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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Recado à China: 'Não temos medo do inimigo', afirma Taiwan ao defender 'direito de contra-ataque'



O Ministério da Defesa de Taiwan declarou nesta segunda-feira (21) que as Forças Armadas da ilha têm o direito de se defender e contra-atacar, citando "assédio e ameaças" em um aviso à China.

Os militares da ilha disseram que várias aeronaves chinesas cruzaram a linha média do estreito de Taiwan e entraram na zona de identificação de defesa aérea na sexta-feira (18) e no sábado (19).
Em resposta, Taiwan teve que preparar jatos para interceptar, de acordo com os militares em Taipei, que tinham procedimentos "claramente definidos" para a primeira resposta da ilha em meio à "alta frequência de assédio e ameaças de navios de guerra e aeronaves inimigas neste ano".
A ilha afirma ter o direito de se defender e contra-atacar e "não tem medo do inimigo", mas não o provoca.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, afirmou a repórteres em Pequim nesta segunda-feira (21) que "Taiwan é uma parte inseparável do território chinês", acrescentando que "a chamada linha média do estreito não existe".
As tensões aumentaram drasticamente nos últimos meses entre Taipei e Pequim, e os exercícios chineses ocorreram na semana passada, depois que Pequim expressou discordância pelas visitas de altos funcionários dos EUA a Taipei.

© AP PHOTO / LI GANG/XINHUA
Porta-aviões chinês Liaoning realizando exercícios no mar do Sul da China acompanhado por fragatas e submarinos (foto de arquivo)
Em agosto, o secretário de Saúde dos EUA, Alex Azar, visitou Taiwan. Outra visita, de Keith Krach, subsecretário para assuntos econômicos, ocorreu na semana passada.
Enquanto isso, o editorial do jornal oficial China Daily nesta segunda-feira (21) afirmou que os EUA estavam tentando usar Taiwan para conter a China.
Na semana passada, o senador republicano Rick Scott apresentou nos EUA um projeto de lei "para impedir o uso da força pela China" contra Taiwan. A proposta de Lei de Prevenção de Invasão de Taiwan visa estabelecer "autorização limitada para o presidente [dos EUA] usar força militar com o propósito específico de proteger e proteger Taiwan contra ataques armados", informou um comunicado de Scott na quinta-feira (17).
O projeto de lei permitiria aos EUA reforçar sua política de longa data sobre Taiwan, fortalecendo a capacidade da ilha de resistir às ações da China.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

China promete 'contra-ataque firme' aos EUA após fala de Trump sobre Hong Kong



A China disse nesta segunda-feira (1º) ao governo dos Estados Unidos que vai dar uma resposta firme após os anúncios do presidente Donald Trump, que deseja limitar a entrada de cidadãos chineses em seu país e impor sanções comerciais a Hong Kong.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse que seu país se opõe com firmeza às ações dos EUA.
"As medidas anunciadas interferem gravemente com os assuntos internos da China, danificam as relações EUA-China e prejudicarão os dois lados. A China se opõe com firmeza a isto", disse Zhao, citado pela agência Reuters.
O ministro ainda falou que a China prepara um "contra-ataque firme".
"Quaisquer palavras ou ações dos EUA que prejudiquem os interesses da China se depararão com um contra-ataque firme da China", afirmou.
Na semana passada, o Parlamento chinês votou pela imposição de uma lei de segurança nacional para Hong Kong.
O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a medida como uma tragédia para o povo da cidade e que a acusou de violar a promessa chinesa de proteger a autonomia da ilha.
Trump ainda anunciou que suspenderia a entrada dos cidadãos chineses que representassem risco potencial para a segurança dos Estados Unidos.

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