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sábado, 6 de junho de 2020

Mandetta: estratégia de Bolsonaro para coronavírus é “tragédia”, “burra e genocida”


Ex-ministro da Saúde condena estratégia militar de Bolsonao para combate ao coronavírus e diz: “é uma tragédia o que a gente está vendo”. Para Luiz Henrique Mandetta, impera na pasta a uma lógica de "promoções por atos de bravura ou de lealdade extrema, mesmo que burra e genocida"


O ex-ministro da Saúde. Luiz Henrique Mandetta, afirmou neste sábado (6) que a estratégia de fundo militar de Bolsonaro no combate ao coronavírus  está levando no Ministério da Saúde a uma lógica de "promoções por atos de bravura ou de lealdade extrema, mesmo que burra e genocida".
"Talvez isso seja o que estamos presenciando: uma ótica muito mais de carreira promocional, de cumprir uma missão e essa missão se passa por sonegar informações, torturar os números", disse.
"Do ponto de vista de saúde, é muito ruim, é uma tragédia o que a gente está vendo, de desmanche da informação", disse o ex-ministro. "Me parece que o que estão querendo fazer é uma grande cirurgia nos números dos protocolos públicos."
As afirmações foram feitas durante live para o canal IDP, que teve a mediação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
Mandetta disse não ver nada positivo em uma possível saída do Brasil da Organização Mundial da Saúde (OMS). Jair Bolsonaro acusou a OMS de atuar de forma política e ameaçou retirar o Brasil da entidade, copiando a decisão tomada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Sair da OMS, para o Brasil, é nos colocar como párias mundiais em saúde. É sair completamente da saúde. É igual a um menino mimado que fala: 'Se eu não posso jogar, vou embora para casa'. E ele não sabe que o melhor não é ser o dono da bola, é jogar futebol. Eu acho que o Brasil perderia e muito. Não somos uma superpotência para ficar fora de um grande espaço como a OMS".

 

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Filha de Queiroz que “trabalhava” com Bolsonaro elogia Mandetta após demissão




Filha do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e ex-assessora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara dos Deputados, Nathália Melo de Queiroz quebrou o silêncio sobre temas políticos nas redes sociais e exaltou Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), demitido ontem do comando do Ministério da Saúde. Em tratamento contra câncer, Queiroz integra grupo de risco para covid-19.
Em seu perfil no Instagram, a personal trainer reproduziu um post do MBL (Movimento Brasileiro Livre) com a mensagem de Mandetta afirmando que havia sido demitido por Bolsonaro. O MBL faz oposição ao governo e tem várias de suas principais lideranças filiadas ao DEM, como o deputado federal Kim Kataguiri.
(…)

Nathália Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, compartilhou publicação exaltando Mandetta após demissão
Imagem: Reprodução
Nathália Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, foi nomeada nos gabinetes de Jair e Flávio Bolsonaro
Imagem: Reprodução

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Primo de Mandetta: 'ser demitido deste governo é ser absolvido pela história'



"Para quem é punido por suas virtudes e não pelos defeitos, não se deixe abater com a demissão, pois ser demitido deste governo é ser absolvido pela história", escreveu o primo e deputado federal Fábio Trad (PSD-MS)


O deputado federal, Fábio Trad (PSD-MS), mandou mensagem nas redes sociais ao seu primo e ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.
"Mandetta, esta mensagem é para o primo e não para o ministro: para quem é punido por suas virtudes e não pelos defeitos, não se deixe abater com a demissão, pois ser demitido deste governo é ser absolvido pela história. Cabeça erguida, primo! Te amo!", escreveu.
Pouco antes da demissão, ele criticou os ataques das milícias virtuais contra Mandetta.
"A profusão de vídeos fakes e posts infames contra Mandetta fabricada pelo ódio hidrófobo dos robô-minions retrata a mais sórdida e torpeforma de política patrocinada pelos lacaios de Bolsonaro. O DEM, partido do Ministro, precisa mostrar o seu brio e entrar na briga. É o mínimo", afirmou.


terça-feira, 7 de abril de 2020

Bolsonaro não tem condições de demitir Mandetta, diz Maia



O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (7) que o presidente Jair Bolsonaro não teria apoio para demitir um ministro popular como o da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Na opinião de Maia, Bolsonaro deve ter se irritado com as aparições do ministro e a alta aprovação de Mandetta em pesquisas de popularidade.
"Eu o conheço [Bolsonaro] já há um ano, acho que ele não vai demitir um ministro popular. Ele vai enquadrar, não é enquadrar, ele vai organizar a relação dele, vai construir um discurso com o Mandetta, vai manter o Mandetta, não tenho dúvida nenhuma disso", disse Maia.
O presidente da Câmara participou de uma transmissão ao vivo sobre orçamento e saúde fiscal promovida pela corretora de investimentos Necton.
"O presidente trabalha muito com popularidade. Popularidade de rede social. É assim na relação dele com o [ministro da Justiça, Sergio] Moro, tem sido agora assim na relação dele com o Mandetta. E sempre usando essa estrutura paralela para tentar desqualificar o que ele considera... vamos dizer assim, inimigo dele, que pode ser um adversário dele", afirmou Maia.
Maia disse que acredita que Bolsonaro não teria apoio na sociedade para tirar Mandetta do cargo.
"Mas ele não tinha condições, acho que ontem, ele sabe disso, os mais próximos certamente falaram isso para ele, de trocar o ministro neste momento. Não estou dizendo no Parlamento, não, eu acho que na sociedade", afirmou.
Nesta segunda-feira (6), após forte especulação sobre uma possível demissão de Mandetta, Bolsonaro decidiu manter o chefe da pasta depois de reunião ministerial convocada às pressas.

terça-feira, 31 de março de 2020

Ex-assessor de Mandetta é encontrado morto em Campo Grande



O advogado e blogueiro Francisco de Arruda Cangussu, de 62 anos, foi assessor parlamentar do atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, quando ele era deputado federal


O advogado e blogueiro Francisco de Arruda Cangussu, de 62 anos, conhecido como Kiko Cangussu, foi encontrado morto em seu apartamento na região central de Campo Grande (MS), por volta das 19h30 desta segunda-feira (30). A família suspeita de infarto. 

Kiko foi assessor parlamentar do atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, quando ele era deputado federal.

O irmão do advgado, Paulo Cangussu, foi até o edifício, mas não conseguiu contato e ligou para o filho do advogado, Luiz Guilherme Cangussu, que abriu o apartamento. A família definirá um local para o velório.