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sábado, 26 de junho de 2021

Seria 'muito sério' se governo britânico fosse responsável por incidente no mar Negro, diz Rússia

 


Andrei Kelin, embaixador russo no Reino Unido, criticou a "provocação militar" do destróier britânico HMS Defender no mar Negro, que entrou nas águas territoriais da Crimeia, pertencente à Rússia.

O incidente de quarta-feira (23) no mar Negro envolvendo as forças militares e de patrulha fronteiriça russas e o navio de guerra HMS Defender poderia ter provocado combates reais, e Moscou considera as informações de que Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, aprovou pessoalmente o percurso ilegal do navio, um assunto "muito sério", disse Andrei Kelin, embaixador da Rússia no Reino Unido.

"O pesadelo de toda esta situação é que [as autoridades britânicas] estão tentando reforçar sua posição política com uma provocação militar, o que realmente […] poderia nos levar a um grave incidente militar, que o chefe do Estado-maior do Reino Unido admitiu ontem [25] à noite", disse no sábado (26) Kelin, falando ao canal YouTube russo Solovyov Live, em referência aos comentários recentes do general Nick Carter.

Citado na sexta-feira (25) pelo jornal The Telegraph, Carter falou sobre o incidente do mar Negro, afirmando que o perigo de um "guerra em larga escala" resultante "de uma escalada injustificada" era algo que o mantinha "acordado na cama à noite".

Segundo Kelin, se as decisões de levar o HMS Defender a atravessar as águas territoriais da Crimeia, controladas pela Federação da Rússia, "tivessem acontecido como nos jornais […] é algo muito sério".

Em sua reportagem, o The Telegraph indicou que a ideia de levar o destróier do Reino Unido dentro das águas territoriais russas foi dada por Ben Wallace, secretário de Defesa, e aprovada pessoalmente pelo premiê Johnson na segunda-feira (21). Além disso, Dominic Raab, secretário de Relações Exteriores, teria se oposto à ideia, advertindo que Moscou poderia de alguma forma "tentar tirar proveito" da situação.

Kelin diz não saber o mecanismo exato de tomada de decisões por Londres, e sugeriu não confiar necessariamente nos relatos dados na mídia britânica.

O embaixador russo não crê que a situação atual seja pior que na Guerra Fria, mas descreveu o atual estado das relações entre a Rússia e o Reino Unido como um "ponto zero" do qual agora será necessário se recuperar.

Andrei Kelin revelou que se reuniria com funcionários britânicos responsáveis por assuntos externos e de segurança, e que esperava obter informações sobre o que realmente aconteceu na quarta-feira (23).

quarta-feira, 25 de março de 2020

Criatura de 555 milhões de anos seria precursora da maioria dos animais, incluindo humanos (FOTOS)



Um grupo de geólogos da Universidade da Califórnia em Riverside (EUA) descobriu uma criatura parecida com um verme, chamada Ikaria wariootia, que teria vivido há mais de 555 milhões de anos.

Acredita-se que o animal seja a mais antiga criatura bilateral (ou organismo com frente e costas, dois lados simétricos, e aberturas em ambas as extremidades ligadas por uma barriga) – um organismo do qual descenderia a maior parte da vida animal moderna, incluindo humanos, segundo uma pesquisa publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Muitos animais, de vermes a insetos, de dinossauros a humanos, estão organizados em torno deste mesmo plano corporal bilateral básico.
Os restos de Ikaria foram encontrados em tocas fossilizadas contidas em depósitos do Período Ediacaran de 555 milhões de anos em Nilpena, Austrália do Sul.
Com a ajuda de um scanner laser tridimensional, geólogos encontraram a forma regular e consistente de um corpo cilíndrico com cabeça e cauda distintas e uma musculatura levemente estriada.

Varredura a laser 3D mostra forma de corpo cilíndrico com cabeça e cauda distintas e musculatura levemente estriada da criatura chamada Ikaria wariootia
A pesquisa estima que Ikaria teria tido de dois a sete milímetros de comprimento e até 2,5 milímetros de largura. Acredita-se que o maior exemplar desta criatura conhecido até à data seja aproximadamente do mesmo tamanho que um grão de arroz.

Impressões de Ikaria wariootia em pedra, este pode ser o antepassado de todos os animais bilaterais existentes hoje
"Pensamos que esses animais deveriam ter existido durante esse intervalo, mas sempre entendemos que eles seriam difíceis de reconhecer. Assim que tivemos as varreduras em 3D, sabíamos que tínhamos feito uma descoberta importante", disse a geóloga Scott Evans, citada pelo site SciTech Daily.
"As tocas de Ikaria aparecem menores que qualquer outra coisa. É o fóssil mais antigo que temos com este tipo de complexidade", complementou a geóloga Mary Droser.