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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Biden aprova formalmente envio de novas tropas à Europa; Romênia e Polônia deverão receber algumas

 


No momento, os EUA contam com 70.000 soldados em território europeu. As tropas operarão bilateralmente com seus países anfitriões, uma vez que a OTAN ainda não formou uma tática multinacional.





Na sexta-feira (28), a Casa Branca havia anunciado que Washington transferiria tropas adicionais para o Leste Europeu, sem especificar quantos seriam enviados ou onde seriam implantados.
No entanto, nesta quarta-feira (2), o presidente, Joe Biden, deu o aval formal para o envio de tropas adicionais, segundo a CNN.
De acordo com a mídia, a implantação deve incluir cerca de 2.000 soldados para a Polônia e vários milhares mais para a Romênia e outros membros não identificados do "sudeste" da OTAN.

As tropas operarão bilateralmente com seus países anfitriões, uma vez que a OTAN ainda não ativou uma força de resposta multinacional.
Soldados norte-americanos que participam dos exercícios militares Anaconda-16, Varsóvia, Polônia, junho de 2016 - Sputnik Brasil, 1920, 02.02.2022
Panorama internacional
Após anúncio de Biden, EUA enviarão 2.500 soldados adicionais à Polônia
Espera-se que o contingente de soldados parta para a região "nos próximos dias" e sirva como uma "demonstração de apoio" aos aliados da Aliança Atlântica, segundo a emissora.
Na quarta-feira (26), outra mídia norte-americana, o The Wall Street Journal, noticiou que mais de 3.000 soldados de Fort Bragg, na Carolina do Norte, seriam enviados para a Polônia e a Alemanha, com cerca de 1.000 funcionários dos EUA baseados em Berlim para serem realocados para a Romênia.
Além desses números, no dia 24 de janeiro, o governo Biden divulgou que havia colocado 8.500 soldados em alerta, e que os militares seguiriam para Europa caso a Rússia avançasse no território ucraniano, o que até agora, não aconteceu.
Instrutores militares dos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 24.01.2022
Panorama internacional
EUA mobilizam 8.500 soldados, mas aguardam sinais da incursão da Rússia para enviar tropas à Ucrânia
Atualmente, Washington tem mais de 70.000 soldados em países da Europa, com cerca de metade deles estacionados na Alemanha e outros destacados em diversos países da OTAN.
Essa é uma das maiores preocupações de segurança de Moscou, que observa a aliança chegar cada vez mais perto de seu território através de países aliados.
O Ocidente insiste na campanha de que a Rússia está programando uma suposta invasão da Ucrânia, enquanto a chancelaria russa já declarou que não tem intuito de executar tal objetivo e que "se depender da Rússia, não haverá guerra".
Bandeiras da Rússia e EUA com logo da OTAN ao fundo - Sputnik Brasil, 1920, 05.01.2022
Panorama internacional
Rússia disposta ao diálogo com OTAN, mas não vai negociar por negociar, diz MRE russo

sábado, 30 de janeiro de 2021

Pesquisadoras revelam por que algumas pessoas são 'blindadas' contra COVID-19

 


Cientistas dos EUA descreveram mecanismos básicos de desenvolvimento de imunidade ao coronavírus, explicando por que algumas pessoas não estão propensas à doença, apesar de não terem sido infectadas ou vacinadas.

O estudo foi publicado nesta sexta-feira (29) na revista Science.

As pesquisadoras do Instituto de Descobertas da Medicina Sanford Burnham Prebys (EUA) Jennifer L. Hope e Linda M. Bradley descreveram os principais mecanismos formadores da imunidade contra a COVID-19.

Invadindo as células hospedeiras, vírus iniciam mecanismos de replicação, o que abre as portas para os invasores se espalharem por células mais suscetíveis. Para combater o vírus, o sistema imunológico lança reações inatas, como inflamação, que, por sua vez, ativam o sistema imune adaptativo.

As células dentríticas absorvem proteínas e partículas virais e transportam-nas para os órgãos linfoides, onde estão as células T e B, responsáveis pela defesa do organismo. Se as células reconhecerem o vírus – como regra, o reconhecimento ocorre quando o vírus já invadiu o organismo antes, ativam dois mecanismos de imunidade adaptativa dos grupos de células T e B, assegurando uma proteção eficaz.

A imunidade adaptativa gera uma memória imune protetora, na qual se baseia a estratégia de vacinação. Contudo, a reação das células T e B ao SARS-CoV-2 funciona também em pessoas que nunca se esbarraram com o vírus.

As autoras teorizam que a presença da imunidade estaria ligada à existência no organismo de células T e B, específicas de outros coronavírus humanos da família HCoV, que podem ser de um resfriado comum. As células T, que reagem às proteínas do SARS-CoV-2, foram observadas em pessoas infectadas anteriormente pelo vírus SARS-CoV de pneumonia atípica. Igualmente, os anticorpos IgG de pacientes com COVID-19 agem fortemente contra as proteínas dos coronavírus causadores de resfriado.

Por isso, segundo as pesquisadoras, as reações imunes ao SARS-CoV-2 dependem principalmente do histórico de encontros anteriores com vírus.