milhões durante o governo de Jair Bolsonaro



Portal Forum - O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, fechou dois contratos de R$ 8,7 milhões e R$ 3,9 milhões cada com uma empresa ligada à ex-mulher e sócia de Frederick Wassef, advogado que abrigou Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em sua chácara em Atibaia (SP).

contrato mais recente, de R$ 8,7 milhões, foi assinado em fevereiro deste ano com a Globalweb Outsourcing, empresa fundada por Cristina Boner Leo e hoje administrada por Bruna Boner, filha de Cristina. De acordo com o documento, a empresa foi contratada para prestar serviços especializados de “gerenciamento técnico, operação e sustentação de infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação” ao MEC. Ao todo, foram 13 itens contratados pela pasta, o que totaliza R$ 8.716.155,16.

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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Abraham Weintraub é demitido do MEC


Pior ministro da Educação que já passou pelo MEC, Abraham Weintraub foi demitido do cargo na tarde desta quinta-feira. Em vídeo ao lado de Jair Bolsonaro, ele agradeceu o apoio e disse que assumirá um cargo no Banco Mundial. Olavista Carlos Nadalim, secretário nacional de Alfabetização, é cotado com substituto interino


Pior ministro da Educação que já passou pelo MEC, Abraham Weintraub anunciou nesta quinta-feira (18) que está de saída do ministério.

Ao estilo Regina Duarte, Weintraub divulgou um vídeo ao lado de Jair Bolsonaro agradecendo o apoio, e informando que assumirá um cargo no Banco Mundial. 
"Dessa vez é verdade. Eu estou saindo do ME, eu vou começar a transição agora e nos próximos dias eu passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou definitivo. Neste momento eu não quero discutir os motivos da minha saída, não cabe. O importante é dizer que eu recebi o convite para ser diretor de um banco, eu já fui diretor de um banco no passado, volto ao mesmo cargo, porém no Banco Mundial", disse Weintraub.
O substituto de Weintraub ainda não foi revelado, mas o nome de Carlos Nadalim, secretário nacional de Alfabetização e seguidor do astrólogo e escritor Olavo de Carvalho, é tido como um dos favoritos ao posto.
A imprensa já dava conta, há alguns dias, de que Jair Bolsonaro demitiria Weintraub a qualquer instante para distensionar a relação com o Legislativo e Judiciário. A demora para a dispensa ocorreu o porque o governo buscava uma "saída honrosa" para o agora ex-ministro.


quinta-feira, 9 de abril de 2020

Secretário de Educação Básica do MEC pede demissão



O secretário de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Janio Macedo, pediu demissão do cargo por causa de desgastes na pasta comandada por Abraham Weintraub.

O ato ainda não foi oficializado mas Macedo já avisou a interlocutores na manhã desta quinta-feira (9) que não é mais titular da subpasta, responsável pelas políticas federais que vão da creche ao ensino médio.

No discurso, a educação básica é apontada como prioridade pelo governo Jair Bolsonaro.

Janio Macedo era apontado como uma ilha de diálogo dentro do MEC para secretários de Educação e especialistas, em contraponto ao perfil beligerante e ideológico de Weintraub. No entanto, sua relação com o chefe também se desgastou, sobretudo nos últimos dois meses, de acordo com relatos obtidos pela reportagem.

A falta de autonomia diante de um insistente crivo ideológico de Weintraub em praticamente todas as decisões foi fundamental para sua saída.

Macedo apostava na construção de iniciativas em consenso com secretários de Educação, que concentram as matrículas. Uma das políticas que insistia foi o apoio à implementação da Base Nacional Comum Curricular junto às redes, tema desprezado pelo ministro por causa de questões ideológicas.

Weintraub, por sua vez, não tem boa relação fora dos ambientes ideológicos. Nos últimos dias, criou atrito com os secretários ao insinuar que havia acordado com eles a opção de distribuir nas escolas alimentos da merenda para alunos pobres durante a pandemia de coronavírus -o que diverge da proposta dos dirigentes estaduais de Educação.

Funcionário aposentado do Banco do Brasil, onde trabalhou por 34 anos, Macedo já ocupou cargos no executivo na área de economia. Antes de chegar ao MEC, era secretário adjunto de Gestão e Desempenho de Pessoal, ligada à Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital.

Ele assumiu a secretaria de Educação Básica com a chegada de Weintraub no MEC.

Essa é a segunda baixa no alto escalão do ministério só neste ano. Arnaldo Lima, que também havia chegado com Weintraub, pediu demissão no fim de janeiro da secretaria de Educação Superior, também provocado por desentendimentos com o ministro.

Weintraub completou 1 anos à frente do MEC na quarta-feira (8) e, sob sua gestão, houve trocas em praticamente todos os órgãos importantes ligados à pasta. Além dessas duas secretarias, houve alterações no comando do Inep, FNDE e Capes.

A reportagem procurou o MEC e Janio Macedo mas até a publicação deste texto não houve resposta.