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terça-feira, 5 de abril de 2022

Taiwan estuda uso de túnel como bunker emergencial durante possível guerra com China, diz mídia



 O túnel Hsuehshan é visto como o melhor candidato pelo Exército taiwanês para sediar um centro de comando alternativo em caso da perda do Centro de Comando Militar de Hengshan.


A estrutura se estende por 12,9 quilômetros e fica na região nordeste de Taiwan. De acordo com reportagem do South China Morning Post (SCMP), o túnel Hsuehshan funcionaria perfeitamente como centro de comando alternativo em razão de estar protegido por uma cadeia de montanhas e ter uma robusta estrutura de ventilação.

Em vista a operação da Rússia na Ucrânia, "os militares reavaliaram a sustentabilidade de vários de seus centros de comando de operações subterrâneos no caso de um primeiro ataque do inimigo", disse o United Daily News de Taipé, citado pelo SCMP.

Segundo o SCMP, as unidades de comunicação e informação dos militares já começaram a instalar equipamentos no túnel. A previsão é que durante os exercícios anuais de Han Kuang, em que as forças de defesa da ilha realizam simulações para preparar Taiwan para um potencial ataque chinês, os militares testem a eficácia do centro de Hsuehshan em situação de combate.
Navios militares de Taiwan  - Sputnik Brasil, 1920, 15.09.2021
Taiwan realiza treinamento militar em preparação para eventual guerra com China (FOTOS)
O porta-voz do Ministério da Defesa de Taiwan, Sun Li-fang, não confirmou nem negou os relatos da mídia local. No entanto, ele disse que o Exército vai analisar todas as possíveis ameaças e levar em consideração todas as possibilidades, incluindo as instalações militares ao redor do país.
Nos últimos dois anos a China vem pressionando Taipé e aumentando sua presença militar na região do estreito de Taiwan.
Taiwan é um território autogovernado e, nos anos 1970, a ONU passou a reconhecer a República Popular da China como a única representante legítima da China. Pequim declara que é apenas uma questão de tempo até que Taipé se reunifique com a China continental e que se trata de uma questão interna do país.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Witzel diz que vai acionar Bolsonaro no STF e estuda até pedir impeachment


Governador do Rio revela ter descoberto que os ministérios do governo Bolsonaro foram orientados a desprezar pedidos vindos de seu Estado. Nesta semana, ele foi a Brasília tentar audiências com líderes do governo no Congresso, mas também não teve sucesso, segundo a Veja


O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), pretende acionar Jair Bolsonaro junto ao Supremo Tribunal Federal e estuda pedir impeachment do presidente pelo crime de “prevaricação” por boicote do governo federal ao Estado do Rio. Os dois protagonizam uma disputa política pública ao longo dos últimos meses.
Segundo reportagem da Veja deste final de semana, antecipada pela coluna Radar, Witzel  revela ter descoberto que os ministérios do governo Bolsonaro foram orientados a desprezar pedidos vindos de seu Estado. Nesta semana, ele foi a Brasília tentar audiências com líderes do governo no Congresso, mas também bateu com a cara na porta.
“A interlocutores, o governador tem dito que vai ao Supremo para enfrentar a ‘conduta anti-republicana’ do presidente com uma representação pelo crime de prevaricação. A reação, contudo, pode chegar até mesmo a um pedido de impeachment feito ao Congresso”, diz trecho da nota da Coluna Radar.
“Witzel orientou à Casa Civil a reunir todos os fatos em que integrantes da Esplanada não atenderam representantes do governo estadual e tome nota de todas as verbas que não estão sendo repassadas por determinação do presidente. Além de acionar Bolsonaro no STF, o governador vai encaminhar uma notificação extrajudicial para que ministros ou secretários se abstenham da prática, sob pena de crime de prevaricação”, informa ainda o texto.