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domingo, 17 de abril de 2022

Irã promete enfrentar firmemente Israel 'onde quer que seja'

 


Na quinta-feira (14), o comandante da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), Esmail Ghaani, afirmou que o Irã enfrentará duramente Israel "onde quer que seja".

"Onde identificarmos uma ameaça sionista, a combateremos com firmeza. São pequenos demais para nos enfrentar cara a cara", afirmou o comandante, citado pela agência de notícias Nour News.
Não obstante, o comandante iraniano deu total apoio a todos aqueles que lutam contra o "regime sionista", destacando que a "destruição deste regime está ganhando força".
Presidente do Irã, Ebrahim Raisi, durante reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, 19 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 09.04.2022
Panorama internacional
Presidente Raisi diz que Irã não vai recuar de seus 'direitos nucleares'
No dia 13 de março, um ataque foi realizado com mísseis iranianos contra a capital regional curda do norte do Iraque, Arbil.
A tensão entre os dois países se deve à aproximação de Israel com EUA e às recentes ações dos israelenses no conflito contra os palestinos, o qual os iranianos claramente expressam sua indignação.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Ex-conselheiro de segurança dos EUA John Bolton apela à OTAN para 'enfrentar a Rússia'

 



John Bolton ocupou o posto de conselheiro de Segurança Nacional no governo do anterior presidente dos EUA, Donald Trump. Ele sempre teve uma posição dura relativamente à Rússia, rotulando sua suposta interferência nas eleições de 2016 de "um ato de guerra" e apelando a uma forte "dissuasão" para conter Moscou.

O ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA sugere, em um artigo de opinião publicado no portal 19FortyFive, seu ponto de vista sobre os erros e equívocos cometidos pelo Ocidente em relação à Rússia e à "agenda hegemônica" que, segundo Bolton, está sendo seguida pelo Kremlin.
De acordo com o antigo conselheiro de Trump, o Ocidente "cometeu dois erros fundamentais nos anos desde que a nova bandeira da Rússia foi hasteada pela primeira vez sobre o Kremlin".

"Em uma pressa compreensível para juntar à OTAN Estados que escaparam do extinto Pacto de Varsóvia e que retomam seus legítimos lugares no Ocidente, a América, em particular, falhou em definir onde a expansão iria acabar", escreve Bolton."Pode-se debater onde esse ponto final deve ser, mas ao não decidir a questão de maneira explicita, criamos uma 'zona cinzenta', uma ambiguidade que a Rússia está agora explorando. Hoje, nós e as nações da zona cinza, como a Ucrânia, estamos pagando o preço", aponta ele no artigo.

Segundo Bolton, a União Europeia acredita que a "paz relativa pós-1945" na região se deve ao bloco e não à aliança da OTAN.
O alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Assuntos de Segurança, Josep Borrell - Sputnik Brasil, 1920, 29.12.2021
Panorama internacional
Exigências da Rússia de pôr fim à expansão de OTAN para leste são inaceitáveis, diz Borrell
"A UE não venceu a Guerra Fria e o seu papel desproporcionado ao lidar com a Rússia dificulta hoje a determinação do Ocidente", observou ex-conselheiro de segurança dos EUA.

Criticando a decisão de Moscou de exigir garantias de segurança da OTAN (particularmente a garantia de não se expandir para leste e não implantar armas ofensivas em países que fazem fronteira com a Rússia), Bolton, no entanto, diz que "[o presidente russo Vladimir] Putin está superando seus homólogos ocidentais" e propõe seu próprio plano de resposta à Rússia.
Ele sugere que a OTAN deve decidir sobre quais países ela está disposta a aceitar e quais os países que não está. Além disso, de acordo com Bolton, a União Europeia deve "levar a sério" a "ameaça renovada" da Rússia, observando que a suposta "ameaça" não está perto da fronteira dos EUA.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

EUA não estão preparados para enfrentar Rússia e China no Ártico, afirma The National Interest



A perspectiva de um desafio sino-russo aos interesses dos EUA no Ártico é um pesadelo que Washington não está preparado para enfrentar, aponta The National Interest.

O Ártico tem sido uma área muitas vezes negligenciada pelos políticos dos EUA, mas é uma região fundamental na política de poder global.
Segundo o autor do artigo Michael Lyons, devido aos efeitos das alterações climáticas não só se abrem novas oportunidades econômicas no Ártico, mas também as potências globais manifestam cada vez mais suas intenções de dominar a região.

© SPUTNIK / ANNA YUDINA
Quebra-gelo acaba de trazer exploradores polares russos para o Ártico para implantar a nova estação flutuante SP-40
Infelizmente para os estrategistas dos EUA, Washington está lamentavelmente atrás de seus rivais. Lyons lembrou que a Guarda Costeira dos EUA tem a sua disposição apenas dois quebra-gelos, os chineses, por sua vez, também têm somente dois, já a frota da Rússia possui pelo menos 40 quebra-gelos com uma estimativa de mais 13 navios de propulsão nuclear entrarem em serviço até 2035.
Especialista observou que em 2018 a China declarou-se um "Estado próximo do Ártico" e começou a preparar a realização de seu projeto Rota da Seda Polar.
As implicações estratégicas das oportunidades econômicas no Ártico ainda não são totalmente claras, mas o que é claro é que a China manifestou sua vontade determinada de ser participante em um jogo relativamente exclusivo.

© AP PHOTO / ZHANG ZONGTANG/XINHUA NEWS AGENCY
Membros da Equipe de Pesquisa Antártica Chinesa navegando rumo ao continente a bordo do navio de expedição polar Xuelong.
Enfrentar um adversário como a Rússia no Ártico apresenta uma ampla gama de desafios, mas a ideia de um desafio conjunto sino-russo no Ártico é um thriller tecnológico e um pesadelo para os EUA que pode acontecer e para o qual Washington está terrivelmente despreparado.
Por fim, Michael Lyons acrescenta que o Ártico não é apenas um "potencial corredor para concorrência estratégica" ou uma "potencial avenida para competição alargada de grandes potências".
O jogo já começou, e os políticos dos EUA estão atrasados relativamente a seus homólogos de outros países na resposta a esta ameaça.

domingo, 26 de julho de 2020

Governo Bolsonaro é incapaz de enfrentar crises e Brasil vive 'tempestade perfeita', diz carta assinada por 152 bispos



Documento da Igreja Católica, intitulado “Carta ao povo de Deus”, traz duras críticas ao governo Bolsonaro e afirma que o Brasil atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história


Uma carta dura com críticas ao governo de Jair Bolsonaro foi assinada por 152 bispos, arcebispos e bispos eméritos do Brasil, informa a jornalista Mônica Bergamo.

Intitulado “Carta ao povo de Deus”, o documento afirma que o Brasil atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história, vivendo uma “tempestade perfeita”, que combinaria uma crise sem precedentes na saúde e um “avassalador colapso na economia” com a tensão sofre “fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República [Jair Bolsonaro] e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança”.
“Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises”, diz ainda o documento.
O texto também faz críticas diretas ao sistema neoliberal e às reformas praticadas pela equipe econômica de Paulo Guedes. De acordo com os líderes da Igreja Católica, os resultados das reformas feitas pelo governo “pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social”. 
“É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população”, defendem. 
Para eles, o “sistema do atual governo” não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, “mas a defesa intransigente dos interesses de uma economia que mata, centrada no mercado e no lucro a qualquer preço”.
A carta seria tornada pública na última quarta-feira (22), mas teve sua divulgação suspensa para ser analisada pelo conselho da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil). Há um receio entre os signatários de que o setor conservador do órgão impeça a divulgação.

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domingo, 7 de junho de 2020

Torcedor antifascista perde emprego após enfrentar bolsonaristas na Paulista


Empresa nega que tenha relação, mas Emerson afirma que gerente mencionou participação nas manifestações como motivo para rescisão de contrato


Revista Fórum - O torcedor antifascista, Emerson Osasco, que ganhou notoriedade ao erguer o punho e enfrentar bolsonaristas na manifestação na avenida Paulista, no último domingo (31), teve seu contrato de trabalho como desenvolvedor de software rescindido no dia seguinte ao protesto.
“Após toda a repercussão, as imagens chegaram no meu serviço”, afirmou Emerson, que era contratado como pessoa jurídica da multinacional Softtek, empresa de tecnologia fundada em 1982 no México, com filial em Barueri (SP).
A Softtek, por sua vez, negou que tenha rescindido o contrato de Emerson por razões políticas, mas disse que não comenta casos específicos. “Nossas políticas de RH cumprem os regulamentos e estão alinhadas ao nosso código de ética”, diz breve nota enviada à reportagem.
Leia mais na Fórum.

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domingo, 22 de março de 2020

Para os ricos muito, Para o povo menos! Empresas e agronegócio ficam com a maior fatia de recursos de bancos públicos para enfrentar a pandemia

Um projeto de lei quer vedar o uso da técnica no Estado por considerá-la a mais nociva para a saúde e para o meio ambiente; para especialistas que defendem a mudança, a pulverização aérea de agrotóxico provoca danos persistentes; já o pesquisador e engenheiro agrônomo Ulisses Antuniassi, da Unesp, avalia que as grandes extensões de lavouras e o porte de algumas culturas fazem da pulverização aérea de defensivos agrícolas um método imprescindível para o agronegócio brasileiro


Empesas terão acesso a 88 bilhões (49,4%), o agronegócio a R$ 30 bilhões (16,9%) e outros R$ 30 bilhões serão disponiblizados para a aquisição de outras instituições financeiras. Outros R$ 24 bilhões (13,4%) serão colocados à disposição de pessoas físicas e R$ 6 bilhões (3,4%) para hospitais, estados e municípios


O crédito novo anunciado pela Caixa e Banco do Brasil, que ampliaram suas linhas em R$ 178 bilhões para enfrentar a pandemia do novo coronavírus, irão destinar a maior fatia destes recursos para o socorro às empresas e ao agronegócio. Nesta direção as empesas terão acesso a 88 bilhões (49,4%), o agronegócio a R$ 30 bilhões (16,9%) e outros R$ 30 bilhões serão disponiblizados para a aquisição de outras instituições financeiras de pequeno e médio portes. 

Outros R$ 24 bilhões (13,4%) serão colocados à disposição de pessoas físicas e R$ 6 bilhões (3,4%) para hospitais, estados e municípios. A avaliação do governo é que o setor do agronegócio será afetado em cada área de forma diferente pela pandemia e que as negociações deverão ser feitas pontualmente. 
Para o superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, a redução na projeção do crescimento da economia mundial e no Brasil para este ano irão atingir duramente o setor. 

segunda-feira, 2 de março de 2020

China pode vir a enfrentar praga bíblica de proporções sem precedentes na atualidade



A China encara o risco de uma invasão de gafanhotos vindos da Índia e Paquistão, alertam autoridades do gigante asiático.

De acordo com a Administração Estatal de Florestas e Pastos da China, a possibilidade continua "relativamente pequena" e o risco para os ecossistemas chineses é pequeno. Contudo, os gafanhotos do deserto causarão um problema se a praga persistir nos países vizinhos, revela a publicação Newsweek.
Existem vários pontos de entrada para a vinda da espécie para a China, incluindo o Tibete, que compartilha uma larga fronteira com a China. Outras rotas incluem províncias do sudoeste da China.
Se as condições não melhorarem, também há o receio de que o inseto possa alcançar o país no segundo semestre de 2019 do Paquistão, que está enfrentando uma das crises mais sérias dos últimos anos.
"Nosso atual sistema de prevenção e tratamento é capaz de controlar a possível invasão à China", comentou Zhang Zehua, pesquisador do Instituto de Proteção de Plantas da Academia de Ciências Agrícolas da China, segundo o jornal China Daily.
Em resposta à ameaça, a Administração Estatal de Florestas e Pastos chinês publicou comunicados aos departamentos regionais, solicitando a introdução de estações de monitoramento nas possíveis rotas de migrações. Desta forma, o movimento dos insetos pode ser rastreado em tempo real.
Autoridades acrescentaram que enviaram "um considerável pacote de ajuda emergencial" ao Paquistão para combater a praga, relata a agência Xinhua.
Um comunicado da ONU considera que "ainda que [a praga] seja tão antiga quanto esse flagelo, hoje sua escala é sem precedentes em tempos modernos".