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domingo, 14 de fevereiro de 2021

Governo norte-americano ameaça banir aviões israelenses que pousem nos EUA

 


Em meio à situação diplomática delicada pela falta de comunicação entre os líderes dos dois países, os EUA ameaçam banir pouso de aviões israelenses no país.

Após Israel definir na quarta-feira (11) que apenas aviões da empresa aérea israelense El Al poderiam voar dos Estados Unidos para Israel em voos de emergência, o governo dos EUA declarou que se outras companhias norte-americanas não tiverem permissão para fazerem o mesmo, os aviões israelenses não terão permissão para pousar no país, segundo reportou o The Jerusalem Post.

As companhias aéreas norte-americanas como a Delta e a United, junto a todas as outras que não sejam a El Al, não foram autorizadas a operar voos entre os dois países.

A administração Biden acusou Jerusalém de violar a liberdade do ar e criar uma crise após o fechamento da fronteira israelense devido à pandemia do coronavírus. O governo então exigiu que os aviões de companhias aéreas norte-americanas também pudessem pousar Israel, segundo a mídia.

O Departamento de Transportes dos EUA denunciou ao Ministério das Relações Exteriores e ao Ministério dos Transportes de Israel a situação, ressaltando que a mesma viola o acordo de aviação entre os países, que visa garantir tratamento igual às companhias aéreas israelenses e norte-americanas.

Israel e Estados Unidos se encontram em uma situação diplomática um pouco delicada, já que desde de sua posse, em 20 de janeiro, Joe Biden, ainda não fez contato com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Várias especulações têm surgido nos últimos dias sobre a posição aparentemente mais fria da nova administração em relação ao premiê.

Contudo, a Casa Branca declarou que não está "desprezando" esse contato e que Biden "deseja falar com o primeiro-ministro Netanyahu. Posso assegurar que isso acontecerá em breve, mas não tenho uma data ou horário específicos", de acordo com Jen Psaki, secretária de imprensa da Casa Branca.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

'Rússia continuará desafiando a presença dos EUA' no Oriente Médio, diz general norte-americano

 


Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central dos EUA (USCENTCOM, na sigla em inglês), apontou a Rússia e a China como alguns dos principais desafios geopolíticos dos norte-americanos no Oriente Médio.

A Rússia e a China continuarão representando desafios para os EUA no Oriente Médio, disse na segunda-feira (8) o general Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central dos EUA (USCENTCOM, na sigla em inglês), durante debate virtual no Instituto do Oriente Médio.

"Suspeito que a Rússia continuará desafiando a presença dos EUA [no Oriente Médio]", disse McKenzie.

O oficial militar também disse que a Rússia continuará perseguindo seus objetivos estratégicos maiores na região, incluindo o reforço de seu status como potência mundial.



© SPUTNIK / MINISTÉRIO DA DEFESA DA RÚSSIA
Soldado da polícia militar russa durante o patrulhamento da rodovia M-4 na província de Idlib, Síria

O comandante do USCENTCOM observou que a atividade da Rússia no Oriente Médio, juntamente com a atividade iraniana, as preocupações da Turquia com a segurança da Síria, as principais barreiras à coalizão liderada pelos EUA para derrotar o Daesh e Al-Qaeda (organizações terroristas proibidas na Rússia e em vários outros países) minam e perturbam a influência de Washington na região.

"Em 2020, a Rússia e a China exportaram crises regionais em curso, as necessidades de infraestrutura financeira, a percepção do declínio do envolvimento dos EUA, e as oportunidades criadas pela COVID-19 para avançar seus objetivos em todo o Oriente Médio", disse McKenzie.

A China importa atualmente cerca da metade do petróleo bruto da região, e continuará expandindo suas relações econômicas e comerciais com os países da região, acrescentou o chefe do USCENTCOM.

EUA e Arábia Saudita

Os EUA continuarão compartilhando inteligência com a Arábia Saudita para ajudar Riad a se defender das ameaças à sua segurança, mas suspenderão o apoio a qualquer operação ofensiva no Iêmen, relatou McKenzie.

"Houve uma série de ataques lançados do Iêmen contra a Arábia Saudita nas últimas semanas. Ajudaremos os sauditas a se defenderem desses ataques, dando-lhes inteligência quando pudermos sobre eles. O que não vamos fazer é ajudá-los a continuar a conduzir operações ofensivas no Iêmen", advertiu Kenneth McKenzie.

Ele acrescentou que o interesse dos EUA no Iêmen é, antes de tudo, contra o terrorismo, sublinhando que o apoio à coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen tornou-se extremamente limitado.

O presidente norte-americano Joe Biden anunciou na quinta-feira (4) que os Estados Unidos estavam acabando com apoio às operações ofensivas lideradas pela Arábia Saudita no Iêmen, mas que continuariam a defender seu aliado contra outras ameaças.

Biden também se comprometeu a intensificar os esforços diplomáticos para resolver o conflito por meios pacíficos, e nomeou o diplomata veterano Timothy Lenderkin como seu enviado especial para o Iêmen.

Na sexta-feira (5), o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita disse que saudava a postura dos EUA de ajudar a resolver a crise no Iêmen por meios políticos.

sábado, 4 de abril de 2020

Misterioso drone norte-americano é revelado em FOTOS



Há tempos, a Comunidade de Inteligência dos EUA iniciou o projeto secreto de um drone de reconhecimento experimental, ultrassilencioso e de alta eficiência.

Quase 10 anos depois, foram revelados os primeiros detalhes do XRQ-72A, também chamado de Great Horned Owl.
Desenvolvido pela Scaled Composites, uma subsidiária da Northrop Grumman, o drone é uma aeronave não tripulada que possui uma envergadura de asa de aproximadamente 9,14 metros e comprimento do nariz até a ponta das asas de 3,41 metros. Além disso, ele tem 1,22 metros de altura, segundo o portal The Drive.
Apesar das informações, o peso do drone é desconhecido. Entretanto, um documento do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea (AFRL na sigla em inglês) dos EUA, citado pelo The Drive, afirma que a aeronave pesa entre 136 e 181 quilos.
Além disso, especula-se que o drone construído com materiais compostos, também pode possuir características furtivas. Já o silencioso mecanismo, que o AFRL espera desenvolver, pode permitir que a aeronave voe até 185 quilômetros por hora sem ultrapassar o nível de ruído de 50 decibéis.
​Os esquemas mostram o XRQ-72A equipado com uma típica torre de sensor esférica, com diversos tipos de câmeras de vídeo. A IARPA não mencionou especificamente quais sensores o Great Horned Owl seria capaz de transportar em seu anúncio original de 2011.
Contudo, a característica mais importante da aeronave é seu sistema de propulsão híbrida, contando com um par de geradores alimentados por combustível localizados dentro da fuselagem central, produzindo eletricidade que alimenta quatro propulsores situados na parte superior da fuselagem, sobre a asa.
O misterioso drone tem como objetivo inicial explorar tecnologias que possam permitir o desenvolvimento de um avião não tripulado de inteligência, vigilância e reconhecimento muito silencioso e eficiente.
O calendário do projeto Great Horned Owl ainda é desconhecido. O projeto foi anunciado em 2011 e era esperado que estivesse pronto em junho de 2016. O programa incluía planos para uma segunda fase, incluindo a integração do sistema e testes em terra, e uma terceira fase com testes de voo reais.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Almirante norte-americano alerta para 'ponto de não retorno' nuclear dos EUA



Nesta quinta-feira (27), um oficial general dos EUA alertou que o Congresso norte-americano deve alocar fundos para uma grande modernização do arsenal nuclear.

Segundo a publicação Defense News, o almirante Chas Richard, chefe do Comando Estratégico dos Estados Unidos, alertou:
"Se não investirmos prudentemente em nossas capacidades nucleares agora, podemos começar a atingir pontos de não retorno". Além disso, "prevejo que começarão no complexo de armas nucleares, depois no comando e controle nuclear e, no final, nos sistemas de entrega da tríade".
Para Richard, "quando falamos sobre a modernização da tríade, o que deixamos de fora é o 'ou então'. A outra escolha é não manter o que temos. Toda a tríade está chegando ao fim de sua vida útil. Ou substituímos o que temos agora, ou começamos a descartar, quase em um caminho de desarmamento, diante desta ameaça crescente".

© AP PHOTO / CHARLIE RIEDEL
Imagem de ogiva nuclear norte-americana instalada no interior do estado de North Dakota
Um valor de aproximadamente US$ 46 bilhões (R$ 205,8 bilhões) foi solicitado pela administração Trump para programas nucleares no ano fiscal de 2021.
Entrevistadas em condição de anonimato pela Defense News, autoridades militares dos EUA comentaram que realizar os investimentos no momento certo será de suma importância, e que os atrasos, técnicos ou devido à falta de fundos, poderiam dificultar em escolhas difíceis sobre o que pode ou não ser modernizado.