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sábado, 4 de setembro de 2021

Robô russo de combate Marker mostra novo nível de tecnologia autônoma, escreve Forbes

 


Os mais recentes testes da plataforma robótica Marker indicam que a Rússia está atingindo um novo nível no desenvolvimento de veículos militares não tripulados, escreve o jornalista David Hambling, da Forbes.

De acordo com Samuel Bendett, especialista em sistemas não tripulados da Rússia, citado pelo jornal, o Marker é um demonstrador tecnológico que permite avaliar as tecnologias e os sistemas utilizados, bem como experimentar diferentes abordagens para criação de um veículo terrestre não tripulado funcional.

"Em algum momento o Marker será testado com drones de combate e drones suicidas", sugeriu Bendett, observando que a Rússia já realizou no passado testes de utilização integrada de outros sistemas robóticos com veículos não tripulados.

Marker é um sistema modular e, graças a isso, diferentes fabricantes podem sugerir novas tecnologias que serão testadas posteriormente. Ao mesmo tempo, o Ministério da Defesa da Rússia está ativamente trabalhando na integração de sistemas robóticos e não tripulados nas Forças Armadas, ressalta Bendett.

Por sua vez, Hambling escreve que a principal diferença entre a Rússia e os EUA no desenvolvimento de drones é que os Estados Unidos, apesar do desenvolvimento de robôs terrestres nos últimos 40 anos, têm feito pouco uso deles nas suas Forças Armadas. Já os militares russos testaram na Síria o robô Uran-9 e, apesar de identificar várias falhas no equipamento, conseguiram aprender com essa experiência.

O autor do artigo notou que, recentemente, o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, disse que na Síria foram testados mais de 320 tipos de armas.

"Seus robôs terrestres autônomos podem estar em Chelyabinsk, mas amanhã estarão no campo de batalha e, como resultado, no dia seguinte aparecerá uma versão aperfeiçoada", concluiu Hambling.

Recentemente, o serviço de imprensa do Fundo de Pesquisas Avançadas disse à Sputnik que um robô Marker em testes na região de Chelyabinsk percorreu em modo autônomo 100 quilômetros patrulhando a zona de fronteira de uma povoação, enquanto outro treinava o lançamento de um enxame de drones.

plataforma robotizada experimental Marker foi revelada publicamente pela primeira vez em outubro de 2019, em um campo de testes para sistemas robóticos em Magnitogorsk.


quinta-feira, 2 de julho de 2020

Satélite tira FOTO de submarino russo que ganha atenção de especialista dos EUA, revela Forbes



No início desta semana, um satélite que sobrevoou o norte ártico russo captou uma imagem um tanto curiosa. Na foto podem ser vistos uma luz brilhante e um longo rastro parecido com aqueles deixados por aviões no céu que se estendem por quilômetros.

À primeira vista, a imagem pode ser confundida com o lançamento de um míssil voando pelo ar. No entanto, trata-se do novo submarino de quarta geração do projeto 955A (Borei-A) Knyaz Vladimir, sugere a revista Forbes.
A imagem chamou atenção do especialista de inteligência de fonte aberta Frank Bottema. O especialista estava analisando a circulação de outras embarcações quando se deparou com aquilo que parecia ser um míssil em pleno voo no mar Branco perto da cidade portuária de Severodvinsk.
Tendo em conta sua localização e o fato de não terem sido emitidos quaisquer avisos ou restrições em zonas marítimas (que podem indicar a realização de testes de mísseis), ele pensou que não se tratava de lançamento de mísseis. Porém, visualmente é incomum para um submarino ter este aspecto em imagens de satélite.
​Imagem rara e muito legal de satélite mostra submarino da Marinha da Rússia da classe Borei-II (Borei-A) deixando pela primeira vez o porto de Severodvinsk depois de entrar em serviço. É incomum ver um rastro tão longo, quase parece um míssil.
As condições do mar devem ser responsáveis para que a esteira permaneça visível a uma distância tão grande. De acordo com a edição, o submarino Knyaz Vladimir usa o sistema de propulsão pump-jet, tal como os mais recentes submarinos da classe Virginia da Marinha dos EUA, o que pode ter contribuído para ser visível este rastro incomum.
Este submarino nuclear de nova geração entrou em serviço da Marinha russa no dia 12 de junho. A cerimônia ocorreu na cidade de Severodvinsk, no norte do país, onde a embarcação passou com êxito por todos os testes necessários.
O Knyaz Vladimir é capaz de transportar 16 mísseis balísticos intercontinentais Bulava, que têm alcance de mais de nove mil quilômetros. Além disso, é silencioso e tem capacidades superiores de manobra e controle de armas do que seus antecessores.