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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Relatório explicaria como Zuckerberg 'comprou' as eleições presidenciais de 2020 nos EUA

 


Mark Zuckerberg desempenhou um papel importante e possivelmente fundamental na acumulação de votos democratas durante as eleições do ano passado nos EUA, escreve mídia.

Mark Zuckerberg direcionou centenas de milhões de dólares durante a eleição de 2020 para organizações nominalmente sem fins lucrativos e apartidárias que manipularam o financiamento do escritório eleitoral para virar a balança a favor do voto democrata, de acordo com um estudo publicado na terça-feira (12) pelo portal The Federalist.

A análise realizada pelo doutor William Doyle, pesquisador principal do Instituto de Pesquisa de Eleições Caesar Rodney em Irving, Texas, EUA, mostra que o financiamento com recursos privados visou os principais estados contestados para aumentar a margem de voto do então candidato presidencial democrata Joe Biden contra seu rival, o republicano Donald Trump.

Foi em estados como a Geórgia, onde Biden ganhou por 12.000 votos, e o Arizona, onde ele ganhou por 10.000, que é sugerido que as táticas usadas levaram Biden à vitória. O relatório afirma que não foi um caso de financiamento tradicional de campanha ou lobby, mas uma manipulação inteligente de "vazios legais", que provavelmente permitiram que a eleição de 2020 fosse "comprada" por um dos homens mais ricos do mundo.

Como teria sido alargado o voto democrata?

De acordo com a investigação de William Doyle e sua equipe, o financiamento privado por entidades sem fins lucrativos financiadas por Mark Zuckerberg, o Centro para Tecnologia e Vida Cívica (CTCL, na sigla em inglês) e o Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral (CEIR, na sigla em inglês), permitiu transferir US$ 419,5 milhões (R$ 2,31 bilhões) dos recursos privados do CEO do Facebook para os escritórios eleitorais dos governos locais.

Assim, esses escritórios teriam sido usados para encorajar e recolher votos democratas usando desde uma série de práticas administrativas e acordos de compartilhamento de dados até campanhas de divulgação direta em estados-chave.

Como exemplo, The Federalist afirma que foi promovido o voto universal por correspondência, rejeitado como "catastrófico" pelo presidente no poder Trump, que incluía campanhas para aumentar o prazo de entrega de tais boletins. Isso permitiria a "cura de cédulas", em que centenas de milhares de cédulas de correio rejeitadas por causa de "erros", tais como assinaturas ausentes ou inadequadas, pudessem ser consertadas, ou "curadas", e contadas a tempo.

O CTCL também teria canalizado recursos para aumentar o número de trabalhadores temporários nas urnas como parte da infiltração encoberta dos cargos eleitorais por ativistas pagos do Partido Democrata.

Um exemplo disso foi o CTCL ter aumentado os recursos de Green Bay, no Wisconsin, para US$ 47 (R$ 259,16) por eleitor, enquanto as áreas rurais ainda registravam US$ 4 (R$ 22,06), e tais disparidades teriam sido registradas em cidades como Detroit, Atlanta, Filadélfia, Pittsburgh, Flint, Michigan, Dallas, Houston e outras. Segundo a investigação de Doyle, isso resultou frequentemente em que áreas normalmente republicanas acabaram votando a favor dos democratas.

Em conclusão, o estudo sublinha que o uso de organizações privadas, com falta de transparência administrativa e financeira e não sujeitas às mesmas regras e verificações que regem os funcionários e instituições públicas, significa que elas não podem ser monitoradas através de pedidos de registros abertos e que o "viés estrutural" que permeou a eleição de 2020 foi provavelmente o que permitiu a Joe Biden assegurar um triunfo no Colégio Eleitoral.

Reação republicana

A notícia provocou ira no Partido Republicano, incluindo de Ron DeSantis, governador da Flórida.

"Então, Zuckerberg, ele gastou mais de US$ 400 milhões [R$ 2,21 bilhões] através destas, cito, 'sem fins lucrativos para', fim de citação, ajudar na administração eleitoral. Mas o que eles fariam seria exigirem que certas coisas fossem feitas, como votação maciça por correio, coleta de cédulas, e se concentrariam basicamente na participação partidária dos eleitores. Isso foi totalmente inaceitável", declarou ele em uma coletiva de imprensa na terça-feira (12).

Nossas eleições estão à venda? Mark Zuckerberg comprou a eleição presidencial de Wisconsin?

O senador Ron Johnson, do Wisconsin, também questionou a legalidade dos gastos eleitorais do dono do Facebook.


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

MPF questiona Damares por ocultar relatório das denúncias do Disque 100

Em ofício, procurador dá 20 dias para que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos responda às quase 30 questões



Em ofício encaminhado nesta sexta-feira (28), o Ministério Público Federal (MPF) solicitou informações ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, sobre o relatório da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos de 2019. O documento que reúne as denúncias recebidas pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100), Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), e Conselhos Tutelares. Divulgado em maio passado, porém, teve as respostas e encaminhamentos das queixas omitidos pela pasta da ministra Damares Alves.
Entre as violações relatadas, estão 86.837 denúncias de violência contra crianças e adolescentes, mas sobre as quais não se sabe que providências foram tomadas. Assinado pelo procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, o ofício questiona sobre a quantidade de manifestações realizadas, o total de denúncias formalizadas e quantas foram encaminhadas e analisadas pelos órgãos de apuração e proteção.
O MP também pede detalhes sobre as denúncias de violações cometidas contra outros grupos, como pessoas com deficiência, LGBTs, mulheres, negros, indígenas e população de rua. Assim como em conflitos agrários e fundiários e violência na internet e violência policial. O objetivo, de acordo com Vilhena, “é compreender as inconsistências identificadas e contribuir para um serviço de qualidade”, explicou.
O procurador solicita esclarecimento sobre que formas de atendimento foram prestadas, o processo de trabalho e quantos funcionários estão envolvidos na análise e tratamento das denúncias. Ao todo, são 27 questionamentos ao ministério de Damares, que tem um prazo de 20 dias para as respostas.
Inconsistências
Um dos motivos, de acordo com o procurador, que levou ao encaminhamento do ofício foi a denúncia de que todas as violações recebidas pelo canal foram omitidas do relatório final. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo, para o qual a pasta respondeu que seria uma “opção editorial adotada pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos”.
Logo após a publicação da matéria, na segunda (24), Damares ameaçou pelo Twitter processar o jornal e os entrevistados. Entre eles, o advogado Ariel de Castro Alves, que alertava que a questão dos retornos e encaminhamentos era “crucial” para motivar as vítimas a denunciarem. Os casos de violência infantil, por exemplo, representaram 55% do total das queixas registradas. Uma alta de 13,9% nas denúncias recebidas em 2018. É também com base no fluxo desses dados que se sabe que o índice de respostas às denúncias no país é baixo e demanda atenção.
Ainda na segunda, o ministério divulgou em seu site uma nota e duas planilhas, contestando a reportagem. De acordo com o veículo, no entanto, foram apresentados dados “inconsistentes”. Por exemplo, aponta a Folha, um total de 305.403 denúncias encaminhadas para diferentes órgãos de proteção, quando, no relatório da ouvidoria constam 159.062 denúncias.
Um ofício assinado pelo ouvidor nacional de direitos humanos, Fernando César Pereira Ferreira, também rebatia a acusação de omissão, afirmando que “a não publicação dos dados relativos ao retorno dos encaminhamentos das denúncias se deu em virtude do exame dos dados do Relatório de 2019 não apresentar clareza, carecendo de uma análise mais apurada”. Segundo ele, “foram graves inconsistências apuradas preliminarmente”.
O MPF quer saber também do Ministério dos Direitos Humanos “que ‘inconsistências’ foram essas?”, conforme questiona o procurador.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Pentágono aconselha Marinha dos EUA a reduzir frota de porta-aviões, segundo relatório



Uma avaliação interna do Pentágono teria recomendado que a Marinha dos EUA removesse dois porta-aviões de sua frota para integrar navios menores tripulados ou não tripulados.

Um relatório, divulgado pelo portal Defense News, mostra que o escritório do secretário de Defesa, Mark Esper, teria elaborado uma avaliação exigindo a redução da frota de porta-aviões de 11 para nove embarcações.
A recomendação contrasta com as projeções anteriores, já que a Marinha norte-americana havia comprado dois porta-aviões da classe Ford, além de reintegrar o USS Harry Truman em um esforço para alcançar a meta de uma frota de 355 embarcações. Anteriormente, a perspectiva era de que a Marinha precisasse de 400 navios, incluindo 13 porta-aviões.
O capitão aposentado da Marinha, Jerry Hendrix, afirmou que a entidade teria de ser reestruturada se essa recomendação fosse realizada.
"Os modelos de desenvolvimento, estabelecidos e ainda mantidos por nós, corresponderiam a 15 porta-aviões, ou seja, tudo iria por água abaixo", afirmou Hendrix, citando a presença dos EUA no Oriente Médio e na Ásia-Pacífico.
O Defense News destacou que o relatório exige que a Marinha não expanda sua frota de navios de superfície, que é composta por aproximadamente 90 cruzadores e destróieres.

© AP PHOTO / CHARLES DHARAPAK
Vista do prédio do Pentágono, em Washington D.C, capital dos EUA
Em outras ocasiões, Esper já havia demonstrado suas ideias sobre a preferência de formar uma frota com navios tripulados leves.
"Você pode construí-los para que sejam opcionalmente tripulados e, dependendo do cenário ou da tecnologia, podem se tornar autônomos", afirmou.
Vale destacar que Esper chegou a ser criticado por suas ideias por Craig Hooper da Forbes, citando que historicamente os navios da Marinha norte-americana não foram capazes de operar em condições climáticas extremas, e uma frota de pequenos navios colocaria mais vidas em risco.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Hospitais psiquiátricos brasileiros promovem tortura, alerta relatório



PUBLICADO NA REDE BRASIL ATUAL
“Barbárie.” Esta foi a definição de especialistas em direitos humanos e saúde mental após apresentação da segunda edição revisada do documento Hospitais Psiquiátricos no Brasil – Relatório de Inspeção Nacional 2020 ao Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, órgão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, braço operador do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT).
O levantamento, disponível no site do MNPCT, denuncia a falta de estrutura, relatos de violência sexual contra mulheres, além de cárcere privado, isolamento, e contenção forçada em 40 Hospitais Psiquiátricos, localizados em 17 estados nas cinco regiões do país. Em uma unidade em São Paulo, por exemplo, entre os internados foram encontradas uma idosa de 106 anos e uma criança de 10.
“Essas instituições, muitas delas, propõe a substituição da vida pela segregação e isso tem uma série de impactos na vida dessas pessoas, primeiro porque elas perdem a oportunidade de serem tratadas a partir de uma perspectiva comunitário, de fortalecimento de laços e de inserção social dentro dessas instituições”, aponta o perito do MNPCT Lucio Costa, em entrevista ao repórter André Gianocari, do Seu Jornal, da TVT.
Entre as instituições denunciadas, 75% são particulares, porém sustentadas por verbas do Sistema Único de Saúde (SUS). O que para Frei David Santos, da ONG Educafro, evidencia um negócio lucrativo em cima do sofrimento humano. A Educafro é das organizações que apoiam o trabalho do Mecanismo de Combate e Prevenção à Tortura que defende a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para que a Política Nacional de Saúde Mental seja investigada.
O órgão também exige uma reunião com o atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e um maior comprometimento do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Nesta terça-feira (10), no entanto, a ministra da pasta responsável pelo órgão atuou para invisibilizar o trabalho do MNPCT durante reunião do Comitê, segundo ativistas. “Estamos transformando a sociedade em uma sociedade mais cruel. E um governo transitório precisa garantir o que nós queremos, e nós queremos uma sociedade mais honesta, equilibrada e que trate bem os mais sofridos”, destaca Frei David.